Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

domingo, 7 de dezembro de 2014

José Feldman (Chuva de Versos n. 305)


 
 
Uma Trova Premiada no Japão, de Curitiba/PR
Vanda Fagundes Queiroz
Migrante de asas ligeiras,
em constante movimento,
por um mundo sem fronteiras
voa, livre, o pensamento...
Uma Trova Premiada no Japão, de Nova Friburgo/RJ
Joaquim Carlos
Meu coração, num rompante,
sem ter razão ou por quê,
há muito fez-se um migrante
procurando por você!!
Um Poema de Piracicaba/SP
Lino Vitti
(1920)
Veleiro do amor
Coração - débil barco aventureiro -
pelo oceano do amor, toma cautela.
Pode surgir um vendaval traiçoeiro
que te arrebate e te estraçalhe a vela.
Perscruta o rumo. Sobre o mar inteiro
se prepare talvez árdua procela.
Busca horizontes claros, meu veleiro,
onde o sol brilha e o mar não se encapela.
Não te faças ao largo em demasia
que vem a noite horrenda e a treva zas
queira roubar-te a luz que te alumia.
E então sem rumo, sem farol, sem paz
quiçá não possas mais voltar um dia
à imensa praia que deixaste atrás.
Uma Trova Humorística de Juiz de Fora/MG
Alzir Carvalhaes Fraga
A miséria está tão feia...
Lá em casa virou mania:
falar com a boca cheia
é mais chique que vazia!
Uma Trova Premiada no Japão, de Balneário Camboriú/SC
Eliana Ruiz Jimenez
Quando a lida é infecunda
e a família pede pão,
de fé o migrante se inunda:
- Vai em busca de outro chão!
Um Poema de Piracicaba/SP
Lino Vitti
(1920)
Indelével retrato
Quando menino, sensações de vulto
não tive, sensações próprias da idade.
Sempre vivi desconhecido e oculto,
longe do vão bulício da cidade.
Fiz da vida campestre um quase culto,
da natureza, quase divindade.
E trago ainda (que felicidade!)
um coração silvestre em mim sepulto.
Um dia precisei deixar meu ninho
trocar o seu calor e o seu carinho
por outras contingências do viver.
Mas nem belas visões de outra paragem
puderam apagar a sua imagem
gravada tão profunda no meu ser.
Uma Trova Popular
Autor Anônimo
Eu amante e tu amante,
qual de nós será mais firme?
Eu como o sol a buscar-te,
tu como a sombra a fugir-me?
Uma Trova Hispânica Premiada em Santos/2014, da Venezuela
Hildebrando Rodrígues
Disfrutamos la amistad
desde que nos conocimos
y esa bella realidad
sin buscarla conseguimos.
Um Poema de Piracicaba/SP
Lino Vitti
(1920)
Minha escola
Eu não sou o poeta dos salões
de ondeante, basta e negra cabeleira.
Não me hás de ver, nos olhos, alusões
de vigílias, de dor e de canseiras.
Não trago o pensamento em convulsões,
de candentes imagens, a fogueira.
Não sou o gênio que talvez supões
e nem levo acadêmica bandeira.
Distribuo os meus versos quais moedas
que pouco a pouco na tua alma hospedas,
raras, como as esmolas de quem passa.
Vou porém me sentir feliz um dia
se acaso alguém vier render-me a graça
de o ter feito ricaço de poesia.
Trovadores que deixaram Saudades
Aloísio Alves da Costa
Umari/CE (1935 – 2010) Fortaleza/CE
Feliz é quem, pela vida,
envelhecendo sem fugas,
alegre e de fronte erguida,
zomba do espelho e das rugas.
Um Poema de Piracicaba/SP
Lino Vitti
(1920)
Tapera
Torce o caminho manso e entre pedras percorre
agarrando-se, ansioso, à encosta da colina.
sobe-se um pouco e olhar curioso descortina
a paisagem feral da tapera que morre.
Reina a desolação e a tristeza domina
tudo, restos mortais. A luz do sol socorre
piedosmente, a flux,como um bálsamo, e escorre
sobre a ferida em flor dessa bela ruína.
Tetos a desabar, muros em derrocada,
ascercas pelo chão, porteiras vacilantes,
pompeando os ervaçais na casa abandonada.
Cadáveres, e só, da rica habitação
onde floriu, feliz, o grande senhor d´antes,
dos tempos memoriais da negra escravidão.
