Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

quinta-feira, 23 de junho de 2011

V Concurso Literário "Cidade de Maringá" (Festividades de Premiação)


A Academia de Letras de Maringá promove neste final de semana em Maringá, com a participação de escritores e poetas de várias partes do país, o encerramento do 5º Concurso Literário Cidade de Maringá.

Está confirmada a presença, entre outros, do escritor Laurentino Gomes, autor dos best Sellers “1808” e “1822”.

Programação aberta ao público:

DIA 24 / junho / 2011 (sexta-feira)

- Noite Cultural no Auditório Hélio Moreira - Paço Municipal (entrada franca)

Início: 19h30.

Programação:

• Lançamento da Coletânea 2011 da ALM.
• Lançamento do livro com os textos premiados.
• Lançamento do livro “Diários de Solidão”, de Carlos Brunno Barbosa (Valença – RJ).
• Lançamento do livro “Contos do Sol Nascente”, de André Kondo (Jundiaí – SP).
• Apresentação das crônicas premiadas.
• Espetáculo “Da Semente à Flor”, com o Coral Adulto da Fundação Luzamor.

* O jornalista e escritor Laurentino Gomes irá falar sobre "O Brasil de hoje, o renovado interesse pela história e a necessidade do uso de uma linguagem mais acessível para atrair o novo leitor que está entrando no mercado editorial".

DIA 25 / junho / 2011 (sábado)

- Manhã Cultural no Auditório Joubert Carvalho – Biblioteca Municipal Bento Munhoz da Rocha Netto - Centro (entrada franca)

Início: 09h30.

Programação:

• Revoada de Trovas.
. Apresentação do músico Júlio Enrique Gómez e da poetisa Roza de Oliveira, de Curitiba - PR.
• Apresentação do Coral Cocamar.
• Meu Amigo Guimarães - Revivendo Guimarães Rosa, com o acadêmico Nivaldo Donizete Mossato.

- 19h30 - Solenidade de Premiação, no Hotel Metrópole – Bristol. Ao término da cerimônia, será servido o jantar, com apresentação do Grupo Novo Trio. Convites à venda na recepção do hotel até 24/06. Valor: R$35,00 (com água e suco inclusos).

* 25 escritores irão receber os troféus que levam os nomes de quatro homenageados: Emilio Germani (trovas), Antonio Mestriner (soneto), Cássia Arruda (poema livre) e Laurentino Gomes (crônica).

* No domingo, às 10h30, no Hotel Metrópole Bristol, Oração Ecumênica em Trovas, de autoria do poeta Antonio Augusto de Assis.

Os vencedores

Modalidade Trova: Troféu Emílio Germani:
Arlindo Tadeu Hagen (Belo Horizonte - MG),
Carolina Ramos (Santos - SP),
Éderson Cardoso de Lima (Niterói - RJ),
Héron Patrício (São Paulo - SP),
Josafá Sobreira da Silva (Rio de Janeiro - RJ),
José Ouverney (Pindamonhangaba - SP),
Márcia J. de Barros Moreira (Juiz de Fora - MG),
Maria Helena Oliveira Costa (Ponta Grossa - PR),
Maria Lúcia Daloce (Bandeirantes - PR) e
Neide Rocha Portugal (Bandeirantes - PR)

Modalidade Soneto: Troféu Antonio Mestriner:
Alba Helena Corrêa (Niterói - RJ),
Edmar Japiassú Maia (Rio de Janeiro - RJ),
Gilson Faustino Maia (Petrópolis - RJ),
José Messias Braz (Juiz de Fora - MG) e
Lucília Alzira Trindade Decarli (Bandeirantes - PR)

Modalidade Poema Livre: Troféu Cássia Arruda:
Antônio Rosalvo R. Accioly (Nova Friburgo - RJ),
Carlos Brunno Silva Barbosa (Valença - RJ),
Larí Franceschetto (Veranópolis - RS),
Roberto Resende Vilela (Pouso Alegre - MG) e
Rosana Dalle Leme Celidonio (Pindamonhangaba - SP)

Modalidade Crônica: Troféu Laurentino Gomes:
André Telucazu Kondo (Jundiaí - SP),
Élbea Priscila de Sousa e Silva (Caçapava - SP),
Fábio Augusto Antea Rotilli (Maringá - PR),
Renato Benvindo Frata (Paranavaí - PR) e
Sebas Sundfeld (Tambaú - SP)

Fonte:
Olga Agulhon

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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