Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

José Feldman (Chuva de Versos n. 269)





Uma Trova de Bandeirantes/PR
Alzirinha Magalhães

Nas asas do velho tempo
voou a minha ilusão...
Mas deixou-me um passatempo:
saudade em meu coração!

Uma Trova de Brusque/SC
Maria Luiza Walendowsky

A imensidão desse amor,
que me transcende o presente,
faz suportar minha dor,
quando seu corpo está ausente.

Uma Trova Humorística de Juiz de Fora/MG
Pedro Ângelo T. Pinto

Cantou de galo o chinês,
num trambique na cozinha:
- de um simples frango ele fez
cem coxinhas de galinha!...

Uma Trova do Rio de Janeiro/RJ
Renato Alves

Da água, a grave escassez
não se mede pela escala,
e sim pela insensatez
de não sabermos usá-la!

Um Poema de Veranópolis/RS
Larí Franceschetto

Ainda é noite

Nenhuma pa (lavra)
no verde quadro negro.
Nenhuma pergunta
na amarga manhã.
O jasmim no vaso
é um vazio pro (fundo).

Hoje, não tem aula.
A Noite levou
o Dia de Luiz
quase à meia-noite
sob o olhar da lua
pelas mãos de giz
- viagem atroz,
sem volta.

Ainda, é noite agora

Uma Trova Hispânica do México
María Elena Espinosa Mata

La vida sin poesía
es un páramo desierto,
transcurre sin alegría,
el corazón está muerto.

Um Poema de São Paulo/SP
Darly O. Barros

Celagem

Meu estro se extasia, ao ver o ocaso
vermelhecer, à curva descendente
do sol: são seis e vinte e é, sem atraso,
que ele boceja e some, no ocidente...

Meus dedos fremem, não por mero acaso:
há que selar o voo mais recente,
os frêmitos e arroubos do parnaso,
ao mergulhar as asas no poente;

e, então, a gotejar vermelho e rosa
– colhidos na viagem espantosa,
realizada às fímbrias do cariz –,

vê-lo embebendo a pena em mil rubores
e, em um soneto, eternizando as cores
do sol poente, em glorioso bis...

Trovadores que deixaram Saudades
Aloísio Alves da Costa
Umari/CE (1935 – 2010) Fortaleza/CE

Num armário sem conforto,
do qual não guardo saudade,
guardado, me fiz de morto,
pra não morrer de verdade...

Um Poema de Balneário Camboriú/SC
Eliana Ruiz Jimenez

Infinito

Infinito
um oito deitado
formado
por dois círculos
que se abrem
que se deformam
que se fundem
que perdem a feição
da circunferência
para ganhar
na conjunção
da nova forma
a harmonia essencial
da perfeição.
Infinito
é o amor.

(Menção Honrosa no 10º. Prêmio Barueri de Literatura - 2013)

Uma Trova de Belém/PA
Antonio Juraci Siqueira

O homem sofre ante os impulsos
das religiões e das ciências
pois pior que algemar pulsos,
é agrilhoar consciências!...

Um Haicai de Caucaia/CE
João Batista Serra

Azulão contempla
O firmamento azulado:
Deseja ser livre.

Um Poema de Tambaú/SP
Sebas Sundfeld

Recompensa

De tanto refletir,
estagnada,
o esplendor dos espaços,
a água subiu
pelo caminho do sol,
para viver
um pouco no céu,
na ilusão de ser nuvem.

Uma Trova de Nova Friburgo/RJ
José Moreira Monteiro

Dêem exemplo de união,
pais e filhos, vivam bem.
Quando erra a casa um botão,
os outros erram também.

