Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

José Feldman (Chuva de Versos n. 358)


Uma Trova de Ponta Grossa/PR
Sônia Maria Ditzel Martelo

Nos mistérios deste outono,
as folhas caindo ao chão,
tecem colchas de abandono
que envolvem minha ilusão!

Uma Trova de São Paulo/SP
Selma Patti Spinelli

Vejo em frente, ali na praça,
só lixo, trapos e panos;
e, para a minha desgraça,
no meio - seres humanos!

Um Poema de Magé/RJ
Benedita Azevedo

Desgaste

Se alguém diz que te ama se precisa
Que cuides de sua vida e dos negócios,
Cuidado! Pois de acordo com a pesquisa
É provável que acabe em dois divórcios.

Primeiro são os bens que já não tem
Pois  tudo divido já foi dantes
Que te arriscasses neste vai e vem
De filhos, ex  mulheres e amantes.

Mas o pior de tudo é perceber
Que por mais que se faça é olvidado
E quem nunca fez nada é premiado.

E teus neurônios vão se desgastando
Que às vezes já não pode ser levado
Um casamento assim, atrapalhado.

Uma Trova Humorística de Nova Friburgo/RJ
Sérgio Bernardo

Celular eu não tolero
desde um pré-pago que eu tinha,
que tocou “Mamãe eu quero...”
no velório da vizinha!

Uma Trova de São Paulo/SP
Sara Mariani Kanter

Saudade, circo às escuras,
onde um palhaço, a ilusão,
faz trejeitos e mesuras
para o nada e a solidão.

Um Poema de Magé/RJ
Benedita Azevedo

Minha lira

Minha lira interior vibrando ao te encontrar,
Levando-me de volta a dias tão distantes,
Naquele nosso encontro, e a mim sempre garantes
Que foi somente o acaso ali sob o luar...

Que nos levou também ao céu naquele abraço,
ao contar as  estrelas em  todo  esplendor
de uma noite suave  e cheia de sabor...
Nós dois ali sentados perto do terraço.

Mamãe a nos olhar vai chegando à janela,
convida-me a  entrar, é hora de dormir
cordialmente  vais sem  nem se despedir.

Canta meu coração, tal qual naqueles dias,
Ao entrar em meu quarto, enquanto tu partias...
Mas, hoje, meu amor, só eu vou decidir.

Uma Trova Popular
Autor Anônimo

Quando eu te vi, logo disse:
lindos olhos para amar,   
linda boca para os beijos         
se a menina os quiser dar.

Uma Trova Hispânica da Argentina
Stella Maris Taboro

Trovador, trovas en  aguas
a  esas divinas sirenas,
abismal en  sus enaguas
van hilando tus  cadenas.

Um Poema de Magé/RJ
Benedita Azevedo

Novo despertar

Um novo despertar, para quem busca a Paz
ou só continuar, um sonho muito antigo,
que nos dá  alegria em tudo que se faz
cultivando-se o amor num mundo mais amigo.

Com menos aspereza a vida é mais bonita,
Em uma nova aurora, o amor renascerá
E aquele que foi triste agora  vem, se agita
E um novo despertar por certo encontrará.

Numa vida tranquila em tudo fluirá
Cumprindo a nossa parte é certo que teremos
Com leveza e alegria  aquilo que queremos.

A Paz que vou buscar é  certo que virá
Por falta de equilíbrio ou de organização
não a deixarei ir, tenho-a firme na mão.

Trovadores que deixaram Saudades
Sophia Irene Rodrigues Canalles
(1911 – 2004)

No grande palco da vida
os artistas, somos nós,
que depois de tanta lida
sempre ficamos a sós!

Uma Trova de Tambaú/SP
Sebas Sundfeld

Escolha o lugar que ocupa,
pensando nesta lição:
- quem cavalga na garupa,
não tem as rédeas na mão!

Um Poema de Magé/RJ
Benedita Azevedo

Ser Poeta

Poeta chora ou ri durante a vida,
sempre buscando amor e sentimentos
que o levem a viver sem ter lamentos,
e num certo  momento se divida.

