Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Chuva de Versos n. 463


Uma Trova de Curitiba/PR
Vanda Alves


A saudade, simplesmente,
como vem logo se vai,
lembra bem o sol poente
no instante em que a noite cai.
-
Um Poema de Itajaí/SC
Samuel da Costa

SONHO MADRIGAL


Vem Pámela!
Dá-me a tua delicada mão!
Vamos juntos...
Vagar pelo infinito.

Dou-te todo meu imortal amor.
Toda a minha sagrada...
Devoção por ti...
Prometo dividir...
Os meus segredos mais profanos contigo...

Mas vem Pámela! Vem comigo!
E vem agora...
Não percamos mais tempo.
Quero-te agora e para sempre...

Vem amor da minha vida!
Pois quero me perder no infinito...
Dos teus olhos verdes!
Perder-me nos teus trigais cabelos.
Quero passear pela infinitude...
Do teu ser imortal.
Descobrir-te por inteira...
Desvendar o teu ser, sem pressa

Vem comigo Pámela!
Vem agora...
Vem para o teu mais devotado amor...
Vamos ouvir juntos...
Os sons nevoentos do madrigal à noite...
Desaparecer na nevoenta noite outonal.

Vem Pámela! Vem agora!
Da me a tua delicada mão.
E o teu corpo imortal por inteiro...
Pois quero amar-te.
Sob a luz da lua.
Descortinar teu ser imortal!
Pois quero ouvir os teus segredos
Mais sagrados...

Vem Pámela... Mas vem agora!
Vamos nos amar...
Da forma mais divina.
Vem comigo agora
Mas vem agora
Não percamos mais tempo
Pámela!
-
Uma Trova Hispânica do México
María Elena Espinosa Mata


Señor, mi fe te procura,
más es tal tu inmensidad
que me llena de amargura
no alcanzar tu eternidad
-
Um Poema de Fortaleza/CE
Francisco José Pessoa



Sou a força motriz do peregrino,
da jangada à deriva sou o norte,
a certeza que há vida após a morte
e que posso mudar qualquer destino.

Para a cura dos males sou suporte,
sou o oásis que alenta o beduíno,
o caminho que leva ao ser divino,
dos mais fracos eu sou o contraforte.

Sou a própria razão da confiança,
sementinha plantada na criança
que com o tempo traz seguridade.

Sou a fé que faz ver o homem cego
que transporta montanha isso eu não nego.
Sou a mãe da esperança e caridade.
-
Uma Trova de São José dos Campos/SP
Amilton Maciel Monteiro


Há um farol em teu olhar
que ilumina a minha vida;
sem ele (estou a cismar),
ficarei cego, querida!
-

Um Poema de Belo Horizonte/MG
Clevane Pessoa

SAUDADANIA

   
Sou  co (r)po
donde transborda-se
água de rememória
-revivêncio-as adoçando-a.

Meu coração é ir (mão)
vem riscando morim
onde  borda-se
pétalas de jasmim.

Com as pétalas, faço chá
e bebo-o bem quente.
Com as formas dos contornos
traço a base
e com a agulha do desejo
bordo meu ponto de sombra(s)
ponto a ponto.
Mas nada apazigua a saudade
-água viva em caudal.
-
Trovadores que deixaram Saudades
Aparício Fernandes
RN ((1934 - 1996) RJ


Das culminâncias da serra
ao mais profundo grotão,
trago viva a minha terra,
dentro do meu coração!
-
Um Poetrix de Bambuí/MG
Pedro Cardoso

banzo


em noites frágeis
as pedras são mais duras.
diamantes pingam de meus olhos
-
Um Poema de Santos/SP
Marcial Salaverry

CONHEÇA SANTOS


Quem vem a Santos passear,
apenas a praia quer frequentar...
Seus jardins são passagem obrigatória...
Mas... E sua história?
Todos vão ao Aquário,
e também ao Orquidário...
Mas ficam sem a história conhecer,
e realmente, há muito que saber...
As ruínas encravadas na saída do túnel,
representaram na história seu papel...
O Panteão dos Andradas,
Outeiro de Santa Catarina,
locais conhecidos de poucos santistas,
que dirá dos turistas...
E fazem parte da história,
contam de Santos sua glória...
Igreja do Carmo, Alfândega de Santos,
e seus belos portões, tão lindos quando fechados,
mas isso apenas nos domingos e feriados...
Igreja do Valongo, quanta história nos conta...
Suas imagens com ouro e pedras preciosas engastadas,
tem proteção especial para não serem roubadas...
E o agora famoso prédio da Bolsa do Café...
Totalmente restaurado,
é um marco das glórias de um recente passado...
Quente ou gelado, toma-se o melhor café
que se pode provar no mundo...
Lá, a história foi preservada,
e totalmente respeitada...
Há que se visitar, para jamais esquecer...
O futebol também tem seu Museu,
exaltando as glórias do time do Pelé,
da cidade, o clube de fé.

