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sexta-feira, 1 de maio de 2026

Dicas de Escrita (Como Escrever um Poema com Rimas)

Coescrito por Alicia Cook*
Rimas podem dar ritmo aos seus poemas, uma qualidade memorável que pode ser muito divertida. Embora nem todos os poemas precisem rimar, os que rimam tendem a soar melhores por terem uma composição mais complexa. Para testar suas habilidades rimando poesia, aprenda o básico, inspire-se, e escreva!

Parte 1
Tendo ideias para o poema

ANOTE SUAS IDEIAS QUANDO ELAS SURGIREM.

É importante escrever com frequência para manter sua criatividade fluindo e garantir que não esqueça as ideias que tem para os poemas! Quando uma ideia surgir, anote para não esquecer.

Você não precisa escrever suas ideias em verso, pode escrever em prosa ou fazer listas de palavras e ideias para usar em um poema mais tarde.

É uma boa ideia começar escolhendo um conceito ou tópico para o seu poema — sobre o que você quer que ele seja? Depois, pode começar a moldar palavras com base nesse tópico.

Dica: tenha um bloquinho ou caderno com você o tempo todo para registrar suas ideias a qualquer momento.

PROCURE POR INSPIRAÇÃO AO SEU REDOR.
Caso não saiba sobre o quê escrever, escolha um objeto, animal, pessoa ou lugar como tema. Você não precisa escrever sobre algo extraordinário; escolha algo que seja interessante para você.

Por exemplo, você pode escrever um poema rimado sobre uma luminária na sua escrivaninha, a vista da janela do seu quarto, seu cachorro, sua mãe, ou seu restaurante favorito.

ESCREVA LIVREMENTE SOBRE O ASSUNTO ESCOLHIDO. 
Quando tiver uma ideia para um poema, comece a escrever! Passe todas as ideias para o papel sem se preocupar com a estrutura ou esquema rimático. Você pode dividi-las em linhas ou escrever em prosa no primeiro rascunho.

Por exemplo, se estiver escrevendo um poema sobre o seu cachorro, pode escrever um parágrafo sobre a aparência dele, o comportamento, e o quanto você gosta dele.

Dica: Caso encontre alguma oportunidade de rima no seu rascunho, inclua elas. Você também pode adicioná-las mais tarde, então não se preocupe se não conseguir pensar em nenhuma imediatamente.

FAÇA UMA LISTA DE PALAVRAS QUE RIMAM COM O SEU ASSUNTO. 
Outra ótima forma de ter ideias para um poema rimado é fazer uma lista de palavras relacionadas ao tema e que rimam com ele. A lista pode ser longa ou curta, dependendo do que você estiver escrevendo sobre. Escreva palavras que descrevem o assunto e procure por pares rimados para cada uma dessas palavras.

Por exemplo, se estiver escrevendo um poema sobre sua flor favorita, pode começar escrevendo palavras que rimam com flor, como amor, valor, incolor, calor, etc.

Então, poderia escolher um tipo de flor, como a margarida, e fazer outra lista de palavras que combinem com ela, como vida, querida, colorida, florida, etc.

Continue fazendo listas dessa forma até que não consiga pensar em mais palavras.

Use um dicionário de rimas se não conseguir pensar em rimas para uma palavra.

Parte 2
Escolhendo um esquema rimático

OPTE POR UM ESQUEMA RIMÁTICO ALTERNADO PARA CRIAR UM PADRÃO SIMPLES. 
Essa é provavelmente a forma mais comum de se organizar um poema. Para usá-la, coloque seus pares rimados no final de linhas alternadas.

Por exemplo, suas rimas podem seguir o padrão ABAB, CDCD, EFEF, etc.

EXPERIMENTE UMA ESTRUTURA DE BALADA PARA CRIAR ALGO MAIS COMPLEXO. 
Para incorporar um pouco mais de complexidade a um esquema rimático alternado, tente estruturar seu poema como uma balada musical. Isso consiste em dois conjuntos de quatro rimas alternadas divididas por um verso extra que rima com o segundo verso. Então, um terceiro conjunto de quatro rimas alternadas com as mesmas rimas do segundo conjunto vem a seguir.

Por exemplo, esse esquema rimático seria ABABBCBC e depois BCBC.

RIME TODAS AS PALAVRAS DO POEMA ENTRE SI PARA CRIAR UMA MONORRIMA. 
Essa técnica é quando você usa o mesmo som rimado em todo o poema. Fazer monorrima pode ser complicado se não tiver muitas palavras ou sílabas que rimem com a primeira palavra, então escolha bem.

Por exemplo, a última palavra em cada verso do poema rimaria com a primeira que usou, e o esquema rimático seria AAAAA.

ESCREVA RIMAS EMPARELHADAS OU PARALELAS PARA UMA FORMA SIMPLES DE ORGANIZAR AS RIMAS. 
Isso significa criar dois versos que terminam com a mesma rima. Você pode escrever todo o poema em rimas paralelas, ou incluir só algumas para variar o ritmo.

Um poema escrito em um esquema rimático de rimas emparelhadas ficaria AA BB CC DD etc.

Você também pode fazer uma variação com três rimas, como AAA BBB CCC etc.

Por exemplo, as rimas emparelhadas podem ser tão simples quanto: "A vaca pulou a cerca / Espero que ela não se perca."

COMECE E TERMINE CADA ESTROFE COM A MESMA RIMA PARA CRIAR RIMAS INTERPOLADAS.
Caso queira usar algo que ajudará a sinalizar o início e o fim de uma das estrofes, abra e feche uma com a mesma rima. Você pode incluir rimas emparelhadas ou outro esquema rimático no meio da estrofe, ou não incluir nenhuma outra rima exceto no início e fim do poema.

