Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

sábado, 25 de maio de 2019

III Concurso ALAP “Paranavaí Literária” (Prazo: 31 de Julho)


Regulamento do III Concurso ALAP “Paranavaí Literária”

O link do formulário de inscrição está no final da página.

REGULAMENTO


A Academia de Letras e Artes de Paranavaí torna público o Regulamento que regerá o III Concurso ALAP “Paranavaí Literária”.

1. DA ORGANIZAÇÃO

1.1. O Concurso ALAP “Paranavaí Literária” é uma realização da Academia de Letras e Artes de Paranavaí.

1.2. Apoia a realização e promoção desta terceira edição do concurso o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher; o Núcleo Maria da Penha (NUMAPE) da Unespar, Campus de Paranavaí; a Delegacia da Mulher de Paranavaí; o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) de Paranavaí; a Ordem dos Advogados do Brasil, Subseção de Paranavaí; o Centro de Educação em Direitos Humanos da Unespar (CEDH), Campus de Paranavaí.

1.3. A realização do concurso conta ainda com o imprescindível apoio da Fundação Cultural de Paranavaí.

1.4. A Academia conta também com o apoio, na divulgação do evento, dos seguintes organismos: Universidade Estadual do Paraná – Unespar; Instituto Federal do Paraná (IFPR), campus de Paranavaí; Unipar – Universidade Paranaense, campus de Paranavaí; Fatecie – Faculdade de Tecnologia e Ciências do Norte do Paraná; Serviço Social do Comércio – SESC, Unidade de Paranavaí; Núcleo Regional de Educação de Paranavaí e Biblioteca Pública Municipal Júlia Wanderley.

2. DOS OBJETIVOS

2.1. O concurso tem caráter exclusivamente cultural e visa selecionar e divulgar obras literárias produzidas em Língua Portuguesa por escritores, cronistas, poetas e contistas nascidos ou residentes no Brasil.

2.2. A realização do concurso literário objetiva também incentivar a produção literária no âmbito das cidades da microrregião de Paranavaí, no Noroeste do Estado do Paraná, que integram a área geográfica de atuação da Academia.

2.3. Além dos objetivos mencionados, a Academia elegeu para a realização do concurso as seguintes finalidades:

2.3.1. Estimular a criação literária;

2.3.2. Promover intercâmbio artístico-cultural;

2.3.3. Valorizar novos talentos;

2.3.4. Tornar acessíveis ao público os trabalhos produzidos em Língua Portuguesa;

2.3.5. Ampliar os espaços e oferecer oportunidade de reflexão acerca do tema escolhido.

3. DAS CATEGORIAS

3.1. Na forma a seguir especificada, o concurso será realizado nas categorias crônica, poesia e microconto.

3.1.1. A crônica deverá conter título e estar de acordo com o tema (item 4.1), e não poderá ultrapassar o número de 40 (quarenta) linhas digitadas em folha do tamanho A4, com fonte arial tamanho 12, espaçamento 1,5 entre as linhas e todas as margens medindo 2,5 cm. Para este concurso a crônica poderá ser dos tipos: narrativa, argumentativa, dissertativa, reflexiva, histórica ou jornalística

3.1.2. Na categoria poesia, os autores poderão inscrever trabalhos nas seguintes modalidades:

3.1.2.1. poema temático: com liberdade na forma, deverá conter título, estar de acordo com o tema (item 4.1) e não ultrapassar o número de 40 (quarenta) versos.

3.1.2.2. haicai: poema de três versos, preferencialmente sem título, inspirado no haiku japonês, com 17 (dezessete) sílabas poéticas divididas em versos de 5, 7 e 5 sílabas, contendo alguma referência à natureza ou às quatro estações do ano e exprima o tempo presente.

3.1.3. O microconto é um conto de produção minimalista, cuja narrativa se dá no menor número possível de palavras, caracterizado pela concisão, narratividade, totalidade, subtexto e ausência de descrição, que neste concurso será limitado a 300 caracteres, considerados os espaços e o título, se houver.

