Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

sexta-feira, 6 de março de 2015

José Feldman (Chuva de Versos n. 381)





Uma Trova de Joaquim Távora/PR
Adilson de Paula

Não há nuvens e, no entanto,
a lua surge embaçada
de inveja do teu encanto
que ilumina a madrugada.

Uma Trova de São Paulo/SP
Adélia Victória Ferreira

A mão que no solo esmaga
torrões, no afã campesino,
é a leve pluma que afaga
no berço, um ser pequenino.

Um Poema de Maringá/PR
José Feldman

Sonhos

Vejo uma luz no horizonte,
a paz no mundo a brilhar.
Pode ser sonho distante...
Um dia ele irá vingar...

Sempre quis pintar um mundo encantado,
com tintas da aquarela de meus sonhos,
Pintar na tela um céu todo estrelado,
e lá no fundo, corações risonhos.

Sempre quis espargir versos no mundo,
perfumá-lo com aura de esperança,
plantando sementes em chão fecundo,
qual o amor num coração de criança.

A vida é um caminho de idas e vindas,
momentos de alegria e de tristeza,
no anseio de encontrar paisagens lindas,

anda-se encruzilhadas da incerteza,
fazendo o destino em ruas infindas,
com toda a força de nossa grandeza.

Uma Trova Humorística de Maringá/PR
A. A. de Assis

Entre o passado e o futuro,
mudou o amor um bocado:
- o que o vovô fez no escuro,
faz o neto, escancarado!


Um Poema de Maringá/PR
Armando Bettinardi

Caminhando

Por que o sol,
a praça,
o burburinho da cidade
estão aqui?

Por que: a luz
o dia aberto diante de mim,
o convite à vida,
se eu estou sozinho?

Sem você, o momento
passa como o vento,
sem consumação,
naturalmente, inutilmente.

Não entendo momento,
só momento, sem ação,
sem movimento,
sem nós dois
que juntos somos vida.

Só aceito momento,
que não seja fugaz nem
efêmero;
- que seja total completamente.

Então, seremos nós
eu e você,
caminhando juntos,
de mãos dadas
rasgando a luz da tarde;
rumo ao crepúsculo.

Agora, o dia ainda está todo
aberto diante de nós;
e, é um convite à vida.

Vamos pois, inebriados
beber a vida, gota a gota
até o fim, enquanto,
juntos caminhamos.

Uma Trova Popular
Autor Anônimo

Estudante, deixe os livros,
e volte-se para mim;
mais vale um dia de amores
que dez  anos de latim.

Uma Trova Hispânica da Colômbia
José Luis Díaz

¡Cuánto viento habrá pasado
por esta frágil veleta!
¡Cuánto juego ha naufragado
en mi alma de poeta!

Um Poema de Maringá/PR
Emilio Germani

Prece Preventiva

Só o Senhor sabe quando vai me chamar;
Ainda com tempo de lembrar minhas ilusões,
Enquanto sinto a beleza e o amor de aqui estar,
Vivendo as amizades da vida e as satisfações.

Dá-me ainda a oportunidade de fazer esta prece,
Na esperança de aplacar as culpas que cometi,
E alcançar o lugar que minha alma merece,
Grato pela misericórdia dos benefícios que recebi.

Senhor!
Agora que anotaste todos os erros meus,
Que extingui da juventude as ilusões.
Em Tua onipotência espero a graça de Deus,
Conservando toda a confiança e disposições.

Senhor!
Neste tempo de tantos desenganos que presenciei,
Ceticismos e desprezos dos valores morais,
Da boa fé e formação que da família herdei,
Deixo em Tuas Excelsas mãos meus instantes finais.

Senhor!
Agora que as forças começam a falhar,
Alerto o meu espírito e começo a raciocinar,
Embora me arrepie só de pensar,
Sei que quando Tu queres, a hora vai chegar,

Senhor!
Agora que aprendi a precariedade das coisas,
O limite das ambições e das lutas que vivera,
Reconheço minha pequenez e no meu ser sinto as brisas
Aguardando tranqüilo o destino que me espera.

Senhor!
Agora que já alcancei da vida o ponto audaz,
Com Elza constituí a família mais linda e querida,
Ajuda a mim e a ela envelhecermos em paz.
Suportar tudo, e receber de Ti a melhor acolhida.

Senhor!
Agora aumentam os cuidados ao meu redor
O constante zelo, o carinho e toda a atenção.
Advertindo sutilmente a minha consciência, o terror,
Que fatalmente meus derradeiros dias chegarão.

Senhor!
Agora com a vista turva e degenerada,
Pernas trôpegas, ouvidos moucos e vida dura,
Redobra minha força ao imprevisto dessa parada,
Ajuda-me tolerar com serenidade e fé segura.

Senhor!
Conceda-me a graça de não cair em atitudes avessas,
Não chorar o passado, nem duvidar do futuro,
Não perder o ânimo nem descrer de Tuas promessas,
Chegar digno e altivo ao termo que procuro.

Senhor!
Agora, sem saber quando e quem vai partir primeiro,
Entrego à Tua guarda meus amados familiares,
Bem assim cada confrade e confreira, amigos e companheiros,
A quem desejo felicidade total em suas ações e seus lares.

Trovadores que deixaram Saudades
Newton Meyer Azevedo
Pouso Alegre/MG (1936 – 2006)

Fui “príncipe” em tenra idade,
num Pégaso, pelo espaço...
Hoje cavalgo a saudade,
montado às Trovas que faço.

Uma Trova de São Paulo/SP
Ana Cecília Ferri Soares

Vou definir a saudade
em claro e bom português:
a saudade é uma vontade
de fazer tudo outra vez...

Um Poema de Maringá/PR
Florisbela Margonar Durante

VENHA

Venha,
sinta a brisa suave da manhã
num misto de aromas agrestes
com sabor de hortelã.

Venha,
contemple o brilho das estrelas
nas fagulhas douradas
que abrasam meu olhar.

Venha,
observe as arquiteturas arrojadas
de concreto e metal da cidade
que argamassam o nosso amor.

Venha,
veja o tapete azul e verde
e o manto de estrelas
com que Deus nos presenteou.

Uma Trova de Santos/SP
Nilo Entholzer Ferreira

Saudade... Ela sempre fica
como a sombra, em meio à luz.
É o algoz que crucifica
dois corpos na mesma cruz!...

Um Haicai de Santa Juliana/MG
 
Um Poema de Maringá/PR
Ivy Menon

A Boca nua

Tua boca nua cheia de polpa
Doce, gosto de cidreira melódica
escorrida de acordes Sabiá-laranjeira
Acorda, noite sempre é dia ávido de rir
lábios dançam sorrisos, vestem linho carmesim
e pérolas, estrelas, colares em mim.
Saliva, sal, cortinas de seda que se me abrem,
derramam-se meus seios nus em ti.

Uma Trova de Taubaté/SP
Oscar Vieira Soares

Os moços não me compreendem
e entrefalam: “É da idade..."
toda vez que me surpreendem
conversando com a saudade.

Um Poetrix de Paranavaí/PR
Renato Benvindo Frata

Flores

Sensível, mas perfumada
chora a rosa
lágrimas de espinho.

Um Poema de Maringá/PR
Jaime Vieira

Curvatura

As estrelas se derramam no céu
mesmo quando, sob o peso dos anos,
não se olha mais para cima,
em busca de uma ilusão…

Envelhecidos os olhos,
a limitação humana
com as costas encurvadas
procura em poças d´água
o brilho das estrelas
refletidas no chão…

Uma Trova de São Paulo/SP
Aparecido Elias Pescador

Num pensamento distante
lembrei meus sonhos e vi,
no convite de um instante,
que eu tive tudo e perdi...

