Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

E-Books

E-books para Download ou Leitura em seu Monitor, ao pé da página, após a Oração do Cão Abandonado.

Coleção Memória Viva
Paraná Poético
Almanaque Paraná de Trovas
Trova Brasil
Almanaque Literário O Voo da Gralha Azul

Marcadores

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Monteiro Lobato (O Saci) XXI – Más notícias; XXII – Chegam ao sítio


XXI – Más notícias

Parece que a mula-sem-cabeça tem a propriedade de afugentar os outros duendes da floresta, porque depois da sua passagem tudo por ali ficou deserto de seres. Só uma hora mais tarde é que os sacizinhos foram reaparecendo, um por um e ainda ressabiados. Mas reapareceram todos, afinal, e recomeçaram as travessuras, apenas interrompidas pela passagem da Porca dos Sete Leitões e do Caipora.

A Porca dos Sete Leitões é uma misteriosa porca alva como paina, que passeia acompanhada dos seus sete leitõezinhos, fossando o chão em procura de um anel enterrado. Só quando achar esse anel poderá quebrar o encanto e virar na baronesa que já foi. Por suas maldades no tempo em que havia escravos, um feiticeiro negro transformou-a em porca e virou seus sete filhos em leitões.

O Caipora é um duende peludo, meio homem, meio mono, que costuma cavalgar os porcos-do-mato e deter os viajantes para exigir fumo.

Aquele que por ali passou vinha montado num soberbo queixada de enormes presas salientes, tão corpulento e forte que para passar nem se desviava das pequenas árvores — ia derrubando-as.

Nisto um pio de coruja fez-se ouvir de perto. O saci apurou os ouvidos, com cara de quem não estava gostando nada daquilo.

— Aquela coruja está me chamando. Está dando sinal de que aconteceu qualquer coisa lá no sítio de Dona Benta. Tenho de ir ver o que é.

— E vai deixar-me sozinho aqui? — murmurou o menino de dentro do seu esconderijo, procurando dominar o medo.

Com o amigo perneta ao lado sentia-se seguro; mas ficar, por minutos que fosse, entregue a si próprio, naquela mata cheia de mistérios e ainda mais naquela hora sinistra da meia-noite, era duro de roer. Pedrinho, entretanto, dominou-se e disse, fazendo das tripas coração:

— Pois vá, mas não se demore muito porque... porque gosto muito da sua prosa, ouviu?

Dando uma risadinha de quem compreendia perfeitamente o que se passava dentro do seu companheiro, o saci foi falar com a coruja.

Minutos depois regressou, visivelmente inquieto. Percebendo a mudança, Pedrinho indagou ansioso:

— Que há?

— Coisa muito grave. Quando saí do sítio de Dona Benta, deixei lá uma coruja, que é minha mensageira, com ordem de avisar-me de qualquer coisa fora do comum que acontecesse. Pois bem: a coruja acaba de chegar com uma notícia nada agradável.

— Que é? Conte logo...

— A Cuca apareceu no sítio e furtou Narizinho...

— Não diga! — exclamou o menino, com os cabelos arrepiados. — Temos que salvá-la, saci! Darei tudo quanto você quiser, se me ensinar o meio de arrancar Narizinho das unhas desse horrendo monstro...

A Cuca! Pedrinho ainda tinha bem fresca na memória a lembrança dessa bruxa das histórias que a ama lhe contara nos primeiros anos de sua vidinha. Lembrava-se até duns versos que ela cantava para adormecê-lo:

Durma, nenê, que a Cuca já lá vem,
Papai está na roça; mamãezinha,
No Belém.

Lembrava-se que ouvindo essa cantiga sentia uma ponta de medo e fechava os olhos e logo dormia. Depois que cresceu nunca mais ouviu falar na Cuca, a não ser minutos antes, quando o saci lhe contou que a Cuca era a Rainha das Coisas Feias. Seria verdade? Verdade ou não, tinha de voltar ao sítio incontinenti e de qualquer maneira.

