Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

José Feldman (Chuva de Versos n. 362)


Uma Trova de Paranavaí/PR
Renato Benvindo Frata

Meu amor deu-me um pacote
embrulhado com barbante
eu logo vi que era um trote:
- Lindo vidro de laxante.

Uma Trova de São Paulo/SP
Zaé Júnior

Na infância a gente brincava,
eu de sol, você de lua...
e o universo começava
e acabava em nossa rua!

Um Poema de Caxias/MA
Gonçalves Dias
1823 – 1864

ANDO ABAIXO

Ando abaixo, ando acima, e sempre às solas,
Afronto a tempestade, o vento, o frio,
Qual se fora ambulante corropio,
Seguindo o exemplo enfim de outros patolas.

Do meu engenho e arte gasto as molas
Em suspiros quebrar que à luz envio;
E, já por teima só, render porfio
A cabeçuda, por quem rompo as solas.

E a amo, ela me adora com loucura,
Di-lo ao menos; se a beijo não se espanta;
Paga-mo até; se insisto... adeus ternura!

Do matrimônio a estátua se levanta,
Negro espectro! ela torna-se brandura,
Eu a imagem do horror que me aquebranta.

Uma Trova Humorística de São Paulo/SP
Darly O. Barros

– Minha filha, tens certeza?
– Tenho, mãe, é gravidez!
– Se vais dizer: “foi fraqueza”,
já não cola, é a quarta vez!

Uma Trova de São Paulo/SP
Yedda Ramos Patrício

A força da sedução
vem de forma tão intensa
que ela atinge o coração
sem mesmo pedir licença!...

Um Poema de Caxias/MA
Gonçalves Dias
1823 – 1864

CANÇÃO DO EXÍLIO 

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas tem mais flores,
Nossos bosques tem mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar - sozinho, à noite -
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Uma Trova Popular
Autor Anônimo

Quem  tiver filhos pequenos
por força há de cantar:
quantas vezes as mães cantam
com vontade de chorar.

Uma Trova Hispânica da Espanha
Maria Oreto Martínez Sanchis

Serías luz en los ojos,
Honestidad fantasmal,
si los más vanos antojos
no sirvieran de fanal.

Um Poema de Caxias/MA
Gonçalves Dias
1823 – 1864

MEU ANJO, ESCUTA 
Le mal dont j'ai souffert s'est enfui comme un rêve,
Je n'en puis comparer le lontain souvenir
Qu'à ces brouillards légers que l'aurore soulève
Et qu'avec la rosée on voit s'évanouir.
MUSSET


Meu anjo, escuta: quando junto à noite
Perpassa a brisa pelo rosto teu,
Como suspiro que um menino exala;
Na voz da brisa quem murmura e fala
Brando queixume, que tão triste cala
No peito teu?
Sou eu, sou eu, sou eu!

Quando tu sentes lutuosa imagem
D'aflito pranto com sombrio véu,
Rasgado o peito por acerbas dores;
Quem murcha as flores
Do brando sonho? — Quem te pinta amores
Dum puro céu?
Sou eu, sou eu, sou eu!

Se alguém te acorda do celeste arroubo,
Na amenidade do silêncio teu,
Quando tua alma noutros mundos erra,
Se alguém descerra
Ao lado teu
Fraco suspiro que no peito encerra;
Sou eu, sou eu, sou eu!

Se alguém se aflige de te ver chorosa,
Se alguém se alegra co'um sorriso teu,
Se alguém suspira de te ver formosa
O mar e a terra a enamorar e o céu;
Se alguém definha
Por amor teu,
Sou eu, sou eu, sou eu!

Trovadores que deixaram Saudades
Izo Goldman
Porto Alegre/RS (1932 – 2013) São Paulo/SP

A esperança é uma resposta
com malícia de mulher:
-- Sabendo o que a gente gosta,
promete o que a gente quer…

Uma Trova de São Paulo/SP
Selma Patti Spinelli

Deixa a lágrima rolar..
Deixa teu pranto fluir,,.
Quem nunca sabe chorar,
não é capaz de sorrir!

Um Poema de Caxias/MA
Gonçalves Dias
1823 – 1864

A "NOTRE-DAME" DE V. HUGO

Satanás passeando — veio um dia
Ao mundo sublunar e viu criada
A formosa Esmeralda — doce fada,
Vivo sonho de viva fantasia.

Ora o diabo tem queda p'ra ironia.
— Hei de pregar, disse ele, caçoada
No padre eterno, que não sabe nada,
Se não sabe o que é bom em poesia.

Falou desta maneira o Sr. Diabo,
Escoucinhando no ar, como um jumento,
Coçando a fula orelha e alçando o rabo.

E foi o resultado deste evento
Parir ao Quasimodo — que no cabo
C'o anjo do Senhor fez casamento.

Uma Trova de São Paulo/SP
Mieko Usuda Miyaki

Ainda que necessário,
firmeza na decisão,
ternura em nosso rosário,
é sempre grande oração!

Um Haicai de Guapimirim/RJ
Magno Gomes dos Santos
(13 anos)

Ao sol da manhã,
sozinho estou sorrindo.
Calor de verão.

Um Poema de Caxias/MA
Gonçalves Dias
1823 – 1864

DOCE AMOR

Doce Amor — a sorrir-se brandamente
Em sonhos me falou com tal brandura,
Que eu só de o escutar vida mais pura
Senti coar-me n'alma fundamente.

