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sexta-feira, 13 de março de 2026

Mensagem na Garrafa 157 = Escola de anjos


AUTOR ANÔNIMO

Era uma vez, há muitos e muitos anos, uma escola de anjos. Conta-se que naquele tempo, antes de se tornarem anjos de verdade, os aprendizes de anjos passavam por um estágio. Durante um certo período, elas saíam em duplas para fazer o bem e no final de cada dia, apresentavam ao anjo mestre um relatório das boas ações praticadas.

Aconteceu então, um dia, que dois anjos estagiários, depois de vagarem exaustivamente por todos os cantos, regressavam frustrados por não terem podido praticar nenhum tipo de salvamento sequer.

Parece que naquele dia, o mal estava de folga. Enquanto voltavam tristes, os dois se depararam com dois lavradores que seguiam por uma trilha. 

Neste momento, um deles, dando um grito de alegria, disse para o outro:

- Tive uma ideia. Que tal darmos o poder a estes dois lavradores por quinze minutos para ver o que eles fariam?

O outro respondeu: - Você ficou maluco? O anjo mestre não vai gostar nada disto! 

Mas o primeiro retrucou:
- Que nada, acho que ele até vai gostar! Vamos fazer isto e depois contaremos para ele. 

E assim o fizeram. Tocaram suas mãos invisíveis na cabeça dos dois e se puseram a observá-los. Poucos passos adiante eles se separaram e seguiram por caminhos diferentes.

Um deles, após alguns passos depois de terem se separado, viu um bando de pássaros voando em direção à sua lavoura, e passando a mão na testa suada disse:

- Por favor meus passarinhos, não comam toda a minha plantação! Eu preciso que esta lavoura cresça e produza, pois é daí que tiro o meu sustento. 

Naquele momento, ele viu espantado a lavoura crescer e ficar prontinha para ser colhida em questão de segundos. Assustado, ele esfregou os olhos e pensou: devo estar cansado... e acelerou o passo.

Aconteceu que logo adiante ele caiu ao tropeçar em um pequeno porco que havia fugido do chiqueiro. Mais uma vez, esfregando a testa ele disse:

- Você fugiu de novo meu porquinho! Mas, a culpa é minha, eu ainda vou construir um chiqueiro decente para você. 

Mais uma vez espantado, ele viu o chiqueiro se transformar num local limpo e acolhedor, com água corrente e o porquinho já instalado no seu compartimento. Esfregou novamente os olhos e apressando ainda mais o passo disse mentalmente: estou muito cansado!

Neste momento ele chegou em casa e, ao abrir porta, a tranca que estava pendurada caiu sobre sua cabeça. Ele então tirou o chapéu, e esfregando a cabeça disse: – De novo, e o pior é que eu não aprendo. Também, não tem me sobrado tempo. Mas ainda hei de ter dinheiro para construir uma
grande casa e dar um pouco mais de conforto para minha mulher. 

Naquele exato momento aconteceu o milagre. Aquela humilde casinha foi se transformando numa verdadeira mansão diante dos seus olhos. Assustadíssimo, e sem nada entender, convicto de que era tudo decorrente do cansaço, ele se jogou numa enorme poltrona que estava na sua frente e, em segundos, estava dormindo profundamente. 

Não houve tempo sequer para que ele tivesse algum sonho. Minutos depois ele ouviu alguém pedir 

– Socorro: compadre! Me ajude! Eu estou perdido! 

Ainda atordoado, sem entender muito o que estava acontecendo, ele se levantou correndo. Tinha na mente, imagens muito fortes de algo que ele não entendia bem, mas parecia um sonho. Quando ele chegou na porta, encontrou o amigo em prantos. Ele se lembrava que poucos minutos antes eles se despediram no caminho e estava tudo bem. Então perguntando o que havia se passado ele ouviu a seguinte história:

“- Compadre nós nos despedimos no caminho e eu segui para minha casa, acontece que poucos passos adiante, eu vi um bando de pássaros voando em direção à minha lavoura. Este fato me deixou revoltado e eu gritei:

“- Vocês de novo, atacando a minha lavoura, tomara que seque tudo e vocês morram de fome!

