Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

domingo, 28 de dezembro de 2014

José Feldman (Chuva de Versos n. 325)


Uma Trova de Cornélio Procópio/PR
Átila Silveira Brasil

Velha foto esmaecida
deixou lágrima de herança!
Hoje a vejo colorida
pelo cristal da lembrança!

Uma Trova de Caicó/RN
Mara Melinni de Araújo Garcia

Seca: quanta desventura
enche a terra de tristeza!
O homem sofre, mas a cura
vem da própria natureza.

Um Poema de Caicó/RN
Dilma Damasceno

A Menina de Caicó

Imagino as “madeixas do sertão”,
com tranças enfeitadas de bonina,
realçando a paisagem campesina,
- a confundir-se com a plantação -,
no decorrer da flórida estação!
… E nas águas do Itans azul-turqueza,
- ao sabor indelével da pureza -,
imagino “a menina de Caicó”,
- pintando sonhos e remando só -,
em sintonia com a natureza!

Uma Trova Humorística de Bandeirantes/PR
Neide Rocha Portugal

- A fechadura enguiçou!
Grita o bêbado na rua;
quando um vizinho o alertou:
- Esta casa não é sua!...

Uma Trova de São Paulo/SP
Humberto Rodrigues Neto

Belas trovas, bons poemas,
meu amigo e minha amiga,
pra amenizar os problemas
com que a vida nos castiga!

Um Poema de Caicó/RN
Dilma Damasceno

A paz dos poetas

No dadivoso “Livro dos Poetas”,
as palavras revelam sentimentos…
e entre o realismo e a fantasia,
os Poetas – românticos profetas -,
vão predizendo os acontecimentos,
na linguagem suprema da poesia!...

Falam de sonhos, crenças, devoções!...
Pintam caminhos plenos de beleza!…
Paisageando cenas de bonança,
os Poetas alegram os corações!...
E sob a luz da sábia Natureza,
vão tatuando as almas, de esperança!

Eclodem assim, Poéticas Confrarias!
Soam forte, os “Teares do Amor”!
De forma inspiradora e pertinaz,
os Poetas, tecendo alegorias,
vão sublinhando um mundo encantador,
onde o encanto principal, é: PAZ!

Uma Trova Popular
Autor Anônimo

Muito vence quem se vence
e muito diz quem diz tudo, 
porque ao discreto pertence
a tempo fazer-se mudo.

Uma Trova Hispânica do Chile
Patrícia Perez Nerice

Tu rostro cada mañana,
tu sonrisa y tu mirada,
me hacen sentir soberana
siendo por ti apasionada.

Um Poema de Caicó/RN
Dilma Damasceno

Relembrando a minha origem (I)

   Amo a vida genuína
(ornada de singeleza)!...
Idolatro a Natureza!...
A floração, me fascina!
 
Exulto, sobremaneira,
com o cantar que encerra
meu querido “Pé de Serra”!...
Sou Cabocla Brasileira,
aguerrida descendente
da Região do Nordeste…
portanto, “Cabra da Peste”...
Ademais, sou renitente,
Potiguar e Sertaneja
(do Sertão do Seridó)…
e natural de Caicó
(onde a brisa é benfazeja…
e o povo é bom, e gentil),
Cidade de clima quente
(terra do sol reluzente),
que acende o céu do Brasil!

Trovadores que deixaram Saudades
Helvécio Barros
Macau/RN (1909 – 1995)Bauru/SP

Palhaço, visão querida,
dos meus tempos de criança...
velha saudade escondida,
no meu baú de lembrança!

Uma Setilha de Fortaleza/CE
Nemésio Prata

Ao médico, eu consultei
para saber a razão
desta dor que me atormenta,
dia e noite, o coração:
sabe o que ele receitou,
e a dor, ligeiro, passou?
Xarope de trovação!

Um Poema de Caicó/RN
Dilma Damasceno

Relembrando a minha origem (II)

Sou da América do Sul;
meu País (grande e taful)
é exemplo de pujança!
Nas águas do meu torrão
eu mergulho o coração,
ao sabor da esperança!
 