Depois tornou-se o tredo fogo ardente
Que o instante, o ano, a vida me tortura.
Bem longe de gozar tanta ventura,
Cresta-me o rosto agora o pranto quente.

Homem, se homem és no sentimento,
Não zombes, não, de mim tão desditosa,
Nem seja o teu alívio o meu tormento.

Deixa-me a teus pés cair chorosa,
Soltar no extremo pranto o extremo alento,
Que eu morrendo a teus pés serei ditosa.

Uma Trova de São Paulo/SP
Jaime Pina da Silveira

Busco, às vezes, na memória,
momentos de paz e alento...
E encontro instantes de glória
caídos no esquecimento.

Um Haicai de Guapimirim/RJ
Aline P. da Silva
(14 anos)

Ao por do sol
as bromélias desaparecem
na escuridão da noite.

Um Poema de Caxias/MA
Gonçalves Dias
1823 – 1864

LEITO DE FOLHAS VERDES

Por que tardas, Jatir, que tanto a custo
À voz do meu amor moves teus passos?
Da noite a viração, movendo as folhas,
Já nos cimos do bosque rumoreja.

Eu sob a copa da mangueira altiva
Nosso leito gentil cobri zelosa
Com mimoso tapiz de folhas brandas,
Onde o frouxo luar brinca entre flores.

Do tamarindo a flor abriu-se, há pouco,
Já solta o bogari mais doce aroma!
Como prece de amor, como estas preces,
No silêncio da noite o bosque exala.

Brilha a lua no céu, brilham estrelas,
Correm perfumes no correr da brisa,
A cujo influxo mágico respira-se
Um quebranto de amor, melhor que a vida!

A flor que desabrocha ao romper d'alva
Um só giro do sol, não mais, vegeta:
Eu sou aquela flor que espero ainda
Doce raio do sol que me dê vida.

Sejam vales ou montes, lago ou terra,
Onde quer que tu vás, ou dia ou noite,
Vai seguindo após ti meu pensamento;
Outro amor nunca tive: és meu, sou tua!

Meus olhos outros olhos nunca viram,
Não sentiram meus lábios outros lábios,
Nem outras mãos, Jatir, que não as tuas
A arazóia* na cinta me apertaram.

Do tamarindo a flor jaz entreaberta,
Já solta o bogari mais doce aroma
Também meu coração, como estas flores,
Melhor perfume ao pé da noite exala!

Não me escutas, Jatir! nem tarde acodes
À voz do meu amor, que em vão te chama!
Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil
A brisa da manhã sacuda as folhas!

*Arazóia =  Fraldão de penas, usado por mulheres indígenas.

Uma Trova de São Paulo/SP
Cecília Amaral Cardoso

Fazer versos...meu fadário
que trago dentro de mim.
São contas do meu rosário,
são rosas do meu jardim.

Uma Haicai de Magé/RJ
Emmanoel Augusto Almeida da Silva
14 anos

Brisa da manhã.
As rosas dos jardins
enfeitam a rua.

Um Poema de Caxias/MA
Gonçalves Dias
1823 – 1864

MINHA TERRA

Quanto é grato em terra estranha
Sob um céu menos querido,
Entre feições estrangeiras,
Ver um rosto conhecido;
Ouvir a pátria linguagem
Do berço balbuciada,
Recordar sabidos casos
Saudosos - da terra amada!
E em tristes serões d'inverno,
Tendo a face contra o lar,
Lembrar o sol que já vimos,
E o nosso ameno luar!
Certo é grato; mais sentido
Se nos bate o coração,
Que para a pátria nos voa,
P'ra onde os nossos estão!
Depois de girar no mundo
Como barco em crespo mar,
Amiga praia nos chama
Lá no horizonte a brilhar.
E vendo os vales e os montes
E a pátria que Deus nos deu,
Possamos dizer contentes:
Tudo isto que vejo é meu!
Meu este sol que me aclara,
Minha esta brisa, estes céus:
Estas praias, bosques, fontes,
Eu os conheço - são meus!
Mais os amo quando volte,
Pois do que por fora vi,
A mais querer minha terra,
E minha gente aprendi.

Um Haicai de Magé/RJ
Gleica Rodrigues da Costa
(16 anos)

Manhã de sol -
As flores de margarida
brilham no canteiro.

Uma Trova de São Paulo/SP
José Gilberto Gaspar

Ó meu livro de poesia,
eu não sei qual é teu fim,
mas te entrego, a cada dia,
um pedacinho de mim.,.

Um Poema de Caxias/MA
Gonçalves Dias
1823 – 1864

A CLÁUDIO FROLLO

Na mente renegando o altar sagrado
Por seguires do século a demência,
Quiseste consumir tua existência
Em busca do segredo em vão buscado.

Já hoje tens o rosto descorado
Nas vigílias da acesa inteligência,
Que intentaste, rival da Providência,
Do saber divinal fazer achado.

Esse raio do sol, tua obra d'ouro,
O sábio — já o vês — produz o amor —
O amor, coisa melhor que o teu tesouro,

O amor — a só ventura dos humanos,
Prazer celestial — ardente flor,
Que não pousa nas cãs dos tardos anos.