Ser poeta é lidar com atrevimentos
e tornar esta vida enternecida...
É tornar-se o pastor e dar guarida
às almas tão carentes de argumentos.

Na jornada mantém o bom humor,
transformando em beleza seus momentos...
Mesmo nos tristes acrescenta o amor.

Ser poeta é trazer a boa nova
libertada de todos os tormentos.
Para integrar-se ao mundo se renova.

Uma Trova de Niterói/RJ
Sávio Soares de Souza

No espelho das cotovias
devias mirar-te, irmão:
sobrevoam serranias,
mas fazem ninhos no chão...

Um Haicai de Limoeiro/PE
Pedro Xisto Pereira de Oliveira

de luto o poente:
muda elegia? elegia-se
a Lua crescente...

Um Poema de Magé/RJ
Benedita Azevedo

Lembranças

Logo ao chegar em nosso sítio, aquela
nossa vontade enorme de acertar,
dava – nos a coragem de lutar
E ali plantar co’amor rosa amarela.

No lago uma  tilápia a pular,
A gata a espreitar sobre a janela,
e tu  cheio de graça e de olho nela
Sorrias, gargalhavas a chamar.

Chamavas e eu vinha te atender,
Sorrias a rolar da linda gata,
Com o olhar preso ao lago a se torcer.

Trazia uma sardinha e te abraçava,
então, tal qual criança a gargalhar
A gata na janela alimentavas. 

Uma Trova de Paraisópolis/MG
Sônia Maria de Faria

Invejo, querida, a lua
que invade a tua janela
e te beija quase nua...
Ah! Morro de ciúmes dela.

Um Poema de Magé/RJ
Benedita Azevedo

Vendaval 

O vento frio açoitando meu rosto
Penetra na pele, mas também na alma
Fico parada só  a contra gosto
Querendo muito que a mim tragas calma.

A doença não há de me vencer
Tenho amigos com quem posso contar
Para tanto busco o que  merecer
Busco alívio e meto-me a trabalhar.

Os trovões retumbando ao longe trazem
Insegurança, inquietação e fazem
A angústia, a saudade da pátria aflorar.

Lá fora ruge o vento inquietante
Assustando o coração desta imigrante
Despertando o ensejo de à pátria voltar.

Uma Trova de Várzea Alegre/CE
Sinésio Lustosa Cabral Sobrinho

Olho o mar, o céu, a rua.
Vai chegando a tarde ao fim.
O panorama insinua
pôr do sol dentro de mim.

Um Poema de Magé/RJ
Benedita Azevedo

Beijo roubado

Nesse beijo roubado quero despertá-lo,
Pois trago em meu peito esse grande sentimento
E tu não percebes o grande sofrimento
Que preciso  exorcizar, de mim afastá-lo.

O que sinto por ti surgiu, assim, de graça!
E quero tê-lo comigo a cada momento
Desta vida, sem fugir de qualquer evento
E aceitar o que for, que o destino traça.

De quem por amor sofreu muitos desenganos
Não se pode esperar que fique tantos anos
Querendo superar a tristeza e a desgraça.

Quero apenas cultivar esse sentimento
Alegrando meu coração nesse momento
Por isso só te peço: meu amor, me abraça!

Um Haicai de São Paulo/SP
Rodrigo de A. Siqueira

Sopra o vento
os pássaros correm
atrás das sementes.

Uma Trova de Nazaré da Mata/PE
Swami Vivekananda

Dois outonos hoje eu vejo
nessa tarde esmaecida:
um desfolha o vilarejo,
outro murcha minha vida.

Um Poema de Magé/RJ
Benedita Azevedo

Sonho de beija-flor

Beija-flores são almas flutuando
em busca de um amor plasmado em flor.
Em volteios inquietos ao sabor,
um só, se afasta, se aproxima olhando...

No suave bailado ao seu amor,
em cuidados atentos vai levando
a ternura distribuída quando,
em doces toques vai colhendo olor.

