Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

domingo, 21 de setembro de 2014

José Feldman (Chuva de Versos n. 242) Homenagem a São Paulo



 
Uma Trova de Santos/SP
Carolina Ramos

Braços brancos, amarelos,
ou negros, cor de café,
unidos, são fortes elos
que ao futuro dão mais fé!

Uma Trova de Taubaté/SP
Angelica Villela Santos

Às crianças ensinemos
que a nossa união é que traz
a este mundo em que vivemos,
a grande benção da paz!

Uma Trova Humorística de São Paulo/SP
Renata Pacolla

Ser careca ele detesta.
Não suporta usar peruca.
Então, puxou para a testa
o que restava na nuca...

Uma Trova de Lorena/SP
Adilson Roberto Gonçalves

A família do passado
era unida, sempre em festa;
hoje tudo é conectado,
mas pouca relação resta.

Um Poema de Capivari/SP
Amadeu Amaral
(Amadeu Ataliba Arruda Amaral Leite Penteado )
1875 — 1929, São Paulo/SP+

Voz íntima

 Fecha-te, sofredor, na alva túnica ondeante
Dos sonhos!  E caminha, e prossegue, embebido,
Muito embora, na dor de um fiei celebrante
De um estranho ritual desdenhado e esquecido!

 Deixa ressoar em torno o bárbaro alarido,
Deixa que voe o pó da terra em torno... Adiante!
Vai tu só, calmo e bom, calmo e triste, envolvido
Nessa túnica ideal de sonhos, alvejante.

 Sê, nesta escuridão do mundo, o paradigma
De um desolado espectro, uma sombra, um enigma,
Perpassando sem ruído a caminho do Além.

E só deixes na terra uma reminiscência:
A de alguém que assistiu à luta da existência,
Triste e só, sem fazer nenhum mal a ninguém.

Uma Trova de São Paulo/SP
Therezinha Dieguez Brisolla

Se vejo o mundo às escuras,
embarco em meu sonho...e assim,
subo a escada e, nas alturas,
acendo um sol para mim!

Um Poema de Atibaia/SP
André Carneiro

As reticências

Anseio manobrar a língua
dos fatos sólidos
e a outra,
do sentimento abstrato,
explosiva no ódio até
a úmida ternura do beijo.
Palavras com cores diversas,
cinzas e vermelhos
marcando sangue na página.
Haverá um teclado
medindo a tensão de cada dedo,
a mágica apaga versos frouxos,
letras borboletas voam
e pregam mensagens
no teto dos amores fugidios.
Tenho só um dicionário roto,
dedos hesitantes e o
sorriso do humor necessário.
Meu diário é suposto,
foto desfocada da
vida em movimento.
Tento transmitir
apelo, medo, desejo,
nas palavras alinhadas,
tímidos soldados
antes da luta.
É raro saber o gosto alheio
pelo abstrato alimento.
Depois de algumas linhas,
o fim vale como vírgula
para o futuro ignoto
das reticências.

Trovadores que deixaram Saudades
Izo Goldman
Porto Alegre/RS 1932 – 2013 São Paulo/SP

Às vezes, me desespero
e penso: "Se eu trabalhasse...
mas deito na rede e espero
que o "mau pensamento" passe!!!

Um Poema de São Paulo/SP
Mário de Andrade
(Mário Raul de Morais Andrade)
1893– 1945

    Eu Sou Trezentos...

    Eu sou trezentos, sou trezentos-e-cinquenta,
    As sensações renascem de si mesmas sem repouso,
    Ôh espelhos, ôh ! Pirineus ! Ôh caiçaras !
    Si um deus morrer, irei no Piauí buscar outro !
    Abraço no meu leito as melhores palavras,
    E os suspiros que dou são violinos alheios;
    Eu piso a terra como quem descobre a furto
    Nas esquinas, nos táxis,
    nas camarinhas seus próprios beijos !
    Eu sou trezentos, sou trezentos-e-cinquenta,
    Mas um dia afinal toparei comigo...
    Tenhamos paciência, andorinhas curtas,
    Só o esquecimento é que condensa,
    E então minha alma servirá de abrigo.

Uma Trova de Bragança Paulista/SP
Cristina Cacossi

Reunião familiar
tem nova tecnologia:
usa o verbo conectar
em total desarmonia...

Um Haicai de Taubaté/SP
Angélica Villela Santos

Tinido metálico
Na vastidão do cerrado:
Grito de araponga.

Uma Trova de Mogi-Guaçu/SP
Olivaldo Junior

Escrever é "terapia",
todos sabem muito bem,
lava a alma e contagia
a quem só quer ler também. 

