sexta-feira, 4 de maio de 2012

Ademar Macedo (Mensagens Poéticas n. 544)


Uma Trova de Ademar

Eu recebi, “lá de cima”,
para versificação,
o dom do verso e da rima
e a fonte da inspiração!...
–ADEMAR MACEDO/RN–

Uma Trova Nacional


Meus sonhos não são modelos;
alguns me fazem chorar...
Mas não tenho pesadelos:
pesadelo é não sonhar!...
–MILTON SOUZA/RS–

Uma Trova Potiguar


A velha esquina esquecida,
toda enfeitada de flor,
sem querer fez-se guarida
de nossa história de amor.
–MARA MELINNI/RN–

Uma Trova Premiada

2006 - Balneário Camboriú/SC
Tema: LUA - M/E


Cumprem a Lua e as estrelas
o ofício de serem belas...
E, no entanto, para vê-las,
só o poeta abre as janelas!
–A. A. DE ASSIS/PR–

...E Suas Trovas Ficaram


Contemplo à noite, à janela
e entre as estrelas e a lua
eu sinto o perfume dela
que no meu quarto flutua.
–FRANCISCO MACEDO/RN–

Uma Poesia


Quando acabo de escrever
um verso, uma trova, um poema,
sinto que acabo de erguer
uma casa de fonema,
o som, a matéria prima,
a alma, a palavra, a rima,
e amor como argamassa,
mas nunca que acho perfeita
a obra depois de feita,
por melhor mesmo que a faça.
–RAYMUNDO SALLES/BA–

Soneto do Dia

Assim São Meus Versos
–SÔNIA SOBREIRA/RJ–


Assim são meus versos, enigmáticos,
como ventos que bailam nas andanças,
são mistérios, são fúlgidas lembranças,
luzeiros cintilantes, mas estáticos.

São girassóis altivos e fleumáticos,
são quimeras, retalhos de esperanças,
cantilenas que embalam as crianças,
fantasias dantescas de fanáticos.

Frágeis anseios a rimar cansaços,
que choram seus lamentos nos meus braços,
num desconsolo que jamais se acalma.

São espectros com dedos gigantescos,
desenhando nas pedras arabescos,
que entrelaçam pedaços de minh'alma.