Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

José Feldman (Chuva de Versos n. 262)

Um Chuvisco:
         No número de hoje todos os sonetos são do poeta, trovador e cronista gaúcho, num rápido apanhado abaixo.
         Ialmar Pio Schneider nasceu em Sertão/RS em 1942. Em 1959, iniciou a compor poesias. Transferiu-se para Passo Fundo/RS com poesias publicadas no Jornal do Dia, de Porto Alegre, indo trabalhar no Banco do Brasil em Cruz Alta/RS, em 1961. Foi para Canoas/RS, em 1967, e após um ano para São Leopoldo/RS. Casou-se em 1968 e transferiu-se para Porto Alegre, em 1969. Foi para Passo Fundo/RS, ficando cerca de 3 anos, indo depois para Palmas/ PR. Retornou a Canoas indo logo em seguida para Antônio Prado/RS, onde ficou por 2 anos e meio. Em 1980, regressou a Canoas. Formou-se em Direito em 1990. Reside na cidade de Porto Alegre/RS.
         Tem diversos blogs como:
         Participa da obra Trovadores do Rio Grande do Sul, organizada por Nelson Fachinelli, em 1982. Publicou Sonetos e Cânticos Dispersos, em 1987. Poesias Esparsas Diversas, de 2000. Possui diversos prêmios conquistados em concursos de trovas e de poesias.
         Trovas do Ialmar no Chuva de Versos n. 190, em Trovador Destaque no link  (http://universosdeversos.blogspot.com.br/2014/07/jose-feldman-chuva-de-versos-n190.html)  

Uma Trova de Maringá/PR
Elidir D’ Oliveira

Não chore o fim do romance,
busque um novo, sem tardança,
sempre existe nova chance
para quem tem esperança.

Uma Trova de Porto Alegre/RS
Ialmar Pio Schneider

Eu não sou navegador,
mas enfrento o mar da vida,
por causa do nosso amor
que não teve despedida.

Uma Trova Humorística de Belo Horizonte/MG
Wanda de Paula Mourthé

Mesmo em flagrante apanhado,
já se desculpa o "seu" Zé:
- "Trambique? Foi, delegado.
- mas com toda a boa fé..."

Uma Trova de São Paulo/SP
Therezinha Dieguez Brisolla

É noite!...e, num desvario,
na dor que a sufoca e invade,
chorando – o berço vazio –
a mãe embala a saudade!

Um Soneto de Porto Alegre/RS
Ialmar Pio Schneider

Soneto
(27.5.2011, Porto Alegre/RS)

Escrever versos sempre vai ser bom,
quando se pode extravasar ventura;
e cantando feliz no mesmo tom,
enaltecer a amada criatura.

Também poder ouvir-se o doce som
de uma flauta que límpida murmura
e beijar uma boca sem batom
para sentir-se o gosto da doçura.

Assim pensei numa manhã nevoenta,
pois nessas horas meu amor inventa
um soneto, um poema, uma poesia...

Retornando às origens pego a lira,
modulo uma canção que a Musa inspira
para eu viver feliz na fantasia !…
 
Uma Trova Hispânica do México
Freddy Ramos Carmona

Poesía es alimento,
del alma, amor o alegría
puedes en todo momento
con versos cambiar mi día.

Um Soneto de Porto Alegre/RS
Ialmar Pio Schneider

O soneto

Para escrever quatorze linhas, tenho
que dedicar o tempo disponível,
e embora seja humilde meu engenho,
vale a pena, afinal, tornar possível

esta tarefa nobre de alto nível...
É preciso sonhar e ter empenho
de alimentar um grande amor incrível,
somente realizável por um gênio...

Sinto, no entanto, que não devo alçar
voo tão alto, e me penitenciar
de assim querer e então me comprometo

a desobedecer esta vontade;
e caindo, por fim, na realidade,
aqui me despedir... Eis o Soneto !…

Trovadores que deixaram Saudades
Galdino Andrade
Visconde do Rio Branco/MG (1931 – 2002) Maringá/PR

Saudade é a aflita lembrança
de um sonho bom que, ao passar,
nos deixa a alma a esperança
de que ainda há de voltar.

