Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

José Feldman (Chuva de Versos n. 219)





Uma Trova de Maringá/PR
ARLENE LIMA

Se todos, sinceramente,
mostrarem paz e labor,
nós teremos, brevemente,
menos ódio, mais amor!

Uma Trova de Porto Alegre/RS
BENEDITO MADEIRA

Um fato triste, por certo,
não convém ser relembrado…
Jamais conserve por perto
as tristezas do passado!

Uma Trova Humorística de São José dos Campos/SP
AMILTON MACIEL MONTEIRO

Não suporto mais o gato,         
um xodó do meu vizinho,
que ao invés de comer rato,
quer caçar meu canarinho!

Uma Trova de Santos/SP
CLÁUDIO DE CÁPUA

Palhaços de profissão?
Ah, Como é bom, fazem bem.
O triste é ter coração
e ser palhaço de alguém!

Um Poema de Niterói/RJ
MARCOS ASSUMPÇÃO
(Marcos André Caridade de Assumpção)

Caravelas

Cheguei ao meio da vida já cansado
De tanto caminhar já me perdi
Num estranho País que nunca vi,
Sou neste mundo imenso o exilado

Tanto tenho aprendido e não sei nada
E as torres de marfim que construí
Em trágica loucura as destruí
Por minhas próprias mãos de malfadado

Se eu sempre fui assim esse mar morto,
Mar sem marés, sem vagas e sem portos
Onde velas de sonhos se rasgaram

Caravelas douradas a bailar
Ai quem me dera as que eu deitei ao mar
As que lancei à vida e não voltaram …
)
Uma Trova Hispânica, do México
MARTHA ALICIA QUI AGUIRRE

La escuela es un monumento
que da fin a la ignorancia,
enaltece al pensamiento
del que lucha con constancia.

Um Poema dos Estados Unidos
EMILY DICKINSON
(1830 – 1886)

A Dor Tem um Elemento de Vazio

A Dor - tem um Elemento de Vazio -
Não se consegue lembrar
De quando começou - ou se houve
Um tempo em que não existiu -

Não tem Futuro - para lá de si própria -
O seu Infinito contém
O seu Passado - iluminado para aperceber
Novas Épocas - de Dor.

(Tradução de Nuno Júdice)

Trovadores que deixaram Saudades
RODOLPHO ABBUD
Nova Friburgo/RJ (21 outubro 1926 – 25 novembro 2013)

Aos Teus pés eu me ajoelho,
erguendo graças Senhor!
- Quem me dera ser espelho
para a Luz do Teu Amor!

Um Poema de Divinópolis/MG
ADÉLIA PRADO
(Adélia Luzia Prado Freitas)

Explicação de Poesia Sem Ninguém Pedir

Um trem-de-ferro é uma coisa mecânica,
mas atravessa a noite, a madrugada, o dia,
atravessou minha vida,
virou só sentimento.

Uma Trova de Sorocaba/SP
DOROTHY JANSSON MORETTI

Ora eloquente, ora mudo,
teu olhar é uma charada:
promessa sutil de tudo,
no fútil revés… do nada!

Um Haicai de São Paulo/SP
GUILHERME GUIMARÃES

Ao amanhecer
O passarinho canta
Na relva, geada!

Um Poema de Camet/PA
ARODINEI GAIA DE SOUSA

A Nuvem

A nuvem?
um quadro do artista no céu
uma encenação no palco da liberdade
Um tingimento de amor e saudade

A nuvem?
uma escultura que inspira o escultor
um reflexo de Aleijadinho na pedra sabão
Emissária da mais admirável união

A nuvem?
um telhado de vidro que produz sombra
uma metamorfose no céu que aguça a imaginação
uma aquarela do Deus da criação

A nuvem?
desordeira, livre, sem limite, inerte e dinâmica
um pássaro no firmamento sem pouso, sem chegada
platéia no beijo tímido da namorada

A nuvem?
um elo entre o céu e a terra
um entusiasmo criador que move a mão do poeta
a sonoridade divina que no homem o sonho desperta

A nuvem?
branca como o algodão colorida pelo olhar solar
Quando escurece? fria? sinal de chuva pra natureza
Ela escurece, ela clareia, é um charme de beleza

Uma Lengalenga de Portugal
ECO
 
É suposto que cada frase desta lengalenga seja repetida por outra pessoa depois de uma a dizer.

 - Ó que eco que aqui há!
 - Que eco é?
- É o eco que cá há.
- O quê? Há cá eco?
- Há eco, há.


Uma Trova de Natal/RN
JOSÉ LUCAS DE BARROS

Não penses que estás distante
de uma estrada mais florida,
há sempre um mágico instante
que muda os rumos da vida!

