Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

José Feldman (Chuva de Versos n. 332)




Uma Trova de Curitiba/SP
Maria Aparecida Taborda França

A Deus levantando os braços,
com elegância e vigor;
pinheiros, sem embaraços,
são beijos de Paz e Amor!

Uma Trova sobre Saudade, de Caicó/RN
Prof. Garcia

Saudade – no fim do dia,
já sei porque me dói tanto:
aumenta a melancolia,
dobra as dores do meu pranto!

Um Soneto de São Paulo/SP
JB Xavier

A ROSA E O LÍRIO

Às horas tantas de uma tarde amena
Um lírio enfeita um prado reflorido
enquanto a rosa confessa à dracena
Antigos ais de um tempo já esquecido...

Ao lado canta a gentil açucena
E o prado aos poucos fica colorido
E o vento sopra, observando a cena,
Suavemente,  num doce gemido...

Então a rosa, rubra e cintilante
Bebe o alvor do lírio embevecido
E o Tempo pára por um breve instante.

O lírio abraça a rosa esfuziante,
E no calor do prado florescido
Revive o amor com sua doce amante…

Uma Trova Humorística de Bandeirantes/PR
Viviane Rossi Chaves

Minha mãe sempre falava:
"Não existe assombração..."
Mas eu sempre perguntava:
E "cheque-fantasma", então?

Uma Trova sobre Saudade, do Ceará
Aloísio Alves da Costa
Umari/CE (1935 – 2010) Fortaleza/CE

Quando o amor se faz lembrança
e a solidão nos invade,
ou se vive de esperança,
ou se morre de saudade…

Um Soneto de São Paulo/SP
JB Xavier

O MAR E O VENTO

Ouço o bramido deste mar - tormento triste,
Vociferando na alameda da ilusão,
Tecendo espumas desde o dia em que partiste,
Na tentativa de alegrar meu coração!

O vento brando vai mentindo que ainda existe
- Em melodia de gentil diapasão –
As alegrias, e soprando ele persiste
Em transformar tua lembrança em emoção.

Então me calo ante o bramido do oceano;
Tento reter o espumaredo em minhas mãos,
E outra lembrança, então de ti, eu acalento.

Mas segurar o espumaredo é ledo engano,
É só mais um dos pensamentos, tolos, vãos,
Tal como foi tentar, por ti, parar o vento!

Uma Trova Popular
Autor Anônimo

Quem disser que a vida acaba,
digo-lhe eu que nunca amou;
quem deixou ficar saudades
nunca a vida abandonou.

Uma Trova Hispânica da Argentina
Dora Yolanda Forletti

Quiero vivir plenamente
estibando mis sonrisas,
disfrutarlas mansamente
en el dulzor de las brisas.

Um Soneto de São Paulo/SP
JB Xavier

MÁGOAS DE AMOR

Não pense que eu seria indiferente
a tudo quanto tu representaste.
Teu Ser sempre será onipresente
No pouco que ficou do que levaste.

Levaste quase tudo, e em minha frente
espessam-se as brumas que causaste.
De tudo o que ficou resta somente
farrapos de um amor, que abandonaste.

Buscando-te no tempo, sigo o sonho
nas asas vacilantes da esperança,
que a ti meu coração cantando ata.

E assim, o coração a ti deponho
rendendo-me à tua mais cruel vingança:
a mágoa que me salva é a que me mata…

Trovadores que deixaram Saudades
João Rangel Coelho
Juiz de Fora/MG (1897 – 1975) Rio de Janeiro/RJ

A ausência vale, em verdade,
como teste de valor:
- mede, através da saudade,
a fibra de um grande amor!

Um Soneto de São Paulo/SP
JB Xavier

A MAGIA DO ANOITECER

Caía a noite na floresta imensa,
Enquanto o lago desaparecia
Na escuridão da mata triste e densa
Dizendo adeus ao dia que partia...

Entristecido pela indiferença
Desta floresta, que durante o dia
Ele enfeitava com sua presença,
Fitava a luz que desaparecia...