Um Soneto de Porto Alegre/RS
Ialmar Pio Schneider

Soneto a Fernando Pessoa - In Memoriam
Data de nascimento do poeta em 13.6.1888

P´ra Fernando Pessoa este soneto,
em que pretendo ter a liberdade,
de ofertar-lhe com toda lealdade,
no que me empenho e então me comprometo,

os versos que nasceram da ansiedade,
como quem pinta um quadro em branco e preto,
finalizando o último quarteto
com o pincel da dor e da saudade...

´´Cartas de amor ridículas´´, talvez...
mas eu as escrevi sem o saber,
outrora quando tinha solidão...

Hoje as relembro e tenho a sensatez,
de havê-las enviado por prazer,
nos momentos de sonho e sensação…

Uma Trova de São Paulo/SP
Héron Patrício

Quando foi dada a partida,
com mil gametas brigando,
eu lutei por minha vida,
e...  continuo lutando!

Um Haicai de Santos/SP
Regina Alonso

Parece sorrir
lá no meio do terreiro
velho espantalho…

Um Soneto de Porto Alegre/RS
Ialmar Pio Schneider

No além

Quando eu partir para o Além,
com certeza irei sozinho
e não mais terei carinho
como aqui tive de alguém...

Nós temos o nosso ninho,
que nem todos os que têm
o privilégio de um bem
para alegrar seu caminho.

Assim vivemos os dois,
nem pensando que depois
devemos nos separar.

É melhor esta confiança,
do que não ter esperança
de viver n´outro lugar !

Uma Trova de São Paulo
Yedda Ramos Patrício

A esperar que regressasse,
postei-me à porta, rezando...
E, se ele nunca voltasse
continuaria esperando...

Uma Cantiga Infantil de Roda
Castanha Ligeira

É uma roda de meninas, com uma no meio. Cantam todas, enquanto passam de mão em mão, sem que veja a do centro, uma castanha:

Castanha ligeira
Que vem do Pará
No meio da roda
Ninguém te achará
Roda, castanha
E torna a rodar
No meio da roda
Ninguém te achará

Enquanto cantam, a menina do meio vai procurando a castanha nas mãos das amiguinhas, até achá-la. A que for encontrada com a castanha, passa então a ficar sozinha na roda, na vez seguinte.

Fonte: Veríssimo de Melo. São Paulo: Departamento de Cultura, 1953.

Um Soneto de Porto Alegre/RS
Ialmar Pio Schneider

Carnaval

Eis que de novo chega o Carnaval
para trazer, talvez, muita alegria,
às multidões que sofrem de algum mal
e podem ingressar na fantasia...

Vivem momentos só de alegoria,
num transe enfático, sensacional,
e buscando, num passe de magia,
aliviar o desejo sensual...

Cantam e dançam, plenos de calor,
demonstrando a maior felicidade,
neste evento de cálida paixão...

Por toda a parte a Festa do Esplendor
penetra os corações, e na igualdade,
congregando os cultores da Ilusão !

Uma Poetrix de Portugal
Anthero Monteiro

uma gaivota só
um til sobre a palavra
Imensidão

Uma Trova de São Paulo/SP
Roberto Tchepelentyky

O vento faz serenata
e o mar se põe a cantar
versos em ondas de prata
de uma poesia... ao luar.

Um Soneto de Porto Alegre/RS
Ialmar Pio Schneider

Soneto de Lembrança Antiga

Bom dia ! pé de bugre e aroeira!
Cumprimento essas árvores nativas,
qual se fossem a ausente companheira,
de minha infância das imagens vivas...

Aquela que deixou-me, de maneira
tão bruscamente, em horas aflitivas,
hoje, surge-me à mente toda inteira,
para trazer-me flores sempre-vivas...

Busquei não recordá-la e foi em vão
meu intento sincero e imorredouro,
querendo sepultar essa ilusão...

Depois fiquei sabendo que partiu,
sem saber que pra mim era um tesouro
e nem que me deixava este vazio...

