Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

sexta-feira, 30 de maio de 2014

XVI Concurso Literário “Manuel Maria Barbosa Du Bocage” (Prazo: 6 de Junho)

Concurso de poesia e prosa

REGULAMENTO


Art.1º - Objetivos

1 – A LASA, Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão leva a efeito, no ano de 2014, o XVI Concurso Literário “Manuel Maria Barbosa du Bocage”- Concurso de Poesia e Prosa, como forma de promover a criatividade no campo da poesia e do texto em prosa, de incentivar o aparecimento de novos valores e de divulgar a obra deste grande Poeta Nacional, nascido em Setúbal, homenageando os 249 anos do seu nascimento.

Art.2º - Modalidades

1 – As modalidades a Concurso são: Poesia, Revelação, e Conto.

1.1 - A modalidade de Poesia contempla qualquer versão inédita, de tema livre, em poesia, com os limites entre 20 e 30 páginas datilografadas, em formato A4.

1.2 - A modalidade Revelação contempla trabalho inédito, com os limites entre 5 e 10 páginas datilografadas, em formato A4, em poesia ou em prosa, com tema livre, produzido por jovens nascidos depois de 31 de Dezembro de 1992.

1.3 - A modalidade de Conto contempla texto em prosa, inédito, com tema livre, com os limites entre 5 e 10 páginas datilografadas, em formato A4.

1.4 - Os trabalhos apresentar-se-ão com as folhas numeradas, agrafadas ou presas por qualquer outro processo similar, devendo obedecer às seguintes normas de apresentação:

1.4.1 – A letra a utilizar será do tipo “times new roman” ou equivalente, com tamanho 12.

1.4.2 – A separação entre linhas será de 1,5 espaços.

1.4.3 – Nas modalidades de Poesia e de Revelação, um poema poderá ocupar mais do que uma página, mas não poderá haver mais do que um poema por página.

Art.3º - Apresentação de Candidaturas

1 - Cada candidato só pode concorrer a uma das modalidades em concurso.

2 – É possível o mesmo concorrente concorrer com vários trabalhos. Contudo, cada trabalho concorrente deverá ter um pseudônimo diferente e respeitar sempre as alíneas 1.1, 1.2, 1.3 e 1.4 do numero 1 do Art. 2.º.

3 - Os trabalhos serão obrigatoriamente apresentados na língua portuguesa.

4 - Os trabalhos concorrentes deverão manter-se inéditos até à sua publicação em livro, pela LASA, nos termos do regulamento.

5 - Os trabalhos deverão ser enviados até ao dia 6 de Junho de 2014 (data de correio) e dirigidos a:

                   Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão
                  Apartado 292
                  2901- 901 SETÚBAL

6 - Os originais dos trabalhos deverão ser enviados em quatro exemplares, contidos num único sobrescrito,  identificados com pseudônimo, mencionando a categoria a que concorrem, para a direção referida no número anterior e com a indicação ”Concurso Literário Manuel Maria Barbosa du Bocage”.

7 - Cada trabalho (conjunto dos 4 exemplares) será acompanhado de sobrescrito fechado contendo no exterior o pseudônimo do autor e, no interior, uma ficha de identificação com os seguintes elementos: nome, idade, nacionalidade, naturalidade, profissão, local de residência, telefone ou endereço eletrônico e fotocópia do Bilhete de Identidade ou documento equivalente

7.1 – O nome próprio do concorrente não pode constar em lugar algum, a não ser na ficha de identificação a incluir no sobrescrito fechado, mencionado no ponto 7 deste artigo.

8 - Não poderão ser candidatos a este concurso os vencedores da edição anterior, nem os elementos dos Corpos Sociais da LASA e os membros do júri.

Art.4º- Organização

1 - Só serão abertos os sobrescritos de identificação relativos aos trabalhos premiados, após decisão do júri.

2 - Se o concorrente desejar a devolução do respectivo trabalho, deverá enviar juntamente com o mesmo um sobrescrito devidamente franqueado, devendo no endereço constar o pseudônimo (nunca o nome verdadeiro) utilizado para o concurso.

Para os residentes em Portugal sugere-se, para este efeito, a utilização do correio verde dos CTT.

Art.5º- Júri

1 - Os prêmios serão atribuídos por um júri de seleção, que avaliará todas as composições literárias concorrentes.

2 - O júri será constituído por três elementos convidados pela Direção da LASA.

3 - A atribuição dos prêmios, um para cada categoria, será decidida por maioria de votos, reservando-se ao júri o direito de não atribuir prêmio em qualquer das modalidades se a qualidade das composições assim o justificar.

Art.6º Divulgação dos Prêmios

1 - A decisão do júri, de que não haverá recurso, será tornada pública e divulgada através do site da LASA, em www.lasa.pt.

2 - A apresentação dos trabalhos premiados e a entrega dos prêmios será efetuada a 15 de Setembro, data comemorativa do nascimento de Bocage (Dia de Bocage e Dia da Cidade de Setúbal), em cerimônia realizada no Salão Nobre dos Paços do Concelho e integrada nas comemorações oficiais levadas a efeito pela Câmara Municipal de Setúbal.

3 - Os prêmios serão entregues, pessoalmente, aos vencedores ou aos seus representantes, desde que possuidores de procuração notarial (condição obrigatória) na cerimônia pública referida no número anterior.

Art.7º - Prêmios

1 - Os trabalhos vencedores em cada uma das modalidades serão publicados em livro pela LASA, a quem pertencem os respectivos direitos relativamente à primeira edição, que terá uma tiragem não superior a 500 exemplares.

2 - A edição do livro com os trabalhos premiados dos vencedores das modalidades de Poesia, Revelação e Conto do XVI CONCURSO LITERÁRIO "MANUEL MARIA BARBOSA DU BOCAGE, será apresentada até ao dia 31 de Dezembro, de 2014, em data e local a designar.

3 - A cada autor dos trabalhos premiados serão atribuídos cinquenta exemplares da edição promovida pela LASA e um prêmio monetário.

4 - O prêmio monetário na modalidade de Poesia é de € 2 000,00 (dois mil euros)

5 - O prêmio monetário na modalidade Revelação é de € 1 500,00 (mil e quinhentos euros).

6 - O prêmio monetário na modalidade Conto é de € 1 500,00 (mil e quinhentos euros)

7 - Não serão atribuídos prêmios ex-aequo nem menções honrosas.

Art.8º - Considerações Finais

1 - Os casos omissos e as dúvidas de interpretação deste “Regulamento” serão resolvidas pelo Júri que, para questões não relacionadas com o conteúdo ou forma dos trabalhos concorrentes, poderá ouvir a Direção da LASA.

2 - Uma vez enviados os trabalhos, considera-se que os concorrentes conhecem e aceitam as cláusulas do presente “Regulamento“.

3 – Os trabalhos não reclamados no âmbito do ponto 2 do art.4º, serão totalmente destruídos sob a supervisão da Direção da LASA.

Fonte:
http://www.lasa.pt/index.php/concursos/regulamento

Nenhum comentário:

Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

Enviar a pagina em pdf por e-mail

Send articles as PDF to