Uma Trova Premiada no Japão, de Santos/SP
Elenir Ferreira
Atravessando a fronteira
o migrante com saudade
deixou lá sua bandeira
buscando a felicidade.
Um Haicai de Magé/RJ
Allan Guimarães Casa Nova
(14 anos)
A sombra das casas
Compridas sobre a rua.
Lua fria de inverno.
Uma Trova Premiada no Japão, de Santos/SP
Dalva Maria de Araujo Sales
Deixando o rincão natal,
o coração apertado,
segue o migrante afinal
tecer o que foi sonhado.
Um Poema de Piracicaba/SP
Lino Vitti
(1920)
Ao passar do vento
Quando tremula a fronde ao passar de uma brisa
é um sorriso floral dos galhos verdejantes;
quando às águas do lago um leve sopro alisa,
como a sorrir também, felizes e arquejantes;
quando às flores, sem nome, uma aura que desliza
beija e afaga a sonhar doces sonhos distantes;
quando às nuvens no céu azul canta e suaviza
numa glória de sol e brilhos coruscantes;
eu cismo e vejo bem que os arpejos que passam
unidos pelo amor, pelo amor se entrelaçam,
e, alegres, todos vão com modos galhofeiros,
mostrando a nosso olhar, talvez muito cansado,
toda a beleza que há no vento tresloucado,
no sublime correr dos ventos passageiros.
Uma Trova Premiada no Japão, de Belo Horizonte/MG
Wanda de Paula Mourthé
O migrante, na viagem,
leva, ao deixar seu rincão,
mais que roupa na bagagem,
um pedaço do seu chão.
Um Poema de Piracicaba/SP
Lino Vitti
(1920)
Flor sem nome
É uma flor, nada mais que uma flor que se abre
da carícia solar à glória luminosa.
Rubra, sangrando em luz, balouçando radiosa
- coraçãozinho triste espetado num sabre .
À noite, na penumbra, em suste se entreabre
para do orvalho ter lágrima silenciosa.
E quando o dia vem, vestido de zinabre,
entrega-lhe, a sorrir, a essência vaporosa.
Flor humilde do campo, orfãzinha ajoelhada,
de mãos postas em prece , à beira dos caminhos,
vestidinho vermelho a esmolar, a esmolar...
Ela pede somente, escondida e enjeitada,
o afago de quem passa, um pouco de carinho,
o beijo imaculado e longo do luar.
Um Haicai de Jacarepaguá/RJ
Antonio Cabral Filho
Palavras solteiras
Driblam sentidos casados:
Cupido perdeu!
Uma Trova Premiada no Japão, de Sana Juliana/MG
Dáguima Verônica de Oliveira
Sob o sol forte, escaldante,
segue o bravo nordestino:
deixa o ninho e, ave migrante,
põe asas no seu destino.
Um Poema de Piracicaba/SP
Lino Vitti
(1920)
Derrubada onomatopaica
Atroa o bate-bate retumbante
dos mordentes machados na madeira.
E nessa luta trágica e gigante
rolam troncos em longa choradeira.
Aqui um jequitibá soberbo! Adiante
uma velha e frondosa caneleira,
um cedro, uma peroba farfalhante,
toda a legião da flora brasileira.
O machado decepa inexorável,
nada lhe escapa à cólera maldita,
nada o detém na sanha abominável.
E há em cada tombo lástimas soturnas,
e a cada golpe toda a selva grita
pelo eco das quebradas e das furnas.
Recordando Velhas Canções
Eu não existo sem você
samba-canção, 1958)
Vinícius de Moraes e Tom Jobim
Eu sei e você sabe,
já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo
levará você de mim
Eu sei e você sabe
que a distância não existe
Que todo grande amor
só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor, não tenha medo de sofrer
Pois todos os caminhos me encaminham prá você
Assim como o oceano só é belo com o luar
Assim como a canção só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem só acontece se chover
Assim como o poeta só é grande se sofrer
Assim como viver sem ter amor não é viver
Não há você sem mim e eu não existo sem você
Uma Trova Premiada no Japão, de  Porto Alegre/RS
Milton Souza
Migrante, gente sofrida
que deixa o torrão querido
para tentar nova vida
num lugar desconhecido...