Por exemplo, você pode organizar o esquema rimático como ABBA CDDC EFFE, ou experimentar algo como ABCA DEFD GHIG.

APOSTE EM UMA ESTRUTURA DE LIMERIQUE PARA CRIAR UM POEMA ENGRAÇADO.

Aposte em uma estrutura de limerique para criar um poema engraçado. Limeriques são poemas de cinco versos que contam uma história curta e pateta, então é uma ótima opção se quiser escrever um poema rimado engraçado. A estrutura desse estilo inclui duas rimas emparelhadas seguidas por um verso que termina com a mesma rima que a primeira parte.

Por exemplo, você pode usar a estrutura AABBA.

INCLUA DUAS PALAVRAS RIMADAS OU MAIS NO MESMO VERSO.
Você pode colocar palavras que rimam no mesmo verso para uma sucessão mais rápida de rimas. Essa técnica é conhecida como esquema rimático interno. Escolha duas palavras que rimem ou que tenham uma sílaba que rima no final e coloque as duas no mesmo verso do poema.

Por exemplo, você pode usar uma rima como: "A bela bola do Raul / Bola amarela" (Cecília Meireles).

Parte 3
Revisando um poema rimado

LEIA TODO O POEMA ALGUMAS VEZES DEPOIS DE FAZER O RASCUNHO.
Da mesma forma que em muitos outros tipos de escrita, a revisão é a parte mais importante. Quando as ideias estiverem no papel, leia atentamente e corrija erros gramaticais, refine a linguagem, adicione ou remova palavras e frases, e reescreva algumas partes se for necessário.

Leia o poema em voz alta para ouvir como ele soa. Isso ajudará a encontrar erros pequenos, e também é como a poesia deve ser apreciada!

Caso tenha que enviar o poema para uma aula, tenha tempo suficiente para revisá-lo até ficar satisfeito. Lembre-se de que até mesmo poetas renomados revisam seu trabalho muitas vezes.

PEÇA A OPINIÃO DE ALGUÉM EM QUEM CONFIA.
Dê o seu poema a um amigo, colega ou professor para que ele leia e diga o que achou. Isso pode ajudá-lo a revisar o poema dando mais palavras rimadas, conteúdo para o poema, ou formas de melhorar a estrutura.

Se precisar enviar o poema para uma aula, peça a opinião das pessoas alguns dias antes do prazo.

Dica: Revisar não é só sobre corrigir erros de ortografia, digitação ou formatação; é também sobre moldar e aperfeiçoar o conteúdo do seu poema e torná-lo o melhor que conseguir.

VOLTE PARA O POEMA ALGUMAS HORAS OU DIAS DEPOIS SE ESTIVER SEM IDEIAS.
Embora possa revisar o poema imediatamente, muitas pessoas acham mais fácil revisar depois de deixar o poema de lado por algumas horas ou até dias. Isso permite que você volte para o poema com uma nova perspectiva e encontre problemas que pode não ter visto da última vez.

Parte 4
Experimentando tipos diferentes de rimas

FAÇA A ÚLTIMA PALAVRA DE UM VERSO RIMAR COM A ÚLTIMA PALAVRA DO PRÓXIMO VERSO.
O tipo mais comum de rima em um poema é quando a última palavra ou sílaba de um verso rima com a última palavra ou sílaba de outro verso. Isso também é conhecido como rima externa.

Por exemplo, se um verso terminar com “canto", o próximo pode terminar com "manto”.

Ou você pode rimar as últimas sílabas de duas palavras, como "coração" e "sensação".

USE DUAS PALAVRAS QUE QUASE RIMAM PARA CRIAR UMA RIMA TOANTE OU ASSONANTE.
Você pode usar no seu poema duas palavras com sons parecidos mas que não rimam perfeitamente. Elas podem ter um ritmo vocálico forte, mas ter uma letra que as impede de rimar perfeitamente.

Por exemplo, as palavras "pálida" e "lágrima" são rimas toantes por causa dos sons que as vogais fazem. "Boca" e "moça" também são consideradas rimas toantes pelo mesmo motivo.

Esse tipo de rima também pode ser chamado de imperfeito por ter apenas uma correspondência parcial de sons.

REPITA PALAVRAS HOMÔNIMAS PARA INCORPORAR UMA RIMA RICA.
Esse estilo é chamado assim pois as palavras rimadas têm o mesmo som, mas têm significados diferentes. Usar essa técnica é uma ótima forma de incorporar palavras rimadas e adicionar complexidade ao seu poema.

Por exemplo, você pode incluir as palavras "noz", o fruto, e "nós", o pronome.

Outro tipo de rima rica pode ser repetir a palavra "trabalho", mas com um significado diferente em cada verso. “Trabalho” pode se referir ao verbo trabalhar na primeira pessoa do singular, ou à ocupação de alguém.

INCLUA PALAVRAS QUE PARECEM QUE RIMAM MAS NA VERDADE NÃO RIMAM.
Algumas palavras são escritas de uma forma que você pode pensar que elas rimam, mas têm sons diferentes quando pronunciadas. Juntar duas palavras com grafias parecidas ou iguais e sons diferentes pode fazer seu poema soar mais complexo.

Por exemplo, as palavras "árvore" e "apavore" terminam da mesma forma, então parece que elas rimam, mas elas têm sílabas tônicas diferentes e são pronunciadas de formas diferentes!