Um Poema de Tatuí/SP
Paulo Setúbal
(Paulo Setúbal de Oliveira)
1893 - 1937, São Paulo/SP+

Despedida

Com que desdém, quando partiste,
Tu me fitaste e eu te fitei!
Olhamo-nos ... Sorri. Sorriste.
E ali, sem uma frase triste,
Tu me abraçaste e eu te abracei.
Que frio adeus! Que despedida!
Nem te mostraste comovida,
Nem comovido eu me mostrei...

Sem um soluço, sem um pranto,
Tu me deixaste e eu te deixei ...
Mas hoje vemos com que espanto!
Que nunca tu choraste tanto,
Que tanto assim nunca chorei,
Como nesse áspero minuto,
Em que a sorrir ... de olhar enxuto,
Tu me abraçaste e eu te abracei!

Uma Trova de Bauru/SP
Ercy Maria Marques de Faria

A reunião familiar,
a amizade, o romantismo,
foram cedendo lugar
ao nosso individualismo...

Uma Aldravia de São Caetano do Sul/SP
Francisco Nunes

não
enviei
condolências;
preferem
minha
ausência

Uma Trova de São José dos Campos/SP
Mifori

A interação familiar
pelo diálogo sumiu;
não há conversa no lar
desde que o ‘tablet’ surgiu.

Recordando Velhas Canções
Lampião de Gás

Compositor: Zeca Bergami

Lampião  de  gás,  lampião  de  gás.
Quantas  saudades  você  me  traz !
Lampião  de  gás,  lampião  de  gás.
Quantas  saudades  você  me  traz !

Da  sua  luzinha  verde  azulada
que  iluminava  a  minha  janela.
Do  "Almofadinha"  lá  na  calçada,
palheta  branca  e  calça  apertada

Do  "Bilboquê",  do  "Diabolô",
"Me  dá  Foguinho  Vai  No  Vizinho".
De  pular  corda  e  brincar  de  roda.
De  Benjamin,  Jagunço  e  Chiquinho !

Lampião  de  gás,  lampião  de  gás.
Quantas  saudades  você  me  traz !
Lampião  de  gás,  lampião  de  gás.
Quantas  saudades  você  me  traz !

Do  bonde  aberto,  do  carvoeiro.
Do  vassoureiro  com  seu  prégão.
Da  vovozinha  muito  branquinha
fazendo  roscas,  sequilhos  e  pão.

Da  garoinha fria fininha,
escorregando  pela  vidraça.
Do  sabugueiro  grande e  cheiroso
lá  do  quintal  da  Rua  da  Graça.

Lampião  de  gás,  lampião  de  gás.
Quantas  saudades  você  me  traz !
Lampião  de  gás,  lampião  de  gás.
Quantas  saudades  você  me  traz !

Minha  São  Paulo  calma  e  serena,
Que  era  pequena  mas  grande  demais.
Agora  cresceu,  mas tudo   morreu
Lampião  de  gás  que  saudades  traz.

Um Haicai de Santa Rita do Passa Quatro/SP
Eunice Arruda

primavera

Na banca da feira
o viço das alcachofras
Mais um ano passou

Uma Trova de Sorocaba/SP
Dorothy Jansson Moretti

Rompe os elos o Direito,
e unidas, enfim, as mãos,
arrasa-se o preconceito:
negro e branco são irmãos!

Hinos do Brasil
Estado de São Paulo

Hino dos Bandeirantes
Composição: Guilherme de Almeida

    Paulista, para um só instante,
    Dos teus quatro séculos,
    Ante tua terra sem fronteiras,
    O teu São Paulo das "bandeiras"!

    Deixa para trás o presente,
    Olha o passado à frente,
    Vem com Martim Afonso a São Vicente,
    Galga a Serra do Mar!

    Além, lá no alto,
    Bartira sonha sossegadamente.
    Na sua rede virgem do Planalto.

    Espreita, entre a folhagem de esmeralda,
    Beija-lhe a Cruz de estrelas de Grinalda!

    Agora escuta!
    Aí vem, moendo o cascalho,
    Botas de nove léguas, João Ramalho;

    Serra acima, dos baixos da restinga,
    Vem subindo a roupeta,
    De Nóbrega e de Anchieta!

    Contempla os campos,
    De Piratininga!
    Este o colégio,
    Adiante está o sertão.

    Vai, segue a Entrada!
    Enfrenta, Avança, Investe!
    Norte, Sul, Leste, Oeste!

    Em Bandeira ou Monção,
    Doma os índios bravios,
    Rompe a selva, abre minas, vara rios!

    No leito da Jazida,
    Acorda a pedraria adormecida,
    Retorce os braços rijos,
    E tira o ouro, de seus esconderijos!

    Bateia, escorre a ganga,
    Lavra, planta, povoa!
    Depois volta à garoa!

