Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

José Feldman (Chuva de Versos n. 315)

Neste número, após o Chuvisco biográfico do poeta homenageado, “A Trovadora com a Palavra”, com Vanda Fagundes Queiroz (de Curitiba/PR) em seu excelente artigo “A Trova... sempre”
 

Uma Trova de Curitiba/PR
Paulo Roberto Walbach Prestes

O refúgio que eu habito
para mim é tão sagrado:
é minha alma, eu acredito,
o meu lar ensolarado.

Uma Trova de Santa Juliana/MG
Dáguima Verônica

Tomou nocivo caminho
a convivência no lar;
outrora, amor e carinho...
Hoje o foco é o celular!

Um Poema de Catanduva/SP
Ógui Lourenço Mauri

Procura-se um Papai Noel

Procura-se um Papai Noel bem brasileiro,
Com total verde-amarelo em seu visual.
Nada de indumentária vinda do estrangeiro,
Terá que mostrar sua origem tropical.

Procura-se um Papai Noel de tez morena,
Trazendo às crianças o sabor da surpresa,
Magia que o comércio retirou de cena
Na ânsia de vender, de acumular riqueza.

Procura-se um Papai Noel que abrace forte,
Um abraço bem ao modo tupiniquim...
Um gesto sem a frieza do Polo Norte,
Bem ao estilo dos que meu pai dava em mim.

Procura-se um Papai Noel, sorriso aberto,
Que a criança possa tocar, ver e curtir.
E que seu presente só seja descoberto
No exato momento em que o "Velhinho" partir.

Procura-se um Papai Noel de nossa gente.
Viajante de trenó e renas, jamais!
Nós almejamos alguém que esteja presente.
Muito nosso, sim!... Dos Pampas aos Seringais.

Uma Trova Humorística de Santos/SP
Antônio Colavite Filho

O meu cabelo, em verdade,
veja o estado que ele está:
- na banda de lá, metade;
 - metade em banda de cá ...

Uma Trova do Rio de Janeiro/RJ
Georgina Ramalho

Quando eu era bem pequena
nossa mesa era uma festa!
Triste ver hoje esta cena
do passado nada resta...

Um Poema de Catanduva/SP
Ógui Lourenço Mauri

Olhar de poeta

Olhar de poeta capta diferente...
Em vez de empecilhos, vê a beleza!
É o poeta que sempre passa pra gente,
Dos  puros sentimentos, a sutileza.

Da adversidade ele tira poesia,
Nas densas trevas, o poeta põe luz;
Sabe transformar tristeza em alegria,
No vulto de Judas, projeta Jesus.

O poeta olha com a percepção
De quem sabe pôr encanto em sua rima.
O olhar do poeta deixa a sensação
De um ser altaneiro que enxerga por cima.

A Pátria, sob o olhar de um poeta,
Reconhecida é em seu esplendor.
Uma atitude de postura correta,
De quem em seus versos lhe dedica amor.

No olhar do poeta há a magia
Que a tudo transforma em inspiração.
Para os versos de amor ou de rebeldia,
Seu olhar é antena do coração.

Uma Trova Popular
Autor Anônimo

Sonhei contigo esta noite,
mas oh! que sonho atrevido!
Sonhei que estava abraçado
à  forma  do  teu  vestido !

Uma Trova Hispânica do Panamá
Kathia Sarina Miranda

Vehemente y soñador
expreso con gallardía,
aquellos versos de amor
que escribo en la poesía.

Uma Glosa de Catanduva/SP
Ógui Lourenço Mauri

MOTE:
Tu vieste qual guarida
dando sentido ao meu passo.
E passaste em minha vida
qual nuvem, sem deixar traço.
J. B. Xavier (São Paulo/S)

GLOSA:
Tu vieste qual guarida
desde o Plano Superior;
antes mesmo de nascida,
incrustavas-me de amor.

Filha amada, tu chegaste
dando sentido ao meu passo.
Eu nem sentia o desgaste
diante de algum embaraço.

Por força preconcebida,
deixaste-me abruptamente.
E passaste em minha vida
qual um raio, de repente...

Não me cabe lamentar,
esse rude descompasso,
pois tinhas que aqui passar
qual nuvem, sem deixar traço.