Um Poema de Piracicaba/SP
Lino Vitti
(1920)
"In fine"
Para trás, pela rua do Passado,
foram ficando angústias e alegrias,
na mentira sonâmbula dos dias
feita de um grande sonho espedaçado
Em cada hora , um sonho massacrado,
pelas mãos das mais fundas nostalgias!
E a cada passo, as agulhadas frias
dos sofrimento caminhando ao lado.
Um ano se despede, vem outro ano,
sobraçando esperanças e ilusões
com que mima o teimoso ser humano.
É assim a vida: um ajuntar de dores,
um receber feridas e empurrões,
um triturar de mágoas e de amores…
Um Haicai de Mogi-Guaçu/SP
Olivaldo Junior
Caminho de pedra
No jardim de minha mãe:
Pedregulho e pétala.
Uma Trova Premiada no Japão, de Juiz de Fora/MG
Dulcídio de Barros Moreira Sobrinho
Proteja Deus o migrante
que com seu labor fecundo
faz de uma terra distante
a melhor terra do mundo.
Um Poema de Piracicaba/SP
Lino Vitti
(1920)
Poeta à antiga
Quando o enxergam passar - passos pequenos,
a face magra, quieto, entristecido -
lançando às vezes , no ar, mudos acenos
em gestos de abraçar o indefinido;
Quando o enxergam passar(e o seu ouvido
não atende aos insultos dos terrenos)
todos, num quase acento comovido,
dizem:"deve ser louco, mais ou menos..."
Um dia (nem eu sei como se deu)
conversamos...Contou-me todo o seu
viver, cheio de angústias e revezes...
É poeta!...Arrependo-me dizê-lo
pois eu sei que dirão, agora, ao vê-lo:
-"Poeta?... Então é louco duas vezes!"
Hinos de Cidades Brasileiras
Araras/SP
Incrustada na Pátria altaneira,
Como joia de raro esplendor
Tu traduzes, Araras faceira
A bonança, o progresso, o valor...
As canções do trabalho pujante
Desde o tempo dos velhos barões
Te fizeram tão grande e vibrante
Que transbordam dos bons corações.
Ó Cidade Encantamento,
Jovem, bela, varonil
Ó Cidade Encantamento,
Esperança do Brasil.
Das primeiras tu fostes na história
A romper os grilhões dos escravos
E te encheste de paz e de glória,
Orgulhosa de filhos tão bravos...
Sob o manto da Virgem Maria
O teu povo é ordeiro e cristão,
Cada prece do teu dia-a-dia
E a mais doce sublime oração.
Quando a árvore amiga plantaste,
Numa festa jamais esquecida,
A ternura que então revelaste
É por todos agora seguida.
Cana cana-de-açúcar de pé
Se traduz em riqueza nos lares,
Mas plantaste também o café
E as laranjas dourando os pomares.
As indústrias, escolas, usinas,
Prenunciam radioso futuro
E o vigor dos teus jovens destinas
Ao timão do teu barco seguro.
Minha terra, feliz paraíso,
Neste ardente lampejo de afeto
O teu solo desejo por piso
E o teu céu sempre azul como teto…
Uma Trova Premiada no Japão, de Santos/SP
Sonia Regina Rocha Rodrigues
Migrante cheio de amor,
que um sonho embalou no peito,
construiu com seu labor
um país todo a seu jeito.
Um Poema de Piracicaba/SP
Lino Vitti
(1920)
Velho casarão
Casarão - mausoléu glorificado-
a entesourar recordações mediúnicas.
Rotas paredes - testemunhas únicas -
da história milenar do seu passado.
Solitário solar de horror povoado,
de duendes e fantasmas de alvas túnicas.
O chão ressuma ainda ondas budúnicas
e há um cavo estalar de ossos no assoalhado.
No silêncio da noite o casarão
revive pelos velhos aposentos
os dramalhões brutais da escravidão.
E quando entre os desvãos do amplo telhado
ganem soturnamente, os longos ventos
são gemidos de um negro chicoteado
Trovadora Destaque

Cantando até mais que o vento
sem desafios fatais...
Inspiração é o momento
que em silêncio canta mais!!!
Como se fosse a corrente
que quebrou sem ter firmeza,
assim, é a vida da gente...
se vivida na incerteza!!!
Como se fosse um lampejo...
fazendo a Terra girar,
nas mãos, a Esperança eu vejo...
o que elas podem nos dar!