    E adivinha, atrás dessa cortina,
    Na tardinha, enfeitada de miçanga,
    A Sagrada Colina,
    Ao Grito do Ipiranga!

    Entreabre agora os véus,
    Do cafezal, Senhor dos Horizontes!
    Verás fluir por plainos, vales, montes,
    usinas, gares, silos, arranha-céus!

Um Poema de São Paulo/SP
Colombina
(Yde Schloenbach Blumenschein)
1882 – 1963

Invicta

As distâncias venci e venci as procelas
da vida; e toda a humana ingratidão venci.
Dos sonhos que sonhei, as áureas caravelas,
afundá-las no mar do olvido, consegui.

Vitoriosa alcancei as altitudes belas
da solidão! E, altiva, então, aos pés, eu vi       i
espatifar-se um mundo em ódios e querelas
e só desprezo foi o que n'alma senti,

Os venenos do amor e da ilusão, venci-os!
Invejas, detrações (ladrar de cães vadios)
e calunias pisei, como se faz á lesma,

Mundanas tentações e aspirações de gloria,
tudo venci, enfim. A única vitória
que não pude alcançar, foi vencer a mim mesma.

Uma Trova de Salto/SP
Gasparini Filho

Rompem-se os elos na terra,
(conteste quem for capaz).
No lugar de luta e guerra
nascerão lírios da paz!

Um Poema de Tietê/SP
Cornélio Pires
1884 – 1958, São Paulo/SP+

A Origem do Homem

 — O senhor por acaso não descende
dos bugres que moravam por aqui?
— Hom'eu num sei dizê, vancê compreende
que essa gente inté hoje nunca vi.

 Mais porém o Bernado dis-que intende
que os moradô antigo do Brasi
gerava de macaco!... Inté me offende
vê um véio cumo elle, ansim, minti.

 D'otra feita um cabocro - ai um caiçára -
dis-que nasci um de dois e inté de treis,
quano estralava um gommo de taquara!

 Nois num temo parente purtugueis,
nem mico, nem cuaty, nem capivára...
Semo fio de Deus cumo vanceis!

Uma Glosa de Catanduva/SP
Ógui Lourenço Mauri

É a primavera chegando...

 MOTE
As flores estão voltando,
colorindo tudo... Enfim,
é a Primavera chegando,
perfumando meu jardim.
 José Feldman (Maringá/PR)

 GLOSA

As flores estão voltando,
denunciam seus odores;
o vento chega mais brando
nos cenários multicores.

É a pintora Natureza
colorindo tudo... Enfim,
lindo toque de beleza
que, à mão de Deus, fica assim!

Meu astral se eleva quando
vejo toda essa pintura;
é a Primavera chegando,
como é linda enquanto dura!

Pena que, com tanto zelo,
falte uma flor para mim;
a rosa do teu cabelo
perfumando meu jardim.

Trovadora Destaque

 Afortunada lembrança,
do meu passado risonho...
Quando eu chamava a esperança,
quem respondia era o sonho!...

A perua, caidaça
por um pato sensual,
enche o peru de cachaça,
dizendo: - Bebe, é Natal!!!

Até na pressa ele é franco...
Num raciocínio ligeiro,
coloca as malas no banco
e a sogra no bagageiro!...

A vida faz seu traçado
e ao longo desta viagem,
coloco a sorte ao meu lado
e a esperança na bagagem!…

Da cachaça fã confesso,
o Zé, lelé da moringa,
ao invés do trem expresso,
só tomava o... ‘pinga-pinga”!!!

Em festa, feito criança
vou, impetuosa e atrevida,
equilibrando a esperança
na corda bamba da vida...

Entre nós tudo acabado,
mas rejeito esta lembrança...
Mesmo em campo maltratado
sou colhedor de esperança!…

É tanto amor, tanto enlevo
hoje presente ao teu lado,
que nem ao menos me atrevo
a ter futuro ou passado!...

Eu suplico: "volte breve,"
num bilhete ... e na verdade,
a esperança é quem escreve
e quem assina é a saudade!...

Foi a vaca atropelada...
e o dono, um luso “sabido”,
pôs uma placa na estrada:
“VENDE-SE LEITE BATIDO”!!!

Foste embora e por maldade
deixaste a troco de nada,
rastros da tua saudade
em cada curva da estrada!...

Lembranças do meu passado,
tempos felizes, risonhos...
O baleiro era encantado
e os doces chamavam sonhos...

Meu coração persistente,
fingindo que não sofreu,
segue atrás do sonho ausente,
que a realidade escondeu!...

Meu destino é uma ironia,
mistério que não desvendo...
Pago os meus sonhos em dia
e ele diz que estou devendo!..