Trovadores que deixaram Saudades
Brandina Rocha Lima
Recife/PE, 1916 – 1999, Moreno/PE

Fui sempre um pobre Palhaço
no Circo do meu viver,
rindo do próprio fracasso,
tentando a dor esconder…

Um Poema de Catanduva/SP
Ógui Lourenço Mauri

Solitários Passos
Pra mim, és agasalho das Alturas,
Que chegou à metade do caminho.
Contigo, jamais estarei sozinho,
Pois somos cúmplices nas horas duras.

Teus olhos reergueram minha autoestima;
A mando dEle, na raia tu entraste.
De minha vida, tu foste o guindaste;
De Deus, para eu dar a volta por cima.

Hoje; estar só, não passa de lembrança,
Solitários passos foram de vez.
No mar bravio, o tempo se refez;
Finda a tempestade, veio a bonança.

Foste o bálsamo pra minha ferida,
Que surgira em meus passos solitários.
Trouxeste os ingredientes necessários
Ao amor, em retomada de vida.

És mais um anjo do que uma mulher.
E teu aconchego, igual nunca vi.
Dos reclusos passos antes de ti,
Não tenho saudade, um pingo sequer…

Uma Trova de Paredes/Portugal
António José Barradas Barroso

Um ato de amor será
dar o que se tem, agora,
mas muita gente só dá
aquilo que joga fora.

Um Poema de Catanduva/SP
Ógui Lourenço Mauri

Presépio vivo

Nos bairros afastados de minha cidade,
Às avessas do centro e suas ricas vitrinas,
Encontramos alguns presépios de verdade,
Debaixo de uma ponte ou de um prédio em ruínas.

Enquanto que, nas lojas em exposição,
Enorme opulência desfigura Belém,
Acolá, sob a luz de velas ou lampião,
"Maria" -- uma outra -- pare um filho também.

Longe dos artifícios de luz fluorescente
E atrativos mil do comércio natalino,
Na pobreza, eis que chega ao mundo outro inocente,
Uma indigente dá à luz mais um menino.

No Natal, tem Papai Noel em cada esquina
E se fixa na data todo um horizonte...
Há total alvoroço diante da vitrina,
Mas ninguém vê o que ocorre debaixo da ponte.

Nem o choro estridente do recém-nascido,
Que ecoa desde o subterrâneo miserável,
Atrai para o presépio vivo, lá escondido,
Alguém da ausente Sociedade responsável.

Uma Trova de São José dos Campos/SP
Glória Tabet Marson

Buscando tecnologia,
o mundo, de hoje, se esquece
que a família em harmonia
tem o amor que nos aquece!

Um Poema de Catanduva/SP
Ógui Lourenço Mauri

Lua Cheia, a do Brasil!

Meu Brasil tropical vive esta luta,
"Brilho do sol versus clarão da lua".
Entendo que a noite ganha a disputa,
é o que a massa romântica insinua.

Como é lindo o luar de minha terra
nas noites de brisa primaveril!
Lua cheia em seu esplendor encerra
toda a magia dos céus do Brasil!

Encanta-me o panorama estelar,
de lua cheia fazendo clarão;
passo muitas horas a contemplar
tal obra divina na imensidão.

Chego ao êxtase com tanta beleza
das noites de celestial aquarela.
Sem a luz do sol, vejo a natureza
sob lua cheia, alumbrada por ela.

Lua cheia, no Brasil, traz saudade,
emoção que só nosso idioma explica.
Machuca o coração de quem se evade
e estilhaça o coração de quem fica.

Uma Trova de Nova Friburgo/RJ
Joana D’Arc da Veiga

Na gaveta da memória,
guardados que me comovem,
vão guardando a minha história
nas histórias que se movem.

Um Poema de Catanduva/SP
Ógui Lourenço Mauri

Quando eu era um petiz

No ventre de minha mãe, não me engano,
Eu já tinha Deus, e tudo em Seu nome.
No seio materno, matava a fome
Da força orgânica e calor humano.

Meu pai era o maior homem do mundo,
Via-me forte em sua companhia.
Igual a ele, ansiava ter, um dia,
Veio moral infindável, fecundo.

A infância se foi e meus pais também...
O povo se reveza em paz e insulto!
Eu não sei se compensa ser adulto,
Detido em minha casa, qual refém.

Ganhei na vida, curvei-me à vivência;
Nada se iguala à minha meninice.
Assim como o poeta uma vez disse,
Perdi, na idade adulta, a independência.

