Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

domingo, 8 de dezembro de 2013

Luís Renato Pedroso (1928)

Nasceu em Foz do Iguaçu, 18 de fevereiro de 1928, emérito jurista brasileiro, tendo atuado na Magistratura, no Ministério Público e na Advocacia.

Filho de Accácio Pedroso , comerciante, autodidata, ex-prefeito do então Território Federal do Iguaçu e Inspetor Geral de Ensino, e de Sara Sottomaior Pedroso. Foi casado com Úrsula Lange Pedroso e, em segunda núpcias, com Maria Alice Nogueira Pedroso.

Após ter concluído o ensino ginasial no Liceu Rio Branco , em Curitiba, Bacharelou-se em Direito na Universidade Federal do Paraná - UFPR, em 1950, mesmo ano de sua federalização, tendo recebido o prêmio Carlos Renaux como melhor aluno em Econômica Política e Ciência das Finanças, sendo discípulo de renomados juristas como Manoel de Oliveira Franco, Ernani Guarita Cartaxo e Altino Portugal Soares Pereira, entre outros.

Iniciou suas atividades profissionais no ano de 1951 como Promotor Público Interino nas Comarcas de Mandaguari, Campo Mourão e São José dos Pinhas.

Entre 1951 e 1955, foi advogado público do Departamento de Estradas de Rodagem e do Departamento de Geografia, Terras e Colonização do Estado do Paraná, tendo sido chefe de gabinete deste último.

Em 1955 foi nomeado juiz substituto para a Seção Judiciária de Londrina, abrangendo as Comarcas de Cambé e Rolândia.

Após ter sido aprovado em primeiro lugar no concurso público para magistratura do Estado do Paraná, passou exercer o cargo de Juiz de Direito nas Comarcas de Araruva, hoje Marilândia do Sul, Astorga, Londrina e Curitiba, quando, em 1970, passou a compor o recém criado Tribunal de Alçada do Paraná.

No Tribunal de Alçada do Paraná, exerceu os cargos de Vice-presidente e de Presidente daquela corte (1977/1978), quando, então, foi nomeado desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná.

No Tribunal de Justiça do Paraná, exerceu os cargos de Corregedor da Justiça (1983/1984) e Presidente da Corte (1991/1992) , quando presidiu as Comemorações do Centenário do Tribunal de Justiça e o I Congresso de Presidentes de Tribunais de Justiça.

A efeméride das comemorações do Centenário do Tribunal de Justiça do Paraná, incorporou-se a história do Estado como episódio de realce e destaque.

Conforme a palavras da historiadora Chloris Elaine Justen de Oliveira: "o desembargador Luís Renato Pedroso, homem culto e prestigiado pelos juízes, reconhecido pelos dotes de oratória, com habilidade e competência administrativa teve marcante presença na história da magistratura paranaense" .

Dentre as inúmeras demonstrações e afeto e amizade, vale ressaltar parte da carta endereçada pelo desembargador jubilado José Wanderlei Resende, ocupante da cadeira n. 32, da Academia Paranaense de Letras , publicada na Revista do Centro de Letras do Paraná, n. 53: "digo-lhe que sou muito grato por usufruir de sua convivência, nesses longos anos de magistratura, e que são inúmeras as boas lembranças que guardo da sua pessoa, das lições que me ensinou, das demonstrações de apreço e, sobretudo, do que você representou de maior para o Poder Judiciário do Paraná e, agora, servindo com tanta maestria, a vida literária".

No magistério, na década de 60, lecionou na escola normal Monsenhor Celso e no no Colégio Comercial de Astorga. Em 1964, foi professor de direito Civil na Faculdade de Direito de Londrina, hoje Universidade Estadual de Londrina, tendo sido paraninfo da turma de 1966.

Foi professor de direito Civil e Processo Civil na então Faculdade Católica de Direito, hoje, Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUC/PR, tendo sido paraninfo da turma de 1955, bem como, na Fundação de Estudos Sociais do Paraná, nas disciplinas de direito Administrativo e Comercial, afastando-se do magistério, em face da eleição para Corregedor Geral da Justiça em 1983.

Em 1975, foi eleito vice-presidente da Associação dos Magistrados do Paraná - AMAPAR, em chapa encabeçada pelo então desembargador Aurélio Feijó, quando, devido a uma fatalidade, teve que concluir o mandato na condição de Presidente. Após este fato, durante sete anos, e, em períodos diferentes, ocupou a presidência da referida entidade, sendo ainda, o magistrado que ocupou tal cargo pelo maior período (1975/1980 - 1985/1987) .

Sempre com brilhantismo, promoveu a frente a Amapar catorze seminários estaduais atingindo todas as regiões do Estado e, em 1978, realizou o O Congresso Estadual da Magistratura, obtendo referências elogiosas dos participantes pela dedicação e empenho dos associados .

Ainda, em 1986 e 1987, foi primeiro vice-presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros - AMB .

Em 1996, foi um dos idealizadores e primeiro presidente da Câmara de Mediação e Arbitragem da Associação Comercial do Paraná - Arbitac, sendo que, os esforços para a materialização do projeto, iniciaram antes mesmo do advento da Lei Brasileira sobre a Arbitragem (Lei 9.307/96).