Os jardins de Santos, além de sua beleza natural,
através de seus monumentos, também contam a história,
pois sempre lembram alguém que guardamos na memória...
Martins Fontes e seus cravos na lapela, sempre renovados,
Vicente de Carvalho, Bartolomeu, e tantos sempre lembrados...
E o passeio de bonde, não podemos deixar de fazer,
pois é uma linda volta ao passado, que não se deve esquecer...
Quando Santos novamente visitar,
venha também sua história honrar...
Não fique apenas na praia, e tenha a felicidade
de conhecer este outro lado de nossa cidade...
-
Uma Trova Humorística de São Paulo/SP
Therezinha Dieguez Brisolla

 

- Canta mal, essa "coroa"...
- Pois saiba que é minha tia.
- Se a música fosse boa...
- Pois é de minha autoria!
-
Um Poetrix de Andradina/SP
Marcos Bastos

demagogia


a_versão e o fato…
entre a voz e o ato
– há um hiato
-
Um Poema de Poços de Caldas/MG
Laércio Borsato

REMINISCÊNCIAS


A tarde agonizava! Calmamente sobre o lago,
Alongava-se a sombra de velhos pinheiros,
Onde o astro rei em suave afago,
Lançava seus raios nos beijos derradeiros...

Da janela da fazenda contemplava extasiado
Os deslumbrantes caprichos da natureza;
Enquanto folheava o livro do passado,
Relendo páginas de alegria ou tristeza.

Na primeira página, quanta singeleza!
Nela gravei com a alma inda em flor,
O romântico nome de Maria Teresa...
O meu primeiro e decantado amor!

Dei nos lábios da linda Marília
O meu primeiro beijo, longo e ardente...
Depois em longas noites de vigília,
Beijei, sob a saudade, sua boca ausente.

Cintia! Eu a conheci quando
Missionários visitavam Campestre...
Recordei Castro Alves e caminhando
Recitei um poema do grande mestre.

Vanessa... Com que orgulho relatava
Façanhas de seus antepassados!
Hoje lembro- me quanto abominava
Nosso romance de sustos e pecados.

Lourdinha trazia no fulgurante olhar
Arroubo de amor, êxtase, e nem sei!...
Fiz para ela uma canção popular
E versos de amor que nunca lhe mostrei.

Alice!...Seu vulto gracioso e pequeno
Chegou a minha vida de surpresa...
Na sua doce fala, no seu olhar sereno,
Inspirei muitos poemas de real beleza!...

Tantas vidas que em meu caminho
Deram alegrias e satisfações sem fim...
A elas dei na verdade, amor e carinho;
Sei que também se lembrarão de mim.

Talvez um dia apareça a predileta,
Com fulgor no olhar e brandura nos cílios...
Que acalentará minh’ alma de poeta
E será por certo a mamãe de meus filhos...

Enquanto espero vou levando a vida
Como Deus quer, como me ensinou a crer!
A cada fim de dia, uma missão cumprida,
Uma nova esperança a cada alvorecer!

(Faz. Pinheirinhos 1959)
-
Recordando Velhas Canções
A cigana
(1973)

Roberto Carlos e Erasmo Carlos


Na distância vi seu vulto desaparecer
Nunca mais seu rosto eu pude ver
Na distância vi seu vulto desaparecer
Nunca mais seu rosto eu pude ver
Uma vez você apareceu na minha vida
Eu não percebi você de mim se aproximar
Não sei de onde você veio e nem perguntei
Talvez de alguma estrada que eu ainda não passei
Seu olhar me disse tanta coisa num momento
Parecia que podia ler meu pensamento
E no seu sorriso mil segredos percebi
Então nos seus mistérios de repente me perdi
Minha mão você tomou nas mãos e conheceu
Minha vida inteira e o seu encanto me envolveu
Toda minha história leu nas linhas que mostrei
O que estava escrito e o meu amor eu lhe entreguei
Hoje você anda por lugares que eu não sei
Vive nos meus sonhos e nas lembranças que guardei
Disse tanta coisa quando leu a minha mão
Você só não previu a minha solidão
-
Uma Trova de Balneário Camboriú/SC
Eliana Ruiz Jimenez

 

Em pintura impressionista
    a primavera desponta:
   flores a perder de vista,
  cores de perder-se a conta.
-
Um Poema de Itajaí/SC
Vivaldo Terres

SEM PENSAR NO AMANHÃ


Quando a lembrança me tira a alegria,
E enche-me a alma e o coração de certa tristeza.
Fico pensando naquela que amei...
E que o amor entre nós era beleza!

Quantas lembranças das noites entre amigos,
Em que o céu estava todo estrelado,
E o luar com sua luz celeste,
Penetrava os corações dos casais...
Deixando-os cada vez mais apaixonados!

Ah! Como o tempo passa e não percebemos.
Esta velocidade sem pensar no amanhã...
Ontem era jovem cheio de vida e esperança!
Hoje nem sei, mais quem sou.
-
Um Poetrix do Rio de Janeiro/RJ
Lilian Maial

relógio


com o passar das horas
tudo o que bate
é saudade
-
Uma Trova de Porto Alegre/RS
Milton Souza

 

Como gato na água fria,
quando vê careca perto,
porco-espinho se arrepia:
pensa no escalpo, por certo.
-
Um Poema de Lisboa/Portugal
Mario Matta e Silva

PRANTOS DE FOGO


Nuvens de fumo caem como um manto
Sobre as labaredas altas e disformes
Que incendeiam qualquer alma desperta
Aos pés do cruzeiro o desencanto
Na capelinha reza-se de porta aberta.

