Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Olga Agulhon (Concursos da Academia de Letras de Maringá: Histórico) Parte 1

   
Em 2002, a Academia de Letras de Maringá, com o apoio da União Brasileira de Trovadores – seção Maringá, resolveu promover um concurso literário, homenageando o poeta Ary de Lima. A ideia surgira quando ainda era presidente o inesquecível acadêmico Galdino Andrade, que esteve à frente da ALM por duas gestões, de setembro de 1997 a setembro de 2001.

No meio do caminho, em 12 de agosto de 2002, perdemos Galdino Andrade, que partiu com sua pelerine para a eternidade.

Restou aos demais acadêmicos e trovadores o compromisso de levar até o fim o projeto já iniciado. O presidente Antonio Facci, então, designou-me como coordenadora geral dos trabalhos, tendo como objetivo tornar realidade o sonho do nosso primeiro concurso. Desse dia em diante, eu teria a honra e assumiria a responsabilidade de coordenar, até o presente (julho de 2013), todos os concursos literários promovidos pela Academia.

Esse primeiro certame teve “Amizade” como tema para trovas, e tema livre para poemas e contos. Recebemos 902 textos (106 contos, 181 poemas e 615 trovas) da lavra de 322 escritores de 08 regiões de Portugal e 15 estados brasileiros: Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, São Paulo, Santa Catarina, Espírito Santo, Pará, Paraíba, Ceará, Goiás, Bahia, Amazonas e Alagoas.

A festa de premiação aconteceu nos dias 14 e 15 de março de 2003, nas dependências do hotel Cidade Verde.

    Na modalidade conto foram vencedores:
Carlos Bruni Fernandes (São Paulo – SP),
Maria Auxiliadora de Oliveira (Aparecida – SP) e
Sérgio Bernardo (Rio de Janeiro – RJ).

Receberam menções honrosas:
Alexandru Solomaon (São Paulo – SP),
Déa Miranda (Pará de Minas – MG),
Helton Reginaldo Cenci (Maringá – PR),
Joana D’arc da Veiga (Nova Friburgo – RJ),
Miguel Limberger (Sobradinho – RS),
Raymundo Honorato Nogueira (Jacarezinho – PR) e
Viviane da Conceição Terra (Campos dos Goytacazes – RJ).

Com poemas livres foram vencedores:
Larí Franceschetto (Veranópolis – RS),
Sebastião Ferreira Macedo (Londrina – PR) e
Sebas Sundfeld (Tambaú – SP).

As menções honrosas foram conquistadas pelos escritores:
Maria Lua (Nova Friburgo – RJ),
Maria Guilhermina Kolimbrowsky (São Paulo – SP),
Mário Salvador Filho (Campos dos Goytacazes – RJ),
Neide Rocha Portugal (Bandeirantes – PR),
Pilar Reynes da Silva Casagrande (Rio Claro – SP),
Sérgio Bernardo (Rio de Janeiro – RJ) e
Sonia Pereira da Silva (Santo Amaro – SP).

    Na modalidade trova os vencedores foram:
Carolina Ramos (Santos – SP),
João Freire Filho (Rio de Janeiro – RJ) e
José Maria M. de Araújo (Rio de Janeiro – RJ).

Ganharam menções honrosas:
Clenir Neves Ribeiro (Nova Friburgo – RJ),
Élbea Priscila Souza e Silva (Caçapava – SP),
Japyra Vasconcelos (Belo Horizonte – MG),
Maria Theresa Cavalheiro (São Paulo – SP),
Neide Rocha Portugal (Bandeirantes – PR) e
Therezinha Dieguez Brisolla (São Paulo – SP).

    As comissões julgadoras foram formadas por membros da ALM e professores dos cursos de Letras do Cesumar e da Universidade Estadual de Maringá, que nos deram a honra de suas participações.

    Julgaram os contos os professores doutores do Departamento de Letras da UEM: Aécio Flávio de Carvalho, Lúcia Osana Zolin, Marisa Corrêa Silva e Milton Hermes Rodrigues.

    Os poemas livres foram julgados pelo poeta Jaime Vieira, pela coordenadora do curso de Letras do Cesumar, Rosemary Kendrick Oliveira e Silva, e pelos professores mestres Fábio Morais e Cristina Constantino.

    Julgaram as trovas: Antonio Augusto de Assis, Dari Pereira, Jeanette Monteiro De Cnop e Olga Agulhon.