Uma Teia de Trovas Pingada, de Fortaleza/CE
Nemésio Prata

Na embriaguez me vi sozinho;
frente a mim, posta em vigília,
só uma taça... a meio vinho:
era uma festa em "família"!

Por que bebe tanto assim
aquele infeliz rapaz?
Não vai ser em botequim
que ele vai encontrar "paz"!

Bebeu tanto lá no bar
que perdeu-se no caminho
de casa, e foi "esbarrar"
na casa do seu vizinho!

Um Poema de Maringá/PR
Jorge Fregadolli

Concurso literário, saudade…

O concurso literário,
pleno sucesso alcançou…
e acalentando visitantes,
do sonho que já passou!

Trovas e poemas livres,
as crônicas e sonetos,
cujo tema foi colheita,
dos ancestrais e seus netos.

Foram mil e nove textos,
que vindos a Maringá,
do Brasil e do exterior,
o mundo os conhecerá.

Os poetas têm linguagem
colhida nas emoções,
plantaram nesta paragem
para se colher canções!

Noite de fraternidade,
de poemas e canções,
unindo nossa irmandade
num elo de corações.

A colheita foi mais farta,
deu um paiol de poesias.
Poetas daqui, de Esparta
só colhiam alegrias!

Foi a noite de poesia
dos confrades e confreiras…
que colheita de alegria
de irmãos, de irmãs brasileiras.


Uma Trova de São Paulo/SP
Darly O. Barros

Para o enlace convidado,
só eu sei quanto doeu
ver teu nome, lado a lado,
de um outro, que não o meu...

Um Poema de Maringá/PR
Jose Usan Torres Brandão

Meu aniversário

De hoje a cinco anos, serei sexagenário
Estou tranquilo, cônscio daquilo que me espera
Pois afinal festejo o meu aniversário
Mesmo sendo natural, ele agride e fere.

Debalde compensar com sonhos, dor que me invade
É o ser que desce a serra na sua calmaria
É o silêncio da noite na pequena cidade
A peraltice hipócrita da própria nostalgia.

É a ave que já tem o seu voo mais curto
É o voo que tem uma breve, curta duração
É o buquê em vaso de água que está murcho
Pouca vontade ademais de cantar uma canção.

Recordando Velhas Canções
A banda
(marcha, 1966)

Chico Buarque

    Estava à toa na vida
O meu amor me chamou
    Pra ver a banda passar    
Cantando coisas de amor
    A minha gente sofrida
Despediu-se da dor
    Pra ver a banda passar    
Cantando coisas de amor

O homem sério que contava dinheiro parou
O faroleiro que contava vantagem parou
A namorada que contava  as estrelas parou
Para ver, ouvir e dar passagem
A moça triste que vivia calada sorriu
A rosa triste que vivia fechada se abriu
E a meninada toda se assanhou
    Pra ver a banda passar    
Cantando coisas de amor

    Estava à toa na vida
O meu amor me chamou
    Pra ver a banda passar    
Cantando coisas de amor
    A minha gente sofrida
Despediu-se da dor
    Pra ver a banda passar    
Cantando coisas de amor

O velho fraco se esqueceu do cansaço e pensou
Que ainda era moço pra sair no terraço e dançou
A moça feia debruçou na janela
Pensando que a banda tocava pra ela
A marcha alegre se espalhou na avenida e insistiu
A lua cheia que vivia escondida surgiu
Minha cidade toda se enfeitou
    Pra ver a banda passar    
Cantando coisas de amor

    Mas para meu desencanto
O que era doce acabou
    Tudo tomou seu lugar    
Depois que a banda passou
    E cada qual no seu canto
Em cada canto uma dor
    Depois da banda passar    
Cantando coisas de amor
    Depois da banda passar    
Cantando coisas de amor
    Depois da banda passar    
Cantando coisas de amor

Uma Trova de São Paulo/SP
Heribaldo Gerbasi

Perdulária e irrefletida,
minha paciência permite
gastar meus restos de vida
à espera do teu convite.

Um Poema de Maringá/PR
Agenir Leonardo Victor

Sentada Sozinha à Mesa

Sentada sozinha à mesa,
Esperava alguém, mas não veio.
Restava enfrentar tudo num descaso
E curtir o ambiente sem sentir.
Sentada sozinha à mesa,
Parecia senti-lo chegando
Divagar num silêncio
Sem mostrar preocupação
Que tomava conta do meu Eu.
Ali estava sozinha a soluçar,
Sem poder dizer nada.
Embora tentasse fugir das lágrimas
Numa fuga sem abrigo.
Aonde vou, só posso encontrar comigo
E cruzar os braços no meu peito
E dizer que nada houve …
Assim estava sentada sozinha à mesa.


Uma Trova de São Paulo/SP
Sérgio Ferreira da Silva

Do sonho compartilhado
agora somente resta
um convite amarelado,
marcando o dia da festa...

Um Poema de Maringá/PR
Pedro Aparecido Paulo

DIÁLOGO DE UM FILHO

Mamãe, onde estará meu pai neste momento,
faz tanto tempo que ele partiu, não mais voltou.
Disse-me ainda que eu era forte e de talento,
enxugou minhas lágrimas e chorando me abraçou.

Foi um momento tão difícil e muito triste,
eu não podia imaginar que fosse assim,
meus cinco anos não me ensinaram ver que existem
coisas que marcam com lembrança tão ruim.

O tempo passa, eu pergunto à mãe querida,
será que papai se lembra ainda que eu existo?
Já completei meus quinze anos de vida,
este meu sonho um dia ainda conquisto.

Quantas vezes vejo minha mãe chorando,
mas ao me ver ela tenta disfarçar,
sei que ela passa também o que estou passando
meu pai querido, volte logo ao nosso lar.

Porém a nossa fé ainda é imensa
e o Pai do Céu vai nos dar essa vitória,
em todo sofrimento haverá a recompensa
um dia com papai, exaltaremos a sua glória.

Hinos de Cidades Brasileiras
Inajá/PE

Coroada esta bela cidade
Por teus filhos criados por ti
és amada e adorada por todos
esta terra de esperanças mil.

Inajá Palmeiras Pequenas
Na ribeira do Rio Moxotó
O teu nome, gravado na história
se enfeita ao clarão do luar.

És o coração deste mapa
És a estrela D'alva no céu
Esse torrão que irradia
nessa pátria imortal de harmonia.

Inajá Palmeiras Pequenas
Na ribeira do Rio Moxotó
O teu nome, gravado na história
se enfeita ao clarão do luar.

Os Raios do Sol que iluminam
os campos verdes desta terra
entre todas és a mais encantada
no Brasil Luz que brilha ao nascer.

Inajá Palmeiras Pequenas
Na ribeira do Rio Moxotó
O teu nome, gravado na história
se enfeita ao clarão do luar.

Dois que data que marca
A vitória de uma liberdade
Auriverde nas margens do rio
Nova luz ao nascer do amanhã.

Inajá Palmeiras Pequenas
Na ribeira do Rio Moxotó
O teu nome, gravado na história
se enfeita ao clarão do luar.

Uma Trova de Amparo/SP
Deires Hoffmann

Não me convides, saudade,
a relembrar o passado;
para falar a verdade,
nem sonhos tenho sonhado!

Um Poema de Maringá/PR
Maria Eliana Palma

ALBATROZ

Albatroz: mensageiro de tormenta.
Dela nunca se afasta; nem mesmo tenta…
Paira sereno sobre os espasmos úmidos do mar.

