Nova Escola

Singrando Horizontes



Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Feldman, sábio profeta,
entre os homens cria “pontes”.
Vem... disfarçado de poeta
e vai... “Singrando Horizontes”!
(Vânia Ennes – Curitiba/PR )

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

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Almanaque Literário O Voo da Gralha Azul

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Coleção Memória Viva: Trovas

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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Lendas e Contos Populares do Paraná (São Miguel do Iguaçu – São Tomé – Tapejara – Tibagi)


SÃO MIGUEL DO IGUAÇU
Origem do nome da cidade


A região era habitada por povos hostis, que saqueavam e roubavam das famílias que aqui se fixavam. Numa noite de lua cheia, enquanto uma família dava graças pelas ótimas colheitas, fruto do trabalho, os saqueadores apareceram, levando tudo o que encontraram.

Um cavaleiro chamado, que por ali passava, montando um cavalo branco, sacou seu facão e afugentou o bando. A família correu para agradecer a ajuda, mas não encontrou mais o cavaleiro, só viu o brilho de seu cavalo por entre as árvores da floresta, dirigindo-se ao rio Iguaçu. Alguns o idolatram como santo e acreditam ter vindo desta lenda o nome São Miguel do Iguaçu.

SÃO TOMÉ
Origem do nome da cidade


A origem do nome, segundo narra a antiga história, deve-se ao caminho de Peabiru, ou caminho do Sol. Conhecido, também, como caminho de São Tomé, por onde passaram jesuítas e bandeirantes. O caminho se estendia da costa de São Vicente, passava o rio Tibagi e o rio Piquiri, era uma trilha indígena que vinha do Atlântico para as demais regiões do Ocidente.

A origem do nome São Tomé vem em razão dos pioneiros confundirem o nome de Pai Sumé ou Zumé, denominação genérica dada pelos índios tupis aos seus maiores civilizadores místicos, como São Tomé, um bem aventurado da Igreja Católica.

No final do caminho de São Tomé surgiu um povoado e para que a tradição da lenda tupi permanecesse na mente e no coração dos atuais povoadores, fizeram por bem colocar o nome de São Tomé neste povoado.

TAPEJARA
Lenda de Tapejara


No norte do Paraná habitava uma tribo. Ubirajara era o cacique. Um certo dia, Ubirajara pescava nas margens do rio e viu um branco navegando. Chamou a sua tribo e o prenderam. Na tribo havia uma índia bonita que se chamava Tapejara, era noiva do cacique, mas não era de sua vontade.

Com o passar dos dias, ela começou a gostar do prisioneiro, ele também correspondia ao seu amor. O cacique descobriu e mandou-a para fora da tribo e matou o prisioneiro. Mas apesar de tudo, ele amava a índia. Colocou-a em uma linda floresta, lá havia lindos frutos dos quais ela se alimentava e havia uma fonte onde ela bebia água.

Ao correr dos anos, começaram a chegar os pioneiros e se o cacique não desse permissão para os brancos entrarem nas terras, haveria luta. Mas logo a índia entrou em contato com sua tribo, pois ela sabia que o cacique ainda a amava. Então logo propôs para o cacique:

– Eu caso com você, e você deixa os brancos habitarem essa terra. Assim, o cacique aceitou. Os brancos começaram a derrubar a floresta e formar uma cidade. Quando foram derrubar a floresta em que Tapejara tinha morado vários anos, os índios pediram para não derrubá-la, pois os brancos deviam um favor a ela e atenderam o pedido.

Chegou a hora de colocar o nome na cidade, puseram-lhe o nome de Tapejara, em homenagem à índia. Passaram-se anos e atualmente é a Tapejara que nós conhecemos. A floresta que a índia pediu para não ser derrubada é atualmente o bosque da cidade, onde nasce uma fonte cristalina, que hoje abastece a cidade.

TIBAGI
O Drama da Fazenda Fortaleza

Prestem muita atenção no que agora vou contar
Na Fazenda Fortaleza tem história de arrepiar
Uma escrava coitadinha que era alegre e bonitinha
Teve os dentes arrancados pela mulher do Tenente
Que pegou o alicate e sem ter pingo de dó
Deixou a pobre menina desdentada a chorar
Logo os dentes arrancados ela entregou de presente

II

E as histórias da fazenda não param por aí
Conta-se que José Felix tinha grande fortuna
Ela estava escondida em algum canto da fazenda
E até hoje se procura esconderijo da fortuna
Os escravos que sabiam não voltaram pra contar
Pois o tal do José Felix tratou de os matar
E hoje muitos que almejam a fortuna desfrutar
Fazem consultas do além para os dobrões encontrar

III

Mais de cem anos passados da morte de José Felix
Um médium invoca o espírito do rico senhor
Mas o morto reclamava que abusavam dele
E gritava “afinal quem manda aqui?”
Falando de sua vida, suas lutas e chorou
E em meio da emoção esta frase ele soltou
“Aqui vi dias felizes e aqui cheguei a chorar
Vocês estão todos loucos isto aqui não vale nada”

IV

Para terminar a história meu amigo não se iluda
Essa busca é inútil nem do amém se descobriu
O esconderijo da fortuna continua um mistério
Viva sua vida em paz e não mais corra atrás
Pois o ouro enterrado do senhor da Fortaleza
É um tesouro maldito quanto escravo ele matou
O que vale nesta vida é em Tibagi viver em paz
Da Fazenda Fortaleza a fortuna não quero mais.
-
Fonte:
Renato Augusto Carneiro Jr. (coordenador). Lendas e Contos Populares do Paraná. 21. ed. Curitiba : Secretaria de Estado da Cultura , 2005. (Cadernos Paraná da Gente 3).

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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