Quando eu era um petiz, tive a bonança
Do sorriso em volta, do amor dos pais.
Da vida a salvo, que terei jamais...
Ah, se eu voltasse aos tempos de criança!


Uma Trova de São José dos Campos/SP
Amilton Maciel Monteiro

O fogo do teu amor
é lindo e polivalente,
que amacia o trovador
e arrebenta até corrente!

Um Poema de Catanduva/SP
Ógui Lourenço Mauri

Oração ao despertar

Abrindo os olhos, Senhor,
para um dia a mais viver,
vejo a Luz de Vosso amor
abençoando meu ser.

Ponho-me assim na frequência
das Graças que do Alto vêm,
pronto a exercer a clemência,
buscando fazer o bem.

Que a fé me tire o desânimo,
o rancor, a impaciência;
deixe o coração magnânimo,
facho de amor por essência.

Pai, que durante este dia
eu tenha a oportunidade
de sustentar a harmonia
e de fazer caridade.

Nesta jornada, que eu veja
a todos como um irmão,
numa atração benfazeja
a promover compreensão.

Recordando Velhas Canções
Samba de Orfeu
(samba, 1959)

Luiz Bonfá e Antônio Maria

Quero viver,   
quero sambar
Até sentir a essência da vida
me falta ar
Quero sambar
quero viver 
Depois do samba, ta bem
Meu amor, posso morrer

Quero viver,    
quero sambar
Até sentir a essência da vida
me falta ar
Quero sambar quero viver 
Depois do samba, ta bem
Meu amor, posso morrer

Quem quiser gostar de mim
Se quiser vai ser assim
Vamos viver
vamos sambar 
Se a fantasia rasgar 
Meu amor
eu compro outra 

Vamos sambar, vamos viver 
O samba é livre, 
Eu sou livre também até morrer.

Uma Trova de Cambuci/RJ
Maria Stella Gomes Moreira

No caminho, as armadilhas
aparecem desde cedo,
temos que escolher as trilhas
para afugentar o medo.

Um Poema de Catanduva/SP
Ógui Lourenço Mauri

Amigos

Deus não nos permite escolher nosso irmão,
Ser consanguíneo vindo de nossos pais.
Mas a lei divina não nega jamais
A escolha de um amigo por nossa opção.

Quando a descrença me vinha por inteiro
Face às derrotas duras da própria vida,
Em teus braços abertos tive acolhida
Bem à feição de um amigo verdadeiro.

Por tuas mãos, voltei a ficar de pé...
Tua amizade me dá plena energia,
Nossa troca do saber dá sinergia
Que nos faz lutar juntos, com muita fé.

Amplos horizontes, tem esta amizade!
Muito assimilei de teus ensinamentos!
Eu também já te passei conhecimentos,
Sempre nas regras da reciprocidade.

Do próximo, temos visão convergente.
Os mesmos propósitos de paz e amor,
Queremos um mundo feliz e sem dor;
Farto, sem fronteiras e de toda a gente.

Uma Trova de Mangualde/Portugal
Elisabete Aguiar

Há correntes que escravizam,
– essas é urgente quebrar!
Mas naquelas que humanizam
falta um elo restaurar!

Um Poema de Catanduva/SP
Ógui Lourenço Mauri

Retrato de Mulher

Pobre mãe-menina, marginalizada!
Sozinha, deu à luz debaixo da ponte
Um ser de paternidade ignorada...
Agora, mãe e filho sem horizonte!

Malvista, miserável e mãe solteira;
Retrato de mulher achado no lixo,
Pelo jeito, vai passar a vida inteira
Enfrentando do destino o seu capricho.

É "Socialite" às avessas no jornal...
Com um filho recém-nascido na vida.
Às vezes sai no noticiário geral:
Retrato de mulher pedindo comida!

Ah, se a cronista da página social
Não se preocupasse só com as madames!...
E mostrasse à sociedade por igual,
Outro retrato de mulher, das infames!...

Somente assim creio que seria possível
À camada rica se dar uma pista
Do tanto que ela se apresenta insensível,
Toda voltada para si, tão egoísta!

Retrato de mulher, foco de beleza!
Impróprio para propagar mendicância.
Não podemos contrariar a Natureza,
Retrato de mulher é só elegância!

Hinos de Cidades Brasileiras
Sambaíba/MA

Sambaíba acordaste para a vida.
Do Maranhão a cidade mais querida.
Tua gente alegre, hospitaleira.
Paisagem atraente e brasileira.