“Naquele exato momento, eu vi a lavoura secar e todos os pássaros morrerem diante dos meus olhos!

“Pensei comigo, devo estar cansado, e apressei o passo. Andei um pouco mais e cai depois de tropeçar no meu porco que havia fugido do chiqueiro. Fiquei muito bravo e gritei mais uma vez:

“- Você fugiu de novo? Por que não morre logo e para de me dar trabalho? 

“Compadre, não é que o porco morreu ali mesmo, na minha frente! Acreditando estar vendo coisas, andei mais depressa, e ao entrar em casa, me caiu na cabeça a tranca da porta. Naquele momento, como eu já estava mesmo era com raiva, gritei novamente: 

“ – Esta casa... Caindo aos pedaços, por que não pega fogo logo e acaba com isto?... 

Para surpresa meu compadre, naquele exato momento a minha casa pegou
fogo, e tudo foi tão rápido que eu nada pude fazer! Mas... compadre, o que aconteceu com a sua casa?... De onde veio esta mansão?

Depois de tudo observarem, os dois anjos foram, muito assustados, contar para o anjo mestre o que havia se passado.

Estavam muito apreensivos quanto ao tipo de reação que o anjo mestre teria. Mas tiveram uma grande surpresa. O anjo mestre ouviu com muita atenção o relato, parabenizou os dois pela ideia brilhante que haviam tido, e resolveu decretar que a partir daquele momento, todo ser humano teria 15 minutos de poder ao longo da vida. Só que, ninguém jamais saberia quando estes 15 minutos de poder estariam acontecendo.
====================
Será que os 15 minutos próximos serão os seus? Muito cuidado com tudo o que você diz, como age e aquilo que pensa! Sua mente trabalhará para que tudo aconteça, seja bom ou ruim.

quarta-feira, 11 de março de 2026

Mensagem na Garrafa 156 = O Barbeiro


AUTOR ANÔNIMO

Um homem foi cortar o cabelo e a barba. Como sempre acontece, ele e o barbeiro ficaram conversando sobre várias coisas, até que por causa de uma notícia de jornal sobre meninos abandonados, o barbeiro afirmou:

- Como o senhor pode ver, esta tragédia mostra que Deus não existe.

- Como?

- O senhor não lê jornais? Temos tanta gente sofrendo, crianças abandonadas, crimes de todos os tipos. Se Deus existisse, não haveria tanto sofrimento.

O cliente ficou pensando, mas o corte estava quase no final, e resolveu não prolongar a conversa.

Voltaram a discutir temas mais amenos, o serviço foi terminado, o cliente pagou e saiu.

Entretanto, a primeira coisa que viu foi um mendigo com a barba de muitos dias e cabelos desgrenhados. Imediatamente, voltou para a barbearia e falou para a pessoa que o atendera :

- Sabe de uma coisa? OS BARBEIROS NÃO EXISTEM!

- Não existem? Eu estou aqui e sou barbeiro.

- Não existem! - insistiu o homem. Por que se existissem, não haveria pessoas com barba tão grande e cabelo tão desgrenhado como o que acabo de ver na esquina.

- Posso garantir que os barbeiros existem. Acontece que este homem nunca veio até aqui, se viesse, eu faria o serviço gratuitamente, por caridade.

- Exatamente! Então para responder-lhe, Deus também existe. O que passa é que as pessoas não vão até Ele. Se O buscassem, seriam mais solidários e não haveria tanta miséria no mundo.

domingo, 8 de março de 2026

Mensagem na Garrafa 155 =Tudo que Deus faz é perfeito


AUTOR ANÔNIMO

Há muito tempo, num Reino distante, havia um Rei que não acreditava na bondade de Deus. Tinha, porém, um súdito que sempre lhe lembrava dessa verdade.

Em todas situações dizia:

- Meu Rei, não desanime, porque Tudo que Deus faz é Perfeito. Ele Nunca erra!