Minhas mágoas mando embora,
bem antes que a dor se agrave...
Jogo a tristeza lá fora,
tranco a porta... e escondo a chave.

Não quero só na lembrança
teu amor ... e em desatino,
tento agradar a esperança,
sem permissão do destino!…

Nas flores faz seu reinado
e sem queixas do destino,
dança no espaço, encantado,
o beija-flor bailarino!…

Num murmúrio derradeiro,
eu peço ... quase indefesa,
que o destino trapaceiro
não roube as cartas da mesa! ...

O cigano ao ver-me em pranto,
na dor que cruel avança,
espantou meu desencanto,
despertou minha esperança!…

O meu mundo é afortunado
e a vida não me desmente...
mora a esperança ao meu lado,,
moram meus sonhos em frente!...

Ontem rompemos os laços
e a saudade, por magia,
me faz ouvir os teus passos
por toda a casa vazia!...

O rouxinol canta aflito
e nada em volta o consola...
Deseja o espaço infinito,
na solidão da gaiola!…

"Palavra, não volto atrás!"
E deixei-te com firmeza...
Mas um grande amor desfaz
até a própria certeza!...

Penso te ouvir na ansiedade
e na dúvida, sem jeito,
abro a janela...é a saudade,
suspensa no parapeito!

Por mais que o destino queira,
que eu pague a minha fiança,
insisto em ser prisioneira
dos agrados da esperança!…

Prevenindo qualquer susto,
o Joca, machão antigo,
defendia a todo custo
até o buraco do umbigo!…

Quando nos rouba o juízo,
o mistério da paixão
traça um limite impreciso
entre a loucura e a razão!…

Resisto... mas, distraída,
minha razão nem percebe
quando a emoção atrevida
abre a porta... e te recebe!

Rosário de várias contas...
destino que eu sigo só...
O sonho afrouxando as pontas
e a vida apertando o nó!...

Se voltas, não sei ao certo,
mas a emoção sem cautela,
deixa a esperança por perto,
rondando a minha janela!

Teu retrato, enraivecida,
eu rasguei, sem embaraços...
mas a saudade, atrevida,
juntou de novo os pedaços!…

Uma trágica arapuca
foi armada ao pobre Zeca...
Meteu a mão em cumbuca
e entrou no céu de cueca.

Voltaste afinal ... e agora,
tentas em vão me agradar ...
Depois de tanta demora,
o amor cansou de esperar! …

Voltaste... fim da ansiedade...
na casa, o som dos teus passos...
Fica mais pobre a saudade,
na fortuna dos teus braços!...

Fazendo Versos, em Gotas (19)

Como Escrever um Poema Acróstico (Parte 2,final)

O Processo de Reescrita

*      Revise seu poema e conserte qualquer erro. Procure por erros de gramática e estilo de escrita. Pare de editar somente quando você estiver completamente satisfeito com seu trabalho.

*      Assegure-se de que seu poema tenha sentido. Se houver qualquer coisa de que você não tem certeza, mude-a na mesma hora. Na maioria das vezes, o que lhe chama a atenção, chamará atenção de todos.

*      Compartilhe o poema com seus amigos e familiares. Geralmente, ficamos entretidos demais com o trabalho para perceber erros simples. Você pode saber o poema inteiro de cor e não notar que uma palavra foi escrita incorretamente.

*      Seja criativo! Não é porque os poemas acrósticos não tem necessariamente que possuir rimas que você não possa usá-las.

*      Se estiver fazendo um acróstico no computador, utilize o Microsoft Word. Nele, você poderá editar, mudar as cores das palavras, colocar as letras iniciais em itálico, etc.

*      Enciclopédias e glossários podem ser bastante úteis se você não encontrar uma palavra que expresse seus sentimentos ou que você tenha que mudar, mas não sabe como. Utilize esses recursos quando realmente precisar.

*      Se for escrever o poema no papel, use lápis e então contorne com canetinha.

*      Você pode usar qualquer tipo de formato, dependendo da natureza do seu acróstico.

*      Se você estiver tendo problemas ou não estiver inspirado, comece com um título bem curto.

Fonte:

Á Guisa de Elucidação:

Qualquer homenagem que seja postada, faltarão poetas/trovadores a serem colocados. Possuo uma lista de várias centenas de nomes, e não é possível colocar todos de uma “tacada” só. Mas, com o decorrer dos números, serão feitas novas homenagens mesmo aqueles estados que já foram postados, mas independente destas, os nomes podem aparecer normalmente na Chuva de Versos. Claro que se me derem um toque sobre si ou mesmo de nomes de trovadores/poetas a colocar, sempre é um auxílio e agiliza a postagem.
Conto com a vossa compreensão e colaboração,
Obrigado.
José Feldman

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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