Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

domingo, 1 de setembro de 2013

Concurso Literário Antologia “Novos Autores Curitibanos” (Prazo: 8 de Setembro de 2013)

O organizador do Festival Litercultura, em parceria com a Gráfica e Editora Monalisa e a Fundação Cultural de Curitiba, promove o Concurso Literário “Novos Autores Curitibanos”.

O prêmio, para a edição 2013, contemplará os gêneros poesia, conto e crônica.

Este concurso tem caráter gratuito e exclusivamente cultural, não estando associado ao uso de qualquer bem, direito ou serviço, visando destacar novos talentos e promover a literatura, por meio de impressão e divulgação das obras contempladas.

Inscrição

Estão aptos a concorrer autores de quaisquer nacionalidade ou naturalidade, desde que residentes em Curitiba, e que os seus originais inscritos sejam inéditos e escritos em língua portuguesa.

Entende-se que inédito é aquele texto que não foi divulgado no todo ou em parte por quaisquer meios de comunicação, como livros, jornais, exposições, internet etc.

Ao inscrever o seu texto como inédito e original, o autor assume como verdadeiras estas informações, e em caso de plágio ou cópia indevida ele será o único responsável por ilícito comportamento infringente da Legislação de Direito Autoral.

Não há limite mínimo ou máximo de palavras em cada uma das modalidades: poesia, conto e crônica.

As inscrições são totalmente gratuitas e podem ser feitas por intermédio do site http://www.graficamonalisa.com.br/livro.html, onde se disponibiliza formulário específico.

Caso pretenda disputar com mais de um original, o concorrente deve preencher a ficha individual para cada uma das inscrições.

O concorrente receberá um e-mail de confirmação de sua inscrição.

Menores de idade podem se inscrever, desde que, posteriormente, enviem os números dos documentos dos pais ou responsáveis (caso o texto seja selecionado).

Juntamente com o texto concorrente e título respectivo, o autor deverá informar nome e endereço completo, incluindo telefone, e-mail e curriculum vitae resumido.

Cada autor poderá inscrever quantos textos quiser, desde que cumprido o regulamento.

A inscrição será feita exclusivamente pela internet, e os arquivos dos textos deverão ser apresentados nas extensões doc ou rtf, fonte ARIAL 12 ou TIMES NEW ROMAN 12, espaçamento 1,5.

Fases e prazos

1. Inscrições: de 10 de julho a 8 de setembro de 2013

2. Seleção dos vencedores: 9 de setembro a 3 de outubro de 2013

3. Proclamação do resultado: 4 de outubro de 2013

4. Edição e Impressão da obra: 5 de outubro a 11 de outubro de 2013

5. Lançamento: 20 de novembro de 2013

Julgamento

A comissão julgadora será composta por três membros designados pelo organizador do Festival Litercultura.

O julgamento será exclusivamente sobre o texto apresentado, relevando-se suas qualidades e NÃO sendo considerado para critério de pontuação e classificação:

a) o curriculum vitae do autor;
b) experiência literária em publicações anteriores;
c) notoriedade literária;

Entre os originais inscritos, a comissão escolherá, no máximo, os vinte melhores textos de cada gênero: conto, poesia e crônica.

A decisão da comissão julgadora é soberana, sendo comunicada por e-mail aos selecionados, além de divulgada nos meios de comunicação.

Não será enviado aos autores dos textos não selecionados nenhum tipo de parecer ou justificativa.

Os casos omissos serão resolvidos pela comissão julgadora cujas decisões são irrecorríveis, estando ciente cada concorrente que, ao se inscrever, aceita as condições de participação previstas neste regulamento.

Resultado

O resultado do concurso será tornado público no dia 4 de outubro, nos sites do Litercultura e da Gráfica Monalisa, e pelos meios de comunicação.

Premiação

O prêmio é representado pela publicação do texto selecionado incluído em antologia editada e impressa pela Gráfica e Editora Monalisa com tiragem de 2.000 unidades.

Cada um dos autores selecionados receberá 25 (vinte e cinco) exemplares da obra publicada, como pagamento dos direitos autorais, sendo-lhes entregue na data do lançamento da publicação.

Serão distribuídos 500 exemplares para os espaços de leitura públicos como Casas da Leituras da Fundação Cultural de Curitiba, bibliotecas, tubotecas, dentre outros.

Os autores selecionados poderão fazer a reimpressão de quantas unidades tenha interesse através de negociação de custos de impressão com a Gráfica Monalisa, não incidindo os custos de direito autorais sobre os demais participantes ou qualquer custo por parte da organização do evento.

Organização:
Litercultura | Gráfica e Editora Monalisa

Contato - Informações e Dúvidas:
escreva@litercultura.com.br

Fonte:
Litercultura

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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