Um dia, o Rei saiu para caçar juntamente com seu súdito, e uma fera da floresta atacou o Rei. O súdito conseguiu matar o animal, porém não evitou que sua Majestade perdesse o dedo mínimo da mão direita.

O Rei, furioso pelo que havia acontecido, e sem mostrar agradecimento por ter sua vida salva pelos esforços de seu servo, perguntou a este:

- E agora, o que você me diz? Deus é bom? Se Deus fosse bom eu não teria sido atacado, e não teria perdido o meu dedo. 

O servo respondeu:

- Meu Rei, apesar de todas essas coisas, somente posso dizer-lhe que Deus é bom, e que mesmo isso, perder um dedo, é para seu bem! Tudo que Deus faz é Perfeito. Ele Nunca erra!!!

O Rei, indignado com a resposta do súdito, mandou que fosse preso na cela mais escura e mais fétida do calabouço.

Após algum tempo, o Rei saiu novamente para caçar e aconteceu dele ser atacado, desta vez por uma tribo de índios que viviam na selva. Estes índios eram temidos por todos, pois sabia-se que faziam sacrifícios humanos para seus deuses.

Mal prenderam o Rei, passaram a preparar, cheios de júbilo, o ritual do sacrifício. Quando já estava tudo pronto, e o Rei já estava diante do altar, o sacerdote indígena, ao examinar a vítima, observou furioso:

- Este homem não pode ser sacrificado, pois é defeituoso! Falta-lhe um dedo!

E o Rei foi libertado. Ao voltar para o palácio, muito alegre e aliviado, libertou seu súdito e pediu que viesse em sua presença.

Ao ver o servo, abraçou-o afetuosamente dizendo-lhe:

- Meu Caro, Deus foi realmente bom comigo! Você já deve estar sabendo que escapei da morte justamente porque não tinha um dos dedos. Mas ainda tenho em meu coração uma grande dúvida: Se Deus é tão bom, por que permitiu que você fosse preso da maneira como foi? Logo você, que tanto o defendeu!?'

O servo sorriu e disse:

- Meu Rei, se eu estivesse junto contigo nessa caçada, certamente seria sacrificado em teu lugar, pois não me falta dedo algum! Portanto, lembre-se sempre: Tudo o que deus faz é perfeito. Ele nunca erra!

sexta-feira, 6 de março de 2026

Mensagem na Garrafa 154 = Os Sete Pecados Capitais


AUTOR ANÔNIMO

Certo dia, um casal ao chegar do trabalho encontrou algumas pessoas dentro de sua casa. Achando que eram ladrões, marido e mulher ficaram assustados, mas um homem forte e saudável, com corpo de halterofilista disse:

- Calma pessoal, nós somos velhos conhecidos e estamos em toda parte do mundo.

- Mas quem são vocês? - pergunta a mulher.

- Eu sou a Preguiça - responde o homem másculo. - Estamos aqui para que vocês escolham um de nós para sair definitivamente da vida de vocês.

- Como pode você ser a preguiça se tem um corpo de atleta que vive malhando e praticando esportes? - indagou a mulher.

- A preguiça é forte como um touro e pesa toneladas nos ombros dos preguiçosos, com ela ninguém pode chegar a ser um vencedor.

Uma mulher velha curvada, com a pele muito enrugada, que mais parecia uma bruxa diz:

- Eu, meus filhos, sou a Luxúria.

- Não é possível! - diz o homem - Você não pode atrair ninguém com essa feiúra.

- Não há feiúra para a luxúria, queridos. Sou velha porque existo há muito tempo entre os homens; sou capaz de destruir famílias inteiras, perverter crianças e trazer doenças para todos até a morte. Sou astuta e posso me disfarçar na mais bela mulher.

E um mal-cheiroso homem, vestindo roupas maltrapilhas, que mais parecia um mendigo, diz:

- Eu sou a Cobiça, por mim muitos já mataram, por mim muitos abandonaram famílias e pátria; sou tão antigo quanto a Luxúria, mas eu não dependo dela para existir.

