Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Concurso Internacional de Trovas de Cantagalo, sobre Euclides da Cunha


20 trovas de âmbito estadual e 20 trovas de âmbito nacional.

A premiação será feita durante o Seminário Internacional 100 Anos Sem Euclides, em 26 de setembro, às 16h, na sede da ACIACAN – Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Cantagalo, centro.
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Âmbito Nacional

1° lugar

O GRANDE LIVRO fechou...
“Canudos não se rendeu”.
Mas, Euclides nos mostrou
o que o Brasil esqueceu!
(José Valdez C. Moura – Pindamonhangaba – SP)

2° lugar

Em coragem desabrida,
Euclides pôs um “jamais”!
Jamais luta fraticida
em nosso chão nunca mais!
(José Valdez C. Moura – Pindamonhangaba – SP)

3° lugar

Ser literato ele soube.
Com “Os Sertões”, obra lendária.
Foi tão grande que não coube
Numa escola literária.
(Manoel Cavalcante de S. Castro – Pau dos Ferros – RN)

4° lugar

Na garra do sertanejo
que Euclides revela e exalta,
um bravo Brasil eu vejo,
sofrido mas sempre em alta.
(Antonio Augusto de Assis – Maringá – PR)

5° lugar

Euclides foi consagrado
no Brasil, de sul a norte:
mais que poeta, ou soldado,
Foi, “antes de tudo um forte”!
(Izo Goldman – São Paulo - SP)

6° lugar

Seu nome, Antônio Vicente;
Conselheiro, sua alcunha;
e sua história, o presente
de nosso Euclides da Cunha.
(Renata Paccola – São Paulo - SP)

7° lugar

Cantagalo se enaltece
pelo filho que nos deu,
cuja história até enriquece
“Os Sertões” que ele escreveu.
(Nei Garcez – Curitiba - PR)

8° lugar

Mais poeta que soldado,
engenheiro ou escritor,
fez d’ “Os sertões” o seu brado
de justiça, paz e amor!
(Izo Goldman – São Paulo - SP)

9° lugar

De um inquieto jornalista
em meio às revoluções,
nasce o grande romancista,
das “Veredas” dos “Sertões”
(Wandira Fagundes Queiroz – Curitiba – PR)

10° lugar

A vida do homem, tragédias;
uma alma plena de dores...
Sem tempo para comédias,
lá no sertão...seus amores!
(Laérson Quaresma de Moraes – Campinas – SP)

11° lugar

Do conflito é testemunha
E, em artigos que escreveu,
Afirma Euclides da Cunha:
“Canudos não se rendeu!”
(Therezinha Dieguez Brizolla – São Paulo – SP)

12° lugar

Um século já é passado
da tragédia por amor,
onde Euclides, enciumado,
de poeta tornou-se ator...
(Walneide Fagundes de S. Guedes - Curitiba – PR)

13° lugar

Prosando, Euclides da Cunha,
Em “Os Sertões” pinta o porte
do sertanejo...que alcunha:
“é, antes de tudo um forte.”
(Maria da Conceição Fagundes – Curitiba –PR)

14° lugar

Euclides da Cunha inova,
Ao mostrar sua visão
que claramente comprova
ter desbravado o sertão!
(Renata Paccola – São Paulo - SP)

15° lugar

Sonhei que a vida compunha
a melodia dos sonhos,
revendo Euclides da Cunha
dos velhos tempos risonhos
(Dari Pereira – Maringá - PR)

16° lugar

Prédios que vencem revides
do tempo, ostentando glórias,
vêm das plantas com que Euclides
plantou seu nome na história!
(João Paulo Ouverney - Pindamonhangaba – SP)

17° lugar

Celebrando o centenário
do grande Euclides da Cunha;
“Os Sertões” é um relicário,
que hoje a história testemunha.
(Therezinha de Jesus Lopes – Juiz de Fora - MG)

18° lugar

Quando Euclides escreveu
sobre Guerra de Canudos
quis mostrar quem padeceu:
todos que permaneceram mudos.
(Volpone de Souza – Bragança Paulista - SP)

19° lugar

Teu livro, Euclides da Cunha,
Foi de SERTÕES, batizado
e se tornou testemunha
dos desmandos do passado!
(Delcy Rodrigues Canalles - Porto Alegre - RS)