Altas vagas explodem desconexas
espargindo espumas brancas de água e sal complexas.
O vento desafina tons de ópera funesta
mas o mantém na rota e não contesta
o roteiro alado que teima percorrer.

Como fugir,
se o clarão da tempestade não se esconde?
Para onde ir,
se o rugir dos céus se ouve ao longe?
Onde ficar,
se a segurança não é vista no horizonte ?
Por que temer,
se males vêm e vão
e depois da fúria fica em paz o coração?

O amassado da superfície
deixa escapar grunhidos de profundezas frias.
O negrume baixo do céu congestionado,
por riscos de luz pulsa, iluminado:
espetáculo de força magistral.
Explosão da natureza temperamental!

Exemplo e alento vêm, ave marinha,
ensina a coragem para o embate.
Reforça-nos o bico, prepara o bom combate.
Dá-nos força para vencer o caos que se avizinha!

Sobre a procela flutua o albatroz!
Na certeza que vencerá este momento;
nunca faz do mau tempo seu algoz.
Firme, contra ou a favor do vento,
paira seguro aproveitando o tempo
enquanto voa livre, feliz, veloz!
_______________________
Folclore Brasileiro
Gralha Azul


Elane Rangel/RJ 
Trovas: O Pinheiro e a Gralha Azul

O que mais me contagia
nos meus passeios no sul,
é ver  a  graça  e a magia
do voo  da  gralha-azul.

Para perpetuar a vida
da araucária na região,
voa a gralha, destemida,
carregando o seu pinhão.

O  pinheiro  simboliza
o   Estado do  Paraná;
a gralha-azul,eterniza
sua  permanência  lá.

Os pinheiros – que beleza !
quanta graça neles há …
dão mais vida à natureza,
enriquecem  o  Paraná !

Pra conservar o pinheiro
como  um símbolo do sul,
temos que zelar, primeiro,
pela  nossa  gralha-azul.

Diz a gralha: homem, reparte
com a  terra  o  teu  pinhão !
eu  já  fiz  a  minha  parte,
eu  já  dei  o  meu  quinhão !

Com  as  reservas, precárias,
de  terras  livres  no  sul,
pra plantar, hoje, araucárias,
só  se  for  a  gralha azul !

Semeia a gralha, sensata,
a floresta de pinheiro,
e o homem vem e a desmata
por ambição do dinheiro!

Vem a gralha-azul e enterra
o  pinhão  no  seu  celeiro,
e  faz brotarem  da  terra
as  florestas  de  pinheiro.
__________________
Inêz Carolina
A Gralha Azul

Azul da cor do céu
É este lindo passarinho
Que voa pelos céus
Céus da linda região Sul.

Deus fez este pássaro
Com uma linda missão
Ir até a araucária
E retirar seu pinhão

Portanto sua semente
Ela quer comer
Mas antes disso
Esconde sem ninguém ver.

Depois de um longo tempo
Procura sua semente
Mas a terra é grande e vasta
Não cabe em sua mente.

Ao longo dos anos,
Esta semente vai crescer
E uma linda araucária
Ela vai ser.

E assim sua missão
Ela cumpre com perfeição
Semeia pelo sul
A linda gralha azul.

        A Gralha Azul
        
         A Gralha-azul é uma espécie relativamente grande (39cm) de um azul reluzente, cabeça, pescoço e peito negros, penas da fronte arrepiadas formando uma espécie de topete, bico forte e cauda comprida. Vive na mata, gosta de se reunir em bandos nos pinheiros, que ajudam a disseminar, pelo ato de desmanchar a pinha no galho, comendo somente um ou outro pinhão, enquanto a maioria das sementes, cai no solo e germina.
         A lenda da Gralha Azul é típica da região sul do Brasil, principalmente do estado do Paraná. A gralha azul é a ave replantadora da árvore símbolo do estado do Paraná: a araucária (tipo de pinheiro). De acordo com a lenda, a ave tem a missão divina de ajudar na disseminação desta árvore. Durante o outono, os bandos de gralhas azuis pegam os pinhões (frutos das araucárias) e os estocam no solo ou em pedaços de árvores apodrecidos no chão. Neste processo, favorecem o nascimento de novas árvores.
         Além de contribuir na tarefa de reflorestar o Paraná, a Gralha-azul, é um símbolo protegido por lei. Diz a Lei Estadual Nº. 7957 de 12 de novembro de 1984, no Artigo 1º:  “É declarada ave-símbolo do Paraná o passeriforme denominado Gralha-azul, Cyanocorax caeruleus, cuja festa será comemorada anualmente durante a semana do meio ambiente, quando a Secretaria da Educação promoverá campanha elucidativa sobre a relevância daquela espécie avícola no desenvolvimento florestal do Estado, bem como no seu equilíbrio ecológico”.

         A lenda

         De acordo com a lenda, a muito tempo atrás, a gralha azul era apenas uma gralha parda, semelhante as outras de sua espécie. Mas um dia a gralha azul resolveu pedir para Deus lhe dar uma missão que lhe faria muito útil e importante. Deus lhe deu um pinhão, que a gralha pegou com seu bico com toda força e cuidado. Abriu o fruto e comeu a parte mais fina. A outra parte mais gordinha resolveu guardar para depois, enterrando a no solo. Porém, alguns dias depois ela havia esquecido o local onde havia enterrado o restante do pinhão.
         A gralha procurou muito, mas não encontrou aquela outra parte do fruto. Porém, ela percebeu que havia nascido na área onde havia enterrado uma pequena araucária. Então, toda feliz, a gralha azul cuidou daquela árvore com todo amor e carinho. Quando o pinheiro cresceu e começou a dar frutos, ela começou a comer uma parte dos pinhões e enterrar a parte mais gordinha (semente), dando origem a novas araucárias. Em pouco tempo, conseguiu cobrir grande parte do Estado do Paraná com milhares de pinheiros, dando origem a floresta de Araucária.
         Quando Deus viu o trabalho da gralha azul, resolveu dar um prêmio a ela: pintou suas penas da cor do céu, para que as pessoas pudessem reconhecer aquele pássaro, seu esforço e dedicação. Assim, a gralha que era parda, tornou-se azul.
_________
Um Conto sobre a Gralha Azul
(ao final, vocabulário em ordem alfabética de algumas palavras do texto)

