Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Concurso Literário Portugal Telecom (Semifinalistas)

por Maria Fernanda Rodrigues

Há uma década premiando autores de língua portuguesa com livros editados no Brasil, o Portugal Telecom anunciou hoje os 63 semifinalistas da edição 2013 nas categorias romance, poesia e conto/crônica.

Na lista, nomes como o moçambicano Mia Couto (na foto de Filipe Araujo/Estadão), o mais recente Prêmio Camões; o português de origem angolana Valter Hugo Mãe, vencedor no ano passado da categoria romance; autores da nova geração, como Paloma Vidal, José Luiz Passos, Daniel Galera e Ricardo Lísias, e os veteranos Luis Fernando Verissimo, Zuenir Ventura, Affonso Romano de Sant’Anna, entre outros.

Em setembro, serão conhecidos os 12 finalistas e o resultado final será anunciado em novembro. O vencedor de cada categoria ganha R$ 50 mil e ainda concorre ao grande prêmio do ano, também no valor de R$ 50 mil.

Em 2012, foram premiados, além de Valter Hugo Mãe e seu romance A Máquina de Fazer Espanhóis, Nuno Ramos, com Junco (poesia), e Dalton Trevisan, com O Anão e a Ninfeta (contos).


Romance

Mia Couto
A Confissão da Leoa (Companhia das Letras)

Miguel Sanches Neto
A Máquina de Madeira (Companhia das Letras)

Lídia Jorge
A Noite das Mulheres Cantoras (Leya)

Pepetela
A Sul. O Sombreiro (Leya)

Antonio Geraldo Figueiredo Ferreira
As Visitas que Hoje Estamos (Iluminuras)

Daniel Galera
Barba Ensopada de Sangue (Companhia das Letras)

Xico Sá
Big Jato (Companhia das Letras)

Francisco J. C. Dantas
Caderno de Ruminações (Alfaguara)

Paulo Lins
Desde que o Samba é Samba (Planeta)

Ferrez
Deus Foi Almoçar (Planeta)

Márcia Tiburi
Era Meu Esse Rosto (Record)

Ronaldo Correia De Brito
Estive Lá Fora (Alfaguara)

Paloma Vidal
Mar Azul (Rocco)

Menalton Braff
O Casarão da Rua do Rosário (Bertrand)

Ricardo Lísias
O Céu dos Suicidas (Alfaguara)

Valter Hugo Mae
O Filho de Mil Homens (Cosac Naify)

Evandro Affonso Ferreira
O Mendigo Que Sabia de Cor os Adágios de Erasmo de Rotterdam (Record)

Elvira Vigna
O Que Deu Para Fazer em Matéria de História de Amor (Companhia das Letras)

José Luiz Passos
O Sonâmbulo Amador (Alfaguara)

Maria José Silveira
Pauliceia de Mil Dentes (Prumo)

António Lobo Antunes
Sôbolos Rios Que Vão (Alfaguara)

João Gilberto Noll
Solidão Continental (Record)

POESIA

Ruy Espinheira Filho
A Casa Dos Nove Pinheiros (Dobra)

Contador Borges
A Cicatriz de Marilyn Monroe (Iluminuras)

Samarone Lima
A Praça Azul e Tempo de Vidro (Paes)

Ademir Assunção
A Voz do Ventríloquo (Edith)

Lila Maia
As Maçãs de Antes (Biblioteca Do Paraná)

so de Melo
Caderno Inquieto (Dobra) Tar

Ricardo Domeneck
Ciclo do Amante Substituível (7 Letras)

Paulo Elias Franchetti
Deste Lugar (Ateliê)

Marília Garcia
Engano Geográfico (7 Letras)

Paulo Henriques Britto
Formas do Nada (Companhia das Letras)

las Behr
Meio Seio (Língua Geral) Nico

Roberval Pereyr
Mirantes (7 Letras)

Mariana Ianelli
O Amor e Depois (Iluminuras)

Mário Alex Rosa
Ouro Preto (Scriptum)

Sérgio Alcides
Píer (34)

nio Cicero
Porventura (Record) Anto

Annita Costa Malufe
Quando Não Estou Por Perto (7 Letras)

Eucanaã Ferraz
Sentimental (Companhia das Letras)

Sérgio Medeiros
Totens (Iluminuras)

Luci Collin
Trato de Silêncios (7 Letras)

Angélica Freitas
Um Útero é do Tamanho de um Punho (Cosac Naify)


CONTO/CRÔNICA

Domingos Pellegrini
A Caneta e o Anzol (Geração)

João Paulo Cuenca
A Última Madrugada (Leya)

mi Jaffe
A Verdadeira História do Alfabeto (Companhia das Letras) Noe

Fabrício Carpinejar
Ai Meu Deus, ai Meu Jesus (Bertrand)

João Anzanello Carrascoza
Aquela Água Toda (Cosac Naify)

Marcelo Rubens Paiva
As Verdades Que Ela Não Diz (Foz)

Ronivalter Jatoba
Cheiro de Chocolate e Outras Histórias (Nova Alexandria)

Affonso Romano Sant’Anna
Como Andar no Labirinto (L&Pm)

Carlos Nejar
Contos Inefáveis (Nova Alexandria)

Natércia Pontes
Copacabana Dreams (Cosac Naify)

Zuenir Ventura
Crônicas Para Ler na Escola (Objetiva)

Luis Fernando Verissimo
Diálogos Impossíveis (Objetiva)

Cíntia Moscovich
Essa Coisa Brilhante Que é a Chuva (Record)

Manoel Ricardo de Lima
Jogo de Varetas (7 Letras)

Nélida Piñon
Livro Das Horas (Record)

Eltania Andre
Manhãs Adiadas (Dobra Editorial)

Vera Casa Nova
Mistura Fina (7 Letras)

Tércia Montenegro
O Tempo em Estado Sólido (Grua)

Sérgio Sant’Anna
Páginas Sem Glória (Companhia das Letras)

Jorge Viveiros de Castro
Shazam! (7 Letras)

Fonte:
http://concursos-literarios.blogspot.com/

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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