Recordando Velhas Canções
Rua Augusta
(rock, 1964)

 Hervé Cordovil

Subi a Rua Augusta a 120 por hora
Botei a turma toda do passeio pra fora
Fiz curva em duas rodas sem usar a buzina
Parei a quatro dedos da esquina

Hay, hay, Johnny
Hay, hay, Alfredo
Quem é da nossa gang não tem medo
Hay, hay, Johnny
Hay, hay, Alfredo
Quem é da nossa gang não tem medo

Meu carro não tem luz, não tem farol, não tem buzina
Tem três carburadores, todos os três envenenados
Só para na subida quando acaba a gasolina
Só passa se tiver sinal fechado

Subi a 130 com destino à cidade
E no Anhangabaú eu botei mais velocidade
Com três pneus carecas derrapando na raia
Subi a Avenida Prestes Maia

Uma Trova de São Paulo/SP
Joana Maria Ferreira

Com graça, humor e ousadia,
na tristeza põe esporas,
e canta porque a alegria
enfeita todas as horas!

Um Poema de Caxias/MA
Gonçalves Dias
1823 – 1864

PENSAS TU

Pensas tu, bela Anarda, que os poetas
Vivem d'ar, de perfumes, d'ambrosia,
Que vagando por mares d'harmonia
São melhores que as próprias borboletas?

Não creias que eles sejam tão patetas,
Isso é bom, muito bom, mas em poesia,
São contos com que a velha o sono cria
No menino que engorda a comer petas!

Talvez mesmo que algum desses brejeiros
Te diga que assim é, que os dessa gente
Não são lá dos heróis mais verdadeiros.

Eu que sou pecador, — que indiferente
Não me julgo ao que toca os meus parceiros,
Julgo um beijo sem fim coisa excelente.

Um Haicai de Magé/RJ
Kelen Amorim de Oliveira
(14 anos)

O vento da tarde
balança as rosas vermelhas
do meu jardim.

Uma Trova de São Paulo/SP
Ana Cristina de Souza

Despedida, a liberdade,
te esqueci, ponto fina[l
- Mas me mandaste a saudade
no perfume de um postal!

Um Poema de Caxias/MA
Gonçalves Dias
1823 – 1864

À ESPERA DO BOLO...

Apenas ouço dar Ave-Maria,
Quer seja tempo bom, quer trovoada,
Lá vou eu nesta vida malograda
Ao pão-nosso, que espero em cada dia!

De crianças me assalta uma algaravia,
E a velha a pespegar-me aparelhada
Contos da eterna sedução malvada
Da quadrilha de heróis que a perseguia!

O campo de Santa Ana atravessando,
— Meu Deus, isto é que é não ter miolo! —
Para ver uns nenês que estão mamando!

Vê por fim se me dás ou não do bolo:
Se sim, nada direi; se não, bradando
Jurarei terra e céus não ser mais tolo!

Hinos de Cidades Brasileiras
Afogados de Ingazeira/PE

Terra de sol de encantos mil
Do Pajeú a nobre princesa
De Pernambuco e do Brasil
És do progresso a chama acesa.

O teu nome da lenda surgiu
De um casal que no rio sumiu
Hoje és tu, Afogados da Ingazeira
No Sertão o estandarte de glória
Os teus filhos fizeram história
Que enobrece a nação brasileira.

Brava terra de amor e de luz
Que nasceu sob a sombra da cruz
Grandioso será teu porvir
E abraçado ao símbolo da fé
A lutar sempre firme de pé
O progresso e a riqueza hão de vir.

Na esperança de um mundo melhor
Construindo uma pátria maior
Um teu filho não foge ao dever
Dedicado ao estudo e ao trabalho
Com o livro, o arado ou o malho
A certeza terá de vencer.

Uma Trova de São Paulo/SP
Héron Patrício

A minha trova sem ela
- a musa que eu sempre quis -
é uma trova tagarela,
rima.., rima,., e nada diz...

Um Poema de Caxias/MA
Gonçalves Dias
1823 – 1864

SOLIDÃO

Se queres saber o meio
Por que as vezes me arrebata
Nas asas do pensamento
A poesia tão grata;
Por que vejo nos meus sonhos
Tantos anjinhos dos seus:
Vem comigo, ó doce amada,
Que eu te direi os caminhos,
Donde se enxergam anjinhos,
Donde se trata com Deus.

Fujamos longe das vilas,
Das cidades populosas,
Do vegetar entre as vagas
Destas cortes enganosas;
Fujamos longe, bem longe,
Deste viver cortesão!
Fujamos desta impureza,
Só vês cordura por fora;
Mas nunca o vício que mora
Nas dobras do coração!

Fujamos! Que nos importa
Rodar do carro que passa,
Esta orgulhosa vã glória,
Que se resolve em fumaça?
Estas vozes, estes gritos,
Este viver a mentir?
Fujamos, que em tais lugares
Não há prazer inocente,
Só alegria que mente,
Só lábios que sabem rir!

Fujamos para o deserto;
Vivamos ali sozinhos,
Sozinhos, mas descuidados
D'estes cuidados mesquinhos;
Tu o azul do espaço olhado
E eu só a rever-me em ti!
Quando depois nos tornarmos
À terra serena e calma,
Aqui acharei tua alma,
E tu me acharás aqui.

Ou corramos o oceano
Que d’imenso a vista cansa;
Dormirei no teu regaço
Quando o tempo for bonança,
Quando o batel for jogando
Em leve ondular sem fim.
Mas nos roncos da procela,
Nossos olhos encontrados,
Nossos braços enlaçados,
Hei de cantar-te, inda assim!

