Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

IV Concurso Literário “Cidade de Maringá” ainda com inscrições abertas

(id: MCCXXIV)

Promoção: Academia de Letras de Maringá
Apoio: União Brasileira de Trovadores – Seção Maringá

Modalidades:
TROVA (lírica ou filosófica)
SONETO (decassílabo)
POEMA LIVRE (máximo 30 linhas)
CRÔNICA (máximo 30 linhas)
DRAMATURGIA (textos teatrais adultos ou infantis que possibilitem a encenação de um espetáculo de, no mínimo, 40 minutos de duração).

Tema (único) para todas as modalidades: ROÇA
(Não há necessidade de usar a palavra "roça")

Prazo: 31 de outubro de 2008

Endereço: Academia de Letras de Maringá
Caixa Postal 982 - MARINGÁ - PR / CEP: 87001-970

Normas:
Máximo 03 (três) trabalhos em cada modalidade.
Trova: Sistema de envelopes.
Demais modalidades: Papel A-4, em quatro vias, Times New Roman, corpo 12, usando pseudônimo. Anexar envelope menor (fechado) indicando externamente a modalidade, título e pseudônimo, e, internamente, identificação do concorrente: nome, endereço completo, telefone, assinatura e (se possível) e-mail. Para os textos teatrais, folhas numeradas e encadernadas, com título e pseudônimo na capa. Todos os textos devem ser inéditos e não serão aceitas adaptações em dramaturgia. Os textos não poderão ser divulgados por quaisquer meios, total ou parcialmente, até a data da publicação do resultado da seleção.

Premiação: Troféu e diploma para 10 (dez) vencedores na modalidade Trova, 01 (um) vencedor na modalidade Dramaturgia, e 05 (cinco) vencedores em cada uma das demais modalidades, em festa programada para abril de 2009.

Os trabalhos premiados serão publicados em livro a ser editado pela Academia de Letras de Maringá.

Os autores dos trabalhos premiados autorizam sua publicação pela Academia de Letras de Maringá, sem ônus de nenhuma espécie.

As decisões das comissões julgadoras serão definitivas.

A participação no concurso significa aceitação plena das normas aqui relacionadas.

Não poderão participar do concurso os sócios efetivos da Academia de Letras de Maringá.

Academia de Letras de Maringá
Olga Agulhon
Presidente

Telefones para contato: (0xx) 44-3225-8045 (Olga); 44-3224-3662(Eliana Palma);
44-3227-4311 (Assis).

Fonte:
E-mails enviados de acadêmicos da ALM

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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