Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

domingo, 24 de março de 2013

8.ª Feira Nacional do Livro de Poços de Caldas e Flipoços

Com o tema “A Imortalidade na Literatura, o Festival Literário de Poços de Caldas terá a presença de grandes escritores como Ariano Suassuna, João Ubaldo Ribeiro, Sérgio Paulo Rouanet, Evanildo Bechara, Miriam Leitão, Antonio Geraldo Figueiredo Ferreira, Marcelino Freire, Manuel da Costa Pinto, Claudia Matarazzo, Sérgio Abranches, José Castello, o peruano Pedro Granados, o português Luis Miguel Rocha, o argentino Manuel Angel Cerda e o mexicano Juan Pablo Villalobos, entre muitos outros.

A 8ª. Feira Nacional do Livro de Poços de Caldas ocorrerá durante o período de 27 de abril a 5 de maio. A coordenação é de Gisele Corrêa Ferreira, diretora da GSC Eventos. O patrocínio é do Ministério da Cultura, Grupo DME, Mineração Curimbaba e Correios. Apoio cultural: Votorantim Metais, Cerâmica Togni e Auto Omnibus Circullare Poços de Caldas Ltda.

O tema desta edição é “A Imortalidade na Literatura – O Legado dos nossos escritores imortais” e a escritora Nélida Piñon foi escolhida como patronesse. Haverá homenagens especiais para o poeta Vinicius de Moraes, para o escritor Albert Camus (com palestra do jornalista Manuel da Costa Pinto sobre “O Brasil mediterrâneo de Albert Camus”) e para o escritor Hugo Pontes, de Poços de Caldas. A Livraria Cultura será a livraria homenageada do evento e Pedro Herz, presidente do Conselho Administrativo, já confirmou presença.

Gisele Corrêa Ferreira está entusiasmada com a programação: “Teremos grandes escritores do Brasil e do Exterior, temas variados e atrações para todas as idades, além de abrir um novo espaço voltado para o cinema. O Flipoços 2013 continua com a missão de incentivar a Cultura, ampliando o acesso à leitura e ao conhecimento. ”

SOBRE OS EVENTOS

A 8ª. Feira Nacional do Livro de Poços de Caldas e o Flipoços acontecem de 27 de abril a 5 de maio no Espaço Cultural da Urca - Praça Getúlio Vargas, Sn – Centro. A visitação é gratuita e aberta ao público de 27 de abril a 04 de maio. Ingressos gratuitos estarão à disposição à partir de 18 de março.

A programação completa do Festival pode ser acompanhada pelo site:
http://feiradolivropocosdecaldas.com.br

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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