Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Palestra de Isabel Furini, na UEM e Homenagens


Ontem, na UEM na presença de muitos maringaenses - admiradores, poetas e membros do SESC, UNATI, UNIJORE e ALM - a Embaixadora Internacional e Imortal da Poesia pela Academia Virtual de Letras, Artes e Cultura do Brasil, educadora e professora curitibana Isabel Furini proferiu uma palestra sobre a importância da poesia no mundo atual em comparação aos tempos antigos, sendo muito aplaudida.  

Na ocasião alguns poetas maringaenses (como Jaime Vieira, Joel Cardoso, Nilsa Alves de Melo, entre outros) se fizeram presente declamando poemas de sua autoria. Raílda Masson anunciou o lançamento de livro de sua autoria sobre Florbela Espanca em 5 de novembro, e posteriormente na FLIM (Festa Literária Internacional de Maringá).

Ao final, após sortear entre os presentes livros de diversos poetas, Isabel homenageou dois poetas maringaenses que trabalham há muitos anos pela divulgação da poesia, entregando em mãos medalhas, um deles a Jaime Vieira e outro para minha pessoa, como membro imortal da Academia Virtual Internacional de Poesia, Arte e Filosofia, da qual Isabel é Presidente. 

Grato e honrado por este belo presente às portas de minhas 65 primaveras que completo esta sexta-feira.

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Educadora e escritora, Isabel Furini escreve poemas desde criança. Suas poesias foram premiadas no Brasil, na Espanha e em Portugal. Já possui mais de 30 livros publicados. Foi nomeada Embaixadora da Palavra pela Fundação Cesar Egido Serrano (Espanha); Embaixadora da Rima Jotabé, Espanha; recebeu Comenda Ordem de Figueiró e foi nomeada Embaixadora Internacional e Imortal da Poesia pela Academia Virtual de Letras, Artes e Cultura do Brasil, em 2015. Participou de antologias na Argentina, no Brasil, no Chile e em Portugal.

Jaime  Vieira é professor de línguas e literaturas portuguesa e inglesa, é autor   dos   livros:   “Desencontros”,   “Ecos   e   Gritos”,   “Reencontro”,   “Outonos”,“Reencanto”, e “Asas”. Tem 36 prêmios literários, alguns deles são internacionais. Escreveu   durante   anos   a   coluna   literária   “Sinal   Verde”,   para   vários   jornais   de Maringá,   também   apresentou   o   programa   “Jaime   Viera”   pela   rádio   cultura   de Maringá.  É   membro  da  UBE  (União Brasileira  dos   Escritores   São- Paulo/SP)  e membro fundador da Academia De Letras de Maringá. Atualmente é vice-presidente da Unijore – União dos jornalistas e escritores de Maringá. 

José Feldman nasceu em São Paulo/SP, radicou-se na cidade de Maringá/PR. Poeta, trovador, escritor e gestor cultural, foi membro da União Brasileira dos Trovadores (UBT)/SP, Casa do Poeta Lampião de Gaz e Ordem Nacional dos Escritores. Vice-presidente da ALIUBI (Ubiratã/PR), Delegado da UBT Ubiratã/PR, membro da UBT/Maringá, auxiliar de delegado da UBT Arapongas/PR, atual presidente da Academia de Letras do Brasil/Paraná desde 2009, conselheiro internacional do Movimento União Cultural, acadêmico da AVIPAF, acadêmico da Academia de Letras de Teófilo Otoni, Academia Formiguense de Letras, Academia de Letras Brasil – Suiça, em Berna, membro da Sociedade Mundial de Poetas, entre outras. Premiado em diversos concursos de Trovas e de Poesias, criador do blog Singrando Horizontes, organizador e editor de e-books e e-revistas literárias. Possui dois livros de trovas de sua autoria. Recebeu honrarias por seu trabalho em prol da literatura de diversas academias do Brasil e do exterior. Título de Doutor Honoris Causa da Academia de Letras do Brasil, comenda da Academia Pan Americana de Letras e Artes, comenda Euclides da Cunha da ALB-Suiça, a mais alta honra destas duas academias. Prefaciou livros de escritores de Curitiba/PR e Vila Velha/ES.
(José Feldman)

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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