Presidiu a Arbitac de 1996 à 2001, passando a integrar, seu Conselho Superior .

De 1995 à 2003, foi membro do Conselho Estadual do Fundo Penitenciário do Paraná - FUNPEN, órgão criado Lei 4.955, de 13 de novembro de 1964 e regulamentado pelo Decreto 6420 de 11 de outubro de 2002, vinculado a Secretaria Estadual de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, o qual se destina a prover recursos ao Departamento Penitenciário do Estado do Paraná, para a melhoria das condições da vida carcerária nos estabelecimentos penais e atendimento aos programas de assistência aos egressos do Sistema Penitenciário do Estado .

Pertenceu ao Rotary Clube de Astorga, onde iniciou suas atividades rotarias na década de 60, integrando depois o Rotary Club Londrina Norte e atualmente, o Rotary Clube Curitiba Norte, do qual foi presidente em 1971/1972.

Em 1996 e 1997, foi presidente da Fundação da Unidade Rotária - FUR, sempre tendo atuação relevante .

Algumas Entidades a que pertence:

Conselheiro do Paraná Clube

Academia Paranaense de Letras Jurídicas - Membro Benemérito

Academia de Cultura de Curitiba ACCUR - Membro Benemérito, tendo sido seu Presidente por seis anos consecutivos .

Academia Sul-Brasileira de Letras - Membro

Academia Literária José de Alencar - Membro

Academia Paranaense da Poesia - Membro Honorário e Assessor Jurídico

Sociedade Brasileira de Médicos Escritores Sobrames - Membro Honorário

Associação dos Serventuários da Justiça do Estado do Paraná Assejepar - Membro Honorário

Soberana Ordem do Sapo
Centro de Letras do Paraná

Presidiu o Centro de Letras do Paraná, entidade cultural fundada em 19 de dezembro de 1912, tendo por patronos os literatos Euclides Bandeira e Emiliano Perneta. Como um verdadeiro paladino da cultura, sempre procurou fomentar do desenvolvimento cultural do Estado por meio de encontros líteros-musicas realizados sempre as terças-feiras na sede da entidade, de modo que, homenageando-o, o centrista Joel Pugsley assim se manifestou na Revista do Centro de Letras n. 51: "em nossa jornada terrena, temos pessoas especiais que vêm ao nosso encontro para soluções, tornando o caminho mais aplanado. Elas deixam marcas indeléveis, motivo pelo qual lhes devemos reconhecimento e gratidão. Tenho uma dessas pessoas em nosso dileto amigo e presidente Luís Renato Pedroso" .

Algumas Publicações

A importância do perito e assistente técnico engenheiro na solução das lides judiciais .

O tribunal de alçada e o nascente direito agrário .

PEDROSO, Luís Renato. Um pouco de mim. 2006.

Co-autor da letra do Hino do Município de Astorga/PR2.

Títulos

    Cidadão Benemérito do Município de Faxinal/PR
    Cidadão Benemérito do Município de Foz do Iguaçú/PR
    Cidadão Benemérito do Estado do Paraná
    Cidadão Honorário do Município de Astorga/PR
    Cidadão Honorário do Município de Jaguapitã/PR
    Cidadão Honorário do Município de Londrina/PR
    Cidadão Honorário do Município de Colombo/PR
    Cidadão Honorário do Município de Piraquara/PR
    Cidadão Honorário do Município de Colorado/PR
    Cidadão Honorário do Município de Cantagalo/PR
    Cidadão Honorário do Município de Marechal Cândido Rondon/PR
    Cidadão Honorário do Município de Campina da Lagoa/PR
    Cidadão Honorário do Município de Fênix/PR
    Cidadão Honorário do Município de Jaguariaiva/PR
    Cidadão Honorário do Município de Paraíso do Norte/PR
    Cidadão Honorário do Município de Iretama/PR
    Cidadão Honorário do Município de Ibaiti/PR
    Cidadão Honorário do Município de Curitiba/PR
    Cidadão Honorário do Município de Wenceslau Braz/PR
    Cidadão Honorário do Município de Campo Mourão/PR
    Cidadão Honorário do Município de Medianeira/PR
    Cidadão Honorário do Município de Cruzeiro do Oeste/PR

Medalhas, diplomas e condecorações

Medalha do Mérito Judiciário - concedida pela Associação dos Magistrados Brasileiros AMB.
    Medalha Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho: Grau de Grande Oficial - concedida pelo Tribunal Superior do Trabalho TST
 Medalha Ordem do Mérito Militar - Grau de Oficial - concedida pelas Forças Armadas Brasileiras. É a mais elevada distinção honorífica do Exército Brasileiro 24 .
    Medalha Francisco Xavier dos Reis Lisboa - concedida pelo Tribunal de Justiça do Maranhão TJ-MA
    Medalha Tenente Max Wolff Filho - concedida pela Legião Paranaense do Expedicionário.
    Prêmio Pablo Neruda de Direitos Humanos - Câmara Municipal de Curitiba .
    Diploma de Mérito Judiciário Conselheiro Coelho Rodrigues - concedido pela Associação dos Magistrados Piauienses - AMAPI .
    Diploma Pergaminho de Ouro - concedido pelo Jornal do Estado.

Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_Renato_Pedroso

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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