Ou se mais te apraz, zombemos
Das setas que arroja a sorte;
Vivamos nas minhas selvas,
Nas minhas selvas do norte,
Que gemem nênias sentidas
No seio da escuridão.
Não tem doçura o deserto,
Não têm harmonia os mares,
Como o rugir dos palmares
No correr da viração!

Tu verás como a luz brinca
Nas folhas de cor sombria;
Como o sol, pintor mimoso,
Seus acidentes varia;
Como é doce o romper d’alva,
Como é fagueiro o luar!
Como ali sente-se a vida
Melhor, mais viva, mais pura
Naquela eterna verdura,
Naquele eterno gozar!

Vem comigo, oh! Vem depressa,
Não se esgota a natureza;
Mas desbota-se a inocência,
Divina e santa pureza,
Que dá vida aos objetos.
Feituras da mão de Deus!
Vem comigo, ó doce amada,
Que são estes os caminhos,
Donde eu enxergo os anjinhos,
Que tu vês nos sonhos meus.

Sobre a canção “Rua Augusta”
         Com a sua versatilidade, Hervê Cordil (maestro e arranjador da Radio e TV Record, que fora parceiro de Noel Rosa) fez aos cinquenta anos “Rua Augusta”, para o repertório do filho Ronnie Cord, composição que focalizava a famosa passarela onde a juventude paulistana ia na época paquerar, bem no íngreme trecho que fica entre a avenida Paulista e a rua Estados Unidos. Além de endereço da boate Lancaster, “o templo do twist”, a Augusta era o centro dos “rachas”, motivo para a letra de Hervê.
         A terceira estrofe da canção foi cortada pela censura: “Comigo não tem mais esse negócio de farda / não paro o meu carro nem se for na esquina / tirei a 130 a maior fina do guarda/ tirei o maior grosso da menina.”
         Com uma harmonia muito simples, vinculada ao blues, “Rua Augusta” é considerada por Erasmo Carlos e Tony Campelo “o primeiro hino do rock brasileiro”. Foi o maior sucesso de Ronnie Cord (Ronaldo Cordovil), um dos ídolos do período pré-Jovem Guarda, que veio a falecer aos 46 anos em 1986
(Fonte: Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello. A Canção no Tempo. Vol. 2. Editora 34).

A felicidade, em norma
bem acertada, nos diz:
- se és infeliz, te conforma,
que o conformista é feliz.

A lembrança é muito boa,
recordar não nos faz mal,
desde os banhos da lagoa
às goiabas do quintal.

Aprendi co’um poeta persa
que o silêncio é grande assunto:
quando não quero conversa
não respondo nem pergunto.

As coisas não andam pretas
como dizem por aí:
ainda existem borboletas
na blusa da Sueli.

Cantor do Brejo que eu canto,
às canções dás o fulgor
que deita em meus olhos, pranto
e em meu coração, amor.

Com qualidade total
o Brejo há de ser, Eugênio,
a cidade vertical,
voz do terceiro milênio.

Do pensamento não foge
o Brejo nesta distância:
penso nos jovens de hoje,
e nos problemas da infância.

Economizo a saudade
e me chamam de avarento;
guardo minha mocidade
no cofre do pensamento.

E no cofre da memória
guardei as suas lições:
a base de minha história
é o livro Recordações.

Entre cochilos e arrancos
de sonhos e pesadelos,
deito meus cabelos brancos
na noite dos teus cabelos.

É o peso de uma saudade
que trago dentro de mim,
os recantos da cidade
e o Bairro do Bandolim.

E, se a previsão não erra,
após tão difíceis dias,
vão dizer que o Brejo é a terra
do Eugênio e do Tobias.
.
Jornalista, não confundo,
tem destino muito ingrato:
vive a promover o mundo
e morre no anonimato.

Lá vejo a célula-mater
de uma vida em linha reta,
na firmeza do caráter
para a vitória completa.

Lições de vida e de amor,
lições de fé e esperança,
dadas por meu professor,
quando eu era uma criança.

Mato Grosso, escuto o som
de teu batuque febril:
– A terra que deu Rondon
nada mais deve ao Brasil!

Meu Caro Eugênio de Freitas
glória a teus “Sonhos em Rimas”,
são eles grandes colheitas
nos campos das obras-primas.

Morre um ano, nasce um ano,
e vem à nossa lembrança
a morte de um desengano
e a vida de uma esperança.

O país vai prosperando,
crescendo e exibindo provas.
São dez milhões trabalhando
e o resto fazendo trovas.

O reflexo dos espelhos,
da orientação e do apoio
resplende como conselhos,
é o trigo isento do joio.

Padre José Paulo Salles,
minhas palavras tão rudes
buscam entre acerbos males
os alpes de suas virtudes.

Quando penso em meu destino,
sempre recordo um pião
a girar, em desatino,
na palma da tua mão.

Recordações! Com que brilho
no meu coração enjaulo
lições do preclaro filho
de São Vicente de Paulo.

Sonho em ver labor fecundo,
crença, amor, paz e união:
Brejo - um espelho do mundo
e a glória do Maranhão!

Vacilo pisando escolhos,
quis prosseguir, mas em vão:
nunca mais terão meus olhos
o espelho que os teus me dão.

Vê que arrasto os passos lentos
por onde estes sonhos vão,
com o Brejo dos documentos,
com a terra em meu coração.