         Pois foi à fazenda dos Pinheirinhos que veio ter um dia o Fidêncio Silva, homem de grandes negócios, com casa matriz em Curitiba e filial em Ponta Grossa. Havia muito já que não experimentava descanso daquela agitação comercial em que vivia e a necessidade de um repouso prolongado tornara-se-lhe cada vez mais patente.
         Ora, Fidêncio Silva era parente afastado da esposa de José Fernandes. Assim, logo que pensou em descanso, lembrou-se dos Pinheirinhos, longe daquele bulício de transações e onde o clima não podia ser mais saudável.
         E não tardou que estivesse a sorver em largos haustos, com evidente contentamento, o ar puro e varrido da campanha guarapuavana.
         José Fernandes recebeu-o fidalgamente, como costumava fazer para todos que traziam uma certa importância de responsabilidades. Pôs os Pinheirinhos à disposição do seu hóspede pelo tempo que desejasse: um, dois, três meses e mais se lhe aprouvesse. Ali teria plena liberdade; quando não quisesse sair nas ocasiões de rodeio, poderia ficar em casa, a uma sombra do pomar, folheando qualquer livro da sua biblioteca quase totalmente agrária, mas que possuía, também, alguma literatura. E passeios igualmente não faltariam: um dia voltearia um rincão; outro iria às terras de planta, levando espingarda para espantar algum tateto; hoje faria uma caçada de anta mais para o sertão ou sairia a passarinhar pelos capões; amanhã correria a vizinhança, ouvindo prosa de caboclos; e até pescaria, se quisesse., poderia fazer no Picuiry, três léguas sertão adentro. Dessa maneira não havia como não corressem agradabilíssimos os trinta dias que Fidêncio Silva pretendia passar nos Pinheirinhos. E assim foi.
         Um domingo depois do almoço, saiu à caça com o fazendeiro. Bem municiados, espingardas suspensas pelas bandoleiras ao ombro, entranharam-se os dois por extenso e tapado capão, “querência certa de muito veado, cutia e quati” – afirmava o José Fernandes.
         Mas a sua asserção foi logo posta em cheque pela evidência dos fatos: os caçadores não viam um só animalzinho que merecesse chumbo grosso, embora já tivessem andado muito. Passaram então a sondar a ramagem, na esperança de divisar algum pássaro de saborosa carnadura. Em certo momento Fidêncio Silva parou e fez um sinal de silêncio ao companheiro. Depois, engatilhou, apressado, a arma e firmou pontaria, visando a fronde de retorcida guabirobeira. O fazendeiro procurou a caça, erguendo o olhar para a direção indicada pelo cano da espingarda. Súbito, um tremor sacudiu-lhe o corpo, e, de um pincho, esteve ele ao lado de Fidêncio Silva. Mas já era tarde: o rebôo do tiro perdia-se molemente pelas quebradas da mata, soturno, a evocar tristeza naquela quietude frouxa de um mormaço estonteante. A expressão condoída da fisionomia do José Fernandes durou pouco e de todo desapareceu ao ruflar das asas ligeiras esgueirando-se assustadiças por entre as tramadas franças. O atirador errara o alvo e, boquiaberto, todo interrogação, estacava os olhos no fazendeiro, que, ainda com a mão no cano da arma, que pretendera desviar antes do tiro partir, desafogava um longo suspiro de satisfação.
         - Meus parabéns!, foram as primeiras palavras de José Fernandes, entre irônicas e zombeteiras.
         - Parabéns!?, exclamou, ainda mais intrigado, o Fidêncio Silva.
         - Então não merece cumprimentos o caçador que erra tiro em gralha azul? Renovo-os: toque nestes ossos!

         E estendeu a destra.
         - Quero compreender as suas palavras, mas creia, não posso atinar com o porquê de seu arrebatamento de há pouco. Não matar com carga de chumbo um pássaro do tamanho dessa gralha, concordo que seja péssimo atirador; porém…
         - Não. Não o censurei por errar. Muito pelo contrário: apresentei-lhe os meus sinceros parabéns.

         Confundido, meio envergonhado, o Fidêncio Silva confessou:
         - O amigo tem, então, duas coisas para explicar-me.
         - Uma só, uma só. Emendou logo o fazendeiro. Há coerência entre as minhas palavras e a anterior atitude. Eu lhe conto tudo. Sente-se aí nesse tronco caído e escute-me.

         O negociante obedeceu maquinalmente. Depois tirou de um lenço e pôs-se a enxugar o suor que lhe escorria pelo rosto, enquanto que, largando o corpo preguiçosamente sobre a trançada grama, José Fernandes foi falando assim:
         - Era no inverno, quinze anos atrás. Havia muita seca e o gado caía de magro. Certa tarde montei o cavalo e saí a costear banhados e percorrer sangas, na esperança de salvar alguma criação que porventura se atolasse ao saciar a sede. Levava comigo uma velha espingarda de ouvido, que sempre me acompanhava, porque naquele tempo não poupava graxaim que encontrasse pelo campo, a negociar leitões e carneirinhos. Pois bem, regressava para casa., vagaroso, o pensamento nos grandes prejuízos que a seca estava ocasionando, quando vi um bando de gralhas azuis descer à beira de um capão, entre numeroso grupo de pinheirinhos. Para afugentar, ainda por pouco, a minha tristeza, acrescida pelo fato de ter naquela volteada encontrado mais duas reses estraçalhadas pelos corvos, resolvi dar caça àqueles animaizinhos. Aproximei-me cauteloso, apeando a respeitosa distância. Não muito longe, deti-me à sombra de um pinheirinho e contemplei, por instantes, o bando. Eram poucas as gralhas, e notei que revolviam o solo com o bico.
         Fazer pontaria e puxar gatilho foi obra de um momento. Mas, ai! Que horrível o segundo que se lhe seguiu: a espoleta estraçalhou-se e vários estilhaços, de mistura com resíduos da pólvora, vieram dar em cheio em meu rosto. Tonteei, bambearam-se-me as pernas e caí sobre a macega.
         Quanto tempo estive desacordado, não lhe sei dizer. Antes, porém, de recuperar os sentidos, quando o sol já se encobria por trás da mata, um pesadelo fabuloso, qual uma história de fadas, gravou-se-me na memória. Revi-me de arma em punho, pronto para fazer fogo. Quando o fiz, iluminou-se o alvo e, aberta as asas brilhantes, o peito a sangrar, veio ele de manso, se achegando a mim. Os pés franzinos evitavam os sapés esparsos pelo chão e o andar esbelto tinha qualquer coisa de divino. Dardejante o seu olhar, estremeci ante aquela figura de ave e deixei cair a arma. Estático já, estarreci ao ouvir os sonoros e compreensíveis sons que aquele delicado bico soltava naturalmente.
         Dizia a gralha: “És um assassino! Tuas leis não te proíbem matar um homem? E quem faz mais do que um homem não vale pelo menos tanto quanto ele? Eu, como humilde avezinha, entoando a minha tagarelice selvagem como o marinheiro entoa o seu canto de animação na véspera de praticar seus feitos, faço elevar-se toda essa floresta de pinheiros; bordo a beira das matas com o verdor dessas viçosas árvores de ereção perfeita; multiplico, à medida de minhas forças, o madeiro providencial que te serve de teto, que te dá o verde das invernadas, que te engorda o porco, que te locomove dando o nó de pinho para substituir o carvão-de-pedra nas vias férreas. E ignoras como eu opero!… Vem. Acompanha-me ao local onde me interrompeste o trabalho, para aprenderes o meu doce mister. Vês? Ali está a cova que eu fazia e, além, o pinhão já sem cabeça, que eu devia nela depositar com a extremidade mais fina para cima. Tiro-lhe a cabeça porque ela apodrece ao contato da terra e arrasta à podridão o fruto todo, e planto-o de bico para cima a fim de favorecer o broto. Vai. Não sejas mais assassino. Esforça-te, antes, por compartilhar comigo nesta suave labuta.”
         A gralha desapareceu e eu voltei à razão.
         Levantei-me a custo e fui ter ao local escavado pelas aves, uma das quais jazia com o peito manchado de sangue, ao lado de um pinhão já sem cabeça. Admirado, verifiquei a certeza da visão: mais adiante cavouquei com as mãos a terra revolvida de fresco e descobri um pinhão com a ponta para cima e sem cabeça.
         O José Fernandes fez uma pausa e depois concluiu, mal encobrindo a sua alegria:
         - Aí está, caro Fidêncio, como vim a ser um plantador de pinheiros. Quero valer mais que um homem: quero valer uma gralha azul!
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Vocabulário
Capões =Trechos pequenos de mata arbórea em meio a um campo; pequeno bosque.
Franças = Copa da árvore.
Graxaim = cachorro-do-mato, de cor pardo-cinzenta, com focinho e garganta negros, que se alimenta de pequenos animais, frutos, insetos etc.
Guabirobeira =Nome comum a várias árvores e arbustos frutíferos, da fam. das mirtáceas. Do tupi ï’wawe’rawa.
Guarapuavana = da cidade de Guarapuava (PR).
Haustas = absorções, consumos.
Macega = (RS) Arbusto rasteiro que cresce nos campos de má qualidade.
Pincho = salto, pulo.
Querência = (MG e RS), Local de criação ao qual os animais se apegam por instinto.
Rebôo = repercussão do som.
Sangas =Córregos que secam facilmente; escavação funda produzida num terreno por chuvas ou correntes subterrâneas.
Tateto = (Rio Grande do Sul). O mesmo que cateto; porco do mato.