- E eu, sou a Gula - diz uma lindíssima mulher com um corpo escultural e cintura finíssima. Seus contornos eram perfeitos e tudo no corpo dela tinha harmonia de forma e movimentos.

Assustam-se os donos da casa, e a mulher diz:

- Sempre imaginei que a gula seria gorda.

- Isso é o que vocês pensam! - responde ela. - Sou bela e atraente, porque se assim não fosse seria muito fácil livrarem-se de mim. Minha natureza é delicada, normalmente sou discreta, quem tem a mim não se apercebe, mostro-me sempre disposta a ajudar na busca da luxúria.

Sentado em uma cadeira num canto da casa, um senhor, também velho, mas com o semblante bastante sereno, com voz doce e movimentos suaves, diz:

- Eu sou a Ira. Alguns me conhecem como cólera. Tenho muitos milênios também. Não sou homem, nem mulher, assim como meus companheiros que estão aqui.

- Ira? Parece mais o vovô que todos gostariam de ter! - diz a dona da casa.

- E a grande maioria me tem! - responde o vovô. - Matam com crueldade, provocam brigas horríveis e destroem cidades quando me aproximo. Sou capaz de eliminar qualquer sentimento diferente de mim, posso estar em qualquer lugar e penetrar nas mais protegidas casas. Mostro-me calmo e sereno para mostrar-lhes que a Ira pode estar no aparentemente manso. Posso também ficar contido no íntimo das pessoas sem me manifestar, provocando úlceras, câncer e as mais temíveis doenças.

- Eu sou a Inveja. Faço parte da história do homem desde a sua criação. - diz uma jovem que ostentava uma coroa de ouro cravada de diamantes, usava braceletes de brilhantes e roupas de fino pano, assemelhando-se a uma princesa rica e poderosa.

- Como inveja, se é rica e bonita e parece ter tudo o que deseja? - diz a mulher da casa.

- Há os que são ricos, os que são poderosos, os que são famosos e os que não são nada disso, mas eu estou entre todos. A inveja surge pelo que não se tem e o que não se tem é a felicidade. Felicidade depende de amor, e isso é o que de mais carece a humanidade... Onde eu estou, está também a Tristeza.

Enquanto os invasores se explicavam, um garoto, que aparentava cerca de cinco a seis anos, brincava pela casa. Sorridente e de aparência inocente, característica das crianças, sua face de delicados traços mostravam a plenitude da jovialidade, olhos vívidos...

E você, garoto, o que faz junto a esses que parecem ser a personificação do mal?

O garoto responde com um sorriso largo e olhar profundo:

- Eu sou o Orgulho.

- Orgulho? Mas você é apenas uma criança?

Tão inocente como todas as outras. O semblante do garoto tomou um ar de seriedade que assustou o casal, e ele então diz:

- O orgulho é como uma criança mesmo, mostra-se inocente e inofensivo, mas não se enganem, sou tão destrutível quanto todos aqui, quer brincar comigo?

A Preguiça interrompe a conversa e diz:

- Vocês devem escolher quem de nós sairá definitivamente de suas vidas. Queremos uma resposta.

O homem da casa responde:

- Por favor, deem dez minutos para que possamos pensar.

O casal se dirige para seu quarto e lá fazem várias considerações.

Dez minutos depois retornam.

- E então? - pergunta a Gula.

- Queremos que o Orgulho saia de nossas vidas.

O garoto olha com um olhar fulminante para o casal, pois queria continuar ali. Porém, respeitando a decisão dirige-se para a saída.

Os outros, em silêncio, iam acompanhando o garoto quando o homem da casa pergunta:

- Ei! Vocês vão embora também?