Chuveirão Biográfico do Poeta
Antônio Gonçalves Dias, nasceu em Caxias, MA, em 10 de agosto de 1823, filho era filho de uma união não oficializada de João Manuel Gonçalves Dias, comerciante português, natural de Trás-os-Montes, e de Vicência Ferreira, mestiça.
Perseguido pelas exaltações nativistas, o pai refugiara-se com a companheira perto de Caxias, onde nasceu o futuro poeta.
Casado em 1825 com outra mulher, o pai levou-o consigo, e matriculou-o no curso de latim, francês e filosofia.
Em 1833, começa a servir na loja do pai como caixeiro e encarregado da escrituração.
Em 1838 Gonçalves Dias embarcaria para Portugal, para prosseguir nos estudos, quando faleceu-lhe o pai. Com a ajuda da madrasta pôde viajar e matricular-se no curso de Direito em Coimbra.
A situação financeira da família tornou-se difícil em Caxias, por efeito da Balaiada, e a madrasta pediu-lhe que voltasse, mas ele prosseguiu nos estudos graças ao auxílio de colegas, formando-se em 1845.
Em Coimbra, ligou-se ao grupo dos poetas que Fidelino de Figueiredo chamou de "medievalistas". À influência dos portugueses virá juntar-se a dos românticos franceses, ingleses, espanhóis e alemães.
Participou dos grupos medievalistas da Gazeta Literária e de O Trovador, compartilhando das ideias românticas de Almeida Garrett, Alexandre Herculano e Antonio Feliciano de Castilho.
Em 1843 surge a "Canção do exílio", um das mais conhecidas poesias da língua portuguesa.
Regressando ao Brasil em 1845, passou rapidamente pelo Maranhão e, em meados de 1846, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde morou até 1854, fazendo apenas uma rápida viagem ao norte em 1851.
Em 1846, havia composto o drama Leonor de Mendonça, que o Conservatório do Rio de Janeiro impediu de representar a pretexto de ser incorreto na linguagem;
Em 1847, saíram os Primeiros cantos, com as "Poesias americanas", que mereceram artigo encomiástico de Alexandre Herculano;
Em 1848, publicou os Segundos cantos e, para vingar-se dos seus gratuitos censores, conforme registram os historiadores, escreveu as Sextilhas de Frei Antão, em que a intenção aparente de demonstrar conhecimento da língua o levou a escrever um "ensaio filológico", num poema escrito em idioma misto de todas as épocas por que passara a língua portuguesa até então.
Em 1849, foi nomeado professor de Latim e História do Colégio Pedro II e fundou a revista Guanabara, com Macedo e Porto Alegre.
Em 1851 voltou a São Luís do Maranhão, a pedido do governo para estudar o problema da instrução pública naquele estado.
Neste ano, publicou os Últimos cantos, encerrando a fase mais importante de sua poesia.
A melhor parte da lírica dos Cantos inspira-se ora da natureza, ora da religião, mas sobretudo de seu caráter e temperamento. Sua poesia é eminentemente autobiográfica. A consciência da inferioridade de origem, a saúde precária, tudo lhe era motivo de tristezas. Foram elas atribuídas ao infortúnio amoroso pelos críticos, esquecidos estes de que a grande paixão do Poeta ocorreu depois da publicação dos Últimos cantos.
Em 1851, partiu para o Norte em missão oficial e no intuito de desposar Ana Amélia Ferreira do Vale que conhecera pela primeira vez em 1846 no Maranhão. Era uma menina quase, e o poeta, fascinado pela sua beleza e graça juvenil, escreveu para ela as poesias "Seus olhos" e "Leviana". A família da linda Don`Ana -- como lhe chamavam - tinha o poeta em grande estima e admiração. Mais forte, porém, do que tudo era naquele tempo no Maranhão o preconceito de raça e casta. E foi em nome desse preconceito que a família recusou o seu consentimento.
Frustrado, casou-se no Rio, em 1852, com Olímpia Carolina da Costa. Foi um casamento de conveniência, origem de grandes desventuras para o poeta, devido ao gênio da esposa, da qual se separou em 1856. Tiveram uma filha, falecida na primeira infância.
Nomeado para a Secretaria dos Negócios Estrangeiros, permaneceu na Europa de 1854 a 1858, em missão oficial de estudos e pesquisa.
Em 1856, viajou para a Alemanha e, na passagem por Leipzig, em 1857, o livreiro-editor Brockhaus editou os Cantos, os primeiros quatro cantos de Os Timbiras, compostos dez anos antes, e o Dicionário da língua tupi.
Voltou ao Brasil e, em 1861 e 62, viajou pelo Norte, pelos rios Madeira e Negro, como membro da Comissão Científica de Exploração.
Voltou ao Rio de Janeiro em 1862, seguindo logo para a Europa, em tratamento de saúde, bastante abalada, e buscando estações de cura em várias cidades européias.
Em 25 de outubro de 63, embarcou em Bordéus para Lisboa, onde concluiu a tradução de A noiva de Messina, de Schiller.
Voltando a Paris, passou em estações de cura em Aix-les-Bains, Allevard e Ems.
Em 10 de setembro de 1864, embarcou para o Brasil no Havre no navio Ville de Boulogne, que naufragou, no baixio de Atins, nas costas do Maranhão, tendo o poeta perecido no camarote, sendo a única vítima do desastre, aos 41 anos de idade.

