Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

sábado, 28 de fevereiro de 2015

José Feldman (Chuva de Versos n. 377)



Uma Trova de Cornélio Procópio/PR
Átila Silveira Brasil

Velha foto esmaecida
deixou lágrima de herança!
Hoje a vejo colorida
pelo cristal da lembrança!

Uma Trova de Amparo/SP
Carlos de Souza

Na minha infância distante
que ficou passado afora,
tinha um pião e um barbante,
nunca a tristeza de agora…

Um Poema de Blumenau/SC
Luiz Eduardo Caminha

VELEJADOR

Um barco.
Uma vela (branca).
Uma aragem.
Oceano.

Lá se vai,
o poeta velejador!

Um lápis.
Uma folha (em branco).
Um sopro.
Pensamento.

Lá se vai,
velejando o poeta!

Mar.
Vela.
Folha.
Versos.
Tudo se lhe assemelha!

Um remo.
Um lápis.
Um, quase nada.
Outro, quase tudo.

Uma Trova Humorística de Niterói/RJ
Antonio Bispo dos Santos

Da gripe não fui curado
pois, até o meu pijama,
se chego em casa cansado,
tosse debaixo da cama...

Uma Trova de Amparo/SP
Deires Hoffmann

Até a razão desconhece
os segredos de um amor,
é como o sol que amanhece
e o despertar de uma flor!

Um Poema de Blumenau/SC
Luiz Eduardo Caminha

OUTONO

O compasso da vida
Me abre os olhos,
A bruma cobre,
Densa, silente,
O leito do rio,
A roupagem da mata.

A brisa fresca da manhã,
Faz a pele aquecida,
Contrastar com a natureza,
O calor do corpo, da noite.

A vida,
Parte deste ar outonal,
Desperta alegre,
Aos primeiros raios,
Do astro rei.

Num cochilo do tempo,
De repente,
Como se um hiato houvesse,
A névoa some,
A mata descortina seu verde,
É manhã.

O céu azul límpido,
Perpassa à bicharada,
A onda cálida,
Do novo dia.

A sinfônica dos pássaros,
A voz dos bichos,
A melodia das águas,
Serpenteando a corrida do rio,
Misturam-se ao som,
Barulho da cidade.

O tempo passa,
A tribo humana,
Segue seu passo.
A natureza aguarda,
Como mágica,
A volta do crepúsculo,
O sumir do novo dia.

Uma Trova Popular
Autor Anônimo

Se eu pensara quem tu eras,
 quem tu havias de ser,
não dava meu coração
para tão cedo sofrer.

Uma Trova Hispânica da Argentina
Ramón Rojas Morel

Para comenzar el vuelo
en mi familia confío:
duele dejar este suelo
donde está todo lo mío...

Uma Trova de Amparo/SP
Dercy de Freitas

Ah! tantas vezes suponho
quando a noite, enfim, se aquieta
que existe um reino de sonho
na inspiração do poeta!

Um Poema de Blumenau/SC
Luiz Eduardo Caminha

AMIZADE

Uma estrada que acaba,
Num ponto do horizonte.
Um cais que finda, no infinito
Que é mar,
Um feixe doirado refletido. Do sol.
No oceano sem fim,
Uma canoa, um pescador. Solitários,
Solidários navegam.

Como guia o feixe prateado.
Da lua,
O luar.

Tudo, tudo é infinitude,
Tudo, tudo leva. (Todos).
A algum ponto. Distante.
Horizonte de esperança.

Um fio, como se fosse de espada,
Conduz, passo a passo.
Qual equilibrista,
Na corda de arame.

Certeza mesmo, uma só.
Haverá lá no fim,
Alguém.
Um amigo,
Um abraço,
Um ombro,
Um teto a nos colher.

Amizade.
Um meio?

Um fim.

Trovadores que deixaram Saudades
Amadeu Fontana Lindo
Amparo/SP

Instante de um doce infindo,
aquele depois da prece...
Quando a criança, sorrindo,
beija a boneca e adormece…

Uma Trova de Amparo/SP
Deyse Gottardello

Dona do maior afeto,
a amiga mais doce e terna!
Eu vou baixar um decreto:
– toda mãe vai ser eterna.

Um Poema de Blumenau/SC
Luiz Eduardo Caminha

NATAL MENDIGO

Natal lembra um novo rebento,
Esperança que o mendigo sente
Triste alegria que se faz semente
Fé convertida, novo advento.

Natal estrela que lhe alumia
Por mais que lhe sofra a dor parida
Molhe o rosto a lágrima furtiva.
É menino, caminho que nos guia.

Natal é partilha do pão dormido
Que aplaca a fome do desvalido.
É felicidade quase certa.

Até que soe o sino da manhã,
Que volva mendaz a esperança vã.
Sonho vai. O mendigo desperta.

Uma Trova de Amparo/SP
Dimas Amaral

Na inspiração que renova
o mar dos nossos caminhos,
os tripulantes da trova
são quatro grandes versinhos!

Um Haicai de Magé/RJ
Carolina Sodré Rigo
13 anos

Sol fraco de inverno.
O casal de anciões
Anda pela praia.

Um Poema de Blumenau/SC
Luiz Eduardo Caminha

RAÍZES

Que seja ela,
A poesia,
Firme como a árvore.
Embora estática
Finca raízes,
Suga da terra…

E mostra, um dia
Nas folhas e frutos,
A razão que a move.

Que exprima ela,
A poesia,
Como a árvore,
Da seiva, o fruto.
Rabiscos de letras,
Amores e paixões,
No leito virgem, papel,
O seu doce cantar.

