Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

E-Books

E-books para Download ou Leitura em seu Monitor, ao pé da página, após a Oração do Cão Abandonado.

Coleção Memória Viva
Paraná Poético
Almanaque Paraná de Trovas
Trova Brasil
Almanaque Literário O Voo da Gralha Azul

Marcadores

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Moacyr Scliar (O Centauro no Jardim)

I- Autor:

Moacyr Jayme Scliar nasceu em Porto Alegre no ano de 1937. Médico, romancista, contista e cronista, publicou também ensaios. Iniciou com alguns livros de contos. Posteriormente, publicou romances e novelas, quase todos tratando dos judeus imigrados do Leste europeu a partir das guerras mundiais. Enfoca as dificuldades de ambientação e perda gradativa das raízes e tradições do judaísmo à medida que as gerações vão se sucedendo.Também apresenta características de textos fantásticos, de um certo realismo mágico. O cenário escolhido é invariavelmente a cidade de Porto Alegre, mais precisamente o bairro do Bom Fim, tipicamente judeu até hoje. Suas últimas obras, entretanto, já se dedicam aos temas sociais do presente. Nos últimos anos, vem se destacando como cronista; seus textos são publicados nas páginas de cultura do jornal Zero Hora aos domingos, e já possui livros de crônicas publicados.

II- Espaço:

A história ocorre num restaurante tunisiano, em São Paulo [SP], com lembranças de Quatro Irmãos [RS], Porto Alegre [RS] e Marrocos.

III- Tempo:

O livro conta os primeiros trinta e oito anos da vida de Guedali Tratskovsky, de 1935 até 1973.

IV- Personagens:

Guedali Tratskovsky: É o personagem do romance, filho de imigrantes judeus russos. Nasce centauro, vindo a crescer escondido e protegido de todos os que não faziam parte de sua família. Por causa desse isolamento, acaba criando o hábito da leitura, tornando-se extremamente culto e inteligente. Tem características físicas e psicológicas ora de humano e ora de cavalo.

Tita: Centaura de nascimento, é a companheira de Guedali. Foi criada num universo exclusivamente feminino. Como cresce isolada do mundo exterior e não tem acesso a livros, é uma pessoa agressiva, ignorante.

Leão Tratskovsky: imigrante judeu russo, veio para o Brasil por causa das condições adversas da Rússia. Cultivava as terras da regiâo por uma questão de necessidade e com forma de homenagear o Barão Hirsch, um homem que o ajudou a viajar até o Brasil.

V- Resumo:

O livro começa no restaurante tunisiano “Jardim das Delícias”, onde Guedali relembra seu passado na comemoração de seu 38º aniversário. Seu pensamento remete a uma fazenda em Quatro Irmãos [RS] em 1935. Ali nasce Guedali, filho caçula dentre os quatros de um casal russo. O nascimento causa espanto na família fazendo com que sua mãe fique vários dias de cama. No mesmo dia de seu nascimento decidem que vão proteger o centauro e procurar tratá-lo com o máximo de normalidade possível.

Guedali galopa muito no campo e, numa dessas vezes, encontra um índio chamado Peri. Solitário, vibra com a conquista do que imaginava ser seu primeiro amigo, mas nunca mais o vê. Também é descoberto por Pedro Bento, filho dos fazendeiros da fazenda vizinha. O pai, quando descobre, decide se mudar para a capital, vendo que seria muito difícil proteger Guedali dos outros no campo.

Em Porto Alegre, Guedali se vê mais preso ainda, e se limita a ler livros e observar uma garota por um telescópio. Essa situação o deixa indignado e, já com vinte e um anos, resolve sair de casa.

Vai, então para um circo, onde faz um número como se estivesse mais um irmão dentro da sua “fantasia” de centauro. Ao envolver-se com a domadora, ela acaba por descobrir que ele é um centauro e Guedali foge dali.

Nessa fuga, encontra Tita, outra centaura, que fugia de Zeca Fagundes, seu pai. Este a perseguia pois descobrira somente naquele dia. Guedali o mata e tem uma relação sexual com Tita. Vivem então na casa de Tita com Cetinha, viúva de Zeca Fagundes, quase uma mãe para eles. Tudo vai bem até Tita começar a se deprimir por causa de sua natureza, quando decidem ir ao Marrocos, onde poderiam tentar uma cirurgia para resolver seus problemas. Em Marrocos a cirurgia corre tudo bem e eles começam a caminhar sobre as duas patas traseiras, encobertas por botas e calças.

