Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Chuva de Versos n. 426

Uma Trova de Curitiba/PR
Roza de Oliveira
Num ritmo de eternidade
e encanto que se renova,
há comboios de saudade
nos quatro trilhos da trova.
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Uma Trova de Barra do Mendes/BA
Edizio Mendonça
Você sabe o que é saudade?
Você veio perguntar.
Saudade é aquilo que fica,
de quem não pode ficar.
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Um Poema de São Paulo/SP
Marly Rondan
CHEGOU A PRIMAVERA
Toda vestida de flores.
Cor  e perfume no ar,
Transmutando dissabores.
Faz a alegria  voltar!
Primavera é o renascer.
É a estação da Esperança.
Consolo e fé  para o ser.
Com Deus, a própria aliança.
Na Terra, verde  nascendo.
No azul –  aves a voar.
Amores e flores  crescendo.
Primavera  é a preferida,
De todas as estações
Traz  felicidade à vida.
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Uma Trova Humorística de Taubaté/SP
Angélica Villela Santos
Do coreto “ela” saiu
sob apupos e sem jeito
pois a peruca caiu
e a “cantora”... era o prefeito!
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Uma Trova para a Gata Mimi (da Dorothy), de Niterói/RJ
Elen de Novais Felix
Mesmo não sendo francesa,
Mimi merece um troféu;
seus olhos azuis-turquesa
têm a mesma cor do céu.
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Um Poema de Bauru/SP
João Batista Xavier Oliveira
REVERÊNCIA
Cansado de remar contra a corrente
parei para pensar na consequência:
– Se a todo empenho tinha consciência
por que agia assim tão diferente?
Mesmo sabendo o fim, essa insistência
levava-me ao delírio irreverente.
A dor aos poucos foi tomando a frente
e tudo em mim gritou pela clemência.
Abrindo os olhos para a redenção
saí do barco que me dirigia;
passei a comandar-me na razão...
E na corrente a remo num mergulho
eu vi bem fundo, em cima, um novo dia.
O que me fez sofrer foi meu ORGULHO!!
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Uma Quadra Popular
Autor Anônimo
Menina toma da uva,
desta uva faça seu vinho.
Seus braços serão gaiola,
eu serei seu passarinho.
Fonte: Azevedo,Teófilo de. Literatura popular do norte de Minas: a arte de fazer versos.São Paulo, Global Editora, 1978. Cultura Popular, 3.
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Uma Trova Hispânica da Colômbia
Blanca Luz Ramirez
Bella juventud que pasa,
bailando por mi ventana,
por favor, ven a mi casa,
torna hermosa mi mañana.
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Um Poema de Balneário Camboriú/SC
Pedro Du Bois
ARCABOUÇO
Arcabouço construído: aos poucos
surge ereta construção tomando espaços
colhidos de ares desabitados. Ângulos
concretados escondem em paredes
o lado da espera. O inseto invade
o íntimo e se revela em voo. Nervosismo
na vida emparedada. Do arcabouço original
resta a ideia: aos poucos ressecam cinzas.
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 Trovadores que deixaram Saudades
Vidal Idony Stockler
Castro/PR (1924 – 2014) Curitiba/PR
É só da noite o luar;
dos pássaros, os gorjeios;
é do dia, o ensolarar,
mas, do homem, são os receios.
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Uma Trova de Bauru/SP
João Batista Xavier Oliveira
Em coral bem colorido
tulipas louvam. formosas,
em som bemol, sustenido,
a canção das outras rosas!
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Um Haicai de Arapongas/PR
André Ricardo Rogério
Vento trouxe água
vai levar meu outono
pra você poetar.
(4o lugar no II Concurso Literário Foed Castro Chamma, em Irati/PR, 2015)
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Um Poema de Manaus/AM
Luciana Nobre
SONETO E EU
Não sei se escolho o soneto ou se ele me escolhe.
Não sei se lhe sou flor ou ele meu canteiro.
Só sei que planto versos, e ele, jardineiro,
Se abre em sulcos e minha semente acolhe...
Que males faz sua cerca que a nós circunda?!
Não sei dizer! mas à poda não nos entrega,
Pois brota cerca viva, e a cada flor rega
De orvalhos e sonhos a lhes manter fecundas...
Talvez sejamos botão, o soneto e eu,
E embora o espinho doutras rosas sobrepostas
- Que nos desejam enclausurar à cova em breu-
Somos jardim de poesias ditas loucas,
A sobreviver, livres da cultura imposta,
A nos cultivarmos, em luz, e às oiças moucas...
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Uma Haicai de São Paulo/SP
Alonso Alvarez
luar na relva
vento insone
tira o sono das flores
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Uma Glosa de Catanduva/SP
Ógui Lourenço Mauri
MOTE
Felicidade consiste
olhar a vida risonha;
um brilho que não existe
nos olhos de quem não sonha.
João Batista Xavier Oliveira (Bauru/SP)
GLOSA
Felicidade consiste
em contar com teu sorriso
naquele momento triste,
em que o apoio é preciso.
Felicidade é, contigo,
olhar a vida risonha;
que, de amor eterno e amigo,
mútua atração nos imponha.
Felicidade persiste
ao se inflamar, num instante,
um brilho que não existe
num olhar lacrimejante.
Felicidade, querida,
não deixa a face tristonha.
E só não é percebida
nos olhos de quem não sonha.
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Uma Trova de Ribeirão Preto/SP
Nilton Teixeira
Sonhando viver em paz
vivo num campo de guerra
onde está sempre em cartaz
toda pobreza da Terra.
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Um Poema de Mogi-Guaçu/SP
Olivaldo Júnior
NUM PEDAÇO DE PAPEL