— Vamos embora, saci! Precisamos chegar ao sítio o quanto antes, para saber com certeza o que há. Pode ser que a coruja esteja mentindo, mas também pode ser verdade.

— Mentira não é — disse o saci. — Minha coruja não mente. Mas pode ser que a menina tenha sido raptada por outro duende que não a Cuca. É o ponto que temos de verificar.

— E se for a Cuca mesmo? Que havemos de fazer?

— Não sei. Tenho de pensar nisso. A Cuca é bastante poderosa, e má como ela só. Mas havemos de dar um jeito. Tenho cá uma idéia. Venha comigo.

Saíram do oco da peroba e tomaram o caminho do sítio de Dona Benta. A escuridão da noite não embaraçava em nada ao saci que, como filho das trevas, enxergava no escuro ainda melhor do que ao sol. Mas o pobre Pedrinho padeceu um bocado. Só podia guiar-se pela brasa do cachimbo do saci, de modo que tropeçou em muito cipó e toco de pau podre, afundando os pés em formigueiros e buracos de tatu, espinhando-se na cara e nos braços. Mas era tal a sua ânsia de chegar que nem sequer a dor das arranhaduras sentiu.

— Nesta andadura chegaremos tarde — disse de repente o saci. — Se você é bom cavaleiro, poderemos ir montados num porco-do-mato.

— Sou. Já montei até num garrote bem taludo, que deu os maiores corcovos do mundo sem conseguir derrubar-me.

— Pois então, tudo está resolvido. Olhe! Lá vem em nosso rumo uma vara de porcos. Suba a esta árvore; assim que eu der sinal, atire-se de perna aberta para cima do lombo do que vem na frente. Eu irei na garupa.

Assim fizeram. Subiram os dois a uma árvore baixa; logo que o porco chefe passou por debaixo da árvore, Pedrinho e o saci atiraram-se sobre ele, agarrando-se aos compridos pêlos do congote. Assustado com aquela manobra, o pobre porco disparou numa galopada louca pela mata afora, na direção desejada pelo saci. Este habilíssimo duendezinho tinha jeito para tudo, inclusive dirigir porcos-do-mato como se os trouxesse seguros por um bom par de rédeas. Pedrinho não percebeu de que modo o saci conseguia isso, nem teve tempo de o perguntar. Todas as suas energias eram poucas para manter-se firme no lombo da cavalgadura de nova espécie. Aquela corrida com o saci dentro da noite iria constituir a mais arrojada aventura da sua vida. Por mais anos que se passassem, ele jamais poderia esquecer-se dela.

XXII – Chegam ao sítio

Depois de comprida caminhada, o menino percebeu que já estava em terras do sítio. Viu o rancho do Tio Barnabé perto da ponte; em seguida, os pastos; e finalmente, a casa da sua querida vovó.

No terreiro saltaram do porco-do-mato, o qual, aliviado da carga, prosseguiu na carreira com maior velocidade ainda.

Foram entrando. A casa estava silenciosa, de luzes acesas — coisa muito esquisita àquela hora da madrugada.

— Temos novidade — murmurou o menino. — Luz acesa a estas horas é mau sinal...

Na sala de jantar encontrou Dona Benta sentada na sua cadeirinha, com a cabeça apoiada nas mãos. Ao lado dela, Tia Nastácia escarrapachada no chão. De tal modo absorvidas estavam as duas velhas que nenhuma percebeu a chegada dos valentes salvadores.

— Que há, vovó? — foi gritando Pedrinho.

Dona Benta ergueu a cabeça e arregalou os olhos, como se a aparição de Pedrinho fosse um sonho. Tia Nastácia fez o mesmo, mais assustada do que admirada de ver o menino outra vez.