És banhada pelo grande Rio Balsas.
Cristalino, deslizando noite e dia.
Suas águas lembram majestosa fita,
Que lhe serve na mais doce harmonia.

Nós te saudamos de coração.
E mais um aperto de mão.

Verdes campos acolhendo os rebanhos.
Teu lindo céu matizado de azul.
O teu povo enobrece os estranhos.
Premiando tanto o Norte como o Sul.

As montanhas dão um grande colorido,
Refletindo um postal, uma pintura.
O que chega sente-se um escolhido.
Dando graças pela feliz aventura.

Nós te saudamos de coração.
E mais um aperto de mão.

Uma prece ao nosso Criador.
Arquiteto desta obra incomparável.
Todos nós lhe queremos com ardor.
Nos deu vida e Pai adorável.

Tua bênção é a nossa esperança.
A bandeira que nos mantém de pé.
Dai-nos paz, com saúde e bonança.
Te pedimos com toda nossa fé.

Nós te saudamos de coração.
E mais um aperto de mão.

Uma Trova de Curitiba/PR
Roza de Oliveira

Pra minha Fé não existe
nem o menor subterfúgio.
Estando eu alegre ou triste
tenho Deus por meu refúgio.

Um Poema de Catanduva/SP
Ógui Lourenço Mauri

Pintura Íntima

Teus predicados ocultos são tantos,
Tens, com eles, as bênçãos de Jesus.
Atenta que os picos de teus encantos,
Vistos por Deus, não são vistos à luz.

Destarte, faz teu coração magnânimo
Comandar, desde dentro de teu peito,
A prática do bem com todo o ânimo;
Sem alarde, sem vangloriar o feito.

Faz sempre prevalecer a moral
Frente ao foco material desprezível.
É o bem tomando o lugar do mal,
É o imortal se impondo ao perecível.

Fortalece-te mais interiormente,
Pondo à frente de tudo o coração.
Para os necessitados, sê presente;
Estende a mão amiga a teu irmão.

A beleza física não perdura.
Ela escapa do progresso moral.
Daí, a busca por outra pintura;
Pintura íntima, espiritual.

Trovas de Natal
 
Peço a Noel que ele faça
com toda bondade sua,
um grande Natal na praça
para as crianças de rua.
Ademar Macedo (RN)

Neste Natal vou pedir
ao Pai do Céu muitas graças
para eu não contribuir
na segregação de raças!
Amilton Maciel Monteiro (SP)

Pelas ruas da cidade,
encontrei com Jesus Cristo…
- Faze e prega a caridade,
para o Céu bem chega isto!
Apollo Taborda França (PR)

É Natal, noite de luz,
recordando a manjedoura:
José, Maria e Jesus,
traz-nos a paz duradoura.
Arlene Lima (PR)

Que o Ano Novo, afinal,
seja de instantes risonhos
e que os sonhos do Natal
sejam muito mais que sonhos!
Arlindo Tadeu Hagen (MG)

Natal é mais que uma festa
ou simples noite de luz.
É amor que Deus manifesta:
- Bem-vindo Cristo Jesus!
Camilo Borges Neto (PR)

Menino Deus na ilusão,
eu sigo teus mesmos passos
paz e amor, a solução,
um Natal cheio de abraços!
Carlos Imaz Alcaide (França)

Natal!.. Com amor profundo,
minha prece ainda insiste:
- Senhor, não haja no mundo,
nenhuma criança triste!...
Carolina Ramos (SP)

Há sussurros pelo espaço…
Na terra há luz e cristal,
quando a noite estende o braço,
proclamando que é Natal!
Cidoca da Silva Velho (SP)

Natal, tempo de bonança,
tempo de amor, de perdão;
deixa nascer a esperança
dentro do teu coração.
Conceição A. de Assis (MG)

Falta de paz nos arrasa,
tal punhal cravado fundo…
Pois que a paz comece em casa
e se espalhe pelo mundo!
Cristiane Borges Brotto (PR)

É Natal, Menino Deus,
e renasce uma esperança
às penas eu digo adeus,
ponho em ti minha confiança!
Cristina Oliveira Chavez (USA)

Papai Noel, por favor,
do Natal afasta os medos,
e coloca mais amor
no meio dos teus brinquedos!
Delcy Rodrigues Canalles (RS)