    Repetindo o sucesso do concurso “Ary de Lima”, em 2004 promovemos o nosso segundo concurso, chamado Concurso Literário “Cidade de Maringá”, que passaria a ser o nome definitivo dos concursos da ALM.

    Apesar da exigência de um tema único para todas as modalidades, tivemos um total 750 textos inscritos (420 trovas, 160 poemas, 78 sonetos e 92 crônicas).

O tema “Mensagem de incentivo à cordialidade”, sugestão do nosso presidente de honra A. A. de Assis, não poderia ser mais oportuno. O mundo precisa urgentemente de mais amor, de mais poesia, fraternidade, ficção, fantasia e cordialidade entre as pessoas. Além de serem belíssimas produções literárias, os textos, transformados em livro, foram utilizados como instrumento de conscientização nas salas de aula de nossas escolas.

Os premiados ficaram hospedados no hotel Deville, e a festa de premiação aconteceu no dia 4 de dezembro de 2004, no Centro Português de Maringá.

Como parte da programação, realizamos uma exposição de telas da artista plástica e escritora Neide Rocha Portugal, na sala de exposições do Teatro Regional Calil Haddad.

A Academia homenageou, nesse concurso, grandes nomes das letras maringaenses, que enfeitam o céu: Altamiro Avelino da Silva, France Luz, Galdino Andrade (primeiro presidente da ALM) e Odete Salata Mendes.

    Na modalidade trova - troféu Altamiro Avelino da Silva, foram vencedores: Izo Goldman (São Paulo – SP),
Maria Madalena Ferreira (Magé – RJ),
Pedro Ornellas (São Paulo – SP),
Sebas Sundfeld (Tambaú – SP) e
Severino Belló (Angra dos Reis – RJ).

Receberam menções honrosas os escritores:
Clenir Neves Ribeiro (Nova Friburgo – RJ),
Janete de Azevedo Guerra (Bandeirantes – PR),
Neide Rocha Portugal (Bandeirantes – PR),
Regina Célia de Andrade (Magé – RJ) e
Sérgio Bernardo (Nova Friburgo, RJ).

    Na modalidade poema livre – troféu Odete Salata Mendes, foram vencedores:
Edvandro Pessoato (Belém – Pará),
Élbea Priscila de Sousa e Silva (Caçapava – SP),
Neide Rocha Portugal (Bandeirantes – PR),
Roberto Resende Vilela (Pouso Alegre – MG) e
Sebas Sundfeld (Tambaú – SP).

Receberam menções honrosas:
Dalmir Penna (Volta Redonda – RJ),
Larí Franceschetto (Veranópolis – RS),
Maria Cristina Bonnafé (São Paulo – SP),
Rubens Cavalcanti da Silva (Santo André – SP) e
Sarah Casagrande (Maringá –PR).

    Na modalidade soneto – troféu Galdino Andrade, os vencedores foram:
Edmar Japiassú Maia (Rio de Janeiro – RJ),
Josafá Sobreira da Silva (Rio de Janeiro – RJ),
Luna Fernandes (Rio de Janeiro – RJ),
Pedro Viana Filho (Volta Redonda – RJ) e
Roberto Resende Vilela (Pouso Alegre – MG).

Menções honrosas:
Arlindo Tadeu Hagen (Juiz de Fora – MG),
Edmar Japiassú Maia (Rio de Janeiro – RJ),
Emilia Peñalba de Almeida Esteves (Portugal),
Hermoclydes Siqueira Franco (Rio de Janeiro – RJ) e
José Tavares de Lima (Juiz de Fora – MG).

    Na modalidade crônica – troféu France Luz, foram vencedores:
Derotheu Gonçalves da Silva (Maringá – PR),
Elisabeth Souza Cruz (Nova Friburgo – RJ),
Maria Cristina Bonnafé (São Paulo – SP),
Matusalém Dias de Moura (Iúna – ES) e
Renato Alves (Rio de Janeiro – RJ).

    As menções honrosas ficaram com os escritores:
Coracy Teixeira Bessa (Salvador – BA),
Fábio Augusto Antea Rotilli (Maringá – PR),
Maria Cristina Bonnafé (São Paulo – SP),
Maria da Luz Portugal Werneck (Curitiba – PR) e
Therezinha Dieguez Brisolla (São Paulo – SP).

    A comissão julgadora foi composta pelos acadêmicos A. A. de Assis, Dari Pereira, Eliana Palma, Florisbela Margonar Durante, Jeanette Monteiro De Cnop e Olga Agulhon.