Todas as suas obras literárias, compreendendo os Cantos, as Sextilhas, a Meditação e as peças de teatro (Patkul, Beatriz Cenci e Leonor de Mendonça), foram escritas até 1854, de maneira que, seguindo Sílvio Romero, se tivesse desaparecido naquele ano, aos 31 anos, "teríamos o nosso Gonçalves Dias completo".
O período final, em que dominam os pendores eruditos, favorecidos pelas comissões oficiais e as viagens à Europa, compreende o Dicionário da língua tupi, os relatórios científicos, as traduções do alemão, a epopéia Os Timbiras, cujos trechos iniciais, que são os melhores, datam do período anterior.
Sua obra poética, lírica ou épica, enquadrou-se na temática "americana", isto é, de incorporação dos assuntos e paisagens brasileiros na literatura nacional, fazendo-a voltar-se para a terra natal, marcando assim a nossa independência em relação a Portugal.
Ao lado da natureza local, recorreu aos temas em torno do indígena, o homem americano primitivo, tomado como o protótipo de brasileiro, desenvolvendo, com José de Alencar na ficção, o movimento do "Indianismo". Os indígenas, com suas lendas e mitos, seus dramas e conflitos, suas lutas e amores, sua fusão com o branco, ofereceram-lhe um mundo rico de significação simbólica. Embora não tenha sido o primeiro a buscar na temática indígena recursos para o abrasileiramento da literatura, Gonçalves Dias foi o que mais alto elevou o Indianismo. A obra indianista está contida nas "Poesias americanas" dos Primeiros cantos, nos Segundos cantos e Últimos cantos, sobretudo nos poemas "Marabá", "Leito de folhas verdes", "Canto do piaga", "Canto do tamoio", "Canto do guerreiro" e "I-Juca-Pirama", este talvez o ponto mais alto da poesia indianista. É uma das obras-primas da poesia brasileira, graças ao conteúdo emocional e lírico, à força dramática, ao argumento, à linguagem, ao ritmo rico e variado, aos múltiplos sentimentos, à fusão do poético, do sublime, do narrativo, do diálogo, culminando na grandeza da maldição do pai ao filho que chorou na presença da morte.
Pela obra lírica e indianista, Gonçalves Dias é um dos mais típicos representantes do Romantismo brasileiro e forma com José de Alencar na prosa a dupla que conferiu caráter nacional à literatura brasileira.
Por sua importância na história da literatura brasileira, foi Gonçalves Dias homenageado pela Academia Brasileira com o Patronato da sua Cadeira 15, onde tiveram assento Olavo Bilac e Amadeu Amaral, Guilherme de Almeida, entre outros.

Obras:
Primeiros contos, poesia (1846); Leonor de Mendonça, teatro (1847); Segundos cantos e Sextilhas de Frei Antão, poesia (1848); Últimos cantos (1851); Cantos, poesia (1857); Os Timbiras, poesia (1857); Dicionário da língua tupi (1858); Obras póstumas, poesia e teatro (1868-69); Obras poéticas, org. de Manuel Bandeira (1944); Poesias completas e prosa escolhida, org. de Antonio Houaiss (1959); Teatro completo (1979).

Concursos de Trovas com Inscrições Abertas

Iº Concurso Internacional de Trovas Israel – 2015 (Virtual) 
Prazo: Até 5 de abril de 2015

Aberto (a todos os Trovadores – Nacionais / internacionais. Destinado a Promover a PAZ mundial.
Língua portuguesa - Língua Hispana
Nacional / Internacional

Tema: PAZ (L/F)

Máximo de duas Trovas – constar o tema na Trova
Endereço para a Remessa das Trovas em Português:

Por E-mail endereço eletrônico:
gislainecanales@gmail.com
Gislaine Canales
cc Cristina Olivera Chavez
Nome Completo:
Pais:
E-mail:
PREMIAÇÃO:

Diploma para cada um dos classificados:
5 vencedores,
5 Menções honrosas,
5 Menções Especiais,
5 destaques

Os diplomas serão enviados pela internet, Pela Diretora de Arte Eunate Goikoetxea criadora dos diplomas.

NOTA :
Os Trovadores que saiam classificados e desejem ter sua foto no diploma quanto sejam notificados por favor enviem a foto à maior brevidade possível.

Jerusalém Israel , 10 de Janeiro de 2015.
ADY YAGUR
Presidente Nacional da Organização Mundial de Trovadores OMT / Israel
Delegado da UBT / Jerusalem

Iº Concurso Internacional de Trovas Espanha - 2015 (Virtual)Prazo: Até 10 de abril de 2015

Aberto (a todos os Trovadores – Nacionais / internacionais.
Nacional / Internacional  
Tema " MÚSICA" L / F
Máximo: 2 trovas – constar o tema na Trova
O tema deve constar na trova

Destinado a homenagear a profissão dos Artistas que interpretam seus sentimentos por meio da Música.

ENDEREÇO PARA A REMESSA DAS TROVAS EM PORTUGUÊS
Por E-mail direção eletrônica gislainecanales@gmail.com
Gislaine Canales
c.c. Cristina Olivera Chávez
ColibriRoseBelle@aol.com

Nome Completo:
Pais:
E-mail:
PREMIAÇÃO:
Diploma para cada um dos classificados:
5 vencedores,
5 Menções honrosas ,
5 Menções Especiais,
5 destacadas

Os diplomas serão enviados pela internet. Pela Diretora de Arte Eunate Goikoetxea criadora dos diplomas.