É Natal… E me parece
que os Natais se multiplicam
no amor fraterno que cresce
das Amizades que ficam.
Divenei Boseli (SP)

Que o Natal ao vento espalhe
toda angústia, toda dor,
e um sino alegre bimbalhe
novas mensagens de amor!
Dorothy Jansson Moretti (SP)

No meu Natal é rotina
deixar tudo no ‘capricho':
no peito faço faxina
e jogo as mágoas no lixo!
Élbea Priscila (SP)

Um Natal mais abrangente,
seria, para as crianças,
Papai Noel, consciente,
distribuindo esperanças!
Elisabeth Souza Cruz (RJ)

Dos Natais sem humildades
cujo egoísmo abomino,
só restaram as saudades
dos Natais do Deus Menino!
Fernando Câncio (CE)

Embora rudes e escassos
os bons atos, em geral,
o Natal recria laços
num simples “Feliz Natal!”
Flávio Roberto Stefani (RS)

Papai Noel, com carinho,
eu te peço, por favor:
põe em cada sapatinho
uma gotinha de amor!
Gislaine Canales (SC)

Agora tenho na mente,
muita coisa a realizar:
- Ver a família contente
com o natal a chegar…!
Glycínia de França Borges (PR)

Proponho com devoção:
Permutemos os presentes…
Eu te dou meu coração,
tu me dás mil beijos quentes.
Heitor Stockler de França (PR)

No seu lar pleno de amor
neste Natal reine a paz,
rememorando o esplendor
de dois mil anos atrás.
Hely Marés de Souza (PR)

Noel: nem chinelos tenho
 pra pores uns brinquedinhos;
 então, a pedir-te eu venho:
 dá-me um par de sapatinhos!
Humberto Rodrigues Neto (SP)

Natal! É festa de luz…
neste dia imaculado,
há muito nasceu Jesus,
que vive até hoje…amado!
José Feldman (PR)

Natal! E tudo parece
mais feliz, sem dor nem mal..
- Quem dera o mundo pudesse
ser um perpétuo Natal!
José Guilherme de Araujo Jorge (AC)

Meu Natal, hoje, é melhor,
pelo conforto e os bons tratos,
mas o sonho era maior
quando eu não tinha sapatos!
José Messias Braz (MG)

Enquanto aqui nesta mesa
ao natal se bebe e come,
muitos, com muita tristeza,
não têm Natal… só têm fome…
José Ouverney (SP)

Quanto amor e quanta luz,
na manjedoura se faz…
Pois, nasceu Cristo Jesus,
na grande noite de paz.
Lúcio da Costa Borges (PR)

Natal… ternura… poesia…
Vem o amor e foge o mal…
– Quem dera que todo dia
fosse dia de Natal!…
Luiz Otávio (RJ)

Desejamos paz e bem
nesta época de amor…
Resplandeça em nós também
uma fé com mais ardor.
Maria Amélia Bertolini Ennes (SC)

Nada ter na mesa, à Ceia
do Natal, triste é… Porém,
bem mais triste é vê-la cheia
e em volta não ter ninguém.
Maria Amélia Carvalho (Portugal)

Sentamos juntos à mesa:
filhos, pais, irmãos, avós…
E o Natal mantém acesa
a chama do amor em nós!
Marina Bruna (SP)

Vejo o menino Jesus
sorrindo pra humanidade,
irradiando intensa luz,
transcendente de bondade!
Marita França (PR)

Natal! Tempo de harmonia,
de repensar seu agir,
de perdão, com alegria,
nova vida construir.
Mifori (SP)

Deus com seu saber profundo,
para nos trazer a paz,
mandou o seu filho ao mundo
há dois mil anos atrás.
Miguel Russowsky (Sc)

O Natal era alegria
e a gente nem reclamava:
sobre a mesa, nada havia,
mas em volta o amor sobrava!!!
Neide Rocha Portugal (PR)

Feliz de quem, afinal,
consegue na humana trilha,
ver que o brilho do natal
surge da luz da partilha!
Regina Célia de Andrade (RJ)

Minha maior alegria
no Natal era a emoção
do amor que meu pai trazia
sob a barba… de algodão!
Sérgio Ferreira da Silva (SP)

Vou pedir com insistência,
neste Natal, um presente:
Amor e paz com urgência,
para este mundo carente!
Vânia Ennes (PR)

Seja estrela sorridente
no seu modo de viver,
e com força transcendente
faça o bem acontecer!
Vidal Idony Stockler (PR)