Sobretudo,
Que seja ela,
A poesia,
Como a água
Que se move
Corredeira abaixo.
Busca mar oceano,
Onde singram velas,
Horizontes sem fim…

Uma Trova de Amparo/SP
Eliana Dagmar

Só o amor sabe de cor
esta divina lição:
– nenhuma ofensa é maior
que a grandeza do perdão!

Uma Aldravia de Iúna/ES
Matusalém Dias de Moura

paradoxo:
frente
fria
aquece
minha
alma

Um Poema de Blumenau/SC
Luiz Eduardo Caminha

FONTES

Lua cheia,
Estrelas que faíscam,

Sol nascente,
Poente eterno,

Fontes inspiram,
Respiram,
Poesias.

Uma Trova de Amparo/SP
Eunice Terribile

A solidão me consome,
enquanto meu peito invade,
e eu grito, mâe, o teu nome
e grita em mim a saudade!

Uma Teia de Trovas, de Fortaleza/CE
Nemésio Prata

Alvorada na Mata!

Gorjeava o Rouxinol,
um solfejo matutino
para anunciar o arrebol,
com seu canto cristalino!

Ao ouvir o Rouxinol
solfejar, logo o Sabiá
trinou uma nota em Sol;
foi aquele mafuá!

O Campina ia voando
quando ouviu a cantoria,
e foi logo se encostando,
entrando na "trinaria"!

De repente só se ouvia
trinados pela floresta
e demonstrando a alegria
da passarinhada em festa!

E do meio da floresta
veio um cantar "batutado"
por Deus, que regia a Orquestra
Sinfônica do Trinado!

Um Poema de Blumenau/SC
Luiz Eduardo Caminha

SONHOS

Estás louco poeta?
Queres tu imaginar,
Que o imponderável
Acontece?

Sonha, sonha, oh! Poeta.
Ainda bem que dormes,
Melhor: existes.

E sonhas…
Poesias!

Um Haicai de Santa Juliana/MG
 
Uma Trova de Amparo/SP
Isaías Teves

No momento da partida
deixaste, por maldição,
uma saudade dorida
dentro do meu coração.

Um Poema de Blumenau/SC
Luiz Eduardo Caminha

POEMÍNIMO

no
sul
é
frio
que

quiçá
saudade
do
verão

é
tão
frio
que
não
pra
mim
mas
um
bom
surf
prá
pinguim

Recordando Velhas Canções
Laranjas da Sabina
(lundu / tango, 1902)

Artur Azevedo

Sou a Sabina, sou encontrada
Todos os dias lá na calçada
Lá na calçada da Academia
Da Academia de Medicina

Um senhor subdelegado
Moço muito restingueiro
Ai, mandou, por dois soldados
Retirar meu tabuleiro, ai...

Sem banana macaco se arranja
E bem passa monarca sem canja
Mas estudante de medicina
Nunca pode passar sem a laranja
A laranja, a laranja da Sabina.

Os rapazes arranjaram
Uma grande passeata
Deste modo provaram
Quanto gostam da mulata, ai

Sem banana macaco se arranja
E bem passa monarca sem canja
Mas estudante de medicina
Nunca pode passar sem a laranja
A laranja, a laranja da Sabina.

Uma Trova de Amparo/SP
Jandira Grillo

Serviu-me de sonho e abrigo
teu amor que luz encerra.
Foste a carícia do trigo
sobre a canseira da terra.

Um Poema de Blumenau/SC
Luiz Eduardo Caminha

RODA DE VIOLA

O som,
Enche de romantismo,
O ambiente cálido
Da cantina acolhedora.

Lá está êle,
Cinquenta anos após,
A dedilhar as notas
Que lhe mandam o coração.

Olhos cerrados,
Cabeça inclinada,
Violeiro e Violão,
Misturam-se ao transe,
Da platéia; apoteose.

As mãos,
Aquelas mãos cheias de rugas,
Dedos finos,
Mostram um movimento frenético.

O toque suave,
Compasso a compasso
Sobre as cordas do violão,
Embaraçam solos e arpejos,
Maviosa sinfonia.

A seu lado,
Um copo de cerveja,
Um bandolim afinado,
Uma mesa vazia.

A platéia delira,
Canta contente :
Naquela mesa,
Eles sentavam sempre…

P.S.: Homenagem aos anônimos boêmios, a Jacó do Bandolim e a Velha Guarda, que fizeram da música brasileira, o romantismo, que até hoje, embalou tantas décadas.

Um Haicai de Magé/RJ
Kênia Rocha dos Santos
12 anos

Estrela de inverno
Parece tão pequenina
Distante no céu.

Uma Trova de Amparo/SP
Elydea Grillo Silva

Millha rua está sem graça
pois nunca mais vi passar
a tal Maria da Graça
que dava graça ao lugar!

Um Poema de Blumenau/SC
Luiz Eduardo Caminha

INVERNO 1

Cruel,
Sisudo,
Padrasto.

De mim?

Carrancudo,
Casmurro,
Sofrido.

Teu corpo?

Se amolda,
Me aquece,
Me envolve,
Me cobre.

Só tu,
Mulher,
Podes ser
Meu Sol!

Hinos de Cidades Brasileiras
Iúna/ES

Na minha terra, tem lindos campos
Cidade cheia de tradições
Na minha terra, tem lindos pássaros
Que cantam ao ar livre, lindas canções

Minha Iúna,
Você me viu nascer
Minha Iúna
Sou filho de você

Eu gosto muito, muito do meu lugar
Dos meus amigos que vivem lá
A minha Iúna, terra querida
Onde eu nasci, onde aprendi amar

Minha Iúna,
Você me viu nascer
Minha Iúna
Sou filho de você

A minha escola, no fim da rua
A minha casa, frente ao jardim
A minha Iúna, fica bem perto
Das cachoeiras do Itapemirim

Minha Iúna,
Você me viu nascer
Minha Iúna
Sou filho de você

Uma Trova de Amparo/SP
Maria Helenâ Catelli

Minha vida e tua vida
- ruas cruzadas por Deus!
Em cada esquina perdida,
as madrugadas do adeus!