Tornou-se negro, opaco e triste o lago
sem um luzeiro a espelhar-lhe a face
ou uma brisa a lhe fazer afago...

Então Jacy surgiu em esplendor,
e com Yara, no mais puro enlace,
Iluminou o lago com amor... 

Uma Trova sobre Saudade, de Pelotas/RS
Olga Dias Ferreira

Tua imagem refletida,
no espelho de nosso quarto,
mostra a saudade sentida,
que só contigo eu reparto…

Uma Quadra Humorística de São Paulo/SP
Idel Becker
(1910 – 1994)

Os rapazes de hoje em dia
são falsos como melão:
tem de se partir um cento
para se encontrar um são.

Um Soneto de São Paulo/SP
JB Xavier

VIVER POR AMOR

Esquece tua lúgubre procela
E faz tu próprio sempre o teu destino
Pintando na tua vida uma aquarela,
Retrato do teu sonho cristalino...

Restringe o dissabor, mantém o tino
E faz da vida doce passarela;
Afasta, se puderes o agrestino,
Corrige sempre o rumo da tua vela,

E deixa no abandono ou esquecida
A névoa que te fez tão infeliz.
Esforça-te a mostrar o teu valor,

E lembra-te que a vida só é vida
Se tu fores o teu próprio juiz
Vivendo o teu viver por puro amor…

Uma Trova sobre Saudade, de São Paulo/SP
Divenei Boseli

Nos limites da loucura,
trapaceira da razão,
minha saudade procura
teu vulto na multidão.

Um Soneto de São Paulo/SP
JB Xavier

ESQUECIMENTO

Tu te esqueceste que esqueci de te esquecer
Mas me lembrei de relembrar tua partida
E o esquecimento na lembrança tem poder
De relembrar que possuíste minha vida

E por lembrar-te não consigo compreender
Por que não posso me esquecer desta ferida
Que o esquecimento da lembrança vem trazer
Me relembrando que jazias esquecida.

E vou lembrando e te esquecendo enquanto sigo
Revigorando o esquecimento da lembrança
Enquanto lembro como era estar contigo.

Até que um dia eu me lembrei de ter-te aqui
E fui eu mesmo me esquecendo nesta dança
E me lembrando de esquecer que te esqueci…

Uma Trova sobre Saudade, de Sapucaia do Sul/RS
Neoly Vargas

Quando a saudade me abraça,
num devaneio febril,
até na nuvem que passa,
eu diviso o teu perfil.

Um Soneto de São Paulo/SP
JB Xavier

PÊNDULO

De tudo o que busquei, foram-se os anos,
De tudo o que sonhei sobram resquícios,
De tudo o que cantei  - vãos desenganos –
Restaram só profundos precipícios...

Por tudo o que velei, tracei meus planos
E quando caminhei fiz meus auspícios,
E dos meus ferimentos, dos meus danos
Ergui os meus castelos fictícios...

Enfim, onde cheguei, nessas quimeras?
Um pêndulo oscilante, eis o que sou,
Bailando entre rosas e entre feras,

Sou títere que a vida utilizou,
E ao cabo de uma vida só de esperas,
Não sei exatamente nem quem sou…

Uma Quadra Popular, de Portugal
António José Barradas Barroso

Nosso querer tão velhinho,
cheio de ternura e afetos,
se deu, aos filhos, carinho,
mais ainda deu aos netos.

Uma Trova de Belo Horizonte/MG
Almira Guaracy Rebêlo

Já não combato a ansiedade
que me consome e angustia;
a dor da minha saudade
eu a transformo em poesia.

Um Soneto de São Paulo/SP
JB Xavier

DIVINA PEÇA

És todas as lembranças de alegrias,
És todos os sorrisos que sorri,
És todos os ocasos dos meus dias,
És todos os carinhos que acolhi.

És todo esse mistério que vivi,
És luz, escuridão, és harmonias,
És fel que pela vida assim sorvi,
Buquê das minhas taças tão vazias...