USE A MESMA PALAVRA MAIS DE UMA VEZ PARA ENFATIZÁ-LA.
Repetir uma palavra é outra forma criativa de incluir palavras rimadas no seu poema. Você pode rimar uma palavra com ela mesma repetindo a palavra na mesma posição do próximo verso.

Por exemplo, você pode repetir "casa" e dois versos escrevendo: "Eu estou seguro nessa casa / Essas paredes grossas são a minha casa.”

DICAS: 

1– Não reutilize a mesma palavra muitas vezes no seu poema. Use a repetição uma ou duas vezes para dar ênfase sem soar repetitivo demais.

2– Caso tenha que escrever um poema rimado para a escola, faça com antecedência. Isso não é algo que você consegue escrever de última hora.

3– Use um dicionário de rimas como a parte de rimas do Dicionário Informal para encontrar outras rimas que você não teria pensado sozinho.

4– Você precisa ler poesia para aprender a escrever poemas. Pegue uma antologia de poesia e leia do início ao fim, ou visite um site de poemas para procurar por autores, assuntos ou estilos.

AVISO
Não fique bravo ou estressado se estiver com dificuldade. Tire um tempo para clarear a mente, beba água ou respire ar puro, e recomece.
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* ALICIA COOK é escritora profissional que reside em Newark, Nova Jersey. Com mais de 12 anos de experiência, Se especializou em poesia e utiliza sua plataforma para defender as famílias afetadas pelo vício e a lutar para quebrar o estigma em torno do vício e das doenças mentais. É formada em Inglês e Jornalismo pela Georgian Court University e possui um MBA pela Saint Peter's University. Autora de best-sellers pela Andrews McMeel Publishing, seus trabalhos já foram publicados em diversos veículos de comunicação, incluindo o NY Post, CNN, USA Today, HuffPost, LA Times, American Songwriter Magazine e Bustle. Foi nomeada pela Teen Vogue como uma das 10 poetisas das redes sociais que você precisa conhecer, e sua coletânea de poemas, "Things I've Been Feeling Lately", foi finalista do Goodreads Choice Awards de 2016. 

Fontes:
WikiHow. 
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quinta-feira, 23 de abril de 2026

Dicas de Escrita (O ato de escrever)


É fácil escrever? O que precisamos fazer para escrever bem? Leiam as reflexões a seguir sobre o ato de escrever e tirem suas conclusões.

1. –  Escrever é uma habilidade que pode ser desenvolvida e não um dom que poucas pessoas têm.

- Há fatores que determinam nosso grau de familiaridade com a escrita, tais como:

a) o modo como aprendemos a escrever;

b) a importância que o texto escrito tem para nós e para nosso grupo social;

c) a intensidade do convívio estabelecido;

d) a frequência com que escrevemos.

2. – Escrever é um ato que exige empenho e trabalho e não um fenômeno espontâneo.

- Escrever é uma das atividades mais complexas que o homem pode realizar, pois impõe rigorosas exigências à memória e ao raciocínio. A agilidade mental é imprescindível para que todos os aspectos envolvidos na escrita sejam articulados, coordenados, harmonizados de forma que o texto seja bem-sucedido.

- É necessário que o redator utilize simultaneamente seus conhecimentos relativos ao assunto que quer tratar, ao gênero adequado, à situação em que o texto é produzido, aos possíveis leitores, à língua e suas possibilidades estilísticas. Portanto, escrever não é fácil e, principalmente, escrever é incompatível com a preguiça.
 
3. – Escrever exige estudo sério e não uma competência que se forma com algumas "dicas".

- Fórmulas pré-fabricadas de textos e "dicas" isoladas apenas contribuem para a montagem de um texto defeituoso, truncado, artificial, em que a voz do autor se anula para dar lugar a clichês, chavões, frases feitas e pensamentos alheios.

- A autoria vem das escolhas pessoais dentro das possibilidades da língua e do gênero. Escrever bem é o resultado de um percurso constituído de muita prática, muita reflexão e muita leitura.

- Uma redação por mês, alguns exercícios esporádicos de produção de pequenos trechos não formam um bom redator. É necessário escrever sempre, escrever todos os dias, escrever sobre assuntos diversos, escrever com diversos objetivos, escrever em diversas situações.
 
4. –  Escrever é uma prática que se articula com a prática da leitura.

- É improvável que um mau leitor chegue a escrever com desenvoltura. É pela leitura que assimilamos as estruturas próprias da língua escrita.

- Além de ser imprescindível como instrumento de consolidação dos conhecimentos a respeito da língua e dos tipos de texto, a leitura é um propulsor do desenvolvimento das habilidades cognitivas. Envolve tantos procedimentos intelectuais e exige tantas operações mentais que leva o bom leitor a adquirir maior agilidade de raciocínio.

- Há ainda a considerar que a leitura é uma das formas mais eficientes de acesso à informação. Seu exercício intenso e constante promove a análise e a reflexão sobre os acontecimentos, tornando a pessoa mais crítica e mais resistente à dominação ideológica.

5. – Escrever é necessário no mundo moderno.

- Hoje tudo está muito automatizado e as relações humanas por intermédio da escrita estão reduzidas ao mínimo (mensagens pelo celular).

- Paradoxalmente, o complexo mundo contemporâneo está cada vez mais exigente em relação à escrita. Tudo o que somos, temos, realizamos ou desejamos realizar deve ser legitimado pela palavra escrita. Nossa habilidade de escrever é exigida, investigada, medida, avaliada, sempre que nos submetemos a qualquer processo seletivo em sociedade.