Um Poema de Blumenau/SC
Luiz Eduardo Caminha

AMENIDADES

Coisas boas do Inverno:
Uma cama bem quentinha,
Um ar quente no máximo,
Um café de pelar a boca

Só prá continuar
Debaixo dos cobertores.

Nada disto é melhor
Que a areia leito de uma praia,
Um Sol de verão,
Uma água de coco bem gelada,
De doer os dentes.

Quem gosta de frio e neve
É pinguim, urso polar e esquimó!
_________________
Sobre a canção “As Laranjas da Sabina”
Na manhã de 25 de julho de 1889, um grupo de estudantes da Imperial Escola de Medicina uniu-se em uma inesperada passeata pelas ruas do centro do Rio de Janeiro. O motivo: Sabina, uma baiana vendedora de laranjas, havia sido proibida de armar seu tabuleiro em frente à faculdade, na Rua da Misericórdia. A decisão de expulsá-la, anunciada pelo subdelegado da área, provocou imediata reação dos alunos. Por onde passava, o cortejo ganhava mais adeptos e recebia aplausos de uma multidão entusiasmada. Bem-humorados, os estudantes carregavam uma coroa feita de bananas e chuchus e uma faixa criticando a autoridade, a quem chamaram de “O eliminador das laranjas”. Passaram também pelas redações dos principais jornais da cidade denunciando a arbitrariedade, o que renderia grande repercussão para o caso.
“Um viva aos rapazes, que acabam de escrever a melhor cena das próximas futuras revistas de ano”, publicava a Gazeta de Notícias três dias depois. O jornal estava sendo profético. As “revistas de ano” eram peças teatrais cômicas e musicadas, nas quais desfilavam os eventos tidos como mais importantes do ano anterior. Daí sua denominação: era o momento de passar um ano inteiro em revista. Em 1890, os irmãos escritores Artur e Aluízio Azevedo encenaram sua revista de ano, A República, e Sabina foi uma das personagens mais comentadas. Noite após noite, os cariocas corriam até o Teatro Variedades Dramáticas só para ouvir a canção As laranjas da Sabina. Sabina era interpretada por uma bela atriz grega, Ana Menarezzi, bem diferente da idosa rechonchuda retratada pela imprensa.
Em 1902, quando a indústria fonográfica chegou ao Brasil, As Laranjas da Sabina foi gravada ainda no sistema de cilindros pelo cantor Cadete e já em disco por Bahiano, ainda nesse mesmo ano. Em 1906, a atriz Pepa Delgado gravou o lundu.
Os anos passavam, mas quem disse que Sabina era esquecida? No início do século XX, as agremiações carnavalescas mantinham grupos formados por homens que, nos dias de folia, saíam às ruas fantasiados de baianas e mulatas. Numa homenagem à velha quitandeira da porta da Escola de Medicina, eles eram chamados, no grupo Kananga do Japão, de “Sabinas da Kananga”. Na sociedade dos Fenianos, eram conhecidos simplesmente como “Sabinas”. (Fontes: História.com.br; Luis Nassif On Line).
____________________________________
Chuviscão Biográfico do Poeta
Luiz Eduardo Caminha é médico nascido em Florianópolis em 04 de outubro de 1951.
Formou-se em Medicina, em 1976, pela Universidade Federal de Santa Catarina. Fez Residência Médica em Cirurgia geral e Colo-Proctologia no Rio de Janeiro e Pós Graduação em Londres e Wiesbaden (Ex-Alemanha Ocidental).
Em 1982, transferiu-se para Blumenau.
É membro da Sociedade de Escritores de Blumenau – SEB e fundador do Capítulo Santa Catarina da SOBRAMES – Sociedade Brasileira de Médicos Escritores.
Sua paixão por escrever vem dos tempos de Primário, quando ainda se ensinavam aos alunos o que era uma descrição, uma interpretação, uma composição, mas aflorou em 1970 quando da aula magna proferida pelo poeta Lindolf Bell, no Curso de Artes e Comunicação da Universidade Federal de Santa Catarina.
Pensava em fazer Jornalismo, mas, com a transferência do Curso para Porto Alegre, desistiu e prestou novo Vestibular para Medicina.
Foi Presidente da Associação Médica de Blumenau no biênio 1992/93, Secretário de Saúde de Blumenau entre 1993 e 1996, Presidente do Conselho Estadual de Secretários Municipais de Saúde de 94 a 97 e Vice-Presidente do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde de 93 a 97.
De 1985 a 1989, editou, sozinho, o Jornal “Clarins do Vale”, impresso nas oficinas da Fundação Cultural de Blumenau.
De 1989 a 1992 foi produtor e apresentador do Programa Canal Livre no Rádio, na então Rádio União AM, Rede Fronteira de Comunicação de Blumenau.
Entre 1999 e 2002 produzia e apresentava o Programa Feliz Cidade, na TV Galega, desta mesma cidade.
Desde Abril de 2000 produz e apresenta o Programa Stammtisch, na mesma emissora. Foi através deste Programa que se iniciou o resgate da tradição dos “stammtische”, em Blumenau e região. Como tal, foi um dos articuladores dos Encontros de Stammtisch (Strassenfest mit Stammtischtreffen).
Seu conhecimento e pesquisas sobre esta tradição germânica motivaram-lhe lançar um Sítio na Internet denominado “Stammtisch, Confrarias e Patotas” http://www.stmt.com.br, em 23 de Dezembro de 2005.
Desde Abril de 2006 tal site situa-se no 1º. Lugar entre todas as referências mundiais para o termo “stammtisch” nos principais sítios de busca do mundo (Google, Yahoo, Cadê, MSN Buscas, entre outros). Só no Google são mais de seis milhões de referências para o termo.
Seu primeiro livro, de poesias, intitulado “Reflexos”, foi editado em 1995.
Em 1997 foi co-autor da Coletânea “Florilégios Poéticos” da SOBRAMES.
Em 2005 participou da II Antologia da Sociedade Blumenauense de Escritores.
Em 2006 teve quatro de seus contos/crônicas e três poesias pré-selecionadas no II Concurso Literário Guemanisse de Contos e Poesias.
Ainda neste ano teve mais dois contos e duas crônicas selecionados no III Concurso Literário Guemanisse de Contos, Crônicas e Poesias.
Recentemente sua crônica “Felicidade”, classificada em 2º. lugar no II Concurso Literário da Sociedade de Escritores de Blumenau (Poema, Conto e Crônica) – Edição 2006.
Participou também da III Antologia da Sociedade Blumenauense de Escritores, em 2006 e da Antologia Asas e Vôos da Editora Guemanisse, Rio de Janeiro, com os autores dos textos selecionados no Concurso Literário Guemanisse de Contos e Poesias.
Em Agosto de 2005 passou a integrar a comunidade virtual Novaliteratura.com.
Desde Julho de 2006 tem a honra de pertencer ao quadro de Escritores do Portal CEN “Cá Estamos Nós”, da qual teve a felicidade de participar de seu II Encontro, na cidade do Rio de Janeiro.
Imortal da Academia de Letras do Brasil/Santa Catarina.