Recordando Velhas Canções
Passarinho da lagoa
(cateretê/toada, 1949)

Fernando Lobo e Evaldo Rui

Passarinho da lagoa se tu queres avoá
Avoa avoa avoa agora já
Com o biquinho pelo chão e as asinhas pelo ar
Avoa avoa avoa agora já

Passarinho da lagoa se tu queres avoá
Avoa avoa avoa agora já
Com o biquinho pelo chão e as asinhas pelo ar
Avoa avoa avoa agora já

Passarinho da lagoa não despertes meu amor
Ainda é muito cedinho, madrugada nem chegou
Meu amor está na rede, a rede balançô
Passarinho, passarinho não despertes meu amor

Um Haicai de Bandeirantes/PR
Neide Rocha Portugal

Goiabas maduras –
neste ano de chuvaradas
estão bem mais doces.

Um Soneto de Porto Alegre/RS
Ialmar Pio Schneider

Soneto a Catullo da Paixão Cearense – In Memoriam
Data de falecimento do poeta: 10.5.1946

Faz-me lembrar o tempo de menino,
no lar paterno, lá na velha aldeia,
com minha mãe, irmãos e irmãs, na ceia,
de noitezinha, ao bimbalhar do sino...

Depois, eu contemplava a lua cheia
e perguntava aos céus: qual meu destino,
neste mundo que roda e cambaleia,
com momentos de luz e desatino?!...

E ouvia a minha voz na voz do vento,
dizendo que eu tivesse paciência,
estudasse, aprendesse e na paixão

de adquirir maior conhecimento,
ingressasse no reino da sapiência...
Como era lindo o Luar do Sertão !…

Uma Trova de Curitiba/PR
Vanda Alves da Silva

Todo o tempo a Deus celebro
e, grato, vou aceitar
 da vida, os grilhões que quebro,
se a luz Divina amparar...

Hinos de Cidades Brasileiras
Canoas/RS

Brava gente, canoense
Sob o sol tu surgirás
Pela grandeza do teu esforço
Só vitórias nos darás.

Teu escudo é a ordem
Tua força a união
O teu lema é o progresso
Pela grandeza da nação.

(Estribilho)
Canoas minha terra
Município de valor
Coração que dentro encerra
Tanta bravura tanto amor.

O teu povo, altaneiro
Vem cumprindo a sua missão
No caminho de luta e glória
Vem honrando a tradição.

São Luís, padroeiro
Deste povo varonil
Abençoai e protegei
Este pedaço do Brasil.

Um Soneto de Porto Alegre/RS
Ialmar Pio Schneider
Soneto a Cora Coralina – In Memoriam
( Cidade de Goiás, 20 de agosto de 1889 — Goiânia, 10 de abril de 1985)

Poesia simples, plena de filosofia,
de gente humilde da cidade e do interior,
que só nos trouxe tanta vida e tanto amor,
colhidos no lutar no afã do dia-a-dia...

Viveu a transmitir sua sabedoria,
na qual não faltaram as pitadas de dor,
mas momentos também de jovem alegria,
em que desenvolveu seu talento de humor...

Foi Cora Coralina, a poetisa exemplar,
cuja existência de noventa e cinco anos,
quase um século de conhecimento audaz...

Seus versos vão viver por longo tempo, a dar
uma bênção sublime aos viventes humanos,
porque ela foi feliz, sempre pregando a paz…

Uma Trova de Tambaú/SP
Sebas Sundfeld

Não necessita de sorte
toda existência de bem:
-uma planta ergue o seu porte
sobre as raízes que tem.

Um Soneto de Porto Alegre/RS
Ialmar Pio Schneider

SONETO
(2.3.2011, Capão da Canoa/ RS)

Não devemos seguir, sem mais nem menos,
pelo caminho que não leva a nada;
vivamos essas horas e serenos,
enfrentemos outra melhor estrada...

Tu deves ser minha feliz amada
para que os versos sejam mais amenos;
não haverá canção desesperada,
nem despedida em cruciais acenos...

Mas eu te lembro sempre, noite e dia,
co´aqueles ares de melancolia
que te fazem assim mais bela ainda...

