Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

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segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Paulo Urban (Poesias e Biografia)

Biografia
Paulo Urban nasceu em São Paulo a 10 de fevereiro de 1965. Em 1989, formou-se em medicina pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Especializou-se em psiquiatria no Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo, tendo sido aluno do eminente psiquiatra, Dr. Carol Sonenreich.Aos 29 anos tornou-se Diretor Clínico do Hospital Psiquiátrico Casa de Saúde de São João de Deus, da Ordem Hospitaleira de mesmo nome, dirigindo-o por seis anos.
É articulista da Revista Planeta, publicação mensal da Editora Três, e escreve matérias sobre diversos assuntos: psiquismo, mitologia, ocultismo (alquimia e magia), religiões, sonhos, simbolismo, filosofia, antropologia, arte, literatura e outros. Mantém contato aberto e permanente com seus leitores, e tem realizado nos últimos anos palestras sobre os mais diversos temas no Brasil e no exterior.
Há anos prepara uma obra, longe de acabar, sobre o Profeta Nostradamus, tendo realizado para tanto pesquisas no Instituto Histórico e Geográfico de Provence.
Tem livros publicados nas áreas de história, acupuntura, esoterismo e está com outros em processo de publicação, um dos quais sobre Magia.
Paulo Urban é criador de sua própria abordagem terapêutica, a Psicoterapia do Encantamento, de referencial analítico (junguiano) e que explora técnicas respiratórias de hiperventilação e ritos de passagem propiciadores de um novo psiquismo.
Em sua clínica médica, atende como psiquiatra, psicoterapeuta e acupunturista. Também pratica desde 1992 a Hipnose Clínica.
Desenvolve pesquisas sobre Estados Alterados de Consciência e Xamanismo. Regularmente se encontra com o Xamã Carlos Prado, de quem tem recebido in loco lições de medicina natural e cosmovisão andina.
Possui trabalhos acadêmicos publicados nas áreas de filosofia, medicina (alguns premiados), acupuntura e parapsicologia. Interessa-se também por física quântica e astrofísica.
Paulo Urban torna disponível parte de sua obra, inclusive seus sonetos, textos e pesquisas, aqui no www.amigodaalma.com.br ,site que compartilha junto da amiga Monica Facó, artista plástica, no qual pretendem abrigar companheiros que são os verdadeiros amigos da alma de todos nós.

Z O R R O

Por trás de negra máscara se oculta
um rosto apaixonado em seu ardor,
em meio à capa preta esconde o ator
a língua de um florete bela e inculta,
a mesma que te corta, urente, exulta
teus sentimentos todos, teu sabor...
A cicatriz não sabe o que é a dor
que cresce com o amor e que o sepulta
Esgrimista ágil, teço escaramuça...
Se à noite em meu cavalo sangro o céu,
de dia me recolho atrás do véu;
não pressupõe minh’arte te ferir,
nem sei se julgo justo este esgrimir
de um coração que é lâmina e te aguça.
decassílabos heróicos
15/08/2001

MANUSCRITOS DO BAÚ INTERMINÁVEL LIVRO IV - PERGAMINHO III - ORIGEM

Densas horas castigam esta esfera
Incrustada na curva do passado,
Não orbita, e seu tempo, enclausurado,
É presa deste instante de uma era.
Devora-lhe a mandíbula de um lado,
D’outro a gula de um Cronos feito fera;
Goela adentro é o segredo que se encerra
Tenebroso, voraz, bem disfarçado.
Digerido, o planeta se transforma,
Lançando pelo Cosmos sua essência;
Traz consigo o artifício da reforma,
Tão tênue, tão precisa sua ciência;
Do veneno ao remédio numa dose,
Faz do tempo a total metamorfose.
09/07/1997

Fontes:
http://www.amigodaalma.com.br/conteudo/sonetos/zorro.htm
http://www.amigodaalma.com.br/conteudo/sonetos/mbi_origem.htm
http://www.amigodaalma.com.br/conteudo/trajetoria.htm

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

Trova Brasil especial n.4 - Luiz Carlos Abritta

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Almanaque Parana n. 12

Trovadora Destaque: Olga Agulhon (Maringá) Leia em seu Monitor ou Baixe para seu Computador

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Emiliano Perneta Poetisas Paranaenses

Paraná Poético 2

Leia no Monitor ou Baixe para seu Computador Emílio de Menezes Alberto Paco - Janske Schlenker - José Feldman...

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