— Pedrinho! — exclamou a pobre avó, com expressão de esperança nos olhos vermelhos de tanto chorar. — Até que enfim você apareceu! Estava eu aqui desesperada, porque perder um neto já era demais, mas perder dois seria coisa acima das minhas forças...

— Perder dois? Quer dizer que Narizinho sumiu?

— Sim, meu filho! Logo que você desapareceu desta casa da maneira mais misteriosa, nada dizendo a ninguém, Narizinho saiu a dar uma volta pelos pastos para ver se o encontrava. Andou por lá gritando “Pedrinho! Pedrinho!” uma porção de tempo, até que de repente se calou. Julgamos que tivesse achado o fujão e ficamos muito contentes. Mas o tempo foi passando e nada de Narizinho voltar. Tia Nastácia e eu demos uma volta pelo pasto, chegamos até à casa do Tio Barnabé e nada. Isso, às três horas da tarde. Já são duas da madrugada e não tivemos ainda o menor indício de onde possa estar a coitadinha da minha querida neta...

Dizendo isto Dona Benta rompeu de novo em choro, acompanhada de Tia Nastácia.

Pedrinho contou onde estivera e, depois de consultar em segredo o saci, consolou Dona Benta e a preta, dizendo que sabiam onde Narizinho estava e iam buscá-la.

— É verdade isso ou você está fantasiando para me consolar?

Pedrinho, que nunca mentia, sentiu tanto dó das pobres velhas que pela primeira vez na vida resolveu enganá-las com uma mentira de bom tamanho. Deu uma risada e disse:

— Não se assuste, vovó! Narizinho e eu resolvemos pregar uma grande peça na senhora, mas essa peça é um segredo que não posso contar. Só amanhã, ao clarear o dia — e deu uma grande risada.

Dona Benta sossegou um pouco e ralhou severamente com o menino, fazendo ver o transtorno que aquela estranha “surpresa” lhe causara. Disse que sofria do coração e que se coisas assim se repetissem o certo era ir para a cova antes do tempo.

Pedrinho sossegou-a como pôde e saiu para o terreiro, gritando que se acalmasse porque dentro de uma ou duas horas estaria de volta com a menina.

Lá no terreiro, só com o saci outra vez, voltou-se para ele e disse:

— E agora, amigo saci, que iremos fazer?

— Estou armando o meu plano — respondeu o diabrete. — Já fiz uma inspeção pela casa toda e pelo terreiro. Estou na pista do raptor.

-— Raptor? — repetiu o menino, sem nada compreender.

— Sim. Narizinho foi raptada pela Cuca. Descobri o rasto da horrenda bruxa perto da porteira. Temos de ir à caverna onde mora a Cuca e ver o que há.

— Mas se a Cuca é poderosa como você diz, que poderemos fazer?

— Não sei. Lá veremos. O que é preciso é não desanimar. Se ela é poderosa, eu sou astucioso. A astúcia inúmeras vezes vence a força. Faça das tripas coração e acompanhe-me. O mau foi termos deixado escapar o porco que nos trouxe. Precisamos descobrir nova montaria.

— Isso é fácil. O meu cavalinho pangaré está no pasto de dentro. Manso como é, podemos pegá-lo e cavalgá-lo em pêlo.

— Pois vamos pegar o pangaré — concordou o saci.

Não foi difícil. Logo que o cavalinho reconheceu o dono, veio na direção dele no trote. Pedrinho montou, com o saci na garupa, e lá partiu na galopada.

Pedrinho logo percebeu que qualquer animal montado pelo saci mudava de modos, ficando não só mais ligeiro do que nunca e fogoso, como ainda com um senso de direção que parecia sobrenatural. Inúmeras vezes tinha cavalgado o pangaré e galopado nele; nunca, porém, o vira assim tão ardente e veloz. Era como se o saci lhe comunicasse alguma força mágica, que não é própria dos cavalos. Tal foi a velocidade desenvolvida que Pedrinho não pôde deixar de dizer:

— Mais parece o famoso Pégaso do que meu velho e lerdo pangaré! Estou estranhando isto...