No Natal, paz e venturas,
se deseja com ardor,
esta data de farturas…
celebramos com amor!
Walderez de Araújo França (PR)

Uma estrela cintilante,
os Reis, a Belém conduz.
Maria, mais fulgurante,
deu à luz… a própria Luz!
Wanda de Paula Mourthé (MG)

É Natal… Que a luz que brilha
seja eterna em meus caminhos;
que brilhe também na trilha
dos que caminham sozinhos.
Wilma de Carvalho Penna (RJ) 

Chuvisco Biográfico do Poeta 
         Ógui Lourenço Mauri nasceu em Irapuã (SP), pacata cidade nas proximidades de São José do Rio Preto (SP) a 10  de agosto de 1942. Vive atualmente em Catanduva (SP), para onde transferiu residência, ainda adolescente, para dar prosseguimento aos estudos.
         Mais tarde, deixou a cidade por alguns anos para se realizar profissionalmente. Retornou em 1992; não sabe dizer, porém, se definitivamente. É formado em Contabilidade e Administração de Empresas, fez carreira no Banco do Brasil S.A., onde ingressou, em 1964, por concurso público, e ali se aposentou como Gerente Geral de Agência.
Como bancário, exerceu paralelamente, durante vários anos e em horário noturno, a atividade de Professor de Contabilidade, Estatística e Língua Portuguesa.
         Talvez pelo fato de dar aulas de Português, sempre se interessou pela leitura de bons livros, revelando, inclusive, certa aptidão para a crítica literária.
         Com o advento da Internet e graças ao incentivo de poetas como Marilena Trujillo (brasileira) e Alberto Peyrano (argentino), passei a escrever poemas.
         Acadêmico fundador da Academia Virtual Poética do Brasil, cadeira n. 27.
         Não pensa em editar livros. Tem firmes propósitos, porém, de aproveitar suas atividades na Internet — escrevendo poesias e intercambiando idéias — para promover a amizade sadia entre os povos e, ainda, ampliar a bagagem cultural; tanto a sua como a de seus amigos.
         Tem sido jurado permanente em “A Grande Chance”, site de concursos literários de âmbito internacional.
         Tem um livro virtual (“e-book”) publicado: “Janela da Vida”.