O sonho que o fascina enche-o de graça
Nesse momento de ternura abraça
com plenitude, comunhão, calor.

E o beija-flor enamorado andeja
de selinho em selinho busca, almeja
o etéreo sonho de levar sua flor.

Recordando Velhas Canções
Triste e abandonado
(balada, 1963)

Helio Justo e Erly Muniz

Abandonado, tão sozinho
Sinto a falta de alguém
Na escuridão do meu caminho
Sigo triste, sem ninguém!

Abandonado, tão sozinho
Sinto a falta de alguém
Na escuridão do meu caminho
Sigo triste, sem ninguém!

No longo caminho da vida
O meu pensamento é só teu
Trago no peito a esperança
Que teu amor seja meu!

Uma Trova de Belo Horizonte/MG
Sílvia de Lourdes Araújo Motta

O palhaço aposentado
tem saudades da alegria,
da verdade que, calado,
escondeu na fantasia.

Um Poema de Magé/RJ
Benedita Azevedo

Gestos de anjo

A tarde vai chegando docemente,
e nós dois a falar de amor eterno,
e tudo que sonhamos neste inverno,
é aquecer com nosso amor o ambiente.

E ao som desse trinado tão moderno,
que veio no relógio de presente,
teremos uma orquestra diferente
a embalar-me os anseios sem governo.

A noite vai chegando e eu nem percebo,
com todo esse carinho que recebo,
envolvida em teus braços amorosos.

E através da vidraça e o céu brilhando,
vejo esta lua cheia observando,
estes teus gestos de anjo poderosos. 

Um Haicai de Manaus/AM
Rosa Clement

luz para a libélula -
chega e pousa devagar
na blusa amarela

Uma Trova de Santos/SP
Silvina Antunes Leal

O vento sopra em surdina
pelos campos... anoitece...
- E todo o trigal se inclina
como quem reza uma prece.

Um Poema de Magé/RJ
Benedita Azevedo

Intolerância

Todos meus sentimentos embotados
deixam-me quase morta para a vida.
Roubaram minha astúcia e sem guarida,
deixaram os sentimentos desviados.

E com esta tristeza agoniada
não consigo os caminhos desejados.
Busco alento nos dias já passados,
só encontro a decepção continuada.

Não me deixa encontrar justa assertiva,
da falta de ternura que me invade,
ao ver o fingimento na inventiva.

Pensando já ser mestre no que faz,
assume esta postura intolerante,
achando que ninguém mais é capaz.

Hinos de Cidades Brasileiras
Cachoeiro do Itapemirim/ES

Eu passo a vida recordando
De tudo quanto aí deixei.
Cachoeiro, Cachoeiro
Vim ao Rio de Janeiro
Pra voltar e não voltei.
Mas te confesso, na saudade
As dores que arranjei pra mim
Pois todo pranto destas mágoas
Inda irei juntar às águas do teu Itapemirim

Meu pequeno Cachoeiro
Vivo só pensando em ti
Ai que saudade dessas terras
Entre as serras
Doce terra onde eu nasci

Recordo a casa eu morava
O muro alto, o laranjal
Meu flamboyant na primavera,
Que bonito que ele era
Dando sombra no quintal
A minha escola, a minha rua
Os meus primeiros madrigais
Ai como o pensamento voa
Ao lembrar da terra boa
Coisas que não voltam mais.

Uma Trova de Tapes/RS
Severino Silveira de Sousa

Com minha alma ressabiada,
espanto a ingrata paixão
com cerca eletrificada
no muro do coração!...

Um Poema de Magé/RJ
Benedita Azevedo

Teu retrato

Em frente ao teu retrato jovem, belo,
Chegado há pouco tempo nesta terra,
Cheio de sonhos bons, encontra a guerra
Pela sobrevivência, e busca um elo.

O sorriso confiante nela encerra
Uma esperança no porvir, no anelo,
buscavas inquietante,  sem libelo,
o  apoio certo, então sobes a serra.