És doce salvação que me condena,
A aurora que precede o triste ocaso,
Perdão que hoje me obriga a cumprir pena,

Botão que não vingou neste meu vaso,
O pano que desceu na última cena,
Da peça que encenamos ao acaso…

Recordando Velhas Canções
Ninguém chora por mim
(bolero, 1961)

Evaldo Gouveia e Jair Amorim

Mas se um dia eu tiver que chorar
Ninguém chora por mim

Hoje a notícia correu
Vieram logo me dizer
Mas a verdade é que eu
Já estava farto de saber.

Um comentário é fatal
A um grande amor que chega ao fim
E quem sou eu afinal
Para mudar coisas assim.

Os meus problemas são meus
Deixem comigo a solução
Os meus fracassos a Deus
É que eu revelo quantos são.

Um conselho é tão fácil de dar
Qualquer um cita exemplos no fim
Mas se um dia eu tiver que chorar
Ninguém chora por mim.

Uma Trova sobre Saudade, do Rio de Janeiro/RJ
Larissa Loretti

É tão presente o passado
em que te amei, de verdade,
que não aceito o recado
escrito pela saudade.

Um Soneto de São Paulo/SP
JB Xavier

A ÚLTIMA ROSA

Quero agora te abraçar, por um instante!
E ficar, assim, quieto nos teus braços,
E sentir teu respirar, nesses compassos
Desta música divina e alucinante!

Quero assim, permanecer nesse teu mundo
De sussurros de hinos e de magias...
De teus olhos vem a luz onde me inundo,
De tua voz vem a candura de alegrias...

Quero assim estar contigo quando um dia,
Nos chamar para o seu seio a eternidade.
Quem ficar não deve nunca sentir dor.

Quem ficar deve viver em alegria
E na rosa carregada de saudade
Ofertar à eternidade o grande amor! 

Um Poetrix do Rio de Janeiro/RJ
Lílian Maial

violoncelo plangente
(o arco arranca sustenidos):
sinfonia pelo chão

Uma Trova sobre Saudade, de Natal/RN
José Lucas de Barros

Fui rever meu chão de outrora,
mas a saudade era brava:
meus olhos sorriam fora;
dentro o coração chorava!

Um Soneto de São Paulo/SP
JB Xavier

SONETANDO

Ele começa no verso primeiro,
Passa ao segundo, de poesia farto,
E adentra afoito já pelo terceiro,
Enquanto escrevo mais um verso: o quarto!

E passo ao quinto, verso alvissareiro,
Depois ao sexto bem ligeiro eu parto,
E neste sétimo me atiro inteiro
Já que este oitavo contigo reparto.

São só catorze, e já estou no nono!
No verso dez não quero mais parar,
Pois sei que o onze vai tirar meu sono,

Mas vou ao doze, falta só um terceto...
Este não digo, pois dá muito azar
Décimo quarto: fim deste soneto!

Hinos de Cidades Brasileiras
Batayporã/MS

Tu és... de tantas lindas,
De tantas terras que já vi
A mais bonita e a mais bem-vinda
Meu doce berço de dormir.

Batayporã... que lindo nome...
De água boa que é Yporã
Jan Antonin Bata... e seu sobrenome...
Se fez assim Batayporã.

Do Vale... Cidade Amizade
Do Estado... um exemplo de viver
Batayporã... céu mais azul
Tu és o orgulho do Mato Grosso do Sul.

Bandeira... exibe o vermelho
Das terras de outrora lindas matas
E no teu branco a nossa paz
A esperança o verde traz.

Teus rios... casal perfeito
O Samambaia e o Paraná
Em tuas matas, faunas e floras
Grande tesouro, há de guardar.

Pecuária... tão altaneira
Leva o teu nome... Oh! Mãe gentil
És conhecida... muitas fronteiras
Que atravessam o Brasil.