A Trovadora com a Palavra

Vanda Fagundes Queiroz
A trova... sempre
        
Temos lido, em alguns espaços, artigos/ensaios referentes ao tema "trova", seja no que tange à construção formal, seja quanto ao conteúdo. A abordagem destaca, por vezes, a questão de trovas feitas para participação em nossos habituais certames (os quais representam um dos pilares que incentivam a criação e fortalecem o movimento da UBT). Se é possível constatar divergência de opiniões sobre determinados aspectos, nota-se unanimidade quanto ao empenho de se valorizar este admirável minitexto poético, que entre nós se conceituou como trova. É gratificante constatar este interesse positivo. Talvez seja intromissão de minha parte dar palpite que ninguém pediu. Afinal, sou simples trovadora. Não sou membro de diretoria, tampouco faço parte de qualquer grupo de trabalho. O que me inspira é uma velha paixão, minha história de amor pela trova (desde a infância), além de sincero zelo por ela e pela UBT, o que me levou a incentivar outros tantos a trovar e a amar a trova. Ademais, não poucos têm me solicitado revisão e orientação sobre dúvidas atinentes ao assunto. Então exerço à socapa - no que me seja possível - pronto e desprendido gesto de apoio. Nestes casos, tenho por norma defender rigorosa fidelidade à correção linguística. Nossa gramática normativa de língua portuguesa - constituída de partes que incluem basicamente a fonologia, morfologia e sintaxe  - é complexa, sim. Mas àquele que se envereda pelo caminho da arte literária não pode faltar desvelo para com nosso instrumento de trabalho. A unidade estrutural na música é o som. Na pintura, a cor. Na escultura, o espaço. Na literatura a palavra... e assim por diante. Cada princípio é fundamental, no respectivo setor. Para nós, a palavra é inegavelmente objeto precioso.
         - Talvez eu venha tão somente repetir o que já se disse. Creio ser válido, no entanto - mesmo que pareça redundância - aludir ao fato de que soneto e trova resistiram às inovações do modernismo implantado a contar da "Semana" de 1922. Em sendo remanescente do classicismo, deve a trova, portanto, ser cultivada como tal. Não obstante, constata-se eventual defesa em prol de liberdades optativas, do tipo "vale assim" - "não é assim" - pode ser assim" - "deveria ser assim" - etc. Não é raro perceber certa simpatia por uma espécie de "livre arbítrio", como se não houvera um documento oficial que regulamenta os padrões da escrita. É certo que nos valemos de relativa concessão, enquanto usuários da linguagem falada, mais informal e espontânea, sujeita a hábitos, modismos, regionalismos. A escrita, porém, continua orientada pela norma culta. Que o digam os vestibulandos, sujeitos ao martírio que os cursinhos impõem e os exames cobram, quanto ao conhecimento formal do idioma. Idioma bonito, rico. Mas um tanto traiçoeiro. A começar pela ortografia. Sobre pontuação, melhor nem falar, parece haver um desacerto quase generalizado. Ó flor do Lácio!
         - Pois bem. Entende-se que a história é fenômeno dinâmico, e não estático. A língua, por sua vez, percorre trajetória de evolução, transformação, assimilação de caracteres modificadores. Isto, porém, não significa que possamos alterar componentes cujo valor persiste, vigora e é consistente. Qualquer mudança implica estudo meticuloso, acordos, formalização, regularização, consenso. Na proposta a favor de certas acomodações (ainda que motivadas pelo melhor intuito), é corrente a justificação por conta da chamada "licença poética". Esta liberdade existe, de fato, facultada ao poeta (mais adequada, talvez, ao poema livre). Mas não é aleatória. Requer por parte do autor o uso, consciente, de palavra ou expressão que normalmente estaria errada. Ou seja: ele conhece a norma, mas a contraria de forma proposital, como recurso estilístico. Não sendo assim, erro é erro. Além de que a trova é poesia de forma fixa. Não convém considerá-la tão maleável quanto se  possa querer, sob o risco de quebrar a uniformidade no campo deste nosso pequeno grande poema!
         - É de conhecimento generalizado que há diferentes pontos a serem considerados na construção poética (tal como em qualquer arte, qualquer tarefa). Tomo a liberdade de rever alguns.
         - A concordância verbal e nominal constitui elemento sintático imprescindível, cujo emprego correto revela conhecimento do idioma. Não convém que se publique ou se classifique uma trova contendo solecismo, ou seja, contendo erro sintático (refiro-me aqui a concordância e regência, já que a sintaxe de colocação não desestrutura a lógica gramatical, sendo admissível na poesia). Inadvertidamente, pode ocorrer descuido quanto à sintaxe. Errar é humano. Nem sempre, porém, é aceita colaboração, no sentido de ser revista e reparada a falha.  Que pena.
         - Em face de erros ocasionais verificados em trovas premiadas, certo trovador bem conceituado defendeu, há algum tempo, a ideia de que toda comissão julgadora deveria contar com a um professor de português ou alguém que domine o uso do idioma. Resultaria, logicamente, em garantir, ainda mais,  o bom nível dos trabalhos, conforme a maioria certamente idealiza. Na ocasião, tomei a liberdade de escrever a esse irmão, louvando seu zelo pela língua materna, em prol da trova.