6. – Escrever é um ato vinculado a práticas sociais.

- Todo ato de escrita pertence a uma prática social. Não se escreve por escrever. A escrita tem um sentido e uma função.

- Saber escrever é também compartilhar práticas sociais de diversas naturezas que a sociedade vem construindo ao longo de sua história. Essas práticas de comunicação em sociedade se configuram em gêneros de texto específicos a situações determinadas. Para cada situação, objetivo, desejo, necessidade temos à nossa disposição um acervo de textos apropriados.

- O produtor de texto não apenas precisa ter conhecimentos sobre as configurações dos diversos gêneros, mas também saber quando cada um deles é adequado, em que momento e de que modo deve utilizá-los. Um relatório é próprio para prestar contas de uma pesquisa científica, de uma investigação, de uma tarefa profissional, mas não serve para contar uma viagem de férias para os amigos, por exemplo.

Fontes
GARCEZ, Lucília H. do Carmo. Técnica de redação: o que é preciso saber para bem escrever. São Paulo, Martins Fontes, 2004, 2a. edição. Disponível em Escola de Contas e Gestão de TCE-RJ
https://www.tcerj.tc.br/portalecg/pagina/dica_n_10_o_ato_de_escrever
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terça-feira, 21 de abril de 2026

Dicas de Escrita (Qualidades e defeitos do texto)

AS QUALIDADES DO TEXTO

Não existem fórmulas mágicas para que uma pessoa se torne capaz de escrever bem. O exercício contínuo, aliado à prática da leitura de bons autores, e a reflexão são indispensáveis para a criação de textos.

São qualidades da redação que você deve cultivar: a concisão, a correção, a clareza e a elegância.

1. CONCISÃO 
Ser conciso significa que não devemos abusar das palavras para exprimir uma ideia. Deve-se ir direto ao assunto, não ficar "enrolando", "enchendo linguiça". Significa, enfim, eliminar tudo aquilo que é desnecessário.

2. CORREÇÃO 
A linguagem utilizada no texto deve estar de acordo com a norma culta, ou seja, deve obedecer aos princípios estabelecidos pela gramática.

Conhecer as normas que regem o uso da língua é fundamental para a produção de um texto correto. Evidentemente, a maioria das pessoas não conhece de cor as regras gramaticais. Por isso, em caso de dúvidas durante a produção de um texto, não hesite em consultar um bom livro de gramática e um bom dicionário.

Tome cuidados com alguns desvios de linguagem que podem aparecer no seu texto: grafia das palavras, flexão das palavras, concordância, regência, colocação dos pronomes, sinais de pontuação.

Evite erros grosseiros, como por exemplo "Lado outro" (não existe, o correto é por outro lado), Estes erros empobrecem o texto. Muito cuidado! Use um dicionário.

3. CLAREZA 
A clareza consiste na expressão da ideia de forma que possa ser rapidamente compreendida pelo leitor. Ser claro é ser coerente, não contradizer-se, não confundir o leitor.

São inimigos da clareza: a desobediência às normas da língua, os períodos longos, a paragrafação mal distribuída, o vocabulário rebuscado ou impreciso.

4. ELEGÂNCIA 
A elegância consiste numa leitura de texto agradável ao leitor. É conseguida quando se observam as qualidades que apontamos anteriormente (concisão, correção, clareza) e também pelo conteúdo do texto, que deve ser original, criativo.

Lembramos também que a elegância deve começar pela própria apresentação do texto. Deve apresentar-se limpo, legível. Após escrever seu texto, não deixe de fazer uma minuciosa revisão.

OS DEFEITOS DO TEXTO

1. AMBIGUIDADE 
ocorre ambiguidade (ou anfibologia) quando a frase apresenta mais de um sentido.

Ocorre geralmente por má pontuação ou mau emprego de palavras ou expressões.

Exemplo: João ficou com Mariana em sua casa. (casa do João ou da Mariana?)

2. OBSCURIDADE 
significa "falta de clareza". Vários motivos podem determinar a obscuridade de um texto: períodos excessivamente longos, linguagem rebuscada, má pontuação.

Observe:

Encontrar a mesma ideia vertida em expressões antigas mais claras, expressiva e elegantemente tem-me acontecido inúmeras vezes na minha prática longa, aturada e contínua do escrever depois de considerar necessária e insuprível uma locução nova por muito tempo.

3. PLEONASMO 
pleonasmo (ou redundância) consiste na repetição desnecessária de um termo.

Veja os exemplos:

a) A brisa matinal da manhã enchia-o de alegria.
b) Ele teve uma hemorragia de sangue.
c) Vi com meus próprios olhos.
d) Abracei-o com força com estes braços.
e) "Por que você compraria uma enciclopédia se pode ganhar uma grátis?" (propaganda da Enciclopédia Compacta – Revista ISTO É)

4. CACOFONIA 
a cacofonia (ou cacófato) consiste na produção de som desagradável pela união das sílabas finais de uma palavra com as iniciais de outra.

Veja os exemplos:

a) Nunca gaste dinheiro com bobagens.
b) Uma herdeira confisca gado em Goiás.
c) Estas ideias, como as concebo, são irrealizáveis.

5. ECO 
consiste na repetição de palavras terminadas pelo mesmo som.

Observe os exemplos:

a) A decisão da eleição não causou comoção na população.
b) O aluno repetente mente repetidamente.

6. PROLIXIDADE 
consiste na utilização de mais palavras que o necessário para exprimir uma ideia. Ser prolixo é ficar "enrolando", "enchendo linguiça", não ir direto ao assunto.