Fontes:
– CASCUDO, Câmara. Lendas Brasileiras. Rio de Janeiro: Ediouro, 2000
– Enciclopédia Aulete Digital.
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Carlos Drummond de Andrade
Poema de Sete Faces

         Publicado em seu primeiro livro, Alguma poesia, de 1930, no Poema de sete faces, de Carlos Drummond de Andrade, o poeta retoma a passagem bíblica referente à morte de Cristo. Ele fala de vários assuntos: da infância, do desejo sexual desenfreado dos homens, questiona sobre o seu próprio eu e faz uma cobrança a Deus. Ele mostra de modo metafórico uma só realidade, a sua visão desesperançada diante do mundo. Ele se via injustiçado diante do mundo e do abandono de Deus, firmando com isso a fala do anjo: “vai ser gauche na vida”.
         As “setes faces” do título são trabalhadas nas sete estrofes que compõem esse primeiro texto, que pode ser lido como um perfil autobiográfico do poeta, como indicia o uso do próprio nome no verso 3. Ou seja, trata do indivíduo desajustado, gauche (palavra em francês; lê-se 'gôx'), em desacerto com o mundo. O EU em conflito com o mundo. No poema são apresentados tanto seu discurso quanto sua gênese, numa estrutura marcada pela ambivalência: a cada estrofe intercalam-se harmonia e desarmonia, ainda que a linguagem pretenda-se impessoal e casual. O tom do poema é o do observador e sua poética nos é apresentada como a do incomunicável.
         Nas sete estrofes do poema exibem as sete faces da poesia de Drummond, nos tons e nos temas: a conversa quase prosa, a fala, o ritmo exato, a prece, o retrato falado, a caricatura, o humor, a oralidade. E o indivisível indivíduo que se multiplica fraco e forte, tímido e “voyeur”, irônico e solidário, confidente e mineiramente arredio. Não por acaso, o poema foi escrito no dia de natal, em 1928, o que pode explicar o anjo embora torto e a invocação bíblica da 5ª estrofe. Algumas dessas sete faces podem ser facilmente reconhecidas ao longo de sua obra.
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         O poeta se via como “gauche”, “torto”, “canhestro”, em face de si e do mundo, ele não consegue se situar em um contexto social. O seu referencial é o seu próprio eu insatisfeito, buscando, desejando, retraindo-se. Por isso ele cobra: “Meu Deus, por que me abandonaste/ se sabias que não era Deus/ se sabias que era fraco”. Ele é esquecido por Deus e termina o poema “comovido como o Diabo”, depois de beber e de relembrar sua triste realidade. No entanto, antes de finalizar ele afirma que apesar de se chamar Raimundo que significa: “protetor, poderoso, sábio, indica uma pessoa que tende a se isolar, pois é muito rigorosa consigo mesma e supervaloriza as virtudes dos outros. Mas, quando se conscientiza da sua própria importância, torna-se capaz de dar apoio e conselhos valiosos a todo mundo”, só serviria para rimar com o mundo, não para solucionar seu problemas.
         Dá para entrever Drummond, no que se refere ao momento histórico em que se situa o Poema de Sete Faces, como um poeta conflituado com o mundo, buscando na própria dialética existencial a explicação do sem-sentido da vida. Seu drama começa ao ser lançado nos adversidades do mundo sob as ordens de um “anjo torto”: anjo que representa as desarmonias entre o poeta gauche e o mundo. Para o gauche visualista, o mundo é um espetáculo que passa, assim como o bonde citado no poema, à revelia de qualquer indagação ou explicação. Na oscilação entre o real e o irreal, na busca entre essência e aparência é que a cena se movimenta.
         O poeta gauche é um contemplador orgulhoso que se considera maior que o mundo num mesmo momento em que se vê quebrantado pela realidade, pelo dualismo do Eu menor que o Mundo, sente-se fraco e não vacila em apelar: “Meu Deus, porque me abandonaste”.

POEMA DE SETE FACES

Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.

As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.

O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.

O homem atrás do bigode
é serio, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.

Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco.

Mundo mundo vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.

Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.

Fonte:
________________________
Concursos de Trovas com Inscrições Abertas

Iº Concurso Internacional de Trovas Israel – 2015 (Virtual)
Prazo: Até 5 de abril de 2015

Aberto (a todos os Trovadores – Nacionais / internacionais. Destinado a Promover a PAZ mundial.
Língua portuguesa - Língua Hispana
Nacional / Internacional

Tema: PAZ (L/F)

Máximo de duas Trovas – constar o tema na Trova
Endereço para a Remessa das Trovas em Português:

Por E-mail endereço eletrônico:
gislainecanales@gmail.com
Gislaine Canales
cc Cristina Olivera Chavez
Nome Completo:
Pais:
E-mail:
PREMIAÇÃO:

Diploma para cada um dos classificados:
5 vencedores,
5 Menções honrosas,
5 Menções Especiais,
5 destaques

Os diplomas serão enviados pela internet, Pela Diretora de Arte Eunate Goikoetxea criadora dos diplomas.

NOTA :
Os Trovadores que saiam classificados e desejem ter sua foto no diploma quanto sejam notificados por favor enviem a foto à maior brevidade possível.

Jerusalém Israel , 10 de Janeiro de 2015.
ADY YAGUR
Presidente Nacional da Organização Mundial de Trovadores OMT / Israel
Delegado da UBT / Jerusalem

Iº Concurso Internacional de Trovas Espanha - 2015 (Virtual)
Prazo: Até 10 de abril de 2015

Aberto (a todos os Trovadores – Nacionais / internacionais.
Nacional / Internacional
Tema " MÚSICA" L / F
Máximo: 2 trovas – constar o tema na Trova
O tema deve constar na trova

Destinado a homenagear a profissão dos Artistas que interpretam seus sentimentos por meio da Música.

ENDEREÇO PARA A REMESSA DAS TROVAS EM PORTUGUÊS

Por E-mail direção eletrônica gislainecanales@gmail.com
Gislaine Canales
c.c. Cristina Olivera Chávez
ColibriRoseBelle@aol.com

Nome Completo:
Pais:
E-mail:
PREMIAÇÃO:
Diploma para cada um dos classificados:
5 vencedores,
5 Menções honrosas ,
5 Menções Especiais,
5 destacadas

Os diplomas serão enviados pela internet. Pela Diretora de Arte Eunate Goikoetxea criadora dos diplomas.

NOTA:

Os Trovadores que saiam classificados e desejem ter sua foto no diploma quanto sejam notificados por favor enviem a foto à maior brevidade possível.
a Eunate Goikoetxea


Espanha , Janeiro 10 de 2015.
María Sánchez Fernández
Vicepresidente Nacional - OMT España
Delegada de la UBT - Úbeda (Jáen) Espanha

XXVIII Jogos Florais de Ribeirão Preto
XVI Jogos Florais Estudantis de Ribeirão Preto

Prazo: até 30 de abril de 2015

Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, Secretaria Municipal da Cultura, Secretaria Municipal da Educação, Fundação Feira do Livro, Fundação Instituto do Livro, União Brasileira de Trovadores
REGULAMENTO:
        
Os 28º Jogos Florais de Ribeirão Preto e 16º Jogos Florais Estudantis de Ribeirão Preto, promovidos pelas entidades acima, integram as festividades da 15ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto, SP. Brasil.