 A bela trova, em verdade,
tem aqui berço natal...
Mas o toque de saudade
quem nos deu foi Portugal!...

À noite, quando me deito
sem você - por meu castigo -
intrometida em meu leito,
fica a tristeza comigo!

A trova eu faço assim - de olho...
E a seguir por essa trilha,
nos cascalhos que eu recolho,
sempre alguma coisa brilha!...

Como troféus de vitórias,
minhas rugas, comovidas,
contam todas as histórias
de mil batalhas vencidas!

Com presteza indescritível,
confundindo o ser incréu,
da prece o barco invisível
nos leva ao porto do céu.

Da chama, outrora incontida,
de minha vã mocidade,
a brasa dorme escondida
sob a cinza da saudade…

Da paz deixei a procura...
Não a busco mais, enfim.
Por que sofrer a tortura
se ela está dentro de mim?!...

Do frio que me castiga,
neste inverno que perdura,
só me livra, aquece e abriga,
teu cobertor de ternura!...

É na renúncia que a gente
salva, mesmo em retirada,
de uma derrota iminente
o tudo de um quase nada!

És feliz? Não digas nada.
Goza em silêncio o teu bem,
que há muita gente empenhada
em não ver feliz ninguém!...

Há em nossa alma cansada,
mesmo sendo a vida atroz,
criança eterna e levada
que brinca dentro de nós...

Mandei-te embora e, ao fitar-te,
em ti não vi qualquer queixa.
Hoje, o amor, em outra parte,
essa tristeza não deixa!...

Mesmo sem querer ouvir,
vou guardando, contrafeito,
as ofensas que ao dormir
vou ruminar no meu leito…

Na noite em que perco o sono,
pensando coisas a esmo,
sinto o pavor do abandono
por ter medo de mim mesmo...

Não consintas, Pai amado,
seja de novo esta Terra
cenário triste e assolado
pelo fantasma da guerra!…

Nem mesmo a morte retrata
o horror que a desonra traz:
– Se uma espada fere e mata,
bem pior a língua faz...

Neste mundo, onde os problemas,
são reticências impostas,
o trovador busca os lemas
e as rimas trazem respostas...

Num contra-senso, é verdade,
- pois vazio é sem valor -
o vazio da saudade
encheu minha alma de dor!...

Por certo fico à deriva
no mar da vida - agitado -
se uma idéia negativa
no barco, pesa ao meu lado...

Quem nunca se desespera,
nem pedras atira a esmo,
vivendo em busca sincera
encontra a paz em si mesmo.

Quis ser famoso e, na vida,
apanhei... levei pancada...
Hoje, ao fim de muita lida,
me conformei: – Não sou nada!

Se o nosso céu se escurece,
a própria dor nos conduz
à busca humilde da prece,
que inunda a vida de luz!

Trovador, de alma empenhada
em luta, em choques medonhos,
faz da Trova a tua espada
e busca salvar teus sonhos!...

Um pensamento retive,
dentre muitos a escolher:
– Quem para servir não vive.
não serve para viver!…

Uma sombra - uma inquietude -
lembra-me, agora infeliz,
o bem-fazer que não pude
e o bem que pude e não fiz.
_________________________
Alberto Fernando Bastos, é carioca, nascido a 03 de setembro de 1921. Filho de Fernando Gomes Bastos, comerciante e de dona Etelvina Bastos de Oliveira, ambos falecidos.
Divulgador Cultural, Desenhista e Jornalista. Redigiu, ao lado de Onildo de Campos, O ADELMARISTA, órgão oficial da Academia Brasileira de Trova, entre 1988 e 1995.
Tem dois livros publicados: ANTES QUE O SOL SE PONHA, 1988 {Trovas, Sonetos e outras poesias) e MEUS VERSOS À MODA ANTIGA, 1990 (Trovas e Sonetos).
Na Academia Brasileira de Trova, ocupa a Cadeira n. 30, patronímica de Hermes Fontes. Foi Vice-presidente da Academia em quatro biênios. Seu l*' Secretário em um biênio e um dos membros da Comissão de Estudos e Pareceres da ABT.
Pertenceu à União Brasileira de Trovadores (UBT) e à Academia Panamericana de Letras e Artes (APALA).
Correspondente de várias e importantes entidades culturais do Brasil.