O uso de cacoetes, expressões que não acrescentam nada ao texto, servindo tão somente para prolongar o discurso, também pode tornar um texto prolixo. Expressões do tipo: "antes de mais nada", "pelo contrário", "por outro lado", "por sua vez" são, muitas vezes, utilizadas só para prolongar o discurso.

Veja o seguinte exemplo:

Os jovens têm algo a transmitir aos mais velhos?

Antes de mais nada, não saberia responder com exatidão. Grosso modo,sempre uma eterna divergência entre as gerações. Os jovens pensam de um jeito, às vezes, estranho, que chega a escandalizar os mais velhos... Já os mais velhos, por outro lado, costumam, na maioria das vezes, achar que os mais jovens, em alguns casos, não têm absolutamente nada a transmitir aos mais idosos.

* Os termos em negrito sublinhados podem ser retirados do texto, que não comprometem o sentido.

Além dos defeitos que apontamos, procure evitar as frases feitas, os chavões, pois empobrecem muito o texto.

Veja alguns exemplos:

a) "inflação galopante"
b) "vitória esmagadora"
c) "esmagadora maioria"
d) "caixinha de surpresas"
e) "caloroso abraço"
f) "silêncio sepulcral"
g) "nos píncaros da glória"

Fontes:
Escola de Contas e Gestão do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro
https://www.tcerj.tc.br/portalecg/pagina/dica_n_18_qualidades_e_defeitos_do_texto
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segunda-feira, 20 de abril de 2026

Dicas valiosas para assassinar seu texto de vez


Você leu o texto anterior sobre o bom e o mau texto, que bom! Agora, se você quer assassinar o seu texto, aqui seguem dicas de ouro. 

Escrever algo genuinamente ruim é quase uma arte. Se você quer que seu conto ou crônica seja uma experiência dolorosa para o leitor, aqui está o guia definitivo do que não fazer (fazendo):

Se o objetivo é realmente torturar o leitor e garantir que ninguém passe da primeira página, aqui estão alguns "ingredientes" infalíveis para um desastre literário:

1. Capriche no "Dicionário de Sinônimos"

Não use "disse". Use "prolatou", "exclamou com veemência", "articulou pausadamente". “Componentes da sinóvia”? Que horror! É um tratado de medicina? Quanto mais palavras difíceis e arcaicas você enfiar num texto moderno, mais o leitor vai se sentir lendo um contrato de 1800 e odiar “veementemente” o seu texto e nunca mais ler nada de sua autoria. Parabéns! Seu objetivo foi alcançado.

2. Abuse dos Adjetivos e Advérbios

Nunca deixe um substantivo sozinho. Não é apenas uma "noite". É uma "noite escura, tenebrosa, silenciosamente gélida e assustadoramente melancólica". Se o advérbio termina em "-mente", use três por frase.

3. O Clichê é seu Melhor Amigo

Comece o texto com o personagem acordando com o despertador tocando. Faça-o olhar no espelho e descrever a própria aparência para o leitor (que conveniência!). Termine com "e tudo não passava de um sonho".

4. Use o "Deus Ex Machina" sem Dó

O protagonista está cercado por dez vilões armados? Do nada, ele descobre que tem superpoderes que nunca foram mencionados, ou um raio cai do céu e mata todos os inimigos. Zero esforço, zero lógica.

5. Explique Tudo (Não Mostre Nada)

Em vez de descrever o suor frio e as mãos tremendo, escreva apenas: "Ele estava com muito medo". Não dependa da percepção do leitor; explique até as metáforas para garantir que ninguém precise usar a imaginação. Ou seja, se alguém dá “Bom dia”, seja irritante e detalhe o “Bom dia”.

6. Diálogos Automatizados

Faça os personagens falarem como se estivessem lendo uma enciclopédia.

— "Olá, João, meu irmão biológico que não vejo desde o incidente no coreto da praça em 1998."

— "Olá, Maria. Sim, eu me recordo bem daquele dia fatídico onde a chuva caía incansavelmente sobre nossas cabeças."

7. Fuja do Foco

Se for uma crônica sobre o preço do pão, gaste três parágrafos falando sobre a genealogia do padeiro e depois mude de assunto para a política externa da Mongólia sem nenhum conectivo. O caos é o objetivo.

8. Pontuação Opcional

Escreva parágrafos de duas páginas sem uma única vírgula ou ponto final para deixar o leitor sem fôlego literalmente ou então use pontos de exclamação em todas as frases para parecer que o texto está gritando com alguém!!!!

9. O Início Infinitamente Lento

Gaste as primeiras páginas descrevendo a meteorologia ou os móveis do quarto antes de qualquer ação acontecer. O leitor precisa sentir o tédio existencial do personagem na pele.

10. Mudanças de Foco Aleatórias (O "Flashback" do Nada)

No meio de uma cena de perseguição emocionante, pare tudo para contar o que o protagonista comeu no café da manhã há dez anos. Quebre o ritmo de forma brusca e sem propósito.

11. Narrador Onisciente e Intrometido

O narrador deve dar opiniões o tempo todo e julgar os personagens. "João entrou na sala, sem saber que era um idiota por fazer aquilo. Eu, o autor, jamais faria isso, mas João é limitado."

12. Erros de Continuidade "Criativos"

Na página 2, o personagem é loiro e mora sozinho. Na página 5, ele penteia seus cabelos negros e pede um conselho para a esposa que está na cozinha. Não explique a mudança; deixe o leitor confuso.