Na volta para o Brasil, passam algum tempo, na casa dos pais de Guedali, decidindo viver em São Paulo. Mudam-se para lá em 1960, quando Guedali e Tita compram uma casa, ele abre uma firma de importação,e levam uma vida quase normal. Têm gêmeos, enriquecem e fazem várias amizades. Nessa fase da vida, Guedali e Tita já não mostram o mesmo envolvimento sentimental dos velhos tempos, e Guedali se envolve com Fernanda, mulher de seu melhor amigo, Paulo, mas ninguém descobre. Decidem ir viver com amigos num condomínio horizontal, onde, num primeiro momento, Guedali se sente muito mal, pois o motorista do condomínio era Pedro Bento, mas este promete guardar segredo para não perder o emprego. Com o tempo o casco de Guedali racha e cai, dando origem aos pés.

Um dia, Guedali flagra Tita transando com um outro centauro. Arma-se uma confusão com a chegada dos amigos do casal, o centauro, assustado, corre e á assassinado por guardas do condomínio.

Abalado, Guedali decide ir para o Marrocos, onde pede para o velho médico marroquino reverter a operação realizada há anos atrás. O médico, com relutância, concorda. Como tinha de fazer exames e esperar o cavalo ser tratado para doar suas patas, Guedali dica no Marrocos. Nesse meio tempo, conhece a maior relíquia do médico marroquino: uma esfinge chamada Lolah. Esta se apaixona por Guedali que, para satisfazer seu instinto animal, se relaciona com ela todos os dias.

Passando o tempo, Guedali decide não mais se transformar em centauro. Quando se dirige ao médico para contar sua decisão, o médico aplica-lhe uma anestesia para prepará-lo para a operação. Por sorte, Guedali havia deixado a jaula de Lolah aberta e ela, ao notar a sua ausência tenta salvá-lo e é assassinada pelo assistente do médico. A operação é cancelada e Guedali volta para o Brasil.

Sem notificar Tita, retorna à fazenda onde nasceu e começa a construir uma vida bucólica com a ajuda de um índio que imagina ser Peri. Com o passar do tempo ele sente muita falta de sua mulher e também sente vontade de voltar a ser um centauro. Peri diz que é mágico e que é capaz de fazê-lo voltar à sua forma natural. Quando esse faz a mágica, que não dá certo, Tita aparece na fazenda para a alegria de Guedali. Depois de um tempo no campo, decidem voltar a São Paulo, convencidos por seus amigos.

Em setembro de 1973, Guedali reúne seus amigos para a comemoração de seu aniversário no restaurante tunisiano. Observa Tita confidenciando com uma moça. Tita está contando a história de suas vidas com uma leve distorção: como se nunca tivessem sido centauro.

MORAL: A figura do centauro remete para a questão básica que autor discute: o simbolismo do homem judeu na sua dúplice característica quer racial quer religiosa.

Fonte:
http://www.algosobre.com.br/

Nenhum comentário:

Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

Trova Brasil especial n.4 - Luiz Carlos Abritta

Leia em seu Monitor ou Baixe para seu Computador

Almanaque Parana n. 12

Trovadora Destaque: Olga Agulhon (Maringá) Leia em seu Monitor ou Baixe para seu Computador

Paraná Poético n.3

Emiliano Perneta Poetisas Paranaenses

Paraná Poético 2

Leia no Monitor ou Baixe para seu Computador Emílio de Menezes Alberto Paco - Janske Schlenker - José Feldman...

Coleção Memória Viva: Trovas

COLEÇÃO MEMÓRIA VIVA: TROVAS

Livretos de aproximadamente 100 páginas cada, com trovas de trovadores vivos ou falecidos, separados por Estados.

Escolha e clique sobre os abaixo para fazer o download:

Paraná Trovadoresco Livreto 1

Paraná Trovadoresco Livreto 2

São Paulo Trovadoresco Livreto 1

Rio Grande do Norte Trovadoresco Livreto 1

Minas Gerais Trovadoresco Livreto 1

Rio de Janeiro Trovadoresco Livreto 1

Hermoclydes S. Franco (Livro de Trovas e Poesias)

Almanaque Literário O Voo da Gralha Azul


Almanaque Literário O Voo da Gralha Azul

Almanaque criado por José Feldman, com artigos nos moldes do blog.


Faça o download dos números publicados na íntegra, em pdf.

Escolha o número e clique sobre ele para copiar em seu computador.

NUMERO 1 (74 paginas)
NUMERO 2 (95 paginas)
NUMERO 3 (117 paginas)
NUMERO 4 (177 paginas)
NUMERO 5 (131 paginas)
NUMERO 6 (265 paginas)
NUMERO 7 (163 paginas)
NUMERO 8 (184 paginas)
NUMERO 9 (242 paginas)

Especial do número 9 - Francisco Neves de Macedo

Enviar a pagina em pdf por e-mail

Send articles as PDF to