Deus - escreve em linhas tortas...
As nossas vidas por certo -
sem jamais, fechar as portas...
Quando o amor está por perto!!!
Equilibre em linha reta
firmemente o seu viver...
levando a vida correta...
em tudo o que pode ser!
Eu sou como o cais vazio...
Um porto de despedida,
o corroído navio...
sem chegada... nem partida!
Felicidade é contida
na vida de quem releva
e indica seguir a vida...
a vida que a gente leva!!!
Hoje, a saudade me mata...
por sentir, que estou carente.
Lembrando o amor que retrata...
o meu lar de antigamente!!!
Jamais, um homem fraqueja ...
na escada que leva ao sol;
por mais cinzento que seja...
o seu dia no arrebol!!
Lembrando o Astro Rei Pelé...
que do coração não sai.
revivo a bola no pé...
num sonho meu... que se esvai...!!!
Na Bandeira do Brasil...
vejo um outro despertar,
refletindo a cor de anil...
que acredito .. ser do mar!!!
Na imagem doce e serena...
da represa  Cantareira,
vejo o quanto ela armazena...
para chegar à torneira!!!
Não fosse cartão postal,
mataria minha sede...
vivendo um amor igual
defronte ao mar numa rede!
Na vida de um Trovador...
florindo sonhos diversos,
a Trova é um Jardim de Amor...
Num trevo de quatro versos!!!
Nenhuma noiva rejeita
um noivo quando é calado,
porque sabe que ele aceita,
se casar acorrentado!!!
Nos detalhes dos retratos,
eu sinto viver a espera...
lembrando coisas e fatos
da saudade que acelera...!
Num jardim – Abrindo as flores...
Deus fez surgir, majestosa,
a alma dos Trovadores,
quando foi abrir a rosa!!!
Pense em ser grande na vida...
Com decisão e firmeza -
enfrentando a dura lida...
nas lutas - na fortaleza!!!
Plantando com Esperança
as sementes no viver
é ter na vida a confiança
feito árvores ao nascer.
Por que? Tanto preconceito...
nessa eterna e dura lida,
se Deus, fez o amor perfeito
e deixou nas mãos da vida!
Proclamando uma amizade -
entre as flores da lembrança...
Quão bela é a felicidade -
no coração da criança !!!
Qual São Francisco - fez plano...
o Papa, também os faz
mostrando ser Franciscano,
com alma e o Pombo da Paz!!!
Quando o trem devagarzinho...
traz as lembranças de alguém -
as flores - cantam baixinho
e eu aqui... canto também!!!
Revivo o amor que eu te dei
nesta foto com surpresa
amor, mais rico que um rei...
qual me fizeste princesa!!!
Se a poesia nasce em mim,
assim, como nasce a planta...
Presumo ter um jardim,
na minha alma quando canta…
Se a Primavera abre as flores
pelo jardim do Universo,
é na alma dos trovadores
que se abre um amor ao verso!
Se eu pudesse ser o mar...
e você o meu barquinho,
eu teria o céu a olhar...
nosso encontro de carinho!
Sendo a trova um doce encanto,
eu me tornei trovador
e em quatro versos eu canto...
os sonhos vivos do amor!
Sendo Deus - a minha ponte,
percorro a vida e acredito
na Luz do Seu horizonte -
por todo o Espaço Bendito!!!
Sentindo o timbre que adestra,
todos os momentos meus...
Vejo que a vida é uma orquestra
regida nas mãos de Deus!
Se o sonho foi esquecido
na qualidade de vida...
Jamais, o tempo é perdido
quando a ilusão é vivida!!!
Se o sucesso da vitória
unicamente é vencer...
A atitude é a maior glória
que a Pátria precisa ter !
Sobre o verde da paisagem
e o azul das penas mais raras,
jamais se perdem na viagem...
quando aninham-se as araras!!!
Chuvisco Biográfico do Poeta
            Lino Vitti nasceu em 8 de fevereiro de 1920, em Piracicaba/SP. Casado há 57 anos com a Professora Dorayrthes Silber Schmidt Vitti
                   Seminarista vocacional ao sacerdócio por seis anos, na cidade de Rio Claro (SP), onde cursou humanidades, línguas, religião, ciências, matemáticas, música.
         Formou-se Técnico em Contabilidade, lecionou latim, francês, datilografia.