    Uma grata satisfação proporcionada por esse concurso foi a descoberta do talento de Derotheu Gonçalves da Silva, de Maringá, que se tornou membro efetivo da ALM em setembro de 2005.

    No III Concurso Literário “Cidade de Maringá”, realizado em 2006/2007, com tema “Colheita” para todas as modalidades, foi ultrapassada a marca de 1.000 textos: foram inscritos 1.009 trabalhos, sendo 603 trovas, 121 sonetos, 176 poemas livres e 109 crônicas.

    Os homenageados nessa edição do concurso foram os escritores maringaenses Elidir D’Oliveira, falecido em 10 de fevereiro de 2007, e Benedito Moreira de Carvalho, falecido em 21 de maio de 2000. Homenageamos também o escritor carioca Waldir Neves, falecido em 24 de janeiro de 2007; e o presidente da Cocamar, Luiz Lourenço, com quem a ALM tem feito grandes parcerias para a promoção da leitura e da literatura maringaense.

    Considerando os textos premiados como sendo todos vencedores, eliminamos as menções honrosas e concedemos troféu e diploma para 10 vencedores em cada modalidade, classificando-os por ordem alfabética.

    Na modalidade crônica – troféu Luiz Lourenço, foram vencedores:
Alba Helena Corrêa (Niterói – RJ),
Coracy Teixeira Bessa (Salvador – BA),
João Freire Filho (Rio de Janeiro – RJ),
Larí Franceschetto (Veranópolis – RS),
Marina Gomes de Souza Valente (Bragança Paulista – SP),
Marlene Ana Kiewel (Curitiba – PR),
Nádia Huguenin (Nova Friburgo – RJ),
Renato Alves (Rio de Janeiro – RJ),
Sônia Maria Sobreira da Silva (Rio de Janeiro – RJ) e
Therezinha Dieguez Brisolla (São Paulo – SP).

    Na modalidade poema livre – troféu Benedito Moreira de Carvalho:
Edmar Japiassú Maia (Rio de Janeiro – RJ),
Josafá Sobreira da Silva (Rio de Janeiro – RJ),
Lúcia Helena Sertã (Nova Friburgo – RJ),
Márcio Vicente da Silveira Santos (Sete Lagoas – MG),
Maria Aparecida Barbosa Biasão (Maringá – PR),
Maria Cristina Bonnafé (São Paulo – SP),
Maria Lúcia Daloce Castanho (Bandeirantes – PR),
Neide Rocha Portugal (Bandeirantes – PR),
Roberto Resende Vilela (Pouso Alegre – MG) e
Sarah de Oliveira Passarella (Campinas – SP).

    Os vencedores na modalidade soneto – troféu Waldir Neves foram:
Alba Helena Corrêa (Niterói – RJ),
Cecim Calixto (Curitiba – PR),
Edmar Japiassú Maia (Rio de Janeiro – RJ),
Héron Patrício (Pouso Alegre – MG),
José Tavares de Lima (Juiz de Fora – MG),
Maurício Cavalheiro (Pindamonhangaba – SP),
Pedro Ornellas (São Paulo – SP),
Roberto Resende Vilela (Pouso Alegre – MG),
Thereza Costa Val (Belo Horizonte – MG) e
Thereza Costa Val (Belo Horizonte – MG).

    Vencedores na modalidade trova – troféu Elidir d’Oliveira:
Darly O. Barros (São Paulo – SP),
Eduardo A. O. Toledo (Pouso Alegre – MG),
Elen de Novais Félix (Niterói – RJ),
José Ouverney (Pindamonhangaba – SP),
José Tavares de Lima (Juiz de Fora – MG),
José Teixeira Cotta (Juiz de Fora – MG),
Pedro Ornellas (São Paulo – SP),
Vanda Fagundes Queiroz (Curitiba – PR),
Waldir Neves (Rio de Janeiro – RJ) e
Wanda de Paula Mourthé (Belo Horizonte – MG).

    A festa de premiação foi realizada nos dias 20, 21 e 22 de abril de 2007, nos salões do Bristol Metrópole Hotel.

    A comissão julgadora foi novamente composta pelos acadêmicos A. A. de Assis, Dari Pereira, Eliana Palma, Florisbela Margonar Durante, Jeanette Monteiro De Cnop e Olga Agulhon.
–––––––––––––
continua…

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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