20° lugar

Euclides, cantagalense,
que há cem anos nos deixou,
há em Cantagalo o suspense
da saudade que ficou!
(Gislaine Canales- Camboriú - SC)

Âmbito Estadual

1° Lugar

Canudos, o grão plantou,
germinou... se fez colheita.
E para Euclides gerou
“Os sertões”, obra perfeita.
(Dyrce Pinto Machado – Cantagalo - RJ)

2° Lugar

Às injustiças se opunha:
- E a Vida a condecorá-lo,
tornou Euclides da Cunha...
...o orgulho de Cantagalo!!!
(Maria Madalena Ferreira – Magé - RJ)

3° Lugar

De seus feitos, sua glória,
o país é testemunha:
cem anos...e a nossa história
pranteia Euclides da Cunha!
(Edmar Japiassu Maia – Rio de Janeiro –RJ)

4° Lugar

Das agrestes extensões,
Euclides faz um relato,
é, tão fiel, que “Os Sertões”
Fazem, da prosa um retrato!!!
(Alba Helena Correa – Niterói – RJ)

5° Lugar

Euclides em “Os Sertões”,
mostrou a realidade:
Canudos sob opressões
De fraterna crueldade...
(Ruth Farah Nacif Lutterback – Cantagalo -RJ)

6° lugar

“Os Sertões” foi seu poema,
Canudos lhe deu a glória,
a guerra foi o seu tema,
e Euclides fica na história.
(Adalto Marques Machado –Cantagalo – RJ)

7° Lugar

Euclides da Cunha, um dia
escreveu com perfeição,
mais do que tratado, um guia
sobre a vida no sertão.
(Adilson da Silva Maia – Niterói - RJ)

8° Lugar

Num trabalho magistral,
nossa oitava maravilha,
Euclides fez-se imortal.
E “Os Sertões” seguiu-lhe a trilha.
(Hermoclydes Siqueira Franco -Nova Friburgo – RJ)

9° lugar

Enfrenta, Euclides da Cunha
ao retornar do sertão,
o que o destino lhe impunha:
“um outro drama: a traição.”
(Pedro Viana Filho – Volta redonda – RJ)

10° lugar

Todo o mundo consagrou
Euclides e “Os Sertões”.
A morte não apagou
suas obras e lições.
(Dyrce Pinto Machado – Cantagalo - RJ)

11° lugar

O tempo é o maior juiz,
Eterniza que merece...
E o centenário me diz:
De Euclides ninguém esquece!!!
(Alba Helena Correa – Niterói – RJ)

12° lugar

Por um gesto tresloucado
Morre Euclides no ato vil...
Foi um tiro desfechado
No coração do Brasil!
(Edmar Japiassu Maia – Rio de Janeiro –RJ)

13° lugar

Nas letras sempre venero
E espero que não duvides
a “Odisséia” de Homero
e forte “Os Sertões” de Euclides!
(Heloysio Alonso Teixeira – Cantagalo –RJ)

14° lugar

Euclides num pobre texto
Escrito pela emoção,
valorizando o contexto,
deu vida e fama ao sertão.
(Helen de Novaes Félix – Niterói – RJ)

15° lugar

Cantagalo se extasia
Com festas... com emoções.
E Euclides, a cada dia,
é lembrado n’ “Os Sertões”
(Henny Kropf – Cantagalo – RJ)

16° lugar

Vinde Antônio Conselheiro!!
Voltai face às orações...
Vinde saldar prazenteiro,
O grande autor de “Os Sertões”
(Hermoclydes Siqueira Franco -Nova Friburgo – RJ)

17° lugar

Euclides, quem o levou
De sua terra natal,
Nem sequer imaginou
Que levava um imortal
(Adalto Marques Machado –Cantagalo – RJ)

18° lugar

Sem nenhuma vaidade
Escritor de “Os Sertões”,
da fazenda da saudade
Para todas as nações.
(Carlos Henrique Furtado Leite – Cantagalo – RJ)

19° lugar

Do sertão da minha terra
À trajetória final,
Euclides da Cunha encerra
sua vida triunfal.
(José Moreira Monteiro – Bom Jardim – RJ)

20° lugar

Quando a saudade desvenda
A história dessa nação,
Euclides se torna a lenda
Mais bela do meu sertão!
(Adilsom da Silva Maia – Niterói - RJ)
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Fonte:
Colaboração de A. A. De Assis e Maria Inez (Mifore)

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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