13. O Uso de Gírias Datadas ou Erradas

Tente fazer um jovem falar usando gírias que eram descoladas em 1970 ou invente gírias que não fazem sentido nenhum. "E aí, meu bicho-grilo, vamos supimpar aquele rolê topzera no videocassete?"

14. O Final Moralista e Cafona

Termine o conto com uma lição de moral escrita em letras garrafais, como se fosse uma fábula infantil mal acabada: "E assim aprendemos que o ódio não leva a lugar nenhum, apenas ao vazio."

15. Formatação Experimental (e Irritante)

Mude a fonte no meio do texto, use negrito em palavras aleatórias ou escreva frases inteiras EM CAIXA ALTA PARA MOSTRAR QUE O PERSONAGEM ESTÁ EMOCIONADO.

16. Onomatopeias em Excesso

Em vez de descrever o som, escreva-o literalmente e repetidamente. "Ele caminhava pela sala. Pof. Pof. Pof. De repente, o telefone tocou. Trrrriiiimmm! Trrrriiiimmm! Ele atendeu. Click.”

Exemplo:
Aqui está uma obra-prima do desastre literário, unindo o máximo de táticas irritantes em um único parágrafo:

"A aurora boreal dos sentimentos prolatou-se no horizonte gélido, úmido, escuro e tristemente melancólico daquela manhã fúnebre onde o sol, esse astro rei amarelado, insistia em brilhar intensamente. João, meu irmão caçula que nasceu em 1995 sob o signo de Escorpião, acordou com o estridente TRRRRIIIIIIIM do despertador e olhou-se no espelho retangular de moldura de mogno, observando seus olhos azuis como o mar revolto e seu nariz levemente adunco, pensando consigo mesmo: 'Estou sentindo uma tristeza profunda e avassaladora hoje'. De repente, um alienígena careca caiu do teto — que era pintado de branco neve com tinta látex de baixa qualidade — e disse: 'Olá, João, eu vim aqui para resolver todos os seus problemas financeiros agora'. João sorriu, mas o alienígena de cabelos loiros e tudo não passava de um sonho onde a moral da história é que quem cedo madruga, Deus ajuda!"

Por que este texto é um "sucesso" no fracasso:

Dicionário de Sinônimos: "Aurora boreal dos sentimentos" e "prolatou-se".

Adjetivos em excesso: "Gélido, úmido, escuro e tristemente melancólico".

Explicação óbvia: "Estou sentindo uma tristeza profunda".

Diálogo expositivo: "Meu irmão caçula que nasceu em 1995...".

Erro de continuidade: O alienígena careca que ganha cabelos loiros do nada.

Clichês supremos: Começar com o despertador, terminar com "era tudo um sonho" e uma lição de moral cafona.

Onomatopeia irritante: O TRRRRIIIIIIIM no meio da narrativa.


Contudo, se você quer escrever um texto bom, que não esteja fadado a participar do funeral dele, escreva o contrário das dicas acima. Existem muitos escritores que possuem o dom da escrita, mas também possuem o dom de estragar o texto inteiro por causa de algumas palavras mal colocadas. 

Se o texto é filosófico, não siga as regras acima, não queira mostrar sua erudição com palavras que raros leitores sabem o seu significado ou utilizar gírias que quebrem o texto. Ou seja, não assassine o seu texto. Tenho escritores que penso várias vezes se vou ler seus textos, são cheios de erros, palavras que nunca ouvi falar, ou fazem parte do vocabulário português, de Portugal, no Brasil (existem diferenças). Decida que idioma vai escrever, qual vai ser seu público. 

Ou seja, as notícias estão repletas de crimes, estes crimes contra o leitor deveriam fazer parte de suas manchetes. Seria uma agenda cheia.

Referências:
Imagem criada por Jfeldman com IA Microsoft Bing 

domingo, 19 de abril de 2026

Dicas de Escrita (O bom e o mau texto em escrita criativa)


Em escrita criativa, um bom texto não se define apenas por regras gramaticais corretas, mas pela sua capacidade de engajar, emocionar e transportar o leitor para o universo imaginado, utilizando a linguagem de forma expressiva. Já um mau texto é, geralmente, monótono, confuso, clichê ou excessivamente técnico, falhando em criar conexão emocional ou imersão. 

Não existem fórmulas mágicas para que uma pessoa se torne capaz de escrever bem. O exercício contínuo, aliado à prática da leitura de bons autores, e a reflexão são indispensáveis para a criação de textos.

São qualidades da redação que você deve cultivar: a concisão, a correção, a clareza e a elegância.

O que distingue um bom texto de um mau texto:

Mostre, não conte: 
Um bom texto descreve cenas e emoções através de ações e detalhes sensoriais, permitindo que o leitor sinta a experiência. 

Um mau texto apenas relata fatos de forma direta e seca ("ele estava triste" vs. "lágrimas rolaram, e ele apertou o punho").

Originalidade vs. Clichês: 
Bons textos evitam caminhos óbvios e frases feitas, trazendo uma perspectiva única do autor.

Ritmo e Estrutura: 
Bons textos alternam frases curtas e longas para criar tensão e interesse, mantendo o leitor imerso. 

Maus textos são repetitivos ou têm um ritmo "arrastado" que entedia.

Personagens e Voz: 
Um bom texto tem personagens complexos, com motivações claras, e uma "voz" autoral distinta.

Clareza e Propósito: 
Mesmo na ficção, a escrita criativa deve ser clara para que o leitor não fique perdido. 

Público leitor atingido:

Bom Texto: 
Atinge um público amplo ou específico que busca imersão, reflexão e entretenimento. Ele cativa leitores que desejam ser transportados emocionalmente, valorizando a originalidade e a experiência estética da leitura.