São temas dos concursos de Trovas:

a)Nacional/: Veterano e Novo Trovador (*)

Perfil (Lírico e/ou filosófico)

Propina (Humorístico)

Sistema envelope 8/11 (meio comercial)

(*) Novo Trovador (para a UBT-N) é o trovador que ainda não obteve três (3) classificações em concursos nacionais. O concorrente deverá colocar no cabeçalho da trova, o tema a que concorre. No rodapé escrever Novo Trovador.
Neste âmbito nacional, apenas uma trova por tema.
Quaisquer informações:
Instituto do Livro: 016-39316004.
Endereço de remessa:
prof. Nilton Manoel Teixeira
-Caixa Postal 448 –
Ribeirão Preto- SP- 14001970.
b) Municipal (somente para trovadores de Ribeirão Preto).
Paisagem (lírico/filosófico)
Buraco (humorístico)

Endereço de remessa:

Carolina Ramos
Caixa posta, 52
11.001-970- Santos-SP
c) XVI Jogos Florais Estudantis de Ribeirão Preto:
-Teatro (lírico/filosófico
-Balada (Humorístico)
Endereço de remessa:
Rita Marciana Mourão
Caixa Postal 448 –
14001970- Ribeirão Preto -SP
Cada concorrente (municipal ou estudantil) poderá enviar até três (3) trovas por tema. Os veteranos e os novos trovadores, enviarão apenas uma (1) por tema, até 30 de abril de 2015.

A comissão divulgará as trovas vencedoras até meados de maio.
As festividades ocorrerão em programação compartilhada e específica com a XVI Feira Nacional do Livro, nos dias 19, 20 e 21 de junho de 2015.
A premiação para cada tema municipal e estudantil será:
5 vencedores ( troféu e diploma)
5 Menções honrosas (medalha dourada e diploma)
5 Menções honrosas (medalha prateada e diploma)

Obs.
Em âmbito nacional:
VETERANO (1º a 5º), troféus e 5 (cinco) Menções Honrosas (6º a 10º) com medalhas douradas;
NOVO TROVADOR:
1º lugar, vencedor com troféu;
e os demais (4), Menções Honrosas com medalhas douradas.

As trovas premiadas serão editadas em livro que serão ofertados aos concorrentes, escolas e imprensa.

As três escolas com maior número de vencedores receberão na ordinal, o troféu Escola de Trovadores.

Os premiados em primeiro lugar cada tema (nacional e novo) terão direito (base em todos os Jogos Florais) a estadas pagas (pernoite e refeições) em hotel indicado pela organização durante os três dias do evento.

Todos os concorrentes e simpatizantes estão convidados a participar da pauta programada.

As trovas já publicadas ou com semelhanças a outras, mesmo autor, ou plagiadas, serão excluídas reservando a comissão o direito de não completar as premiações ordinais previstas. Na exclusão de alguma trova, todas as demais subirão na listagem.

A decisão da comissão literária é irrecorrível.

As trovas não premiadas serão queimadas. Quaisquer casos omissos serão resolvidos pela comissão organizadora.

Ribeirão Preto, 2 de janeiro de 2015.

Nosso carinho é tamanho
Que quem chega a Ribeirão,
Deixa de ser um estranho
Para tornar-se um irmão.
(José Maria Morgade de Miranda, presidente da Câmara Municipal no centenário de Ribeirão Preto.

XVIII Jogos Florais de Curitiba/PR - 2015

Prazo para remessa: até 30 de abril de 2015

Temas (trovas líricas ou filosóficas):

Âmbito Estadual (PR): GRALHA AZUL

Âmbito Nacional/Internacional: IGUAÇU

Âmbito Regional/Estudantil (Ensino Fundamental e Médio): PARANÁ

Endereço para remessa:

XVIII Jogos Florais de Curitiba
Centro de Letras do Paraná
Rua Fernando Moreira, 370 - Centro
CEP 80410-120 Curitiba - PR

Nos âmbitos Nacional/Internacional e Estadual, serão contemplados trovadores das categorias Novatos* e Experientes.

*Será considerado novato o trovador que não obteve até a divulgação deste regulamento 03 classificações em concursos de trova oficiais da UBT em nível nacional.

Limite: Até 3 trovas inéditas por participante enviadas por sistema de envelopes, devendo constar no envelope pequeno a categoria ("Novato" ou "Veterano") pela qual o trovador concorre.
Para todas as categorias o remetente deverá ser "Luiz Otávio" e o mesmo endereço do destinatário.

 XXV Concurso Nac./Internacional de Trovas de Pindamonhangaba/SP – 2015

Prazo até 30 de abril de 2015.

TEMAS:
Nacional e países de língua portuguesa:  OUSADIA

No tema "Ousadia" haverá também a categoria "NOVO TROVADOR", para aqueles que não tenham ainda obtido um mínimo de três premiações de âmbito nacional em trovas líricas/filosóficas. O autor deverá fazer constar no envelope pequeno, abaixo da trova, a sua categoria.

Regional (Vale do Paraíba, Litoral Norte, Região Serra da Mantiqueira): COVARDIA

XXI JUVENTROVA (para estudantes): CADERNO

Mesmo não constando, não é obrigatória a inclusão da palavra-tema na trova, mas a ideia terá que estar clara.

OBSERVAÇÕES: Máximo de 03 (três) trovas por concorrente.   "Sistema de Envelopes"

Enviar para
Biblioteca Pública Municipal "Ver. Rômulo Campos D'Arace"
Ladeira Barão de Pindamonhangaba, S/N - Bosque da Princesa
CEP 12.401-320 - Pindamonhangaba - SP

XI Concurso de Trovas UBT-Maranguape/CE – 2015

Prazo: Até 30 de abril de 2015.

1)   ÂMBITO/MODALIDADE e TEMAS: Língua portuguesa - [O tema deve constar na trova em todos os âmbitos].
 
Nacional/Internacional – Novatos* e veteranos
RAZÃO (L/F) e
GAROTO (A) (Humor)

Até duas trovas por tema – constar o tema na trova

* Registrar se é NOVATO ou VETERANO abaixo da trova, de acordo com a orientação da UBT-Nacional. Será considerado Novato aquele trovador que não obteve até a divulgação deste regulamento 03 (três) classificações em concursos de trova oficiais da UBT em nível nacional.

ABERTO (a todos os trovadores – Nacional / internacional, estadual e municipal – Novato* e veterano):
Destinado a homenagear a profissão de Jornalista – [duas trovas–constar o tema na trova]: JORNALISTA (S) (L/F)

Municipal:
“Cascatinha” (L/F)
[com referência ao Cascatinha Clube de Serra de Maranguape ou Cascatinha Park Hote] – ver informações na Internet.

Até duas trovas – constar o tema na trova]

ENDEREÇO PARA REMESSA DAS TROVAS:

Pelo correio:
XI Conc. Trovas UBT-MARANGUAPE/2015
Fco. Moreira Lopes
Rua Major Agostinho, 558 – Centro
CEP: 61.940-090 – Maranguape/CE

        Para todas as modalidades e âmbitos (nacional, internacional, estadual, e municipal)deverá constar no envelope como remetente Luiz Otávio, e o mesmo endereço do destinatário.