É gigantesco o fogo que se espalha
Por quilômetros de mata, de arvoredo
Junto às casas grita-se em desespero
Querem defender seus bens e sua tralha
Que tudo se guarda com amor e esmero.

Corre a mãe com a criança ao colo
Num sufoco imenso feito de carinho
Fugindo assustada daquele braseiro
Saltam as fagulhas e é negro o solo
E a água é então o bem primeiro.

Andam os soldados da paz em sobressalto
De mangueiras em punho, água a jorrar
São os heróis da noite tumultuosa
Na serra agreste de pinheiros ao alto
E valados íngremes de forma caprichosa.

Defender as populações e seus abrigos
Defender seus animais e a sua lavoura
Com dias de canseira, de exaustão
Tendo como criminosos e inimigos
Os que ateiam o fogo pela própria mão.

Por essas aldeias fora há espanto e medo
Por todo o mês de Agosto de cada ano
Lá crescem os fogos, deixando cinza e temor
Levará longos anos a crescer o arvoredo
E a reconstruir as casas com lágrimas de dor.
-
Uma Trova de Belo Horizonte/MG
Olympio Coutinho


Ante as barreiras não paro
e minha crença eu não mudo:
- Que valor teria o claro
se não existisse o escuro?
-
Hinos de Cidades Brasileiras
Município de Barra/BA

 

Há dois séculos à foz do Rio Grande,
O arraial que Lancastro fundou,
Foi crescendo... o progresso se expande,
Em Vila Florescente se tornou.
A Vila de São Francisco das Chagas,
Da Barra do Rio Grande do Sul,
A mais gentil das ribeirinhas plagas,
De princesa vestiu manto azul.

Refrão

Salve terra de ilustres varões!
Vai avante na marcha em que estás,
À conquista de novos brasões,
Na ilustração, no trabalho e na paz.
Terra de ordem e de paz!

De índios mansos formando o arraial,
João Lancastro o futuro lhe aguarda,
Terra de ordem, de paz sem igual,
Sob o olhar do patrono que a guarda.

Pernambuco era então Capitania,
E alegrou-se com a vila recente
Que ao domínio passou da Bahia,
Prosseguindo em sua rota ascendente.

Da Serra da Canastra à Cachoeira,
De Paulo Afonso ouve-se um brado forte,
É a voz do São Francisco em sua carreira,
Chamando os filhos seus de sul a norte.

Agora novo século se anuncia,
Estejamos a postos na vanguarda,
Do progresso, barrenses, com ufania,
Sob o olhar do patrono que nos guarda.

Bendito seja, pois, o sol nascente,
Do novo centenário promissor,
Advento feliz à nossa gente,
Transfigurada na glória do Tabor.

Sobre louros passados, não é justo
Que fiques, ó Princesa, adormecida,
O Príncipe do Progresso, sem custo,
Vai despertá-la pra nova vida.
-
Um Poetrix de Novo Hamburgo/RS
Denise Severgnini

Chopin

 

Numa valsa de um minuto,
Noturno em “tristesse”
Sonatas dissonantes em mim!
-
Um Poema do Rio de Janeiro/RJ
Luiz Poeta
(Luiz Gilberto de Barros)

AUSÊNCIAS VIRTUAIS


Muitas vezes, o amor que a gente sente
É carente de outro amor que nos complete,
Esse amor não se conquista na internet,
Ele é nobre, natural e transigente.

Nosso amor não é só troca de presentes,
Ele é muito mais que isto, é compreensão
De quem pode perceber que a emoção
Não suporta sentimentos dependentes.

Quem exige afeição, é egoísta
Pois só pensa em si mesmo e nem percebe
Que o amor é como um vinho se bebe,
Sem nenhuma intenção exclusivista.

Que adianta tanta vã filosofia
De quem nunca compreende que o amor
Partilhado, é como o pólen de uma flor
Que abençoa quem o quer por companhia.

Quem quiser testar o amor, busque a saudade
Dos momentos mais felizes de alguém
Que um dia demonstrou um querer bem,
Sem querer mostrar o que é felicidade.

Quando a falta desse alguém é derradeira,
Sem retorno, todo aquele que se deixa
Dominar pelo rancor, e que faz queixa
Da presença virtual... tão passageira...

Pouco a pouco compreende que a razão
Submete-se às trapaças do egoísmo
Passional e vê que o seu inconformismo
Não entende de verdade um coração.

Filosofa-se, comenta-se, questiona-se
Sobre ausências, sem sequer imaginar
Que esse ausente sempre vem nos visitar
E que só por nos lembrar... emociona-se.
-
Uma Trova de Bragança Paulista/SP
Marina Valente


Dama da noite, de branco,
com as vestes de cetim,
enfeita à noite o barranco
transformando-o num jardim.

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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