Num pedaço de papel,
uma lágrima de outrora,
uma gota desse fel
que chorei ainda agora...

Num pedaço de papel,
um respingo dessa amora,
um aroma desse mel
que provei ali da aurora...

Pedacinho de lembrança
que, dobrado, se faz dois:
um que trago de criança,

outro feito de esperança,
planejando haver depois
um "papel" de confiança.
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Um Haicai de São Sebastião/SP
Álvaro Cardoso Gomes
Haste de bambu;
uma viola que chora,
sob a ventania.
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Uma Trova de Curvelo/MG
Newton Vieira
São tantas encruzilhadas!...
 Por isso eu me perco assim,
ao trafegar nas estradas
que existem...dentro de mim!...
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Um Poema de Fortaleza/CE
Francisco José Pessoa
“PALAVRAS”
As palavras me faltam e, sem dizê-las,
A mudez verbaliza o sentimento
Tal a folha já morta entregue ao vento
Tal o céu tão escuro sem estrelas.
Em dizer que eu as tenho, mas, sem tê-las
Num castigo cruel, sanguinolento,
Do vazio se fez meu pensamento...
E vazias passaram sem eu vê-las.
Por que tanta maldade com o poeta
Que à procura do amor seguiu a seta
E ela apontava pro meu coração
Foi quando um atalho dos menores sábios
Direcionou-me às lágrimas nos lábios
Falar, tentei, mas tudo foi em vão.
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Recordando Velhas Canções
Irmãos Coragem
(1970)
Nonato Buzar e Paulinho Tapajós
Irmão é preciso coragem
Manhã despontando lá fora
Manhã, já é sol, já é hora
E os campos se abriram em flor
E é preciso coragem
Que a vida é viagem
Destino do amor
Abre o peito, coragem, irmão
Faz do amor sua imagem, irmão
Quem a vida se entrega
A sorte não nega seu braço, seu chão
Manhã despontando lá fora
Manhã, já é sol, já é hora
E os campos se abriram em flor
E é preciso coragem 
Que a vida é viagem
Destino do amor
Irmão é preciso coragem
Irmão...
________________________
Uma Trova de Campos dos Goytacazes/RJ
Diamantino Ferreira
Não há palavra nenhuma
tão grande quanto “saudade”
que em sete letras resuma
a dor e a felicidade.
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Um Poema do Rio de Janeiro/RJ
ZzCouto
SONETO DE AMOR!
Viceja no teu ser a árvore da virilidade,
te amo querido, não posso negar.
És carinho que simboliza felicidade,
há muito em mim para te dar.

Teu amor é fonte inesgotável
de lições infinitas em poesia.
Não posso negar o quanto és adorável,
transmites paz e alegria.

Muitas vezes penso e não falo,
se me retraio e fico tensa
é que necessito ouvir-te e me calo.