Por e-mail
para o endereço eletrônico: ubt.mpe@gmail.com , indicando o nome do autor, endereço completo, município e CEP.

PREMIAÇÃO:
Troféu para o 1º. Colocado em cada categoria e diploma para cada um dos classificados:
3 vencedores,
3 Menções honrosas e
3 Menções Especiais,
3 destaques, por categoria.

        A premiação será efetivada na sede da ACLA, com previsão para 28 de junho de 2014. Os diplomas serão enviados pela internet. Não serão concedidos diplomas de participação especial em nenhum dos âmbitos e temas.

        A UBT-Maranguape e o Conselho de UBTs do Ceará formarão as comissões julgadora e apuradora do concurso e suas decisões serão irrevogáveis.
        A simples participação no concurso autoriza a publicação dos trabalhos não eliminados pelas comissões julgadora e apuradora, inclusive livros, em jornais ou informativos das Academias e da UBT-Maranguape. Os trabalhos não serão devolvidos.

Maranguape, CE, em 31 de dezembro de 2014.
 Fco. José Moreira Lopes
Presidente da UBT-Maranguape e da ACLA

Iº Concurso Internacional de Trovas Portugal

Prazo: Até 10 de maio de 2015

PROMOÇÃO:
UBT - Portugal, OMT - Portugal

REGULAMENTO :

1) ÂMBITO / MODALIDADE e TEMA:
Língua portuguesa - Língua Hispana [O tema deve constar na trova].

1.1. Nacional / Internacional

[ Duas Trovas por tema – constar o tema na Trova]:
Tema " AMAR " L / F

Aberto a todos os Trovadores – Nacionais / internacionais.
Destinado a homenagear A LUZ DO MUNDO; A ARTE DE AMAR

ENDEREÇO PARA A REMESSA DAS TROVAS EM PORTUGUÊS

Por E-mail direção eletrônica gislainecanales@gmail.com
Gislaine Canales

c.c. Cristina Olivera Chávez
DEVE CONSTAR:

Nome Completo:
Pais:
E-mail:

3. PRAZO:
Até ao 10 de Maio de de 2015

4. PREMIAÇÃO:
A Edição de um Livro Virtual para a Nota mais alta com poemas de sua autoria.

Diploma para cada um dos classificados:
5 vencedores, 5 Menções honrosas , 5 Menções Especiais, 10 destaque.
Os diplomas serão enviados via internet pela Diretora de Arte Eunate Goikoetxea, criadora dos diplomas e do livro.

NOTA:
Os Trovadores classificados que desejem ter a sua foto no diploma, quanto forem notificados por favor enviem a sua foto com a maior brevidade possível a Eunate Goikoetxea

5 . JURI:
A UBT - formará as comissões julgadora e apuradora do concurso e as suas decisões serão irrevogáveis.
A simples participação no concurso autoriza a publicação dos trabalhos não eliminados pelas comissões julgadora e apuradora, inclusive Livros, Revistas, Jornais, Redes Sociais ou noticiários da UBT e da OMT. Os trabalhos não serão devolvidos.

Portugal, 10 de Fevereiro de 2015.
EUGÉNIO DE SÁ

I Concurso de Trovas de Itapema/SC – 2015

Prazo: até 31 de maio de 2015 ( carimbo do correio)   

 Temas

Âmbito Nacional/Internacional : MARÉ  (L/F)

Novo Trovador* : MARÉ (L/F)

* Considera-se Novo Trovador, o concorrente que ainda não obteve 3 classificações em concurso nacional de Trovas . Digitar abaixo da Trova: NOVO TROVADOR .

Âmbito Estadual (Trovadores de Santa Catarina)**: ONDA  (L/F)

(**) Excepcionalmente para autores de Santa Catarina não habituados com os sistema de envelopes, a participação poderá ser feita pelo e-mail poesiaemtrovas@gmail.com  digitando a trova no corpo do e-mail (não enviar em anexo) e colocando logo abaixo o nome, endereço completo, e-mail e telefone.

Obs.: Para ambos os âmbitos: Sistema de envelopes.        
        Usar Luiz Otávio como remetente.

Máximo de 2 Trovas. Valem cognatos.

Enviar para:

I Concurso de Trovas de Itapema
A/C de Eliana Ruiz Jimenez
Rua 137 nº 173 sala 3
CEP: 88220-000  -   Itapema/SC

Premiação: Publicação na internet e diplomas virtuais para os vencedores.

        Os autores selecionados concordam com a divulgação de seus trabalhos em qualquer meio, sem ônus aos organizadores, a título de direitos autorais.

Coordenação: Eliana Ruiz Jimenez
Delegada da UBT de Itapema/SC

Concurso de Trovas Ubt Campos dos Goytacazes/RJ – 2015
Prazo: até o dia  31 de maio de 2015

Temas

Nacional: PRIMOR (Líricas e filosóficas)

Estadual : OUTRORA (Líricas e filosóficas)

Municipal: SUCESSO (Líricas e filosóficas)                                            

Estudantil e Novos Trovadores: LIÇÃO (Líricas e filosóficas)

Apenas 1 Trova por concorrente  
                               
Remessa em envelope pequeno com identificação em seu interior.

 A/C da Trovadora Neiva Fernandes
Rua Eloi Ornelas 25 – Bairro Caju
CEP: 28051-205
Campos dos Goytacazes  /  RJ

X Jogos Florais de Cambuci/RJ – 2015
Prazo: até 31 de maio de 2015.

Trovas Líricas, Filosóficas e Humorísticas

Tema Livre

Novo Trovador : Tema: Beijo (L/F)

Enviar 1 (uma) trova

OBS: no envelope pequeno, acima do tema, escrever: "Novo Trovador", quando for o caso. Lembrando que Novo Trovador é todo aquele que ainda não conquistou três premiações a nível nacional.

Enviar Para:
Almir Pinto de Azevedo
Praça da Bandeira, 79 – Centro.
CEP: 28.430–000 - Cambuci / RJ

Informações:
Tel.:  (0XX) 22- 2767.2010 
E – mail: informativoalac@yahoo.com.br                                                                                                                        

Saudações  Trovadorescas.
Almir Pinto de Azevedo
UBT – Cambuci - RJ

Concurso de Trovas Estadual do Paraná –
110 anos de Rotary International
(Somente para o Paraná)
Prazo para remessa: até 30 de abril de 2015.

Promoção : Rotary Club de Maringá - Distrito 4630
Apoio: Academia de Letras de Maringá – A.L.M.
União Brasileira de Trovadores – UBT de Maringá, PR.
Secretaria Municipal de Cultura de Maringá – SEMUC

Âmbito : estadual
Modalidade : trova lírica ou filosófica
Tema: “dar de si antes de pensar em si”
(A frase tema, bem como a palavra Rotary não precisam constar da trova)

Prazo para remessa: até 30 de abril de 2015.

Endereço:
Secretaria da Casa da Amizade de Maringá, PR.
Av. Cerro azul, 199 cep: 87010-000 Maringá, PR.

