Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

sábado, 29 de novembro de 2008

Academia Fidelense de Letras(São Fidélis/RJ) - Nova Diretoria

Fundada no dia 28 de Setembro de 2005 por um entusiasta grupo de poetas e escritores fidelenses, a Academia Fidelense de Letras tem como padrinho e grande incentivador o imortal da Academia Brasileira de Letras Professor Arnaldo Niskier e como principal finalidade enaltecer a cultura vista sob o aspecto artístico-literário da nossa querida "Cidade Poema" e valorizar os talentos locais.

Além de resgatar e redimensionar a importância dos grandes vultos literários que se destacam no glorioso passado da nossa terra, a AFL busca fomentar nas novas gerações de fidelenses o amor à arte de Camões e a vocação de sempre reverenciar o nosso maior patrimônio cultural: a língua portuguesa, através da promoção de atividades interativas com a comunidade, que possam propiciar o acesso mais fecundo à produção literária em geral, despertando o espírito sensível, o gênio inventivo e a capacidade criativa, peças essenciais para a construção de um mundo melhor.

Composta atualmente de uma plêiade de 33 membros, poetas e escritores da terra, a Academia Fidelense de Letras vem se firmando como uma entidade cultural que realiza freqüentemente eventos promocionais em prol da arte literária em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura, estabelecimentos de ensino, entidades de classe, demais clubes de serviços locais e com o povo fidelense em geral, com o objetivo precípuo de cada vez mais estreitar os laços que unem literatura à vivência fecunda e cotidiana da "Cidade Poema", permitindo, assim, que a mesma venha, a cada dia, a conquistar uma credibilidade inequívoca junto a cada cidadão em particular e o estabelecimento profícuo de uma relação de parceria e entrosamento com todos os setores da sociedade civil organizada da nossa cidade.

DIRETORIA - 2008 / 2009
Presidente: Dr. Paulo Ângelo G. de Assis
Vice-Presidente: José Maria Mangia
1° Secretário: José Moreira Sobrinho
2ª Secretária: Berenice Alves Seixas Silva
1ª Tesoureira: Arinda Ferrraz
2ª Tesoureira: Rosangela Lopes de Abreu


Relação nominal das cadeiras ocupadas com os seus respectivos patronos e atuais representantes:

Nº 1 - Euclides da Cunha - Maria de Lourdes Pires Ribeiro
N° 2 - Casimiro de Abreu - Maycon Christopher Alvarenga de Souza
N° 3 - Sebastião Fernandes - Hélio Leite da Silva
Nº 4 - Jayme Coelho - Pedro Emílio de Almeida e Silva
Nº 5 - Prisco de Almeida - Ângela Maria Pires Ribeiro
Nº 6 - Haroldo Werneck - Antonio Roberto Fernandes
Nº 7 - Silmar Pontes - José Carlos Melo Rizon
Nº 8 - José Cândido de Carvalho - Rosângela Lopes de Abreu
Nº 9 - João Panisset - Maria de Fátima Panisset Costa
Nº 10 - Monsenhor Augusto José de Assis Maia - Paulo Ângelo G. de Assis
Nº 11 - Célio Pedroza - João Geraldo Martins Evangelista
Nº 13 - José Theóphilo Machado - Evando Marinho Salim
Nº 16 - Aurênio Pereira Carneiro - Paulo Manoel Pereira Bragança
Nº 17 - Poeta Faria Júnior - Fábio Xavier Valente Pena
Nº 21 - Theodoro Gouvêa de Abreu - Antônio Manoel Sardenberg
Nº 22 - Frei Jacintho Pallazolo - José Maria Mangia
Nº 23 - Professora Juracy Silveira - Adriana dos Santos Porto
Nº 24 - Claudina Abreu - Luzia Abreu
Nº 25 - Fernando Fescina - Gustavo Polycarpo Peres
Nº 27 - Fidélis Pereira da Silva - Leny de Souza Lima
Nº 28 - Sílvio Pélico de Miranda - José Moreira Sobrinho
Nº 30 - Rui Fernandes Seixas - Berenice Alves Seixas Silva
Nº 31 - Cora Coralina - Arinda Ferraz
Nº 32 - Maria da Conceição Maia Coutinho - Ana Regina Soares Ribeiro
Nº 33 - J.G. de Araújo Lorge - Guilhermina Xavier Valente Pena
Nº 36 - Professora Geyza de Almeida Santos - Déa Dilza de A. F. Aguiar
Nº 38 - Castro Alves - Ronaldo de Souza Barcelos
Nº 39 - Carlos Drummond de Andrade - Quézia Xavier Lins
Nº 40 - Machado de Assis - Sônia Regina Sóta Quintãn

Fontes:
http://academiafidelensedeletras.blogspot.com
http://www.saofidelisrj.com.br
Colaboração de Antonio Augusto de Assis

Nenhum comentário:

Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

Enviar a pagina em pdf por e-mail

Send articles as PDF to