Folclore Brasileiro
A Lenda do Guaraná


Jerson Brito
A LENDA DO GUARANÁ

No ambiente tribal
Dos Maués, tinha um casal
Com desejo especial
De possuir um herdeiro
Deus Tupã foi invocado
A ele solicitado
Que ali fosse gerado
O seu futuro guerreiro

Vendo neles a bondade
A citada divindade
Atendeu sua vontade
Nascendo lindo menino
Cresceu bom, com alegria
Saudável, tinha energia
Todo mundo nele via
Grande chefe por destino

Deus do Mal, Jurupari
Com inveja do guri
Quis tirar ele dali
Maldade foi concebida
Transformou-se em serpente
Na floresta, de repente
Tocaiou o inocente
E tirou a sua vida

Já chegava a escuridão
Cheios de preocupação
Aperto no coração
Os pais e a tribo inteira
Procuravam com esperança
A verdade vem qual lança
Vendo o corpo da criança
Foi geral a choradeira

Vieram nesse momento
Clareando o firmamento
Raios e trovejamento
Numa grande intensidade
Assustava aquela imagem
A mãe fala, na passagem
É Tupã... Manda mensagem
Por meio da tempestade

Para a aldeia ser feliz
Precisamos, ela diz
Os olhos do meu petiz
Neste solo enterrar
Fazendo dessa maneira
Segundo Tupã requeira
Brotará uma fruteira
Com certeza, no lugar

Insertos naquele chão
Esses olhos em questão
Depois da germinação
Fizeram surgir por lá
A planta tão afamada
Com semente assemelhada
C'o globo ocular, moçada
Nosso belo guaraná
_________________________

Fabiano Timbó
A LENDA DO GUARANÁ

Um belo casal de índios
De forte tribo Manués
Viviam na paz e amor
Dia todo nos cafunés
Só um defeito tinham
Por mais que eles queriam
Ficavam no arrastapés.

Um dia estes ameríndios
Pediram ao seu deus Tupã
Uma linda criança
Para alegrar a manhã
O dia, tarde e noite
Não levaria açoite
Da tribo era o talismã.

O menino ficou lindo
Crescido, bom e amoroso
Chamava até atenção
Por ser tão maravilhoso,
Mas quando mal aparece
O firmamento estremece
Com Jurupari invejoso.

Este diabo mal fazejo
Resolveu o índio matar
Aquela pobre criança
Sem um sinal demonstrar
Transformou-se numa cobra
Escondeu-se como corda
Pra aquela criança calar.

Jurupari esperou
A criança apareceu
Caminhando no mato
Não viu quem lhe mordeu
Esmoreceu e ali caiu
Agonizando grunhiu
Sem muito sofrer morreu.

Deus Tupã enfurecido
Começou trovões soltar
Relâmpagos na aldeia
Todos a desesperar
A mãe logo percebeu
A mensagem de seu deus
E foi logo revelar.

Ordenou a aldeia de índios
Que eles fossem a horta plantar
Olhos daquele menino
Para esperar enraizar
Assim eles procederam
Daqueles olhos nasceram
Poderoso guaraná.

O guaraná é uma planta
Forte e bem poderosa
A mulher gosta de usar
Para ficar preciosa
O homem fica vistoso
Forte muito poderoso
Mesmo sendo amargosa.

Esta é a lenda que nos conta
O poder do guaraná
Todo mundo conhece
E usa para trabalhar
Aquele que desconhece
Fraco e manso envelhece
Sem do pó experimentar.
_______________________
A Lenda
         O guaraná para o homem civilizado significa apenas uma simples bebida. Muitos o chamam até de boke-moko. Mas para os índios do vale dos rios Andirá e Maués (AM), tinha valor de um precioso tesouro. Servia de alimento e remédio. Como o bago do guaraná é parecido com o olho humano, surgiu a lenda que correu de boca em boca por toda a região amazônica.
         Outrora, vivia na selva um casal de índios muito estimado pela tribo. Apesar da felicidade que o unia, faltava-lhe um filho para ser completamente feliz. Tupã (Deus supremo) com pena, deu ao casal um menino que logo passou a ser adorado pelos indígenas.
         Um dia, Jurupari, o invejoso gênio do mal, ao ver o indiozinho brincando com os animais, ficou furioso, transformando-se numa grande cobra. Os animais, quando o notaram, fugiram apavorados. O garoto continuou na floresta sem perceber a presença do invisível Jurupari que mordeu o menino, matando-o imediatamente.
         A tribo ficou aos prantos. De repente, um raio interrompeu as lágrimas. Em seguida, fez-se silêncio. Só a mãe do pequeno entendera o sinal:
         — Tupã deseja que plantemos os olhos do meu filho. Deles brotarão uma planta milagrosa que dará muitos frutos e nos farão felizes para sempre!
         Os índios enterraram os olhos da criança. Pouco depois, surgia o guaraná. Guará, na língua indígena significa o que tem vida, gente; e ná, igual, semelhante. A palavra guaraná, assim traduzida, quer dizer bagos iguais a olho de gente.
         Fenômenos da natureza sempre atraíram a atenção dos indígenas que procuraram dar, a seu modo, as mais diversas interpretações, surgindo, assim, inúmeras lendas.