Visto a formosa Bandeira
do meu País luminoso
(de clima puro e gostoso,
e de gente hospitaleira)!
A vestimenta, me encanta
(desperta sonhos, desejos,
e os mais ousados voejos)!…
A minha emoção, é tanta,
que alço vôo dos campos,
e me perco nas estrelas…
mas, quanto mais posso vê-las,
mais vejo os meus pirilampos!
 
Entre anelos e fulgores,
sentimentos, e sabores,
sinto a chama apaixonante
das cores que simbolizam
referências… e, matizam
minha alma itinerante!
 
No “verde”, residem as matas.
… E recordo serenatas
sob a luz da lua cheia!
No “amarelo”,as riquezas
geram sonhos e belezas.
… Meu coração, cirandeia!
No “branco”, a paz brota, cresce,
veste os lírios, e, floresce…
conquista a prece, e a palma!...
Porém, é no “azul-anil”,
que um lindo céu pastoril,
extasia a minha alma!

Uma Trova de Angra dos Reis/RJ
Jessé Nascimento

Sinto uma grande alegria
e o alvo sempre persigo:
conquistar a cada dia
um novo e leal amigo.

Uma Quadra de São Paulo/SP
Idel Becker
(1910 – 1994)

Quem é pobre, sempre é pobre,
quem é pobre, nada tem;
quem é rico sempre é nobre
e às vezes não é ninguém...

Um Poema de Caicó/RN
Dilma Damasceno

A lua do meu lugar

Idolatro o meu lugar
de sabores tropicais!…
Sinto arroubos sensuais
ao contemplar o luar
em noites de lua cheia!…
Minha alma cirandeia,
divaga, levita, e voa,
quando o céu estende o brilho
e pinta da cor do milho,
as gramíneas da lagoa!…

Sinto a vida, refulgente,
na força da maré alta!…
Meu coração, dança e salta,
vendo a lua incandescente,
suspensa no azul do céu,
- simbólica rosa de luz -,
que brilha, encanta, seduz,
e o meu sentimento, anima,
quando molha o lindo véu
nas águas mornas do "Lima"! 

Uma Trova do Rio de Janeiro/RJ
Gilson Faustino Maia

O céu brilha? Que alegria!
Brilha, também, certo olhar
que lembrarei noite e dia
até quando Deus deixar.

Um Poema de Caicó/RN
Dilma Damasceno

Paisageando o meu sertão

Eu voltei à minha terra!...
Vim rever meu pé de serra,
sob a luz dos pirilampos!...
Vim contemplar velhos pastos!...
Calçar uns chinelos gastos,
e caminhar pelos campos!

Vim curtir os passarinhos,
cantarem... fazerem ninhos...
sugarem o néctar da flor!...
Ouvir belas alvoradas,
e palmilhar as estradas
do meu Sertão Sofredor...

Vim abraçar minha gente!...
Saborear o sol quente,
que doura o mar de Natal!...
Mas, sinto o peito apertado,
pois meu coração alado,
eu deixei em Portugal!

Uma Trova de São Paulo/SP
Roberto Tchepelentytky 
Campos do Jordão: lembrança
do Natal... Papai Noel...
No meu quadro de criança,
onde a saudade é o pincel...

Um Poema de Caicó/RN
Dilma Damasceno

Apaixonante Lisboa

 Lisboa, - paixão antiga -,
misto de sonho e beleza!...
És "Prenda da Natureza"!...
Notas de bela cantiga!

És a musa inspiradora
de memoráveis poetas!...
Em tuas águas quietas,
minha alma sonhadora
mergulha, levita, e dança,
no "Palco da Fantasia",
conjugando o verbo amar!...
E então, decola e voa,
ao sabor da esperança,
p’ra finalmente, aportar
no doce "Cais da Poesia",
que existe em Ti, Lisboa!

