Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

3a. FLIM - Festa Literária de Maringá (Ana Maria Machado e Caco Barcellos homenageados)

A 3ª FLIM será realizada de 13 a 18 de setembro, no Centro de Convivência Comunitária Renato Celidônio, ao lado da prefeitura.

Os autores homenageados são:
Ana Maria Machado, palestra no dia 13/09, às 9h e às 19h30.

e Caco Barcellos, palestra no dia 13/09, às 19h30.

Espetáculo “Menina bonita do laço de fita”, interpretação do livro de Ana Maria Machado, com o Grupo de Teatro do CAC e direção de Tisley Barbosa
13/09, as 15h30, no Auditório Hélio Moreira e
15/09, 16h, no Espaço Flim Criança.

Ana Maria Machado
Ana Maria Machado nasceu em Santa Tereza, Rio de Janeiro, a 24/12/1941. É considerada uma das mais versáteis e completas escritoras brasileiras contemporâneas.

Ocupa a cadeira nº 01 da Academia Brasileira de Letras, que presidiu de 2011 a 2013.

São mais de 40 anos escrevendo, mais de 100 livros publicados (dos quais 9 romances e 8 de ensaios), mais de 20 milhões de exemplares vendidos, publicados em 20 idiomas e 26 países.

Os prêmios conquistados ao longo da carreira também são muitos, entre eles, 3 Jabutis, o Machado de Assis da ABL em 2001 para conjunto da obra, o Machado de Assis da Biblioteca Nacional para romance, o Casa de Las Americas (1980, Cuba), o Hans Christian Andersen, internacional, pelo conjunto de sua obra infantil (2000), o Príncipe Claus (Holanda), o Iberoamericano SM de Literatura Infantojuvenil (2012), o Zaffari & Bourbon (2013) por melhor romance do Biênio em língua portuguesa.

Foi também agraciada, em alguns casos mais de uma vez, com láureas como: Premio Bienal de SP, João de Barro, APCA, Cecília Meireles, O Melhor para o Jovem, O Melhor para a Criança, Otavio de Faria, Adolfo Aizen, e menções no APPLE (Association Pour la Promotion du Livre pour Enfants, Instituto Jean Piaget, Génève), no Cocori (Costa Rica), no FÉE (Fondation Espace Enfants, Suíça) e Americas Award (Estados Unidos).

Estudou no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no MOMA de Nova York. Formou-se em Letras Neolatinas, em 1964, na então Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, e fez estudos de pós-graduação na UFRJ. Deu aulas na Faculdade de Letras na UFRJ, na Escola de Comunicação da UFRJ e na PUC-Rio; além de ensinar nos colégios Santo Inácio e Princesa Isabel, no Rio; no Curso Alfa de preparação para o Instituto Rio Branco; em Paris, na Sorbonne; e na Universidade de Berkeley, Califórnia – onde já havia sido escritora residente – e ocupou a cátedra Machado de Assis em Oxford.

No final de 1969, em exílio, trabalhou como jornalista na revista Elle em Paris e no Serviço Brasileiro da BBC de Londres, além de se tornar professora de Língua Portuguesa em Sorbonne. Nesse período, participou de um seleto grupo de estudantes cujo mestre era Roland Barthes, e terminou sua tese de doutorado em Linguística e Semiologia sob a sua orientação, em Paris. A tese resultou no livro “Recado do Nome” (1976) sobre a obra de Guimarães Rosa.

A volta ao Brasil veio no final de 1972, quando começou a trabalhar no Jornal do Brasil e na Rádio Jornal do Brasil, cujo departamento de Jornalismo chefiou de 1973 a 1980. Como jornalista, trabalhou também no Correio da Manhã e O Globo, e colaborou com as revistas Realidade, IstoÉ e Veja, e com os semanários O Pasquim, Opinião e Movimento.