Fonte:
Quatro séculos de lendas. Revista Petrobras, Rio de Janeiro, setembro/outubro de 1972.

Alessandra Almeida da Rocha*
Análise estilística de alguns poemas de Cecília Meireles (Parte VII)

    “Herança”

Eu vim de infinitos caminhos,
e os meus sonhos choveram lúcido pranto
pelo chão.

Quando é que frutifica, nos caminhos infinitos,
essa vida,que era tão viva, tão fecunda,
porque vinha de um coração ?

E os que vierem depois, pelos caminhos infinitos,
do pranto que caiu dos meus olhos passados,
que experiência, ou consolo, ou prêmio alcançarão ?

O poema é iniciado em primeira pessoa, o “eu” lírico diz que percorreu longas jornadas, ou seja, que viveu longas experiências. Usa a metáfora “infinitos caminhos” para filosofar sobre si mesmo. Os sonhos tidos durante a vida foram se acabando, conscientemente. É importante vermos a bonita personificação feita em “sonhos choveram” e “lúcido pranto” para a construção do sentido global do poema, como ocorre na primeira estrofe.
Na segunda estrofe o “eu” lírico indaga-se em que momento de suas experiências vividas, houve viva- cidade e criação, inspiradas por um grande amor, que passou e o fez sofrer.
Na terceira estrofe, há uma nova indagação, desta vez, sobre o futuro da humanidade, que virá através das novas gerações, durante o tempo, representado pela metáfora “caminhos infinitos”. O “eu” lírico questiona-se, se a sua vida servirá de exemplo e preocupa-se com o futuro dos que virão, se estes serão mais felizes, mais experientes do que ele. No último verso desta estrofe existe uma gradação, na qual há um desejo de alcanço da felicidade para essa geração futura, por parte do “eu” lírico.
Nas três estrofes ocorre o cavalgamento sugerindo uma reflexão do poeta, que inicia o poema fazendo uma afirmação e, depois, pergunta-se sobre o passado e o futuro. Darcy Damasceno observa o seguinte sobre as interrogações do passado: “A melancolia face à impossibilidade de ser reter o fruto dos instantes leva à nostálgica e desalentada interrogação ante o passado, à visão retrospectiva de fatos, coisas, acontecimentos, e à dor de sua essência (...)” (CMPC, p. 22)
Na primeira estrofe a expressão “infinitos caminhos”, que é invertida na segunda estrofe para enfatizar a lembrança de seu passado e na terceira, retoma a forma do início.
O poema é composto por três estrofes, com três versos cada uma. Ocorre rima nos últimos versos de cada estrofe, o que pode significar que a próxima geração poderá encontrar um grande amor ou lutar por tê-lo, com o uso das palavras “chão”, “coração” e “alcançarão”.
O poema possui um ritmo lento, triste e angustiante para tratar sobre o passado, sobre o vivido.
A natureza está representada nos verbos “chover” e “fecundar”, sugestivas do cuidado com a qual as gerações vindouras são preparadas, com carinho, pelas anteriores.
Como nos outros poemas, nota-se a presença de aliterações e assonâncias, reforçando o espírito reflexivo do “eu” lírico.
Herança , o título escolhido pela autora reflete a pergunta deixada na última estrofe do poema. Há a preocupação de deixar bons exemplos para a próxima geração preocupada com ela.
Constata-se o lirismo da autora no título e inclusive o seu casamento perfeito com o corpus do poema.

continua… “Assovio”

Fonte:
Revista Philologus, v. 16, p. 1-1, 2000.
_______________
*Alessandra Almeida da Rocha, atualmente é professora docente I - Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro, da Secretaria Municipal de Educação e da rede privada do Rio de Janeiro. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Língua Portuguesa. Graduação em Letras, na UERJ e Pos-graduação em Língua Portuguesa pela UERJ-FFP.

Concursos de Trovas com Inscrições Abertas
Concursos com Inscriçoes Abertas.jpg
Iº Concurso Internacional de Trovas Israel – 2015 (Virtual)
Prazo: Até 5 de abril de 2015

Aberto (a todos os Trovadores – Nacionais / internacionais. Destinado a Promover a PAZ mundial.
Língua portuguesa - Língua Hispânica
Nacional / Internacional

Tema: PAZ (L/F)

Máximo de duas Trovas – constar o tema na Trova
Endereço para a Remessa das Trovas em Português:

Por E-mail endereço eletrônico:
gislainecanales@gmail.com
Gislaine Canales
cc Cristina Olivera Chavez
Nome Completo:
Pais:
E-mail:
PREMIAÇÃO:

Diploma para cada um dos classificados:
5 vencedores,
5 Menções honrosas,
5 Menções Especiais,
5 destaques

Os diplomas serão enviados pela internet, Pela Diretora de Arte Eunate Goikoetxea criadora dos diplomas.

NOTA :
Os Trovadores que saiam classificados e desejem ter sua foto no diploma quanto sejam notificados por favor enviem a foto à maior brevidade possível.

Jerusalém Israel , 10 de Janeiro de 2015.
ADY YAGUR
Presidente Nacional da Organização Mundial de Trovadores OMT / Israel
Delegado da UBT / Jerusalem
       
Iº Concurso Internacional de Trovas Espanha - 2015 (Virtual)
Prazo: Até 10 de abril de 2015

Aberto (a todos os Trovadores – Nacionais / internacionais.
Nacional / Internacional
Tema " MÚSICA" L / F
Máximo: 2 trovas – constar o tema na Trova
O tema deve constar na trova

Destinado a homenagear a profissão dos Artistas que interpretam seus sentimentos por meio da Música.