Recordando Velhas Canções
Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins

BRASA
(samba, 1945)

Você parece uma brasa
Toda vez que eu chego em casa
Dá-se logo uma explosão
Ciúmes de mim, não acredito
Pois meu bem, não é com grito
Que se prende um coração

Desculpe a minha pergunta
Pois quem tanta asneira junta
Lhe ensinaram a falar
Seu professor bem podia
Ensinar que não devia
Deste modo me tratar

E as vezes, você chora
Quando eu passo as noites fora,
Não venho em casa almoçar
É que as mulheres da rua
Tem a alma melhor que a sua
Sabem melhor me agradar

E se as vezes, eu me demoro,
É diminuindo a hora
Para com você eu estar
Se apagasse essa brasa
Eu não sairia de casa
Dia e noite, a lhe adorar.

Um Haicai de São Paulo/SP
CARLOS SEABRA

louco desafio:
comer fubá e cantar
o sole mio!

Hinos de Cidades Brasileiras
RIBEIRÃO PRETO/SP
Letra: José Saulo Pereira Ramos; Música: Diva Tarlá de Carvalho

A minha terra é um coração
Aberto ao sol pelas enxadas
Sangrando amor e tradição
No despertar das madrugadas.

História exemplo, amor e fé
Assim traçamos teu perfil
Ribeirão Preto, terra do café
Orgulho de São Paulo e do Brasil.

Nasceste do destino nacional
Das caminhadas rumo ao Oeste
E ainda guardas o belo ideal
Dessa epopéia em que nasceste.
           
Ribeirão Preto esse destino
Que consagrou a tua gente
É do trabalho o grande hino
Que há de viver eternamente.

A minha terra é um coração
Aberto ao sol pelas enxadas
Sangrando amor e tradição
No despertar das madrugadas.

És linda jóia no veludo
Dos nossos verdes infinitos cafezais
E se em ti amada terra temos tudo
Ainda procuramos dar-te mais.

A minha terra é um coração
Aberto ao sol pelas enxadas
Sangrando amor e tradição
No despertar das madrugadas.

Uma Aldravia de Porto Alegre/RS
ZÉLIA DENDENA SAMPAIO

virtude
o
perfume
da
veraz
solidariedade

Um Poema de Recife/PE
BETO ACIOLI

Rosa

 Pra ti que faço meus versos
 remetendo-os aos quatro cantos,
 por rotas aonde sopram os ventos.
 Pra que tu me tenhas perto
 sopro até ti este canto.

Deixo meu peito entreaberto
 pra ouvir o teu acalento,
 pra cessar o meu tormento
 e enxugar todo o meu pranto.

Pra reencontrar todo encanto
 irei para qualquer lado
 que mande a Rosa dos ventos,
 pois imerso na dor me encontro.

Irei até o teu abraço...
 Não deixes que eu sofra tanto.
 Quero-me em teu regaço
 pois és Rosa dos meus versos.

Uma Trova de Arco Verde/PE
CARLOS ALBERTO DE ASSIS CAVALCANTI

Há quem chore por defunto
bem na beira do caixão,
mas ninguém quer ficar junto
do finado sob o chão.

Um Soneto de Poços de Caldas/MG
LAÉRCIO BORSATO

Meu sublime motivo

Eu, que na vida, sempre fui tão inconstante,
Agora me detenho num tema exclusivo:
A cordas dessa lira, fortes vibrantes,
Fazem parte do mundo belo em que vivo...

É como uma mensagem de paz. Num instante,
Vem à minha alma como um doce lenitivo.
Nesse agito, o meu ser torna-se redundante:
Desejo escrever...É meu sublime motivo!

Nessa jornada, no campo imenso da poesia,
Encontro essa beleza que antes não sentia...
São simples temas - nobres jóias esquecidas!...

Em cada verso, doo um pouco de mim mesmo.
Nesse jardim inerte, no abandono, a esmo,
Cultivo meu canteiro de belas MARGARIDAS!...

Uma Sextilha Agalopada de São Simão/SP
THALMA TAVARES

Tenho medo da “essência” da carteira,
e do “status” que o ouro nos empresta.
Vale mais hoje um rico sem caráter
que o talento de alguém de vida honesta.
A lisura, o saber e a inteligência
são valores aos quais não se faz festa.

Trovador Destaque


A alvorada, em seus traços,
me trouxe nova esperança
de ter de novo em meus braços
quem não me sai da lembrança.

Amor! Eu estou morrendo
de saudades de você.
Amor, eu só estou vivendo,
de amor por quem não me vê.

Ao abrir minha janela,
inundada de luar,
mais forte a lembrança dela
fez a saudade apertar.

Ao passar a mocidade,
aquecida, tal verão,
o sol da maturidade
me deu nova direção!

Arteiro, ágil e risonho…
Era assim, na mocidade!
Hoje cansado e tristonho,
só leva o peso da idade.

Assisto com emoção,
sob a luz dos candeeiros,
nas noites do meu sertão
ao cantar dos violeiros.

A tristeza em minha casa
está num quarto vazio:
de dia a saudade abrasa,
à noite mata de frio.

Chorei de tanto sorrir!
Sorri ao chegar o fim,
de pensar não existir
amores falsos por mim!

Dos instantes devotados
a cada luta vencida,
todos estão retratados
no painel da minha vida.

