Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

terça-feira, 28 de junho de 2016

V ConPoZagão de Poesia (Prazo: 31 de julho de 2016)


I – Do Evento e seus Objetivos

Art. 1º – O V CONPOZAGÃO – Concurso de Poesia em homenagem ao Gonzagão e seus seguidores será realizado na Fazenda São Francisco – Parque Cultural “O Rei do Baião” – município de São João do Rio do Peixe-PB, no dia 20 de agosto de 2016, na programação do IX FESMUZA – Festival de Músicas Gonzagueanas.

Art. 2º – Poderão inscrever-se no V CONPOZAGÃO os poetas de todas as regiões de qualquer país, independente de estilo, gênero ou nacionalidade, que concorrerão em absoluta igualdade de condições.

Art. 3º – As obras devem ser exclusivas no idioma português, inéditas e originais.

Art. 4º – Neste ano de 2016, o concurso homenageia JOQUINHA GONZAGA, sanfoneiro e sobrinho do “Rei do Baião”.

Art. 5º – O V CONPOZAGÃO tem como objetivos:

a) – A promoção dos poetas, favorecendo o intercâmbio de ideias na busca de espaços para divulgar suas obras;

b) – Homenagear um parente do “Rei do Baião”, cujo troféu receberá o nome de “JOQUINHA GONZAGA”;

c) – Descobrir novos talentos da poesia;

d) – As poesias terão, obrigatoriamente, que versar sobre o homenageado Joquinha Gonzaga.

II – Das Inscrições

Art. 6º – As inscrições deverão ser feitas na 
Fazenda São Francisco, zona rural de São João do Rio do Peixe (PB), 

ou ainda no endereço: 
Rua Dr. José Guimarães Braga, 70, Vila do Bispo, 
Cajazeiras (PB), 
CEP – 58.900-000, 

pelos telefones: (83) 99615-7942 / (83) 99379-1893, 

pelos e-mails: chicocardoso.caldeirao@gmail.com e chicocardosocz@yahoo.com.br

Maiores informações no site: www.caldeiraodochico.com.br e no programa “Caldeirão Político”, na Rádio Oeste da Paraíba.

§ 1º – Serão aceitas inscrições por e-mail, pessoalmente ou via correio.

§ 2º – O período de inscrições será de 11 de abril a 31 de julho de 2016.

Art. 7º – A formalização das inscrições se processará mediante a entrega das poesias digitadas em espaço simples (Office Word), acompanhadas da identificação do autor (nome, endereço residencial completo, endereço eletrônico e currículo).

§ 1º – Na cópia da poesia não deverá constar o nome do autor, apenas o nome da obra. A identificação deverá ser feita em folha à parte e anexada.

§ 2º – Cada poeta poderá inscrever apenas uma poesia, e a mesma não poderá conter mais do que uma lauda (página).

Art. 8º – A Comissão Organizadora do Concurso não se obriga a devolver o material utilizado para as inscrições, ficando o mesmo na guarda da Comissão do V CONPOZAGÃO.

Art. 9º – O ato da inscrição implica, automaticamente, na aceitação integral por parte dos concorrentes dos termos deste Regulamento.

III – Do Julgamento

Art. 10º – O Julgamento das obras será feito por uma comissão formada por três jurados de reconhecida experiência na cultura nacional, que atribuirão notas de 5 a 10 ao material inscrito, no prazo de 20 dias após o término das inscrições, sendo sua decisão soberana, não cabendo qualquer manifestação contrária.

Parágrafo Único – Em caso de empate entre os primeiros colocados o desempate se dará por decisão dos três jurados, convocados extraordinariamente para esse fim.

IV – Da Premiação

Art. 11º – A premiação do V CONPOZAGÃO acontecerá no dia 20 de agosto de 2016, dentro da programação do IX FESMUZA, na Fazenda São Francisco, São João do Rio do Peixe-PB – Parque Cultural “O Rei do Baião”.

Art. 12º – O Campeão do V CONPOZAGÃO receberá prêmio de R$ 500,00, o Troféu “JOQUINHA GONZAGA” e Certificado de participação.

Art. 13º – O segundo e terceiro lugar receberão o Troféu “JOQUINHA GONZAGA” e Certificado.

Art. 14º – Os casos omissos a este regulamento serão resolvidos pela Comissão Organizadora.

Fazenda São Francisco, 09 de abril de 2016.
Francisco Alves Cardoso
Presidente do Parque Cultural “O Rei do Baião”

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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