ENDEREÇO PARA A REMESSA DAS TROVAS EM PORTUGUÊS

Por E-mail direção eletrônica gislainecanales@gmail.com
Gislaine Canales
c.c. Cristina Olivera Chávez
ColibriRoseBelle@aol.com

Nome Completo:
Pais:
E-mail:
PREMIAÇÃO:
Diploma para cada um dos classificados:
5 vencedores,
5 Menções honrosas ,
5 Menções Especiais,
5 destacadas

Os diplomas serão enviados pela internet. Pela Diretora de Arte Eunate Goikoetxea criadora dos diplomas.

NOTA:

Os Trovadores que saiam classificados e desejem ter sua foto no diploma quanto sejam notificados por favor enviem a foto à maior brevidade possível.
a Eunate Goikoetxea
E-mail: Eunate7@gmail.com

Espanha , Janeiro 10 de 2015.
María Sánchez Fernández
Vicepresidente Nacional - OMT España
Delegada de la UBT - Úbeda (Jáen) Espanha
       
XVIII Jogos Florais de Curitiba/PR - 2015

Prazo para remessa: até 30 de abril de 2015

Temas (trovas líricas ou filosóficas):

Âmbito Estadual (PR): GRALHA AZUL

Âmbito Nacional/Internacional: IGUAÇU

Âmbito Regional/Estudantil (Ensino Fundamental e Médio): PARANÁ

Endereço para remessa:

XVIII Jogos Florais de Curitiba
Centro de Letras do Paraná
Rua Fernando Moreira, 370 - Centro
CEP 80410-120 Curitiba - PR

Nos âmbitos Nacional/Internacional e Estadual, serão contemplados trovadores das categorias Novatos* e Experientes.

*Será considerado novato o trovador que não obteve até a divulgação deste regulamento 03 classificações em concursos de trova oficiais da UBT em nível nacional.

Limite: Até 3 trovas inéditas por participante enviadas por sistema de envelopes, devendo constar no envelope pequeno a categoria ("Novato" ou "Veterano") pela qual o trovador concorre.
Para todas as categorias o remetente deverá ser "Luiz Otávio" e o mesmo endereço do destinatário.
       
 XXV Concurso Nac./Internacional de Trovas de Pindamonhangaba/SP – 2015

Prazo até 30 de abril de 2015.

TEMAS:
Nacional e países de língua portuguesa:  OUSADIA

No tema "Ousadia" haverá também a categoria "NOVO TROVADOR", para aqueles que não tenham ainda obtido um mínimo de três premiações de âmbito nacional em trovas líricas/filosóficas. O autor deverá fazer constar no envelope pequeno, abaixo da trova, a sua categoria.

Regional (Vale do Paraíba, Litoral Norte, Região Serra da Mantiqueira): COVARDIA

XXI JUVENTROVA (para estudantes): CADERNO

Mesmo não constando, não é obrigatória a inclusão da palavra-tema na trova, mas a ideia terá que estar clara.

OBSERVAÇÕES: Máximo de 03 (três) trovas por concorrente.   "Sistema de Envelopes"

Enviar para
Biblioteca Pública Municipal "Ver. Rômulo Campos D'Arace"
Ladeira Barão de Pindamonhangaba, S/N - Bosque da Princesa
CEP 12.401-320 - Pindamonhangaba - SP
       
XI Concurso de Trovas UBT-Maranguape/CE – 2015

Prazo: Até 30 de abril de 2015.

1)   ÂMBITO/MODALIDADE e TEMAS: Língua portuguesa - [O tema deve constar na trova em todos os âmbitos].

Nacional/Internacional – Novatos* e veteranos
RAZÃO (L/F) e
GAROTO (A) (Humor)

Até duas trovas por tema – constar o tema na trova

* Registrar se é NOVATO ou VETERANO abaixo da trova, de acordo com a orientação da UBT-Nacional. Será considerado Novato aquele trovador que não obteve até a divulgação deste regulamento 03 (três) classificações em concursos de trova oficiais da UBT em nível nacional.

ABERTO (a todos os trovadores – Nacional / internacional, estadual e municipal – Novato* e veterano):
Destinado a homenagear a profissão de Jornalista – [duas trovas–constar o tema na trova]: JORNALISTA (S) (L/F)

Municipal:
“Cascatinha” (L/F)
[com referência ao Cascatinha Clube de Serra de Maranguape ou Cascatinha Park Hote] – ver informações na Internet.

Até duas trovas – constar o tema na trova]

ENDEREÇO PARA REMESSA DAS TROVAS:

Pelo correio:
XI Conc. Trovas UBT-MARANGUAPE/2015
Fco. Moreira Lopes
Rua Major Agostinho, 558 – Centro
CEP: 61.940-090 – Maranguape/CE

        Para todas as modalidades e âmbitos (nacional, internacional, estadual, e municipal)deverá constar no envelope como remetente Luiz Otávio, e o mesmo endereço do destinatário.

Por e-mail
para o endereço eletrônico: ubt.mpe@gmail.com , indicando o nome do autor, endereço completo, município e CEP.

PREMIAÇÃO:
Troféu para o 1º. Colocado em cada categoria e diploma para cada um dos classificados:
3 vencedores,
3 Menções honrosas e
3 Menções Especiais,
3 destaques, por categoria.

        A premiação será efetivada na sede da ACLA, com previsão para 28 de junho de 2014. Os diplomas serão enviados pela internet. Não serão concedidos diplomas de participação especial em nenhum dos âmbitos e temas.