Vives inteira nos sentidos cantos
que te dedico, quando meus espantos
fogem além, dentro da noite infinda !

Uma Sextilha de Maringá/PR
A. A. de Assis

O céu deve ser assim:
um jardim onde as avós
e as mães e os anjos do bem,
em coro, numa só voz,
pedem mil bênçãos a Deus
todo o tempo para nós.

Trovadora Destaque

Abrigando uma criança,
dando escola, educação,
haverá ainda esperança
do Brasil como Nação.

A criança em nossos dias
não é como antigamente.
Não há mais paz, alegrias,
há violência somente.

Agentes de segurança
que maltratam internados
investem só em matança
e não em recuperados.

Anchieta foi professor,
escreveu poema na areia:
ao gentio, o Redentor,
deu a fé para que creia.

A volta sempre esperada,
do amor que um dia partiu,
se chega de madrugada,
parece que o sol surgiu.

Buscando sempre um amor
vive-se muito feliz,
porque já morreu, que horror!
Aquele que amor não quis.

Dizem que nada mereço,
se minha busca é ventura,
mas esta vida ofereço
por outra nula em censura.

É noite, ventos passeiam,
agitam plantas aquáticas,
as águas tremem, anseiam,
em mensagens telepáticas.

Há neste mundo profano,
sem Deus, sem fé, sem verdade,
“ tanta guerra, tanto engano,”
em nome da liberdade.

Investir em falso amor,
nunca auxilia ninguém.
Só traz tristeza, só dor,
e não a graça de um bem.

Lutar na vida por quem
nos dá júbilo, prazer,
é batalhar por um bem
que prá nós não vai morrer.

Nada existe que um sorriso
não consiga amenizar,
por isso é sempre preciso
belo sorriso mostrar.

Não dar ao aposentado
os reajustes salariais,
é anular do segurado
suas contribuições mensais.

O mar, sempre murmurando,
traz ao marujo a lembrança
de alguém que ficou chorando,
aguardando-o com esperança.

O mistério que conduz
todo humano à perfeição,
traz as bençãos de Jesus,
com o exemplo do perdão.

Passa um pássaro cantando,
bem juntinho de onde estou,
vai no espaço proclamando
que o Ano Novo chegou.

Pelo mar, sempre constante,
partindo de Portugal,
indo a terra tão distante,
ao Brasil chegou Cabral.

Pobre do trabalhador,
passa a vida trabalhando,
no fim só lhe resta a dor
do seu salário minguando!…

Primavera, só beleza,
esperança, muito amor:
a vida só traz tristeza,
pra quem não sente uma flor.

Quem busca tudo na vida
tem sempre desilusão,
por mais que seja querida
vive sempre em frustração.

Quem diz que sofre saudade,
na verdade está blefando.
Pois não se sofre, em verdade,
bons momentos recordando.

Quem só busca nesta vida
felicidade, alegria,
esquece que o bem sem lida
torna a vida mais vazia.

Que o Natal que se aproxima
e o Ano Novo que vem,
tenham as bençãos lá de cima
d’Aquele que nos quer bem.

Quero-quero é passarinho
que sempre gorjeia feliz.
Eu só peço de mansinho
seu amor que sempre quis.

Vem, vem Espírito Santo,
salva quem não é bendito,
que coberto por seu manto
seguirá ao infinito.

XI JOGOS FLORAIS DE CANTAGALO
Rua Dr. Nagib Jorge Farah, 204
Cantagalo / RJ  - 28.500-000

Temas:
Nacional :           RANCOR
Estadual:             AMOR
Novo Trovador:  CARINHO
Humor:                 DENTE

EXIGÊNCIAS:
Tema presente, sem cognatas

máximo de duas trovas chegadas até 31 de DEZEMBRO

identificação legível

um e-mail para contato

OBS.:  Novo trovador – não tem ainda 3 classificações em nível nacional.

Premiação – MARÇO/2015

Nenhum comentário:

Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

Enviar a pagina em pdf por e-mail

Send articles as PDF to