4. DO TEMA E DO SLOGAN

4.1. As crônicas e os poemas temáticos deverão observar o tema escolhido pela Academia que, para esta terceira edição, versará sobre a violência familiar e doméstica.

4.1.1. A reflexão sobre o tema escolhido se justifica por três principais razões:

a) o crescimento da violência doméstica no Brasil é alarmante, e atinge níveis que exigem, de toda a sociedade, não apenas a atenção para um problema social, mas, principalmente, tomada de consciência para dar a esta mesma sociedade uma resposta efetiva no combate às inúmeras agressões sofridas por idosos, crianças adolescentes e, principalmente, mulheres;

b) a conscientização da sociedade não pode se limitar às causas de violência física, haja vista que são inúmeros os tipos de violência familiar e doméstica, dentre as quais a psicológica, a sexual, a patrimonial e a moral, que podem culminar em violência física;

c) viver sem violência é um direito, e a participação de toda a sociedade no trabalho de conscientização é um dever, no qual se insere também os escritores, poetas, contistas, cronistas e todos aqueles que fazem de sua arte um instrumento de transformação para um mundo melhor, onde a paz não seja eternamente uma semente, mas uma árvore frutífera que se recrie no âmago de nossos lares.

4.1.2. Os trabalhos inscritos na categoria crônica e na modalidade poema temático que não observarem o tema serão automaticamente desclassificados.

4.2. Ante o tema escolhido pela Academia para a categoria crônica e a modalidade poema temático, para a promoção e divulgação do concurso adota-se o slogan: Pare. Reflita. Conscientize.

4.2.1. O slogan deverá ser utilizado em todos os materiais e veículos de promoção e divulgação.

5. DAS INSCRIÇÕES

5.1. As inscrições poderão ser feitas a partir do dia 13 de maio até às 23h59 do dia 31 de julho de 2019.
5.2. A participação é gratuita e aberta a todos os escritores, cronistas, poetas e contistas nascidos ou residentes no Brasil.

5.3. São impedidos de participar do concurso os membros da Academia de Letras e Artes de Paranavaí.

5.4. Cada participante poderá se inscrever com, no máximo, dois trabalhos em cada uma das categorias e modalidades, mas apenas um poderá ser classificado entre os três (3) primeiros selecionados.

5.5. Serão aceitas obras redigidas exclusivamente em Língua Portuguesa que ainda não tenham sido publicadas em livros, jornais, revistas e periódicos impressos, não sendo impedimento à inscrição a simples divulgação anterior em páginas da internet e redes sociais.

5.6. Para se inscrever os candidatos deverão ler o regulamento e preencher a ficha de inscrição, disponíveis no seguinte endereço na internet: alap.org.br/concurso2019

5.7. Ao preencher a ficha de inscrição no sítio do concurso na internet, o participante deverá anexar os arquivos de texto contendo os trabalhos, individualizados, nos formatos: “doc” ou “docx” (documento do Microsoft Word); ou “pdf” (Portable Document Format, da Adobe Acrobat).

5.8. A mensagem eletrônica (e-mail) gerada pelo sistema valerá como comprovante de inscrição.

5.9. Ao realizar a inscrição o candidato manifesta pleno acordo com este regulamento.

5.10. Efetivada a inscrição, não serão aceitas quaisquer alterações nos trabalhos entregues.

6. DAS COMISSÕES JULGADORAS

6.1. Os trabalhos inscritos serão analisados e selecionados por uma Comissão Julgadora composta por cinco (5) integrantes convidados pela Comissão de Concurso da ALAP, dentre os quais dois membros indicados pelas entidades apoiadoras mencionadas no item 1.2 deste regulamento.