Desiludido já não  ris, na foto
Da carteira social, anos depois.
Sério, parece preocupado e noto,

Que não foi tão feliz a decisão
De deixares a amada terra, pois,
Choravas de saudade à volição.

Olympio S. Coutinho (Histórias da trova) Capítulo III – (2a. Parte) Trovadores cantam a força da imprensa 

         E não custa lembrar: eram também trovadores dezenas de escritores e poetas brasileiros que se destacaram em outras áreas da literatura e tiveram e têm grande divulgação da mídia, como, por exemplo, Castro Alves, que fez da força de seus versos instrumento de ataque aos exploradores e de defesa dos humilhados e ofendidos, principalmente dos escravos:

Quebre-se o cetro do Papa,
faça-se dele uma cruz;
que a púrpura sirva ao povo
pra cobrir os ombros nus.
       
         E seguem abaixo as trovas premiadas em Belo Horizonte, com belos e resumidos conceitos sobre a Imprensa que devem ser divulgados, principalmente por serem filosófica e eticamente corretos e fáceis de serem guardados porque expressos em trova.

VENCEDORAS

Feliz o povo que pensa
e que se expressa à vontade.
Onde amordaçam a imprensa
morre à míngua a liberdade.
A. A. de Assis – Maringá/PR

Quando a imprensa, forte e isenta,
garimpa a notícia a fundo,
mostra ao mundo o quanto é atenta
para os problemas do mundo.
Edmar Japiassu Maia – Rio de Janeiro/RJ

A imprensa gera o progresso,
quando, através da leitura,
indica a porta de acesso
para o mundo da cultura!
Élen de Novais Félix – Niterói/RJ

Que um dia a voz da verdade,
espargindo força intensa,
jorre a luz da liberdade
na liberdade de imprensa!
Élen de Novais Félix – Niterói/RJ 

Sendo a voz de toda gente,
a Imprensa firme não cala
e quanto mais coerente,
bem mais forte é a sua fala!
Elisabeth Souza Cruz – Nova Friburgo/RJ 

MENÇÃO HONROSA 

Que nunca mais haja a espada,
promovendo essa amargura
de uma imprensa amordaçada
nos porões da ditadura!
Éderson Cardoso de Lima – Niterói/RJ 

A democracia é intensa,
de constante alvorecer,
quando a voz de sua imprensa
exerce o quarto poder!!!
Eduardo A. O. Toledo – Pouso Alegre/MG 

Quando a verdade se irmana,
transparente, singular,
a imprensa é a voz soberana
que ninguém pode calar.
Gilvan Carneiro da Silva – São Gonçalo/RJ 

Sendo livre o pensamento,
quem tem juízo, quem pensa,
não põe algemas no vento
e nem mordaça na imprensa.
Hegel Pontes – Juiz de Fora/MG 

MENÇÃO ESPECIAL 

A censura mais intensa
de um regime truculento
pode calar até a imprensa,
mas não cala o pensamento!
Campos Sales – São Paulo/SP 

“Olha o jornal, cavalheiro”...
E outrora, apressando os passos,
o pequeno jornaleiro
levava a imprensa nos braços.
Hegel Pontes – Juiz de Fora/MG 

Um povo sábio, que pensa
e valoriza a cultura,
com requinte faz da imprensa
a melhor literatura.
Maria Lúcia Daloce – Bandeirantes/SP 

Passado, velhas histórias,
vivas ainda em jornais,
são relíquias, são memórias,
que a imprensa fez imortais!
Rita Marciano Mourão – Ribeirão Preto/SP 