         - Quando ocorre a falha, suponho que seria de bom alvitre ser alertado, gentilmente,  o autor, ou até mesmo a equipe do concurso, a qual se retrataria, oportunamente, se fosse o caso. Há possibilidade de ser erro de quem escreve ou engano de quem transcreve.  Isto, de fato, seria "união".        
         - O "suarabácti" é outro alvo de questionamentos. O termo reporta-se à intercalação de vogal entre um grupo de consoantes, fenômeno que sofreu transformação linguística, como por exemplo: fevreiro (evoluiu para fevereiro) - bratta (evoluiu para barata) - prão (evoluiu para porão). Esta alusão, creio tornar-se aqui desnecessária, uma vez que a discussão que agora nos diz respeito é quanto ao uso de métrica incorreta, no caso de consoante que não é seguida de vogal. É fato mais ou menos frequente na linguagem coloquial este tipo de "suarabácti": adevogado, paradíguima, opição, etc.. Constitui vício de nosso linguajar descuidado. Entretanto, na expressão oral correta a consoante requer pronúncia sutil, apoiada na sílaba anterior: ad/vogado, paradig/ma, op/ção. Se acaso falamos errado em nossa comunicação cotidiana, cuidemos em observar a forma culta, na escrita e na leitura. E destarte vamos metrificar corretamente o verso, evitando contar uma vogal onde não existe. 
         - A questão de junção de vogais, a qual nem sempre constitui "elisão", mas que praticamente foi generalizada como tal... é mais ponto que tem martirizado muita gente, gerando frequentes dúvidas e até controvérsia. << Juntar ou separar? << Defendo que nosso melhor mestre é o ouvido. O estudo do idioma é importante, importantíssimo, por conta da correção. Mas este quesito de encontros vocálicos, na poesia metrificada, é assunto que requer peculiar atenção. A fundamentação teórica exagerada, que não leve em conta o bom senso, pode mais complicar do que ajudar. Correção formal deve aliar-se a teor poético. Exige, além de sentido visual, ouvido e alma. Quando acaso tenho oportunidade de me expressar, enfatizo - para o caso da métrica - um processo simples de "pronunciar o verso com naturalidade, contando nos dedos". Para caracterizar cada fonema, prefiro o termo "som" - ou pelo menos "sílaba métrica", em vez de simplesmente sílaba. Em troca de correspondência, recebi há pouco tempo do amigo A.A. de Assis esta trova de Luiz Otávio: "Para medir nossos versos, / se o ouvido fosse juiz, / em nossos metros diversos / ninguém poria o nariz." Como se vê, o "príncipe" já recomendava o sentido da audição, na prática da escansão.
         - Em breves palestras ministradas, sempre recomendei que não se "olhasse" tanto para as vogais na frase; que não se "afligisse" tanto porque alguns pregam que é preciso separar, já que "tal vogal é tônica, porque uma é isto ou aquilo". Com a paciência que me é peculiar, aconselho: >> Em vez de "olhar" tanto e pensar muito nas teorias, feche um pouco os olhos... fale e escute simplesmente... de forma natural. É só treinar.
         - Bem. Aqui ganha lugar a noção da referida "licença poética". Teoricamente, no texto poético o ditongo pode ser separado, formando hiato, recurso que a gramática denomina "diérese". O hiato pode ser unido formando ditongo, o que se chama "sinérese" (ou ditongação). O tritongo pode ser ele mesmo ou desdobrar-se em ditongo seguido de hiato. Não significa, porém, que qualquer ditongo possa ser separado... e assim por diante. É uma condição relativa, não absoluta. Depende muito da posição que a palavra ocupa na frase, dos termos em que ela se apoia, de modo que a pronúncia resulte em um ritmo harmonioso. Inclusive, pode acontecer que o mesmo encontro vocálico venha a soar bem, quando separado (ou unido) em determinado verso... mas noutro verso não fique bem. O ouvido faz a distinção.
         - Logo, a fundamentação estritamente teórica é um caminho. Mas pode às vezes gerar um verso forçado, descontínuo, em desacordo com a cadência de nossas cordas vocais. Neste sentido, alega-se a questão de acento tônico, o qual deve recair em tal e tal sílaba. Existe, eu concordo, uma ciência denominada Teoria da Literatura, que expõe estas diretrizes. Mas... e se a preocupação inibir o dom natural de versificar? De certa forma, a medida acaba sendo automática, implícita na habilidade de declamar. Daí ser tão importante pronunciar, perceber a cadência: "sentir" cada verso como a sequência de uma curva melódica, tal qual um rio que desliza suavemente, sem obstáculos. A boa trova transmite modulação natural, sem junções forçadas e sem pausas que prejudiquem a continuidade natural.
         - Em face de tais argumentos, já ouvi quem retrucasse, ou até olhasse de modo atravessado. Há quem não gosta de que se lhes indiquem algo; prefere fazer trova forçada, com prejuízo fônico, ou errada... e ouvir a exclamação: "Que lindo"!
         -  Há tanto a se questionar. Mas já me delongo, reconheço. Se causei enfado, seja creditado à conta de minha ''pior idade". Costumo pensar mais do que falar. Não sei quanto tempo me resta... pode não ser pecado expor alguma coisa agora. Opinião, obviamente, é algo que pode ser levado em conta, ou não. Ainda mais se for considerado que possivelmente nada se tenha acrescentado. Mas, afinal, já que existe licença poética... por que não licença "opinativa"?... Tenho dito.     
Vanda Fagundes Queiroz (ex-UBT São Paulo. Atual UBT Curitiba) - dezembro/2014

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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