Uma Cantiga Infantil de Roda
Mariquinha

É também uma roda de meninas, de mãos dadas, cantando:

Mamãe mandou fazer, Mariquinha
Um vestido para nós usar
O vestido era sim-sim, Mariquinha
E o corpo do tamanho assim

Quando cantam — sim-sim — todas se aproximam e juntam as mãos. Quando dizem — o corpo do tamanho assim — todas se afastam, ampliando a roda. E cantam:

Mamãe mandou fazer, Mariquinha
Um sapato para nós usar
O sapato era sim-sim, Mariquinha
E o pé do tamanho assim

Fazem os gestos do sapato pequeno e do pé grande e continuam:

Mamãe mandou fazer, Mariquinha
Um chapéu para nós usar
O chapéu era sim-sim, Mariquinha
E a cabeça do tamanho assim

Repetem os gestos adequados. As meninas inventam sempre outras peças do vestuário, tais como meias, camisolas, combinações, etc.

Fonte: Veríssimo de Melo. Rondas infantis brasileiras. São Paulo: Departamento de Cultura, 1953.

Um Poema de Pouso Alegre/MG
Roberto Resende Vilela

A escolhida

Fisicamente frágil. Pequenina…
Mas carregava um coração imenso…
- repleto de ternura, amor, incenso… -
e n’alma, o raio azul da Luz Divina!

Saía-lhe, da essência, a disciplina…
que nos serve de exemplo de bom-senso,
e nos abre um caminho largo e extenso…
… sem pistas para o acaso e para a sina!

Estrela esplendorosa e imaculada,
o seu amor, ao se espalhar no mundo,
deixou tanta fagulha pela estrada,

que até quem “crê” somente na razão,
às vezes, pode perceber no fundo…
seus reflexos… e às vezes, seu clarão!

Uma Poetrix de Limeira/SP
Carlos Alberto Fiore

dia-a-dia

Rostos pesados.
Corações ásperos.
As ruas se apressam.

Uma Trova de São Paulo/SP
Cipriano Ferreira Gomes

Liberdade nas cidades ?
Isso é  pura falsidade .
- Onde há correntes e grades
não existe liberdade !

Recordando Velhas Canções
Madalena
(samba/carnaval, 1951)

Ari Macedo e Aírton Amorim

Chorar, como eu chorei
Ninguém deve chorar
Amar, como eu amei
Ninguém deve amar

Chorava que dava pena
Por amor a Madalena
E ela, me abandonou
Diminuindo num jardim
Uma linda flor

Ela, que para mim
Era um anjo de bondade
Partiu, me deixando saudade
Eu que era feliz
Tornei-me um sofredor
Porque perdi, um grande amor

Um Haicai de Brasília/DF
Miguel Malty

Tua grande ausência
Se transformou em presença
Na carta que chega.

Uma Trova de São José dos Campos/SP
Glória Tabet Marson

Sei que nada nos aparta,
nem a distância malvada,
pois ao abrir sua carta...
Vejo-me até abraçada!

Um Poema do Rio de Janeiro/RJ
Edmar Japiassu Maia

Prece

Inaudíveis murmúrios… as mãos postas…
O olhar pousado sobre a imagem santa…
Uma força maior que a angústia espanta,
pela dúvida em busca de respostas.

Um aperto de pranto na garganta
vem deixar minhas súplicas expostas;
mas o peso da fé sustento às costas,
porque o esteio da crença me levanta…

Milagroso é o momento em que a oração
esparge amor àquele que padece
e semeia de afeto o coração…

Bendigo todo o Bem que nos consagre,
que enxerte de indulgências nossa prece,
pois é o amor a essência do milagre!

Hinos de Cidades Brasileiras
Ubiratã/PR

No verde planalto, floresceu,
Ubiratã, imponente e majestosa,
Qual um novo elo que nasceu,
Integrando esta terra dadivosa.

Bela, amada e gentil,
outra mais linda não há
cantinho feliz do Brasil,
Entre os lados do Paraná.

Com a marca radiante do sucesso,
No caminho rumo ao progresso,
Ubiratã, estimado rincão,
Viverá sempre em nosso coração.

Honra e glória aos fundadores
Que nos deram este esplendor,
A eles, nossos louvores,
Pelos feitos de intenso labor.

Bela, amada e gentil,
outra mais linda não há
cantinho feliz do Brasil,
Entre os lados do Paraná.