NOTA:

Os Trovadores que saiam classificados e desejem ter sua foto no diploma quanto sejam notificados por favor enviem a foto à maior brevidade possível.
a Eunate Goikoetxea

Espanha , Janeiro 10 de 2015.
María Sánchez Fernández
Vicepresidente Nacional - OMT España
Delegada de la UBT - Úbeda (Jáen) Espanha

XVIII Jogos Florais de Curitiba/PR - 2015

Prazo para remessa: até 30 de abril de 2015 

Temas (trovas líricas ou filosóficas):

Âmbito Estadual (PR): GRALHA AZUL

Âmbito Nacional/Internacional: IGUAÇU

Âmbito Regional/Estudantil (Ensino Fundamental e Médio): PARANÁ

Endereço para remessa:

XVIII Jogos Florais de Curitiba
Centro de Letras do Paraná
Rua Fernando Moreira, 370 - Centro
CEP 80410-120 Curitiba - PR

Nos âmbitos Nacional/Internacional e Estadual, serão contemplados trovadores das categorias Novatos* e Experientes.

*Será considerado novato o trovador que não obteve até a divulgação deste regulamento 03 classificações em concursos de trova oficiais da UBT em nível nacional.

Limite: Até 3 trovas inéditas por participante enviadas por sistema de envelopes, devendo constar no envelope pequeno a categoria ("Novato" ou "Veterano") pela qual o trovador concorre.
Para todas as categorias o remetente deverá ser "Luiz Otávio" e o mesmo endereço do destinatário.

 XXV Concurso Nac./Internacional de Trovas de Pindamonhangaba/SP – 2015

Prazo até 30 de abril de 2015.

TEMAS:
Nacional e países de língua portuguesa:  OUSADIA

No tema "Ousadia" haverá também a categoria "NOVO TROVADOR", para aqueles que não tenham ainda obtido um mínimo de três premiações de âmbito nacional em trovas líricas/filosóficas. O autor deverá fazer constar no envelope pequeno, abaixo da trova, a sua categoria.

Regional (Vale do Paraíba, Litoral Norte, Região Serra da Mantiqueira): COVARDIA

XXI JUVENTROVA (para estudantes): CADERNO

Mesmo não constando, não é obrigatória a inclusão da palavra-tema na trova, mas a ideia terá que estar clara.

OBSERVAÇÕES: Máximo de 03 (três) trovas por concorrente.   "Sistema de Envelopes"

Enviar para
Biblioteca Pública Municipal "Ver. Rômulo Campos D'Arace"
Ladeira Barão de Pindamonhangaba, S/N - Bosque da Princesa
CEP 12.401-320 - Pindamonhangaba - SP
  
XI Concurso de Trovas UBT-Maranguape/CE – 2015

Prazo: Até 30 de abril de 2015.

1)   ÂMBITO/MODALIDADE e TEMAS: Língua portuguesa - [O tema deve constar na trova em todos os âmbitos].

Nacional/Internacional – Novatos* e veteranos
RAZÃO (L/F) e
GAROTO (A) (Humor)

Até duas trovas por tema – constar o tema na trova

* Registrar se é NOVATO ou VETERANO abaixo da trova, de acordo com a orientação da UBT-Nacional. Será considerado Novato aquele trovador que não obteve até a divulgação deste regulamento 03 (três) classificações em concursos de trova oficiais da UBT em nível nacional.

ABERTO (a todos os trovadores – Nacional / internacional, estadual e municipal – Novato* e veterano):
Destinado a homenagear a profissão de Jornalista – [duas trovas–constar o tema na trova]: JORNALISTA (S) (L/F)

Municipal: 
“Cascatinha” (L/F)
[com referência ao Cascatinha Clube de Serra de Maranguape ou Cascatinha Park Hote] – ver informações na Internet.

Até duas trovas – constar o tema na trova]

ENDEREÇO PARA REMESSA DAS TROVAS:

Pelo correio:
XI Conc. Trovas UBT-MARANGUAPE/2015
Fco. Moreira Lopes
Rua Major Agostinho, 558 – Centro
CEP: 61.940-090 – Maranguape/CE

         Para todas as modalidades e âmbitos (nacional, internacional, estadual, e municipal)deverá constar no envelope como remetente Luiz Otávio, e o mesmo endereço do destinatário.

Por e-mail
para o endereço eletrônico: ubt.mpe@gmail.com , indicando o nome do autor, endereço completo, município e CEP.

PREMIAÇÃO:
Troféu para o 1º. Colocado em cada categoria e diploma para cada um dos classificados:
3 vencedores,
3 Menções honrosas e
3 Menções Especiais,
3 destaques, por categoria.

         A premiação será efetivada na sede da ACLA, com previsão para 28 de junho de 2014. Os diplomas serão enviados pela internet. Não serão concedidos diplomas de participação especial em nenhum dos âmbitos e temas.

         A UBT-Maranguape e o Conselho de UBTs do Ceará formarão as comissões julgadora e apuradora do concurso e suas decisões serão irrevogáveis.
         A simples participação no concurso autoriza a publicação dos trabalhos não eliminados pelas comissões julgadora e apuradora, inclusive livros, em jornais ou informativos das Academias e da UBT-Maranguape. Os trabalhos não serão devolvidos.