— Não estranhe coisa nenhuma — aconselhou o saci. — Tudo são mistérios que só eu sei e que não vale a pena explicar agora. Não fale comigo, não me atrapalhe. Estou fazendo um grande esforço de cabeça para aperfeiçoar o meu plano de não só lograr a Cuca malvada como ainda castigá-la como merece.

— Conte ao menos um pedacinho dessa grande idéia, para me consolar.

— É uma idéia que aprendi com Dona Benta — respondeu o saci.

— Com vovó? — inquiriu o menino, admirado. — Como isso, se vovó jamais teve coragem de falar com você?

— Sim, nunca falou comigo, mas muita coisa do que ela disse eu ouvi de dentro da garrafa. Meus ouvidos são apuradíssimos. Lembro-me da história dum pingo d’água que ela contou certa noite...

— História dum pingo d’água? — repetiu o menino, cada vez entendendo menos. — Não posso perceber onde você quer chegar.

— Quero chegar à caverna da Cuca! — respondeu o saci brincalhonamente.

Vendo que ele se recusava a contar o plano que tinha na cabeça, o menino calou-se. Esporeado pelo saci, o pangaré aumentou ainda mais a velocidade do galope, de modo que antes de meia hora já se achavam numa região inteiramente nova para o menino.

“Onde estarei eu?” — ia ele pensando, sem coragem de interrogar o saci, de tal modo o via concentrado nas combinações do seu célebre plano.
____________
continua... XXIII - A Cuca; XXIV – O novelo de cipós
--------------
Fontes:
LOBATO, Monteiro. Viagem ao Céu & O Saci. Col. O Sítio do Picapau Amarelo vol. II. Digitalização e Revisão: Arlindo_Sa
Imagem da Cuca = Projeto Memória

Nenhum comentário:

Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

Trova Brasil especial n.4 - Luiz Carlos Abritta

Leia em seu Monitor ou Baixe para seu Computador

Almanaque Parana n. 12

Trovadora Destaque: Olga Agulhon (Maringá) Leia em seu Monitor ou Baixe para seu Computador

Paraná Poético n.3

Emiliano Perneta Poetisas Paranaenses

Paraná Poético 2

Leia no Monitor ou Baixe para seu Computador Emílio de Menezes Alberto Paco - Janske Schlenker - José Feldman...

Coleção Memória Viva: Trovas

COLEÇÃO MEMÓRIA VIVA: TROVAS

Livretos de aproximadamente 100 páginas cada, com trovas de trovadores vivos ou falecidos, separados por Estados.

Escolha e clique sobre os abaixo para fazer o download:

Paraná Trovadoresco Livreto 1

Paraná Trovadoresco Livreto 2

São Paulo Trovadoresco Livreto 1

Rio Grande do Norte Trovadoresco Livreto 1

Minas Gerais Trovadoresco Livreto 1

Rio de Janeiro Trovadoresco Livreto 1

Hermoclydes S. Franco (Livro de Trovas e Poesias)

Almanaque Literário O Voo da Gralha Azul


Almanaque Literário O Voo da Gralha Azul

Almanaque criado por José Feldman, com artigos nos moldes do blog.


Faça o download dos números publicados na íntegra, em pdf.

Escolha o número e clique sobre ele para copiar em seu computador.

NUMERO 1 (74 paginas)
NUMERO 2 (95 paginas)
NUMERO 3 (117 paginas)
NUMERO 4 (177 paginas)
NUMERO 5 (131 paginas)
NUMERO 6 (265 paginas)
NUMERO 7 (163 paginas)
NUMERO 8 (184 paginas)
NUMERO 9 (242 paginas)

Especial do número 9 - Francisco Neves de Macedo

Enviar a pagina em pdf por e-mail

Send articles as PDF to