Tuas portas sempre abertas,
Prontas estão a receber
Os que buscam rotas certas
E os caminhos felizes do viver

Um Poema de São Paulo/SP
Maria Guilhermina Kolimbrowsky

Lua amante

Lua nua em minha rua
sem a veste especial
alinhava arpejos
arcoiriza sombras
em magia outonal
de solitário coração

O desejo em rodopio
soluça estilhaços
na rua sem lua

Meu ego perdido
Deixa trilhas e traços
Redesenha a solidão

Um anjo aprisiona
meu aceno distante
recolhe a oferenda

me revisita e devolve
à minha rua a lua amante
em nova paixão

Uma Trova de Belo Horizonte/MG
Luiz Carlos Abritta

É de papel, não faz mal,
esse abraço encantador,
pois o que importa, afinal,
é o sentimento do amor!

Um Poema de Campos dos Goytacazes/RJ
Mário Salvador Filho

Poesia

Quisera poder falar algo
Para a vida.
Algo que fosse expressivo, inteligente,
Que despertasse algo em alguém.
Mas que não fosse palavrão,
Que não fosse opinião.
Quisera cantar – Elis
Quisera julgar – juiz
Quisera ser craque – Chico Buarque
Na poesia amanheço
Na poesia não anoiteço
Dizem que poesia é difícil, tem que
Ter metáforas, anáforas e muito
Conhecimento. Digo o contrário e
Reafirmo o que digo. Poesia é sentimento.
É imaginação.
Então, com exceção de algum excerto,
Quem existe é o poeta.
A poesia é a arte da esperança.
Transforma o abstrato em concreto.


A alegria desabrocha
no meio da nossa dor,
como na fenda da rocha
nasce, às vezes, uma flor.

A morte é paz e sossego,
nela outra vida começa,
mas se ela é doce aconchego
dou a vez a quem tem pressa.

Aos músicos serve o som,
aos pintores serve a cor,
para servir o homem bom
existe apenas o amor.

A vida é página breve
que Deus em branco nos dá.
A gente é que nela escreve
coisa boa ou coisa má.

Com nova tinta e vestido,
uma esposa inteligente
dá, cada dia, ao marido,
uma mulher diferente.

Das mãos se juntam as palmas,
mas união não se alcança
se não se juntam as almas
numa perfeita aliança.

Desenvolver o turismo
é criar costumes sãos,
dar à vida dinamismo,
fazer os homens irmãos.

Disfarçando os seus horrores,
a humanidade iludida
espalha bonitas flores
sobre os abismos da vida.

Dizes mal do mundo todo,
mas a vida há que entendê-la:
na fonte onde encontras lodo
há quem descubra uma estrela.

Diz ser minha eternamente,
mas, na vida transitória,
mesmo a sua permanente
será sempre provisória.

Dos plágios não digas mal,
se és artista consagrado:
Quem fez algo original
foi Adão, e era pecado!

D. Pedro, um grande dos nossos,
movido pela afeição,
deu ao Brasil os seus ossos
e ao Porto o seu coração.

É feliz quem tem o dom
de sonhar a vida inteira.
Se não acha o mundo bom
faz um à sua maneira

Entre esses padrões de glória
que se ergueram mundo além,
julgo que o maior da História
seja a Torre de Belém!!!

Éramos tristes e sós.
Hoje, sou teu, tu és minha:
as almas são como as mós
que unidas fazem farinha.

Eu não me quis casar cedo,
que ganhei com essa teima?
Quem das fogueiras tem medo,
depois nas cinzas se queima.

Felizes são as crianças
porque vivem cada dia
entre sonhos e esperanças,
no reino da fantasia!

Há quem passe pela vida
e nunca chegue a viver:
quanta boca ressequida
passa à fonte, sem a ver!

Jamais um fraterno laço
devemos romper à toa,
pois cada irmão é um pedaço
da nossa própria pessoa.

Julgas-te velha? Tem calma,
e não vivas deprimida.
Juventude é estado da alma,
não é uma quadra da vida.