Tua voz me encanta e inebria,
doce é a tua sensibilidade em melodia
e o teu olhar, um soneto de amor.
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Um Haicai de São Paulo/SP
Débora Novaes de Castro
tempo interior
abelha trabalhadeira
mel de abelha
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Uma Trova de Caçapava/SP
Élbea Priscilla de Sousa e Silva
Canta tão triste a sereia
que a lagoa em sintonia
se desola, e a lua cheia
vai minguando... em nostalgia...
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Um Poema de Poços de Caldas/MG
Laércio Borsato
MINHAS ORIGENS
Certo dia, senti-me deveras absorto,
A viajar e conhecer outros países...
Como esperava tive melhor conforto
Ao retornar aqui, às minhas raízes!
Essas paisagens, os vales as montanhas,
Tem beleza que me encanta e extasia.
A brisa refrescante nas minhas entranhas,
Deixa-me leve... (apesar da acrofobia!).
Tantas vezes aspiro, num lugar bem alto
Uma fragrância que me envolve. Absorvo!
É gratificante ver ao longe o asfalto...
Sob as nuvens, o calmo vôo de um corvo!
Fico olhando na encosta as plantações,
Extensas áreas de reserva, ou um prado.
Isto me traz saudade e recordações...
É extraordinário ver pastar o gado!
Nas matas os pássaros sempre em bando;
Uns cantam, outros voam. É um motim!
Vou neste paraíso vez em quando,
Fico feliz, isto faz bem pra mim!
Parece audacioso. Sabe o que penso?
Ao certo o farei. Peço que DEUS ajude!
Quero escrever um dia um poema imenso
Que fale de terra, amor, paz e quietude!
Podem ser versos de um vocábulo chulo
Com expressões oriundas desta região;
Que tenha o saudosismo de CATULO
No incomparável “LUAR DO SERTÃO”! 
________________________
Hinos de Cidades Brasileiras
Barra do Mendes/ Bahia
Quanta Beleza eu vejo em meu sonho,
quanta ternura nele está inscrito,
quantas estrelas lá no infinito,
te iluminam, ó mãe gentil!
O teu passado é feito de glórias,
o teu presente de realidade,
o teu futuro cheio de esperança,
vai te guardar, Capital da Amizade!
As tuas serras serviram
de palco e cenário,
de tantas histórias,
lutas travadas em prantos,
em gotas de lágrimas,
sorrisos, vitórias!
Foram-se os dedos, ficaram os anéis
e as lembranças dos teus Coronéis (bis)
Riachos e lagos se encontram,
formando a Barra mais linda do mundo!
O Rio Jacaré transbordando,
cururu cantando um canto profundo!
Barra do Mendes orgulho que faz
estes teus filhos barristas demais! (bis)
Quanta Beleza eu vejo em meu sonho,
quanta ternura nele está inscrito,
quantas estrelas lá no infinito,
te iluminam, ó mãe gentil!
O teu passado é feito de glórias,
o teu presente de realidade,
o teu futuro cheio de esperança,
vai te guardar Capital da Amizade!
As tuas ruas modestas
recordam serestas,em noites de lua.
o som do chocalho do gado,
pastando no prado, a saudade flutua...
Te descrevemos em versos e prosa,
e te cobrimos com flores e rosas! (bis)
A nobreza da mãe natureza,
transmite a pureza do interior!
as missas e santas missões,
os lindos carrilhões, do tempo do vovô!
A tua Igreja é o teu coração!
Nossa Senhora da Conceição!
Barra do Mendes orgulho que faz
estes teus filhos barristas demais! (bis)
________________________
Uma Trova de Curitiba/PR
Paulo Walbach Prestes
Toda a família de outrora
deu exemplos de valor.
Tenho pena ao ver que, agora,
celular ganha do amor...
________________________
Uma Conversa em Setilhas entre Maringá/PR e Fortaleza/CE
Nemésio Prata
(Fortaleza/CE)
Não passa de uma e quarenta
e já chega o "Pavilhão,
trazendo nas suas "folhas"
poesia em profusão;
mal chegou a madrugada
o Zé dormiu quase nada...
parece estar de plantão!
Marinheiro Cultural,
singra os mares da cultura,
buscando trazer pra nós
a melhor literatura;
tem trovas em quantidade,
e da melhor qualidade...,
é uma "santa" criatura!
________________________
José Feldman (Maringá/PR)
Ouvi dizer por aí:
- "A Madrugada é criança."
E eu mais veloz que sagui,
faço dela uma festança
de versos em profusão,
levando-os a seu rincão
envolvendo-o nesta dança.
E ainda digo bem mais,
o Nemésio diz ser Prata,
mas não engana jamais,
uma certeza é "batata":
- Feito de ouro este homem é,
maior que um "homi quarqué"
nos versos ele aquilata.
________________________
Nemésio Prata (Fortaleza/CE)
Desta vez chegou a vez
da "Gralha" dar seu recado,
trazendo sua mensagem
para o Trovador "prateado",
e achando que "Prata" é pouco,
este amigo, muito louco,
resolveu que eu sou dourado!
Meu nome completo traz
um Crisóstomo que vem
do grego: "boca de ouro",
então, explicação tem;
parece que o nobre Vate
não falou um disparate,
só preconizou: Amém!
________________________
José Feldman (Maringá/PR)
Cinco horas... e eu acordado
já aqui no computador,
o sono foi pra algum lado...
se o vir me faça um favor,
de mandar ele de volta,
juntinho com uma escolta,
que eu o aguardo com fervor.
Se eu levar para o outro lado,
eu até posso afirmar,
de zumbi aqui chamado,
ou de vampiro a zoar.
Mas lhe digo com certeza,
que este sangue é a correnteza
de mais versos a espalhar.
­­________________________
Nemésio Prata (Fortaleza/CE)
Se o sono te abandonou,
não te aflijas, foi favor
de Deus, que assim ensejou;
então guarda o teu fervor,
pois nem usando uma escolta
posso te mandar de volta,
meu Vate madrugador!
O acordar na madrugada
vem de Deus, meu caro esteta,
trazendo-te a inspiração
para que cumpras a meta
de postar belas poesias,
ao raiar dos nossos dias,
de tudo quanto é Poeta!

Pode até ser coincidência
mas ao despontar da aurora
o meu sono inveja o teu,
e, "malvado", foi embora;
fui pra "tela", e, ainda imerso
em fadiga vi o "universo",
então despertei... na hora!

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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