Mau Texto: 
Tende a afastar o leitor, que desiste da leitura devido à falta de envolvimento, clichês ou má estruturação. 

Em resumo, a escrita criativa é a arte de expressar ideias com originalidade, usando a técnica para garantir que a mensagem — seja ela literária, publicitária ou de entretenimento — seja memorável e impactante.

Fontes Principais:
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domingo, 29 de março de 2026

Dicas de Escrita (A Crônica) 6. Crônica Narrativa


Título: "O Último Trem"

Era uma noite fria de inverno quando decidi pegar o trem de volta para casa. O relógio na estação marcava 23h58, e eu sabia que o último trem partiria em dois minutos. Com um pouco de pressa, atravessei a plataforma, observando as luzes brilhantes do trem se aproximando.

Ao entrar, notei que o vagão estava quase vazio, exceto por um velho senhor sentado no canto, lendo um livro. A luz suave da lâmpada iluminava seu rosto, e eu me perguntei quais histórias ele guardava em suas páginas. Encontrei um lugar ao seu lado, tentando me aquecer com o calor humano que ainda restava ali.

Enquanto o trem seguia seu caminho, o velho levantou os olhos do livro e começou a conversar. Ele me contou sobre sua juventude, as viagens que fez e as pessoas que conheceu. Cada palavra dele era como uma janela para um mundo que eu nunca havia visto. Fui absorvendo suas histórias, encantado com a maneira como ele falava sobre a vida.

De repente, o trem parou abruptamente. As luzes piscaram, e um aviso ecoou pelo vagão: “Atenção, estamos enfrentando um problema técnico. Pedimos desculpas pelo transtorno.” O velho olhou para mim e sorriu. “Ah, a vida é cheia de imprevistos, não é mesmo?”

A conversa continuou, e o tempo passou sem que eu percebesse. Quando finalmente o trem reiniciou a marcha, percebi que já estávamos quase chegando à minha estação. O velho se despediu, me deixando com uma sensação estranha de que, em apenas uma viagem de trem, eu havia aprendido mais sobre a vida do que em meses de rotina.

Análise dos Elementos Utilizados

1. Narrador:

A voz do narrador é em primeira pessoa, permitindo uma conexão íntima com suas emoções e experiências durante a viagem.

2. Tema:

O tema central é a conexão humana e a troca de experiências, explorando como momentos inesperados podem trazer aprendizados valiosos.

3. Estilo Narrativo:

A crônica segue uma estrutura narrativa, contando uma história com um começo, meio e fim, o que a torna mais envolvente.

4. Elementos Descritivos:

Descrições detalhadas da estação, do trem e do velho senhor ajudam a criar uma atmosfera vívida, permitindo que o leitor visualize a cena.

5. Diálogo:

As falas do velho adicionam profundidade ao personagem e tornam a narrativa mais dinâmica, permitindo que o leitor se conecte emocionalmente.

6. Moral ou Reflexão:

A crônica termina com uma reflexão sobre a vida e a importância das conexões humanas, deixando o leitor com uma sensação de nostalgia e aprendizado.

Esse exemplo mostra como uma crônica narrativa pode contar uma história envolvente, utilizando elementos literários para criar uma conexão emocional e reflexiva.

Fontes:
I.A. Dola, 2026
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sábado, 28 de março de 2026

Dicas de Escrita (A Crônica) 5. Crônica Humorística

Título: "A Arte de Não Fazer Nada"

No último fim de semana, decidi que era hora de praticar a arte de não fazer nada. Afinal, em um mundo tão corrido, quem não merece um tempo para relaxar? Com esse pensamento, me acomodei no sofá, munido de um controle remoto e um pacote de pipoca. O plano era simples: maratonar séries sem culpa.

Mas, como sempre, o universo tinha outros planos. Primeiro, o cachorro resolveu que era hora de brincar. Ele trouxe um brinquedo que mais parecia uma bomba de barulho. Cada vez que eu tentava mudar de canal, lá vinha ele, como um ninja peludo, atacando meu pé.

Depois, a vizinha, que parece ter um PhD em fofoca, apareceu na porta. “Oi, você viu o que aconteceu com a Maria?” E lá se foram 30 minutos da minha vida, ouvindo o último babado do bairro. Quando finalmente consegui voltar ao meu sofá, percebi que a pipoca tinha se transformado em um bloco de cimento.

E assim, entre tentativas frustradas de relaxar e interrupções inesperadas, percebi que a arte de não fazer nada é, na verdade, uma habilidade raríssima. O que deveria ser um momento de paz se transformou em uma maratona de imprevistos. No final das contas, talvez eu devesse mudar meu título para “A Arte de Não Fazer Nada, Mas Fazer Tudo”.

Análise dos Elementos Utilizados

1. Narrador:

- A voz do narrador é leve e bem-humorada, compartilhando suas experiências cotidianas de forma divertida e autocrítica.

2. Tema:

- O tema central é a dificuldade de relaxar em um mundo cheio de distrações e interrupções, abordando a ironia de querer não fazer nada.

3. Estilo Humorístico:

- O tom é engraçado e sarcástico, utilizando situações comuns para criar humor e identificação com o leitor.

4. Elementos Descritivos:

- Descrições vívidas e exageradas (como o cachorro “ninja” e a pipoca “bloco de cimento”) ajudam a criar imagens cômicas que enriquecem a narrativa.

5. Exagero:

- O uso de hipérbole, como na transformação da pipoca, é um recurso comum no humor, intensificando a situação para provocar risadas.