Mandas-me pelo correio,
tantas saudades, em suma,
que eu até tenho receio
que tu fiques sem nenhuma!

Meu Deus, quantas vezes cismo
ao ver uma sepultura!
Cabe o mais profundo abismo
em poucos palmos de altura...

Nada minha alma conforta
como ouvir a serenata
que os rios, na noite morta,
entoam com voz de prata!

Não cuides só da fachada,
que a aparência não é tudo:
um livro não vale nada
se não tem bom conteúdo.

Não estranhes que o Mar largo
seja salgado demais:
é devido ao pranto amargo
que se chora em cada cais.

Não me importo de ser cego
à beira de moças belas:
- até gosto, não o nego,
de andar às apalpadelas!...

Não queiram subir dum salto
a escadaria da Vida,
pois é sempre em lugar alto
que vemos a Cruz erguida.

Não tem valor a riqueza
que os grandes do mundo têm,
quando o pão de sua mesa
sabe às lágrimas de alguém.

Natal é tempo bizarro
porque nós todos, no fundo,
somos bonecos de barro
neste Presépio do Mundo.

O que sinto não tem nome,
no momento de te ver.
Não sei se lhe chame fome,
se vontade de comer...

Perdi o melhor que tinha,
agora o mundo me enjeita:
- Ninguém olha para a vinha
depois da vindima feita.

Por que é que não te assemelhas,
humanidade cruel,
às pequeninas abelhas que,
unidas, fazem o mel?

Que importa que a casa nossa,
amor, tenha pouco espaço?
Numa pequena palhoça
mais estreito é nosso abraço!

Relógio, roubas-me a paz
com tuas doces mentiras,
pois as horas que me dás
são aquelas que me tiras.

Se esta vida é uma passagem,
riquezas não valem nada:
quanto mais leve a bagagem,
menos custa a caminhada.

Sem a força da união
não há vida nem carinho:
grãos unidos fazem pão,
uvas juntas fazem vinho.

Sendo o mar quase infinito
cabe num lenço dos meus,
nesse lenço que eu agito
quando te aceno um adeus.

Sofrendo seu mal eterno,
há tanta gente oprimida
que não tem medo do Inferno
pois já tem inferno em vida.

Sou fiel à companheira
porque a velhice é cruel:
agora, mesmo que eu queira,
não posso ser infiel!…

Um beijo causa dispêndio,
tal como a fogueira ao vento,
pois se esta produz incêndio,
ele produz casamento.

Um beijo de amor encerra
a ventura que eu bendigo:
se o sal não beijasse a terra
a terra não dava trigo.

Um moinho de ilusão
no meu peito se contém,
pois não vivo só de pão,
vivo de sonhos também.



A escritora, trovadora e poetisa de Balneário Camboriú/SC, Eliana Ruiz Jimenez na Festa Literária de Maringá (FLIM)
         Bate papo com a escritora, quarta feira, 22 de outubro, as 16h, no Auditório Hélio Moreira
         Lançamento do Livro "A tropa do meio ambiente em: A Internet do Futuro" de Eliana Ruiz Jimenez, terça-feira, dia 21 de outubro, as 14hs, no Espaço do Autor.
        
A TROPA DO AMBIENTE EM A INTERNET DO FUTURO trata da aventura de uma turminha de amigos que residem em uma cidade à beira-mar que após uma tempestade, conseguem acessar pela internet sites que mostram notícias de cinco anos à frente. Descobrem que vai ocorrer um deslizamento em um morro desmatado ilegalmente, soterrando a vila de pescadores.
         Começa uma luta contra o tempo para evitar que essa tragédia aconteça. Mistério, assassinato, corrupção, cobiça, suspense, amizade e coragem pontuam a trama.
         Diversos temas são abordados no livro como origem da preservação ambiental, precaução, prevenção, desenvolvimento sustentável, reciclagem, desmatamento, erosão, proteção dos animais silvestres e da mata atlântica,  comunidades indígenas, consumismo, alimentação inadequada, responsabilidade ambiental, entre outros.

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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