Enquanto estás a sorrir…
Evitas o que aborrece.
Tristeza pode existir,
mas delas, você se esquece!

Era jovial e prosa,
Bom contador de vantagens.
A vida lhe foi calosa…
Está no fim da viagem!…

Esta vida é complicada,
imagine, meu consorte,
pois se a vida é temporada,
que será, então, a morte??

Eu bebi para esquecer
esqueci porque bebi,
agora quero saber,
o que será que esquecí?

Eu nunca vivi uma guerra!
Jamais vivi uma tragédia!
Se a dor no meu peito encerra…
Será que a vida é comédia?

Foi no banco de uma praça,
no tempo da bela idade,
que encontrei cheia de graça
quem agora é só saudade.

Jurou-me que voltaria…
Eu juro, muito esperei!
Outra vez você mentiu…
Outra vez acreditei.

Mágico é teu esplendor,
outono da minha vida.
Beijo a sorte, vivo o amor…
Ironizando a partida.

Meu coração bate forte
ao chegar sua mensagem
que bom se tivesse a sorte…
Vê-la chegar da viagem.

Minha saudade e alegria
no Natal é recordar
do amor que meu pai trazia
quando vinha me abraçar!

Ministros e Presidente
tentam dar explicação,
mas o povo, infelizmente,
é quem paga o apagão!…

Nada ainda terminou!
Então siga a caminhada…
Se o mundo não acabou,
a vida não está parada!

Na madrugada, tristonho,
sem sono o jovem medita
pois a vida é um grande sonho,
feliz quem nele acredita.

Na semeadura errada
você cultivou espinho,
mas hoje, em triste jornada,
anda descalço e sozinho.

Nas rimas quanta saudade,
de tão triste até chorei,
és uma grande verdade…
Tão pouca vida te dei.

Natal… dia de alegria…
de festa…sentimental!
Ah!… tão bom se todo dia
fosse dia de Natal!…

Nesta vida o tempo passa
o meu consolo é você!
Mas sou poeta sem graça,
quando passa e não me vê!

Nunca foi obra de arte,
mulher de cintura fina,
digo isso em qualquer parte,
ela é uma obra divina!

O que eu não quero é morrer
quero ser doce lembrança
sempre que eu merecer
Te encontrar feito criança

O sonho do trovador
é fazer trova perfeita;
não consegui ser o autor,
mas consegui vê-la feita!

O tamanho do meu sonho
não se mede em comprimento
mas nos versos que componho
na medida do lamento…

Palpite não é dinheiro,
mas se fosse eu estava bem…
Pois o que há de palpiteiro,
só me enchendo, como tem!

Por capricho do destino
te encontrei tarde demais
Sou badalo, você o sino
sou a moça, és o rapaz.

Por momento passageiro
foste trocar os teus sonhos.
Vive agora o tempo inteiro
dias vazios, tristonhos…

Posso reclamar de tudo…
Direito que me convém!
Mas fico todo “sisudo”
quando reclamas também.

Quando chove reclamamos
e se não chove também.
Se a chuva traz certos danos,
outros têm quando não vem.

Quando te amei de verdade,
jamais eu pensei, “por certo”,
Que tu serias saudade
e o meu coração, “deserto”!

Que nós somos filhos Teus,
muitos dizem, e acredito…
Boníssimo pai, meu Deus…
Teu amor é tão bonito!

Quero um natal diferente
Com muita paz e união
Que as bênçãos do onipotente
Alcancem toda a Nação.

Sabiá da minha terra,
Por que vem cantar aqui?
Não sabe seu canto encerra
Saudades de onde vivi?…

Se eu pudesse voltar à infância
Nem que fosse por um dia
Abraçaria a inocência
nunca mais a soltaria.

Se eu tivesse te encontrado
antes, meu imenso amor;
teus olhos que estão molhados
não chorariam de dor.

Se o hoje é cheio de dor
não pense que a vida é vã…
enquanto existir amor,
sustente a fé no amanhã!!!

Somente o amor verdadeiro
é por Deus abençoado;
e por não ser passageiro
é tão sublime e sagrado!

Sopra a brisa, sopra a vida,
passa o tempo, o tempo passa…
Andei por uma avenida
sem luz, sem amor, sem graça!

Sou rio, minha querida,
correndo para o seu mar,
para adoçar sua vida
com pena de me salgar.

Sou um rio nesta vida
e você meu belo mar;
tento lhe adoçar querida,
você só faz me salgar!…

Trabalho que nem “saúva”,
para ganhar o meu pão
pois, lá do céu, só cai chuva
e, às vezes, um avião…

Trabalhou por longo tempo
nos muitos anos vividos…
e traz agora o lamento
nos seus ombros doloridos.

Tua voz é melodia,
com bemóis e sustenidos,
a mais perfeita harmonia
a encantar os meus sentidos.

Uns me chamam de poeta…
Já outros, de Trovador!
Eu só sei que a minha meta,
é escrever com muito amor.





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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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