Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

sábado, 25 de junho de 2011

V Concurso Literário “Cidade de Maringá” (1a. Noite de Festividades)


artigo por José Feldman

Nas datas de 24, 25 e 26 de junho estão sendo realizadas as festividades do Concurso Literário “Cidade de Maringá”, quando serão entregues os prêmios aos vencedores nos quesitos Trovas; Sonetos; Poemas Livres; Cronicas.

Nesta sexta-feira à noite, no Auditório Hélio Moreira - Paço Municipal, com o auditório quase que inteiramente lotado, num evento primoroso sob a batuta de Olga Agulhon e Eliana Palma, pivôs desta organização, houve a apresentação das cronicas premiadas, com a leitura das mesmas pelos seus respectivos autores:

André Telucazu Kondo (Jundiaí – SP), com “Celeiro da infância”.
Élbea Priscila de Sousa e Silva (Caçapava – SP), com “Pequena e doce crônica”.
Fábio Augusto Antea Rotilli (Maringá – PR), com “O celeiro”.
Renato Benvindo Frata (Paranavaí – PR), com “As botinas de couro cru”.
Sebas Sundfeld (Tambaú – SP), com “A Ajuda”.

Após as apresentações, foram anunciados os lançamentos dos livros Coletânea 2011 da ALM e o Lançamento do livro com os textos premiados.

Também o lançamento de dois autores que falaram de seus livros, sendo lido textos dos mesmos.



“Diários de Solidão”, de Carlos Brunno S. Barbosa (Valença – RJ).
O autor fala dos momentos de solidão de cada um de nós, inclusive com a leitura da cronica sobre o Namoro com a Lua, quando se é criança.

“Contos do Sol Nascente”, de André Kondo (Jundiaí – SP).
André Kondo falou um pouco de sua experiência, dedicando este livro a seu pai. Traz ao Brasil um pouco da luz da aurora de um povo. Quinze contos, mais da metade recebeu algum prêmio literário, tendo recebido menção honrosa no Prêmio Esfera das Letras, de Portugal. Também em reconhecimento ao seu valor literário, a obra recebeu o apoio do Programa de Ação Cultural, da Secretaria de Estado da Cultura do Governo de São Paulo, em 2010.

Após os lançamentos, o escritor e jornalista maringaense Laurentino Gomes, que lançou os best-sellers “1808” e “1822”, realizou uma palestra falando sobre o panorama do livro no Brasil, desde os feitos em papel até a era digital.

Após, apresentação do espetáculo “Da Semente à Flor”, com o Coral Adulto da Fundação Luzamor.

Para este sábado:

- Manhã Cultural no Auditório Joubert Carvalho – Biblioteca Municipal Bento Munhoz da Rocha Netto - Centro (entrada franca)

09h30.

· Revoada de Trovas.

. Apresentação do músico Júlio Enrique Gómez e da poetisa Roza de Oliveira, de Curitiba - PR.

· Apresentação do Coral Cocamar.

· Meu Amigo Guimarães - Revivendo Guimarães Rosa, com o acadêmico Nivaldo Donizete Mossato.

Solenidade de Entrega dos Prêmios
Hotel Bristol-Metrópole
19h30

Solenidade de Entrega dos Prêmios do Concurso de Maringá, com a presença de autoridades e Academias de Letras do Paraná e outros estados.

Nenhum comentário:

Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

Enviar a pagina em pdf por e-mail

Send articles as PDF to