O teu semblante, engalana!...
A tua essência, seduz!
Formosa “Flor Lusitana”,
- és um “Poema de Luz”!

Um Haicai de São Paulo/SP
Tharynne Marcela Barbosa Calixto
(12 anos)

Na hora de dormir
Um imenso silêncio
E a lua brilha.

Uma Trova de Santa Fé/Argentina
Maria Cristina Fervier

A silhueta da lua
na janela se reflete,
brilha como a pele tua
e aos meus sonhos me remete.

Um Poema de Caicó/RN
Dilma Damasceno

Lindo alvorecer

A noite era sombria, - e tu chegaste,
trazendo encantamento ao meu viver!...
No aflorar de um lindo alvorecer,
o meu sonho de amor, iluminaste!

Embevecida, pus-me a palmilhar
os caminhos secretos do teu ser!...
Na estação amorosa do querer,
adolesci sob a luz do teu olhar!

E mergulhei na mutação das cores!
Senti no ar o cheiro bom das flores!...
Perfumei o meu corpo de jasmim!

Nessa doce mistura de sabores,
emergi entre aromas e entre alvores,
sentindo a vida transbordar em mim! 

Recordando Velhas Canções
Corcovado
(samba bossa, 1960)

Tom Jobim

Um cantinho, um violão
Este amor, uma canção
Pra fazer feliz a quem se ama
Muita calma pra pensar
E ter tempo pra sonhar
Da janela vê-se o corcovado
O Redentor que lindo

Quero a vida sempre assim
Com você perto de mim
Até o apagar da velha chama
E eu que era triste
Descrente desse mundo
Ao encontrar você eu conheci
O que é a felicidade, meu amor

Uma Trova de Fortaleza/CE
Zenaide Braga Marçal

Trago no peito guardada,
entre as lembranças da vida,
a silhueta gravada
da tua imagem querida!

Um Poema de Caicó/RN
Dilma Damasceno

Fragmentos de ternura
 
Fragmentos de ternura
embalam meu pensamento,
sob a aura da candura
que voa ao sabor do vento,
num "leva e traz" de sabores...
num misto de sons e cores...
num "vai e vem" de arpejos!...
São coisas que vou sentindo
embevecida... “intuindo”
da natureza, os desejos!...

Coisas que meu coração
guarda carinhosamente,
com esperança crescente,
e desmedida paixão!...
Coisas que muito me encantam,
e ao mesmo tempo, me espantam,
por terem tanto esplendor!
... E na fluência do encanto,
um azulado agapanto,
- com acalentos de amor -,
rouba a cena do momento!...
Meu "coração delirante",
- de ternura, transbordante -,
transborda de encantamento! 

Um Haicai de Xambrê/PR
Lucas Ferreira Teixeira
(13 anos)

O canto do grilo
solitário na noite
entra no quarto.

Uma Trova de Cambuci/RJ
Francisca Isabel Almeida

Quando perdemos o norte,
Deus dá sempre a direção
que confirma a nossa sorte
pertinente ao coração!

Um Poema de Caicó/RN
Dilma Damasceno

Ainda é tempo…

Ainda é tempo de mirar nas rosas,
o “pó de estrelas” que afaga os campos,
- e se entrelaça com os pirilampos -,
alumiando as noites nebulosas!

Ainda é tempo de seguir caminhos
impregnados de esperança e calma!...
Ainda é tempo de embalar a alma,
ouvindo o solfejar dos passarinhos!

Ainda é tempo de acertar distâncias…
de ultrapassar amargas circunstâncias…
de focar na candura e no dulçor!... 

Ainda é tempo de olhar os lírios...
de reviver volúpias e delírios...
e de embarcar na “estação do amor”!