continua… 

Chuvisco Biográfico da Poetisa 
Benedita Silva de Azevedo, nasceu a 10 de maio de 1944, na cidade de Itapecuru-Mirim/MA, filha de Euzébio Alberto da Silva e Rosenda Matos da Silva.
Morou em São Paulo, Santa Catarina e se radicou no Rio de Janeiro desde janeiro 1987. 
Recebeu o título de cidadã Mageense em 2003.
Educadora, poeta, escritora, haicaísta e ativista cultural. Formada em Letras, especialista em Educação e pós-graduada em Lingüística.
  • Presidente da Academia Pan-Americana de Letras e Artes, 2010-2012;
  • Presidente-Fundadora da ACLAM (Academia de Ciências, Letras e Artes de Magé);
  • Diretora Cultural do Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais, InBrasCI;
  • Membro da Academia Brasileira de Estudos e pesquisas Literárias;
  • Membro da Academia Mageense de Letras;
  • Membro da União Brasileira de Trovadores, sessão RJ;
  • Membro do Grêmio Haicai Ipê-SP;
  • Membro da Sociedade Brasileira dos Poetas Aldravianistas – SBPA, Mariana, MG e da ABRALI.
  • Membro fundador da Academia de Letras e Artes Lusófonas-ACLAL;
  • Patronesse da Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores;
  • Membro do Portal CEN e do Portal BVEC - Portugal;
  • Membro correspondente da Real Academia de Letras de Porto Alegre/RS-Cônsul Honorífico de Magé.
  • Pertence ao movimento Poetas Del Mundo - Cônsul de Magé/RJ.
  • Membro do Centro de Literatura do Forte de Copacabana.
  • Membro Honorário da Academia de Letras e Artes de Castro/Acre.
  • Membro Correspondente da Divine Academie Française des arts Lettres et Culture;
  • Académico Correspondente da Academia Portuguesa de EX- LÌBRIS- PT,
  • Membro Honorário da Academia Internacional de Heraldica – PT,
  • Membro Correspondente Honorário – Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologia-PT,
  • Membro Honorário da Tertúlia Rafael Bordalo Pinheiro-PT,
  • Sócia do Sindicato dos Escritores do Estado do Rio de Janeiro.
  • Delegada da Associação Profissional de Poetas do Rio de Janeiro (APPERJ) e do Clube de Escritores de Piracicaba.

Idealizou e fundou  o Grêmio Haicai Sabiá-Magé-RJ e o Grêmio Haicai Águas de Março, Rio de Janeiro-RJ.

No mundo do Haicai recebeu vários prêmios nacionais.
  • Diploma e a Medalha “Henrique Valadares”.
  • Diploma e a Medalha Recompensa à Mulher na Maçonaria Fluminense /2008-RJ;
  • Prêmio Personalidade de Destaque na Literatura, no 8º Fórum Cultural da Baixada Fluminense, 2009.
  • Medalha de Mérito Cultura “Austregésilo de Athayde, outorgada pela Academia de Letras e Artes de Paranapuã-ALAP (2011).
  • Título de “Dama Grã-Cruz” da Real Academia de Letras-Prêmio Jucá Santos-outubro (2011).
  • Comenda Arcádia Real – Real Academia de Letras – Ordem da Confraria dos Poetas – Brasil, 2012;
  • Título  de Cônsul Honorífico – Real Academia de Letras, Porto Alegre-RS, 2012;
  • Recebeu as Altas Insígnias da Divine Academie Française des arts Lettres et Culture, em Belo Horizonte-MG /2012;
  • Medalha Jorge Amado, pelos 6 anos de fundação do InBrasCI, do qual é Membro Fundador

Em outubro de 2010, recebeu o “X Prêmio Cultura Nacional”- Talento Literário 2010, Real Academia de Letras-Ordem da Confraria dos Poetas, Porto Alegre – RS;
Seu livro de haicai, “Rumor das ondas” recebeu da Câmara do livro a classificação de “Livro medalha de ouro 2010”;
. XII - XIII e XIV Prêmios Cultura Nacional - Ordem da Confraria do Poetas - Brasil, 2012 - 2013 - 2014. 
Publicou 21 livros individuais e 01 em parceria com Demétrio Sena;; organizou 20 antologias.
Autora do PROJETO HAICAI NA ESCOLA, levando a poesia às escolas, desde outubro/2004.
Tem participação em jornais, sites e em mais de 100 antologias e revistas.
É verbete na Enciclopédia da Literatura Brasileira Contemporânea, volume XIV, 2009.

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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