         Fez curso de religião em seminário, foi organista da Catedral e da Igreja de São Benedito, de Piracicaba, e Congregado Mariano.
                   Trabalhou na terra, com colheita de café, milho e algodão até os 13 anos. Depois, foi seminarista durante cinco anos, mas saiu por falta de vocação, segundo ele. Foi bibliotecário, lançador de impostos, protocolista, Secretário Municipal. Aposentado como Diretor Administrativo da Câmara de Vereadores de Piracicaba durante 36 anos, e como Redator do “Jornal de Piracicaba”.
         Foi cronista na sessão Prato do Dia, no Jornal de Piracicaba, a convite de Fortunato Losso Netto, diretor do JP de 1939 a 1985. Hoje, a crônica é o único estilo que ainda está presente no seu dia a dia.
         Editou de l959 a 200l sete livros de poesias e contos, com edições em milheiros de volumes.
         São seus livros : “Abre-te, Sésamo”, l959; “Alma Desnuda”, l988; “A Piracicaba, Minha Terra”, l99l; “Sinfonia Poética”, de parceria com o poeta Frei Timóteo de Porangaba; “Plantando Contos, Colhendo Rimas”, l992; “Sonetos Mais Amados”, l996 e “Antes que as Estrelas brilhem”, 200l.
         Compôs hinos para diversos municípios, bairros rurais, entidades sociais diversas, como Municípios de Charqueada, São Pedro, Rio Claro, Bairro Santa Olímpia, Escola do Comércio Cristovão Colombo, etc, continuando a colaborar ainda, após os 83 anos em colunas literárias e com artigos de ordem geral em jornais da terra.
         Faz parte da Academia Piracicabana de Letras que lhe outorgou o título honorífico de “PRÍNCIPE DOS POETAS DE PIRACICABA’.
         Foi-lhe concedida Pelo Município de Piracicaba, através de sua Secretaria da Ação Cultural, a MEDALHA DE MÉRITO CULTURAL, “ Prof. OLÊNIO DE ARRUDA VEIGA’;
         Detentor do TROFÉU IMPRENSA, concedido pelo Lions Clube de Piracicaba, e
         MEDALHA ITALIANA, concedida pelo governo italiano de Benito Mussolini aos alunos de escolas e seminários de origem daquele país que tivessem se destacado em redação de trabalhos literários escritos na língua de Dante.
         O Município de Saltinho, para o qual contribuiu com o Hino dessa comunidade municipal , conferiu-lhe o título de “Cidadão Saltinhense”.
I CONCURSO DE TROVAS "COUNTRY MAGAZINE" E UBT JUIZ DE FORA
até 10 dezembro 2014 (data de chegada)
Tema Nacional e Internacional:
Lírica ou filosófica: CAVALO
Humorística: JUMENTO
Enviar para:
MESSIAS DA ROCHA
Rua Olga Burnier, 51-sb.  Bairro Costa Carvalho
36.070-190
JUIZ DE FORA – MG
Tema exclusivo para trovadores de Juiz de Fora (filiados ou não à UBT)
Lírico ou filosófico: RODEIO
Humorístico: PEÃO
Enviar para:
MARIA DE FÁTIMA S. OLIVEIRA
Rua Alexandre Joaquim Siqueira, 125 - Lote 6 – Bairro Vila Ideal
36.020-660
JUIZ DE FORA – MG
Cada participante deverá enviar apenas 1(uma) trova por tema.
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XI JOGOS FLORAIS DE CANTAGALO                                                    
Rua Dr. Nagib Jorge Farah, 204                                                                                               
Cantagalo / RJ  - 28.500-000
até 31 dez 2014
Nacional
Veterano:           RANCOR (Lírica/filosófica)
Novo Trovador:  CARINHO (Lírica/filosófica)
Humor:                 DENTE
Estadual:             AMOR (Lírica/filosófica)
EXIGÊNCIAS:                                                                                                                                          
Constar o tema, sem cognatas                                                                                                        
Máximo de duas trovas por tema, chegadas até 31 de DEZEMBRO de 2014                                                                             
identificação legível                                                                                                                                   
um e-mail para contato
OBS.: 
NOVO TROVADOR: é todo aquele que ainda não conseguiu 3 classificações em concursos de âmbito nacional.
VETERANO: é todo aquele que conseguiu 3 classificações ou mais em concursos de âmbito nacional.

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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