Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

E-Books

E-books para Download ou Leitura em seu Monitor, ao pé da página, após a Oração do Cão Abandonado.

Coleção Memória Viva
Paraná Poético
Almanaque Paraná de Trovas
Trova Brasil
Almanaque Literário O Voo da Gralha Azul

Marcadores

sábado, 10 de setembro de 2011

Geimes Oliveira (Resenha sobre Livro de Estilística, de José Lemos Monteiro)


MONTEIRO, José Lemos. A Estilística: manual de análise e criação do estilo literário. 2. ed. Petrópolis-RJ: Vozes, 2009, Cap. I, pp. 41-99.

A obra Estilística: Manual de análise e criação do estilo literário escrita por José Lemos Monteiro, Doutor em Letras e mestre em Educação, professor titular da Universidade de Fortaleza. É crucial para o nosso entendimento sobre a disciplina em questão, porque sugere métodos para a análise dos usos linguísticos e nos auxilia a identificar os mecanismos que propiciam a escolha de uma forma em vez de outras disponíveis, para melhor explorar o potencial expressivo da linguagem.

Neste primeiro capítulo, o autor introduz algumas considerações sobre a delimitação terminológica do que seja estilo que, por sua vez, faz-se bastante complexo uma vez que alguns teóricos o veem vago e genericamente e outros a querem restrito ao uso individual da linguagem para fins literários. Se bem que a maioria dos autores corroboram que o traço da individualidade é muito presente quando falamos de estilística.

Embora outros discordem que esse valor individual é raro, posto que o processo verbal já resulta de uma extensa quantidade de fatores culturais, como as influências do meio, da época, da estrutura linguística, entre outros. Isto quer dizer que a estilística voltada para o estudo da língua visa analisar as variantes normais com valor expressivo-afetivo. Porém, para alguns autores citados por Monteiro dizem que não existem línguas mais belas, mais harmoniosas que outras.

Por fim, o escritor deste livro ressalta que não há critérios científicos objetivos para definir o grau de beleza e, portanto, os julgamentos desfavoráveis constituem nada mais que uma forma de preconceito. Por isso, a definição do que seja realmente estilo vai além dos recortes terminológicos feitos sobre o assunto.

Dando continuidade a polêmica de conceituação de estilo, Monteiro discute também as diferenças feitas sobre normas e desvios. Notando que as normas tem uma área maior de incidência de dados do que os desvios, visto que a primeira são hábitos, construções ou usos da maioria da população, já os desvios são as alterações devidas ao desconhecimento, lapso de memória e cansaço mental ou algum intuito expressivo.

O autor ressalta ainda que o desvio como nem sempre é fácil identificá-lo pela relação do conceito de norma, é preciso vê os desvios tendo como referência a determinado registro linguístico ou ao ambiente sociocultural. Desse processo temos os conteúdos emotivos que visam estimular a exteriorização psíquica de escritores acerca de seus sentimentos e emoções para constituir o estilo próprio. Sendo que as formas expressivas estão associadas a uma emoção.

Por isso, Monteiro diz que a linguagem conativa é extremamente rica, às vezes de difícil decodificação, em face dos múltiplos significados que engloba, já que a Estilística volta-se a recriação da linguagem em que há as expressões utilizadas buscam sensibilizar, transmitir valores e evocações emotivas nesse processo de reconstrução, sobretudo das ambiguidades da mensagem.

No final desse capítulo, Monteiro mostra exemplos sólidos em textos literários demarcando as figuras usadas pelos escritores para a construção do estilo literário em que os desvios estilísticos foram retoricamente sempre praticados pelo uso de figuras que são simples repetição de palavras que ao posiciona-se no texto causa seu efeito expressivo dentro, é claro, dos níveis sintáticos, morfológicos, semânticos e lógicos mais enfatizados.

Fonte:
http://www.recantodasletras.com.br/resenhasdelivros/2278861

Nenhum comentário:

Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

Trova Brasil especial n.4 - Luiz Carlos Abritta

Leia em seu Monitor ou Baixe para seu Computador

Almanaque Parana n. 12

Trovadora Destaque: Olga Agulhon (Maringá) Leia em seu Monitor ou Baixe para seu Computador

Paraná Poético n.3

Emiliano Perneta Poetisas Paranaenses

Paraná Poético 2

Leia no Monitor ou Baixe para seu Computador Emílio de Menezes Alberto Paco - Janske Schlenker - José Feldman...

Coleção Memória Viva: Trovas

COLEÇÃO MEMÓRIA VIVA: TROVAS

Livretos de aproximadamente 100 páginas cada, com trovas de trovadores vivos ou falecidos, separados por Estados.

Escolha e clique sobre os abaixo para fazer o download:

Paraná Trovadoresco Livreto 1

Paraná Trovadoresco Livreto 2

São Paulo Trovadoresco Livreto 1

Rio Grande do Norte Trovadoresco Livreto 1

Minas Gerais Trovadoresco Livreto 1

Rio de Janeiro Trovadoresco Livreto 1

Hermoclydes S. Franco (Livro de Trovas e Poesias)

Almanaque Literário O Voo da Gralha Azul


Almanaque Literário O Voo da Gralha Azul

Almanaque criado por José Feldman, com artigos nos moldes do blog.


Faça o download dos números publicados na íntegra, em pdf.

Escolha o número e clique sobre ele para copiar em seu computador.

NUMERO 1 (74 paginas)
NUMERO 2 (95 paginas)
NUMERO 3 (117 paginas)
NUMERO 4 (177 paginas)
NUMERO 5 (131 paginas)
NUMERO 6 (265 paginas)
NUMERO 7 (163 paginas)
NUMERO 8 (184 paginas)
NUMERO 9 (242 paginas)

Especial do número 9 - Francisco Neves de Macedo

Enviar a pagina em pdf por e-mail

Send articles as PDF to