        A UBT-Maranguape e o Conselho de UBTs do Ceará formarão as comissões julgadora e apuradora do concurso e suas decisões serão irrevogáveis.
        A simples participação no concurso autoriza a publicação dos trabalhos não eliminados pelas comissões julgadora e apuradora, inclusive livros, em jornais ou informativos das Academias e da UBT-Maranguape. Os trabalhos não serão devolvidos.

Maranguape, CE, em 31 de dezembro de 2014.
 Fco. José Moreira Lopes
Presidente da UBT-Maranguape e da ACLA
       
Iº Concurso Internacional de Trovas Portugal

Prazo: Até 10 de maio de 2015

PROMOÇÃO:
UBT - Portugal, OMT - Portugal

REGULAMENTO :

1) ÂMBITO / MODALIDADE e TEMA:
Língua portuguesa - Língua Hispana [O tema deve constar na trova].

1.1. Nacional / Internacional

[ Duas Trovas por tema – constar o tema na Trova]:
Tema " AMAR " L / F

Aberto a todos os Trovadores – Nacionais / internacionais.
Destinado a homenagear A LUZ DO MUNDO; A ARTE DE AMAR

ENDEREÇO PARA A REMESSA DAS TROVAS EM PORTUGUÊS

Por E-mail direção eletrônica gislainecanales@gmail.com
Gislaine Canales

c.c. Cristina Olivera Chávez
DEVE CONSTAR:

Nome Completo:
Pais:
E-mail:

3. PRAZO:
Até ao 10 de Maio de de 2015

4. PREMIAÇÃO:
A Edição de um Livro Virtual para a Nota mais alta com poemas de sua autoria.

Diploma para cada um dos classificados:
5 vencedores, 5 Menções honrosas , 5 Menções Especiais, 10 destaque.
Os diplomas serão enviados via internet pela Diretora de Arte Eunate Goikoetxea, criadora dos diplomas e do livro.

NOTA:
Os Trovadores classificados que desejem ter a sua foto no diploma, quanto forem notificados por favor enviem a sua foto com a maior brevidade possível a Eunate Goikoetxea

5 . JURI:
A UBT - formará as comissões julgadora e apuradora do concurso e as suas decisões serão irrevogáveis.
A simples participação no concurso autoriza a publicação dos trabalhos não eliminados pelas comissões julgadora e apuradora, inclusive Livros, Revistas, Jornais, Redes Sociais ou noticiários da UBT e da OMT. Os trabalhos não serão devolvidos.

Portugal, 10 de Fevereiro de 2015.
EUGÉNIO DE SÁ
       
I Concurso de Trovas de Itapema/SC – 2015

Prazo: até 31 de maio de 2015 ( carimbo do correio)   

 Temas

Âmbito Nacional/Internacional : MARÉ  (L/F)

Novo Trovador* : MARÉ (L/F)

* Considera-se Novo Trovador, o concorrente que ainda não obteve 3 classificações em concurso nacional de Trovas . Digitar abaixo da Trova: NOVO TROVADOR .

Âmbito Estadual (Trovadores de Santa Catarina)**: ONDA  (L/F)

(**) Excepcionalmente para autores de Santa Catarina não habituados com os sistema de envelopes, a participação poderá ser feita pelo e-mail poesiaemtrovas@gmail.com  digitando a trova no corpo do e-mail (não enviar em anexo) e colocando logo abaixo o nome, endereço completo, e-mail e telefone.

Obs.: Para ambos os âmbitos: Sistema de envelopes.         
        Usar Luiz Otávio como remetente.

Máximo de 2 Trovas. Valem cognatos.

Enviar para:

I Concurso de Trovas de Itapema
A/C de Eliana Ruiz Jimenez
Rua 137 nº 173 sala 3
CEP: 88220-000  -   Itapema/SC

Premiação: Publicação na internet e diplomas virtuais para os vencedores.

        Os autores selecionados concordam com a divulgação de seus trabalhos em qualquer meio, sem ônus aos organizadores, a título de direitos autorais.

Coordenação: Eliana Ruiz Jimenez
Delegada da UBT de Itapema/SC
       
Concurso de Trovas Ubt Campos dos Goytacazes/RJ – 2015
Prazo: até o dia  31 de maio de 2015

Temas

Nacional: PRIMOR (Líricas e filosóficas)

Estadual : OUTRORA (Líricas e filosóficas)

Municipal: SUCESSO (Líricas e filosóficas)                                            

Estudantil e Novos Trovadores: LIÇÃO (Líricas e filosóficas)

Apenas 1 Trova por concorrente  
                               
Remessa em envelope pequeno com identificação em seu interior.

 A/C da Trovadora Neiva Fernandes
Rua Eloi Ornelas 25 – Bairro Caju
CEP: 28051-205
Campos dos Goytacazes  /  RJ
       
X Jogos Florais de Cambuci/RJ – 2015
Prazo: até 31 de maio de 2015.

Trovas Líricas, Filosóficas e Humorísticas

Novo Trovador: Beijo
Veteranos: Tema Livre

Enviar 1 (uma) trova

OBS: no envelope pequeno, acima do tema, escrever: "Novo Trovador", quando for o caso. Lembrando que Novo Trovador é todo aquele que ainda não conquistou três premiações a nível nacional.

Enviar Para:
Almir Pinto de Azevedo
Praça da Bandeira, 79 – Centro.
CEP: 28.430–000 - Cambuci / RJ

Informações:
Tel.:  (0XX) 22- 2767.2010 
E – mail: informativoalac@yahoo.com.br                                                                                                                        

Saudações  Trovadorescas.
Almir Pinto de Azevedo
UBT – Cambuci - RJ
       

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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