Maranguape, CE, em 31 de dezembro de 2014.
 Fco. José Moreira Lopes
Presidente da UBT-Maranguape e da ACLA
 
I Concurso de Trovas de Itapema/SC – 2015

Prazo: até 31de maio de 2015 ( carimbo do correio)   

 Temas

Âmbito Nacional/Internacional : MARÉ  (L/F)

Novo Trovador* : MARÉ (L/F)

* Considera-se Novo Trovador, o concorrente que ainda não obteve 3 classificações em concurso nacional de Trovas . Digitar abaixo da Trova: NOVO TROVADOR .

Âmbito Estadual (Trovadores de Santa Catarina)**: ONDA  (L/F)

(**) Excepcionalmente para autores de Santa Catarina não habituados com os sistema de envelopes, a participação poderá ser feita pelo e-mail poesiaemtrovas@gmail.com  digitando a trova no corpo do e-mail (não enviar em anexo) e colocando logo abaixo o nome, endereço completo, e-mail e telefone.

Obs.: Para ambos os âmbitos: Sistema de envelopes.        
         Usar Luiz Otávio como remetente.

Máximo de 2 Trovas. Valem cognatos.

Enviar para:

I Concurso de Trovas de Itapema
A/C de Eliana Ruiz Jimenez
Rua 137 nº 173 sala 3
CEP: 88220-000  -   Itapema/SC

Premiação: Publicação na internet e diplomas virtuais para os vencedores.

         Os autores selecionados concordam com a divulgação de seus trabalhos em qualquer meio, sem ônus aos organizadores, a título de direitos autorais.

Coordenação: Eliana Ruiz Jimenez
Delegada da UBT de Itapema/SC

Concurso de Trovas Ubt Campos dos Goytacazes/RJ – 2015
Prazo: até o dia  31 de maio de 2015

Temas

Nacional: PRIMOR (Líricas e filosóficas)

Estadual : OUTRORA (Líricas e filosóficas)

Municipal: SUCESSO (Líricas e filosóficas)                                            

Estudantil e Novos Trovadores: LIÇÃO (Líricas e filosóficas)

Apenas 1 Trova por concorrente  
                              
Remessa em envelope pequeno com identificação em seu interior.

 A/C da Trovadora Neiva Fernandes
Rua Eloi Ornelas 25 – Bairro Caju
CEP: 28051-205
Campos dos Goytacazes  /  RJ

X Jogos Florais de Cambuci/RJ – 2015
Prazo: até 31 de maio de 2015.

Trovas Líricas, Filosóficas e Humorísticas

Tema Livre

Enviar 1 (uma) trova

OBS: no envelope pequeno, acima do tema, escrever: "Novo Trovador", quando for o caso. Lembrando que Novo Trovador é todo aquele que ainda não conquistou três premiações a nível nacional.

Enviar Para:
Almir Pinto de Azevedo
Praça da Bandeira, 79 – Centro.
CEP: 28.430–000 - Cambuci / RJ 

Informações:
Tel.:  (0XX) 22- 2767.2010 
E – mail: informativoalac@yahoo.com.br                                                                                                                        

Saudações  Trovadorescas.
Almir Pinto de Azevedo
UBT – Cambuci - RJ


Concurso de Trovas – 110 Anos de Rotary International
(somente para o Estado do Paraná)

Prazo:  30 de abril de 2015.

PROMOÇÃO : 
Rotary Club de Maringá  - Distrito 4630

Apoio  :
Academia de Letras de Maringá – A.L.M.
União Brasileira de Trovadores –  UBT  de Maringá,  PR.
Secretaria Municipal de Cultura  de Maringá – SEMUC

Âmbito  : Estadual
abrangendo rotarianos dos distritos do estado do paraná ( distritos 4630, 4640, 4710, 4730 ) e 
não rotarianos,  adultos de ambos os sexos. 

Modalidade : trova lírica ou filosófica

Tema:  “dar de si antes de pensar em si”

Apuração dos resultados : mês de maio de 2015 pela A.L.M.

Endereço para o envio  ou entrega das trovas:
  Secretaria da Casa da Amizade de Maringá, PR.
Av.  Cerro azul, 199   CEP: 87010-000   Maringá, PR.
TEL: (44) 3222-8314   casadaamizademga@teracom.com.br

NORMAS DO CONCURSO:
 
1-   Máximo de 03 ( três ) trovas para cada participante

2-   Trovas Líricas e/ou Filosóficas, inéditas em língua portuguesa, de sentido completo, rimando o primeiro verso com o terceiro e o segundo com o quarto,
segundo o sistema ABAB. 

3-    A frase  tema, bem como a palavra Rotary não precisam constar da trova.

4-    Cada trova ao ser recebida na Secretaria da Casa da Amizade levará um número que somente será identificado após a apuração dos cinco primeiros colocados, pela Academia de Letras de Maringá.

5-   PREMIAÇÃO:  Troféus, Certificados e Livros para os cinco primeiros colocados.              

6-   ENTREGA DOS PRÊMIOS – na reunião festiva de Rotary Club de Maringá, com um jantar de posse do novo Conselho Diretor, em 16 / 06 / 2015.


7-   Os trabalhos premiados poderão ser publicados em jornais, revistas ou outros meios de comunicação.

8-   Os autores dos trabalhos premiados autorizam sua publicação, sem ônus de nenhuma espécie para os organizadores.

9-   A participação no concurso significa aceitação plena das normas relacionadas neste edital. 

 O concurso visa homenagear os 110 anos de existência de Rotary International, em 23/02/2015, cujas atividades têm por objetivo buscar a paz e a boa vontade entre os homens, ao redor do mundo, através de seus programas sociais e educativos. 

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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