6.2. Os nomes dos integrantes da Comissão Julgadora serão mantidos em sigilo até a divulgação dos resultados.

6.3. Em seu julgamento, a Comissão Julgadora deverá considerar, dentre outros, os seguintes critérios: a) qualidade literária, criatividade e inovação; b) coerência e coesão do texto; c) correção linguística e gramatical; d) características do gênero literário.

6.4. A avaliação dos trabalhos será por notas atribuídas de 1 (um) a 10 (dez) individualmente pelos integrantes da Comissão Julgadora, habilitando-se para a premiação apenas os trabalhos que obtiverem média igual ou superior a 8 (oito).

6.5. As decisões da Comissão Julgadora terão caráter irrevogável e irrecorrível.

7. DA DIVULGAÇÃO DOS RESULTADOS

7.1. Os resultados serão divulgados no sítio alap.org.br/concurso2019 no dia 10 de outubro de 2019, alusivo ao Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher.

7.2. Juntamente com os resultados, serão divulgados os nomes dos integrantes da Comissão Julgadora e o número de inscritos.

8. DA PREMIAÇÃO

8.1. Serão premiados com o troféu “CORUJA” os trabalhos classificados em primeiro lugar em cada uma das categorias e modalidades, e com certificado aos demais trabalhos selecionados, observando-se a nota de habilitação definida no item 6.4 deste regulamento.

8.2. A Academia também premiará com troféu os trabalhos classificados em primeiro lugar dentre aqueles apresentados por autores residentes nas cidades da microrregião de Paranavaí, no Noroeste do Estado do Paraná, que integram a área geográfica de atuação da Academia.

8.3. A entrega da premiação ocorrerá no dia 31 de outubro de 2019, durante evento comemorativo do Dia Nacional da Poesia (instituído pela Lei nº 13.131, de 3 de junho de 2015, em homenagem à data de nascimento de Carlos Drummond de Andrade).

8.4. Os autores contemplados com o troféu “CORUJA” que não puderem comparecer no evento receberão o troféu por meio de serviço postal.

8.5. A expedição e entrega dos certificados aos demais trabalhos selecionados se dará por meio físico aos que puderem comparecer ao evento, e por meio digital aos que não se fizerem presentes.

8.6. O troféu “CORUJA” a ser entregue aos primeiros colocados, nesta terceira edição, terá consignado o nome dos acadêmicos Cleuza Cyrino Penha, em homenagem à primeira titular e atual Patronesse da Academia e da cadeira número 1; Regina Maria Torrezan de Souza, em homenagem à primeira titular e atual patronesse da cadeira número 10 da Academia; e Altair Cirilo dos Santos, em homenagem ao primeiro titular e atual patrono da cadeira número 4 da Academia.

9. DOS DIREITOS DE PUBLICAÇÃO

9.1. O ato de inscrição no concurso se reveste de autorização para a divulgação do trabalho inscrito na página da Academia na internet, bem como, configura cessão temporária de direitos para fins de publicação em antologia, a critério da Diretoria da ALAP, com a destinação de valores advindos da venda dos exemplares em prol de atividades voltadas à valorização da família.

9.2. A cada autor selecionado na antologia, se editada, será graciosamente reservado um exemplar.

9.3. A critério da Academia, a antologia poderá ser editada em formato digital (eBook).

10. DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

10.1. Os participantes do concurso se responsabilizam pelas informações prestadas e eventuais consequências jurídicas decorrentes de plágio.

10.2. No caso de o participante for menor de 18 anos, deverá obrigatoriamente constar da ficha de inscrição o nome, telefone e e-mail do responsável, sob pena de automática desclassificação do concurso.

10.3. Os casos omissos serão resolvidos pela Comissão de Concurso da ALAP, constituída nos termos do regimento interno, ou pela Diretoria da ALAP, nos assuntos de sua competência.
Paranavaí, 10 de maio de 2019.

José Aparecido Cauneto
Presidente da ALAP

Adriele de Souza da Silva
Secretária do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher

FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO
http://alap.org.br/concurso2019/formulario/


Fonte:
http://alap.org.br

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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