Continuando a escrever para crianças, em 1977 ganhou o prêmio João de Barro pelo livro “História Meio ao Contrário”. O sucesso foi imenso e levou à publicação de muitos livros até então guardados na gaveta. Também foi editora, uma das sócias da Quinteto Editorial, junto com Ruth Rocha.

Há mais de três décadas vem exercendo intensa atividade na promoção da leitura e fomento do livro, tendo dado consultorias, seminários da UNESCO em diferentes países e sido vice-presidente do IBBY (International Board on Books for Young People).
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Caco Barcellos
Cláudio Barcellos de Barcellos, mais conhecido como Caco Barcellos (Porto Alegre, 5 de março de 1950) é jornalista, repórter de televisão e escritor, que se especializou em jornalismo investigativo, investigações, documentários e grandes reportagens sobre injustiça social e violência.

Nasceu na periferia de Porto Alegre, na Vila São José do Murialdo, onde foi taxista e mais uma porção de coisas antes de se tornar repórter. Começou no jornalismo como repórter do jornal Folha da Manhã, do grupo gaúcho Caldas Júnior. Teve atuação destacada nos veículos da imprensa alternativa dos anos 1970.

Foi um dos criadores da Cooperativa dos Jornalistas de Porto Alegre e da antiga revista Versus, que apresentava grandes reportagens sobre a América Latina.

Antes de trabalhar para a Rede Globo, foi repórter dos maiores jornais do Brasil e das revistas de informação semanal IstoÉ e Veja. Ainda quando trabalhava no jornalismo impresso, no fim dos anos 1970, foi correspondente internacional em Nova Iorque. Durante seis anos apresentou um programa semanal na Globo News.

A partir de 2001 passou a atuar como correspondente internacional em Londres, para a Rede Globo. É um dos repórteres mais famosos da televisão brasileira, com mais de 20 anos de atuação no Globo Repórter, Fantástico, Jornal Nacional e no Profissão Repórter.

É autor do livro “Rota 66”, que lhe custou 8 anos de pesquisa e várias ameaças. A obra fala sobre a Polícia em São Paulo. A investigação levou à identificação de 4.200 vítimas mortas pela Polícia Militar de São Paulo. Seu terceiro livro, “Abusado, o dono do morro Dona Marta”, é um relato do tráfico nos morros cariocas, de como "nascem" os traficantes e do relacionamento entre eles e a comunidade. O livro é uma reportagem escrita em forma de romance, e esteve mais de um ano na lista dos mais vendidos do Brasil.

Caco também é o autor do livro “Nicarágua: a Revolução das Crianças”. Em 2007, escreveu a peça de teatro “Ösama, The Suicide Bomber of Rio” (Osama, Homem Bomba do Rio), para o projeto Conexões, do National Theatre of London.

Foi vencedor de mais de 20 prêmios por reportagens especiais e documentários produzidos para televisão, entre os quais dois prêmios Vladimir Herzog, um pela reportagem sobre os vinte anos do atentado militar deflagrado no Riocentro durante as comemorações do Dia do Trabalho e o outro, em 2003, pelo livro-reportagem: Abusado, o dono do morro Dona Marta.

Seu livro Rota 66, a história da polícia que mata, rendeu-lhe em 1993 o Prêmio Jabuti na categoria reportagem, e mais 8 prêmios de direitos humanos. Com Abusado, o dono do morro Dona Marta, foi novamente vencedor do Prêmio Jabuti, como melhor obra de não-ficção do ano de 2004.

Recebeu em 2003 e 2005 o prêmio de melhor correspondente, promovido pelo site Comunique-se. Nos anos de 2006 e 2008, em premiação do mesmo site, foi eleito o melhor repórter da televisão brasileira. Ainda em 2008, recebeu o Prêmio Especial das Nacões Unidas, como um dos cinco jornalistas que mais se destacaram, nos últimos 30 anos, na defesa dos direitos humanos no Brasil.

Fonte:
Facebook

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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