Cidade... pequeno paraíso
Que Deus deixou aqui na terra
E o teu solo... sempre em sorriso
Vem germinando a semente que se enterra.

De um povo gentil e acolhedor
Que canta o teu nome com respeito
Batayporã... és puro amor
Rincão querido e eterno leito.

Uma Trova sobre Saudade, de Belo Horizonte/MG
Olympio Coutinho

Eu não lamento a saudade,
que a tudo invade porque
é tão bom sentir saudade
quando a saudade é você.

Um Soneto de São Paulo/SP
JB Xavier

SAUDADE 

...e mesmo sem te ver quero-te tanto
que sinto-te em mim, e tua voz no pranto
que escapa-me em torrentes de tristeza.
Antes que dúvida, és minha certeza...

Quero-te na amenidade do poente,
No sol do fim de tarde, reluzente,
Quando nasces em mim, como uma flor.
...e mesmo sem te ver, és meu amor...

Quero-te tanto, que em minh’alma trago
O gosto do vinho em que me embriago
Nesses lábios sedentos que ofereces.

Algum anjo há de ouvir as minhas preces,
E há de entender a solidão que canto
Por não te ver e por amar-te tanto…

Uma Glosa de Petrópolis/RJ
Gilson Faustino Maia

MOTE:
Depois de uma certa idade
fui te esquecendo, meu bem;
chega um tempo em que a saudade
perde a memória também!

GLOSA:

Depois de uma certa idade,
querendo a vida entender,
vi que a mente da saudade
pode o passado esquecer.

Sofri e chorei baixinho,
fui te esquecendo, meu bem,
quando eu vi que o teu carinho
desembarcou do meu trem.

Eu não sei se é por maldade,
mas sei que é um fato frequente:
chega um tempo em que a saudade
também se afasta da gente.

Se a gente, por vil destino,
perde, na vida, o que tem,
mais tarde, por dom divino,
perde a memória também!


A cova do falecido
tinha tranca e cadeado.
Por ciúme desmedido
da viúva do coitado.

Cantou muito bem, embora
saísse todo quebrado,
pois cantou uma senhora
que tinha o marido ao lado!

Desprezando a minha crença,
quando te vejo passar,
ao sentir tua presença...
ponho pecado no olhar!

Distraída, a moça entrou
sozinha no elevador
e ao gabineiro falou:
- Vamos pro quarto, senhor.

Diz a vacina, zangada:
- No braço eu não vou gostar;
fico mal acomodada;
é melhor outro lugar!

Ela é nova e ele velhinho...
e veio um par de rebentos...
- curioso é que, ao vizinho,
não faltaram cumprimentos...

"Lucíola", minha "Senhora",
foi em "Sonhos d'Oiro" a "Diva",
"As Asas de um Anjo" e agora
é a "Expiação" rediviva.

Mordomo nada primário,
educado e muito ordeiro,
não abre nenhum armário
sem antes bater primeiro.

Na cova da falecida,
ao ver o patrão em pranto,
o viúvo, alma ferida,
viu porque ganhava tanto...

No futebol se consola
e ganha a vida suando;
ela também, "dando bola",
vai na vida prosperando…

O Anedotário horroroso
que ele repete em torrente,
é do tempo em que o famoso
Mar Morto estava doente!

O canário não cantava,
entretanto, o vendedor,
a quem comprou explicava:
"Não canta, é compositor..."

O maiô que, por acaso,
veste a jovem modernista,
foi comprado a longo prazo,
porém, deixa tudo à vista!

O pai de santo aplicado
quando da terra "partiu",
tinha o corpo tão 'fechado"
que nem o legista abriu...

Sendo aventureiro e otário
virou pinguim o Pereira:
sem tempo de entrar no armário,
se escondeu na geladeira.

Se o marido chega tarde,
em silêncio, sem tropel,
é a mulher quem faz o alarde,
com seu rolo de pastel!

"Seu pulso está muito lento",
diz o doutor, mas confessa
o cliente, bem atento:
- Não faz mal, não tenho pressa!

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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