Normas do concurso:
1.   Máximo de 03 ( três ) trovas para cada participante
2.   Trovas Líricas e/ou Filosóficas, inéditas, em língua portuguesa.
3.   A frase tema, bem como a palavra Rotary não precisam constar da trova
4.   PREMIAÇÃO:
Troféus, Certificados e Livros para os cinco primeiros colocados e um prêmio especial para o primeiro colocado.
5.   ENTREGA DOS PRÊMIOS – na reunião festiva de Rotary Club de Maringá, com um jantar de posse do novo Conselho Diretor, em 15/06/2015.
6.   Os trabalhos premiados poderão ser publicados em jornais, revistas ou outros meios de comunicação.
7.   Os autores dos trabalhos premiados autorizam sua publicação, sem ônus de nenhuma espécie para os organizadores.
8.   A participação no concurso significa aceitação plena das normas relacionadas neste edital.
9.   O concurso visa homenagear os 110 anos de existência de Rotary International, em 23/02/2015, cujas atividades têm por objetivo buscar a paz e a boa vontade entre os homens, ao redor do mundo, através de seus programas sociais e educativos.

XVII Concurso Literário “Manuel Maria Barbosa Du Bocage”
Concurso de Poesia e Prosa 2015

Prazo: 5 de Junho de 2015 (data do correio)

Regulamento

Art.º 1º - Objectivos

1 – A LASA, Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão leva a efeito, no ano de 2015, o XVII Concurso Literário “Manuel Maria Barbosa du Bocage”- Concurso de Poesia e Prosa, como forma de promover a criatividade no campo da poesia e do texto em prosa, de incentivar o aparecimento de novos valores e de divulgar a obra deste grande Poeta Nacional, nascido em Setúbal, homenageando os 250 anos do seu nascimento.

Art.º 2º - Modalidades

1 – As modalidades a Concurso são: Poesia, Revelação e Ensaio.

1.1 - A modalidade  Poesia contempla qualquer versão inédita, de tema livre, em poesia, com os limites entre 20 e 30 páginas dactilografadas, em formato A4.

1.2 - A modalidade Revelação contempla trabalho inédito, com os limites entre 4 e 6 páginas dactilografadas, em formato A4, em poesia ou em prosa, com tema livre, produzido por jovens nascidos depois de 31 de Dezembro de 1993.

1.3 - A modalidade Ensaio contempla texto em prosa, inédito, que aborde a vida ou obra de Bocage ou aspectos do século XVIII relacionados com o poeta, com 15 a 30 páginas dactilografadas, em formato A4.

1.4 - Os trabalhos apresentar-se-ão com as folhas numeradas, agrafadas ou presas por qualquer outro processo similar, devendo obedecer às seguintes normas de apresentação:

1.4.1 – A letra a utilizar será do tipo “times new roman” ou equivalente, com tamanho 12.

1.4.2 – A separação entre linhas será de 1,5 espaços.

1.4.3 – Nas modalidades Poesia e Revelação, um poema poderá ocupar mais do que uma página, mas não poderá haver mais do que um poema por página.

Art.º 3º - Apresentação de Candidaturas

1 - Cada candidato só pode concorrer a uma das modalidades em concurso.

2 – É possível o mesmo candidato concorrer com vários trabalhos. Contudo, cada trabalho deverá ter um pseudónimo diferente e respeitar sempre as alíneas 1.1, 1.2, 1.3 e 1.4 do numero 1 do Art.º 2.º.

3 - Os trabalhos serão obrigatoriamente apresentados na língua portuguesa.

4 - Os trabalhos concorrentes deverão manter-se inéditos até à sua publicação em livro, pela LASA, nos termos do regulamento.

5 - Os trabalhos deverão ser enviados até ao dia 5 de Junho de 2015 (data do correio) e dirigidos a:

                   Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão
                  Apartado 292
                  2901- 901 SETÚBAL

6 - Os originais dos trabalhos deverão ser enviados em quatro exemplares, contidos num único sobrescrito,  identificados com pseudónimo, mencionando a categoria a que concorrem, para a direcção referida no número anterior e com a indicação ”Concurso Literário Manuel Maria Barbosa du Bocage”.

7 - Cada trabalho (conjunto dos 4 exemplares) será acompanhado de sobrescrito fechado contendo no exterior o pseudónimo do autor e, no interior, uma ficha de identificação com os seguintes elementos: nome, idade, nacionalidade, naturalidade, profissão, local de residência, telefone ou endereço electrónico e fotocópia do Bilhete de Identidade ou documento equivalente.

7.1 – O nome próprio do concorrente não pode constar em lugar algum, a não ser na ficha de identificação a incluir no sobrescrito fechado, mencionado no ponto 7 deste artigo.

8 - Não poderão ser candidatos a este concurso os vencedores da edição anterior, nem os elementos dos Corpos Sociais da LASA e os membros do júri.

Art.º 4º - Organização

1 - Só serão abertos os sobrescritos de identificação relativos aos trabalhos premiados, após decisão do júri.

2 - Se o concorrente desejar a devolução do respectivo trabalho, deverá enviar juntamente com o mesmo um sobrescrito devidamente franquiado, devendo no endereço constar o pseudónimo (nunca o nome verdadeiro) utilizado para o concurso.

Para os residentes em Portugal sugere-se, para este efeito, a utilização do correio verde dos CTT.

Art.º 5º - Júri

1 - Os prémios serão atribuídos por um júri de selecção, que avaliará todas as composições literárias concorrentes.

2 - O júri será constituído por três elementos convidados pela Direcção da LASA.

3 - A atribuição dos prémios, um para cada categoria, será decidida por maioria de votos, reservando-se ao júri o direito de não atribuir prémio em qualquer das modalidades se a qualidade das composições assim o justificar.

Art.º 6º -  Divulgação dos Prémios

1 - A decisão do júri, de que não haverá recurso, será tornada pública e divulgada através do site da LASA, em www.lasa.pt.

2 - A apresentação dos trabalhos premiados e a entrega dos prémios será efectuada a 15 de Setembro, data comemorativa do nascimento de Bocage (Dia de Bocage e Dia da Cidade de Setúbal), em cerimónia realizada no Salão Nobre dos Paços do Concelho e integrada nas comemorações oficiais levadas a efeito pela Câmara Municipal de Setúbal.

3 - Os prémios serão entregues, pessoalmente, aos vencedores ou aos seus representantes, desde que possuidores de procuração notarial (condição obrigatória) na cerimónia pública referida no número anterior.

Art.º 7º - Prémios

1 - Os trabalhos vencedores em cada uma das modalidades serão publicados em livro pela LASA, a quem pertencem os respectivos direitos relativamente à primeira edição, que terá uma tiragem não superior a 500 exemplares.

2 - A edição do livro com os trabalhos premiados dos vencedores das modalidades Poesia, Revelação e Ensaio do XVII CONCURSO LITERÁRIO "MANUEL MARIA BARBOSA DU BOCAGE, ocorrerá até ao dia 31 de Dezembro, de 2015.

3 - A cada autor dos trabalhos premiados serão atribuídos cinquenta exemplares da edição promovida pela LASA e um prémio monetário.

4 - O prémio monetário na modalidade Poesia é de € 2 000,00 (dois mil euros)

5 - O prémio monetário na modalidade Revelação é de € 1 000,00 (mil euros).

6 - O prémio monetário na modalidade Ensaio é de € 2.000,00 (dois mil euros)

7 - Não serão atribuídos prémios ex-aequo nem menções honrosas.

Art.º 8º - Considerações Finais

1 - Os casos omissos e as dúvidas de interpretação deste “Regulamento” serão resolvidas pelo Júri que, para questões não relacionadas com o conteúdo ou forma dos trabalhos concorrentes, poderá ouvir a Direcção da LASA.

2 - Uma vez enviados os trabalhos, considera-se que os concorrentes conhecem e aceitam as cláusulas do presente “Regulamento“.

3 – Os trabalhos não reclamados no âmbito do ponto 2 do art.º 4º, serão totalmente destruídos sob a supervisão da Direcção da LASA.

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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