Hinos de Cidades Brasileiras
Rosário do Sul/RS

Terra fértil de ricas colheitas
de rebanhos e verdes cereais
tua praia de areias eleitas
lembra imenso lençol de cristais

Estribilho: 
Rosário do Sul, Rosário do Sul
Do povo gaúcho contente e feliz
orgulho da gente, cidade bendita
que sonha e palpita no sul do país

O brasão da cidade retrata
as origens que a história traduz
em seus rios, a pureza da prata
sobre o verde à que o ouro dá luz

O rosário, a cabeça de touro
e as armas que em paz hoje estão
simbolizam no verde e no ouro
que Rosário engrandece a nação

Quem o rio contemplar das barrancas
vendo as águas e a vida passar
essas praias de areias tão brancas
dentro d'alma vai sempre levar

Uma Trova de Maringá/PR
A. A. de Assis

Sofro junto a dor injusta
de que a Terra está repleta...
- Esse é o preço que me custa
a graça de ser poeta.

Um Poema de Caicó/RN
Dilma Damasceno

Roda Viva

Cintila o sol!
Folhas secas, crepitam.
A manhã encandeia
o olhar que vagueia
fremente de emoção,
ao sabor do arrebol!
No meu alado coração,
as efusões se agitam!

Um pedaço de mar reflete o céu.
Nuvens brancas desfilam,
sob os raios que cintilam,
bordando a manhã!...
Nas asas do meu afã,
voa um louco menestrel.
O vento sopra, saudoso...
Traz-me de volta, as lembranças
do afago prazeroso!
Tudo gira docemente...
Porém, minhas esperanças
perambulam, tristemente!

Da “janela”dos sonhos,
contemplo o céu,
ao som de realejos!
... Os meus desejos,
fremem tristonhos!...
São passarinhos
que buscam ninhos,
voando ao léu!

Um pintor aflito,
desenha a tela
do infinito....
A dor insiste,
tão possessiva,
que suplicia!
A paixão, desfila
na passarela
do meu conflito!
Um poeta triste,
descerra o cofre
da poesia!...
Minh’alma sofre
na roda viva
em que gira o mundo!...

E o sol... Cintila,
no céu profundo!

Sobre a canção “Corcovado”
         Provedor de melodias para versos alheios, Tom Jobim é também o autor das letras de alguns de seus maiores sucessos. Este é o caso do samba “Corcovado, um cartão postal do Rio de Janeiro, poética e musicalmente impregnado pelo espírito da bossa nova.
         Sobre esta letra há duas curiosidades a assinalar: originalmente o primeiro verso dizia: “um cigarro, um violão.” Nos ensaios para a gravação, João Gilberto convenceu Tom Jobim a mudá-lo para “um cantinho, um violão”. Já os versos “da janela vê-se o Corcovado / o Redentor, que lindo”, foram inspirados pela paisagem vista das janelas do apartamento em que o autor morava na ocasião. “Pouco depois, a construção de um edifício em frente acabou com a paisagem”, comenta Paulo Jobim, filho de Tom. Por sua vez, esse apartamento, situado na Rua Nascimento Silva, em Ipanema, acabou entrando para a letra do samba “Carta ao Tom 74”, de Toquinho e Vinícius de Moraes.
         Começando com uma introdução que o identifica de imediato e é parte integrante da composição — um desenvolvimento melódico sobre a harmonia dos compassos iniciais do tema principal — , “Corcovado” encantou dezenas de músicos e cantores no Brasil e no exterior. Daí a sua vasta discografia, que o faz figurar entre as canções mais conhecidas de Antônio Carlos Jobim, destacando-se entre os seus intérpretes João Gilberto (o primeiro), o próprio Tom (em quatro versões, uma delas com a participação de Elis Regina) e, com o título de “Quiet Nights of Quiet Stars”, um vasto elenco de cantores (Sinatra, Ella Fitzgerald) e músicos de jazz (Stan Getz, Miles Davis, Teddy Wilson).
         Em 1987, num levantamento realizado por Jairo Severiano e Vera de Alencar, “Corcovado” ostentava a terceira colocação entre as canções mais gravadas de Jobim, superado apenas por “Garota de Ipanema” e “Samba de uma Nota Só”. (http://cifrantiga3.blogspot.com.br/2006/08/corcovado.html)


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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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