6. Conexão com o Leitor:

- A crônica fala sobre experiências universais, como a luta para relaxar, permitindo que o leitor se identifique e ria de suas próprias frustrações.

Esse exemplo e análise mostram como uma crônica humorística pode entreter e fazer o leitor refletir sobre situações cotidianas de uma forma leve e divertida.
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continua…

quinta-feira, 26 de março de 2026

Dicas de Escrita (A Crônica) 4. Crônica Reflexiva

Título: "As Pequenas Coisas"

Certa manhã, enquanto caminhava pelo parque, percebi a beleza do simples. O sol filtrava-se entre as folhas, criando uma dança de luz que iluminava o caminho. Um grupo de crianças brincava, suas risadas ecoando como música. Em meio à correria do dia a dia, muitas vezes esquecemos de apreciar esses momentos.

Parei para observar um velho banco de madeira, gasto pelo tempo. Quantas histórias não teria ele ouvido? Casais apaixonados, amigos se reencontrando, pessoas solitárias buscando um momento de paz. Cada rachadura era uma memória, cada lasca uma vivência.

Refletindo sobre isso, percebi que a vida é feita de pequenas coisas. Não são os grandes eventos que nos definem, mas os instantes simples que nos tocam. Um sorriso, uma conversa despretensiosa, a brisa fresca no rosto. Às vezes, é preciso desacelerar para enxergar o que realmente importa.

A correria nos faz perder a conexão com o presente. Estamos tão focados no futuro que esquecemos de viver o agora. Ao final do dia, o que levamos conosco? Não são os planos que fizemos, mas as memórias que construímos. E, neste momento de reflexão, decidi que, a partir de hoje, vou valorizar mais as pequenas coisas.

Análise dos Elementos Utilizados

1. Narrador:

A voz do narrador é introspectiva e pessoal, compartilhando suas reflexões sobre a vida e a importância dos momentos simples.

2. Tema:

O tema central é a valorização das pequenas coisas da vida, destacando a necessidade de desacelerar e apreciar o presente.

3. Estilo Reflexivo:

O tom é contemplativo, convidando o leitor a pensar sobre suas próprias experiências e a importância de viver o momento.

4. Elementos Descritivos:

Descrições sensoriais (como a luz do sol e o som das risadas) ajudam a criar uma atmosfera que envolve o leitor, permitindo que ele sinta a cena.

5. Metáforas e Simbolismos:

O banco de madeira simboliza a passagem do tempo e as experiências acumuladas, enriquecendo a reflexão sobre a vida.

6. Conclusão Pessoal:

O autor conclui com uma decisão pessoal, que serve como um convite para o leitor também reavaliar suas prioridades e valorizar o presente.


Esse exemplo e análise demonstram como uma crônica reflexiva pode tocar o leitor, utilizando elementos literários para criar uma conexão emocional e convidar à introspecção.
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continua...

Fontes:
A. I. Dola , 2026.
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quarta-feira, 25 de março de 2026

Dicas de Escrita (A Crônica) 3. Crônica Crítica

Título: "O Silêncio da Indiferença"

Na esquina da minha rua, uma criança de olhos grandes e famintos estende a mão. Ao seu lado, um cachorro magro observa, como se estivesse esperando um milagre. O que me chama a atenção não é apenas a cena, mas a pressa dos pedestres que passam, ignorando a realidade crua que se desenrola diante deles. 

Estamos tão ocupados em nossas rotinas que esquecemos o que realmente importa. O que é mais fácil: olhar para o lado e seguir em frente ou parar e oferecer um pouco do que temos? A indiferença se tornou um hábito, uma forma de proteção contra a dor do mundo. Mas, afinal, até quando vamos fechar os olhos para a miséria alheia?

As redes sociais bombardeiam nossas mentes com imagens de felicidade e sucesso, mas e as vozes que nunca aparecem nas fotos? O que fazemos por aqueles que não têm acesso a esse mundo perfeito? O silêncio da indiferença ecoa mais alto do que as palavras de solidariedade que, muitas vezes, são apenas postagens vazias.

A criança continua ali, com seu olhar esperançoso, enquanto seguimos nossas vidas como se nada estivesse acontecendo. A pergunta que fica é: quem é mais pobre? Aquele que não tem comida ou aquele que se recusa a enxergar a realidade?

ANÁLISE DOS ELEMENTOS UTILIZADOS

1. Narrador:

- A voz do narrador é pessoal e observacional, refletindo suas emoções e opiniões sobre a situação social.

2. Tema:

- O tema central é a indiferença social, abordando a pobreza e a falta de empatia na sociedade contemporânea.

3. Estilo Crítico:

- O autor critica a apatia das pessoas diante da miséria, utilizando um tom provocativo que instiga o leitor a refletir sobre sua própria postura.

4. Elementos Descritivos:

- Descrições vívidas da criança e do cachorro criam uma imagem emocional que impacta o leitor, fazendo-o sentir a gravidade da situação.

5. Ironia:

- O uso da ironia é sutil, especialmente ao contrastar a felicidade nas redes sociais com a realidade das pessoas em situação de vulnerabilidade.

6. Perguntas Retóricas:

- O autor utiliza perguntas retóricas para envolver o leitor e provocar uma reflexão mais profunda sobre suas atitudes e responsabilidades.


Esse exemplo e análise mostram como uma crônica crítica pode ser poderosa ao abordar questões sociais, utilizando elementos literários para criar impacto e reflexão.
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continua...

FonteS:
I. A. Dola 
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