O Menino, agora com ar severo e com a voz forte de um orador experiente, diz:

- Escolheram que o Orgulho saísse de suas vidas e fizeram a melhor escolha. Porque onde não há orgulho, não há Preguiça, pois os preguiçosos são aqueles que se orgulham de nada fazer para viver ... não percebendo que na verdade vegetam. Onde não há orgulho não há luxúria, pois os luxuriosos têm orgulho de seus corpos e julgam-se merecedores. Onde não há orgulho, não há cobiça, pois os cobiçosos têm orgulho das migalhas que possuem, juntando tesouros na terra e invejando a felicidade alheia, não percebendo que na verdade são instrumentos do dinheiro. Onde não há orgulho, não há gula, pois os gulosos se orgulham de suas condição e jamais admitem que o são, arrumam desculpas para justificar a gula, não percebendo que na verdade são marionetes dos desejos. Onde não há orgulho, não há ira, pois os irosos com facilidade destroem aqueles que, segundo o próprio julgamento, não são perfeitos, não percebendo que na verdade sua ira é resultado de suas próprias imperfeições. Onde não há orgulho, não há inveja, pois os invejosos sentem o orgulho ferido ao verem o sucesso alheio seja ele qual for; precisam constantemente superar os demais nas conquistas, não percebendo que na verdade são ferramentas da insegurança. 

Saíram todos sem olhar para trás, e, ao baterem a porta, um fulminante raio de luz invadiu o recinto. O casal desintegrou-se... 

Dizem que viraram Anjos!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Mensagem na Garrafa 153 = Lição de vida


Autor Anônimo

Uma mãe e um bebê camelo estavam por ali, à toa, quando de repente o bebê camelo perguntou:

- Mãe, mãe, posso te perguntar umas coisas?

- Claro! O que está incomodando o meu filhote?

- Por que os camelos têm corcova?

- Bem, meu filhinho, nós somos animais do deserto, precisamos das corcovas para reservar água e por isso mesmo somos conhecidos por sobreviver sem água.

- Certo, e por que nossas pernas são longas e nossas patas arredondadas?

- Filho, certamente elas são assim para permitir caminhar no deserto. Sabe, com essas pernas eu posso me movimentar pelo deserto melhor do que qualquer um! - disse a mãe, toda orgulhosa.

- Certo! Então, por que nossos cílios são tão longos? De vez em quando eles atrapalham minha visão.

- Meu filho! Esses cílios longos e grossos são como uma capa protetora para os olhos. Eles ajudam na proteção dos seus olhos quando atingidos pela areia e pelo vento do deserto! - disse a mãe com orgulho nos olhos.

- Tá. Então a corcova é para armazenar água enquanto cruzamos o deserto, as pernas para caminhar através do deserto e os cílios são para proteger meus olhos do deserto.... Então que diabos estamos fazendo aqui no Zoológico?

Moral da história:
"Habilidade, conhecimento, capacidade e experiência são úteis se você estiver no lugar certo".

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Mensagem na Garrafa 152 = Pregos na Cerca


AUTOR DESCONHECIDO

Era uma vez um garoto que tinha um temperamento muito ruim.

O Pai desse garoto deu-lhe um saco com pregos e disse-lhe que toda vez que ele perdesse a paciência, deveria martelar um prego atrás da cerca. 

No primeiro dia o garoto enfiou 37 pregos.

Em algumas semanas, ia aprendendo a controlar seu temperamento, e o número de pregos martelados por dia reduziu gradativamente.

Descobriu que era mais fácil controlar seu temperamento do que martelar todos aqueles pregos na cerca... 

Finalmente chegou o dia em que o garoto não perdeu a paciência nenhuma vez.

E disse aquilo ao seu pai. Este sugeriu que ele retirasse um prego por cada dia que ele conseguisse controlar seu temperamento.

Finalmente chegou o dia em que o garoto havia retirado todos os pregos da cerca. 

Então o pai pegou a mão do seu filho e o levou para a cerca e disse: "Você foi muito bem meu filho! Mas olha todos esses buracos na cerca. A cerca jamais será a mesma. Quando você diz coisas com a cabeça quente, elas deixam marcas como estas. Você pode ferir um homem com uma faca e depois tirar a faca, não importa quantas vezes você pedir perdão, a ferida ainda vai estar ali. Uma ferida verbal é tão grave quanto uma física.”

Lembre-se da lição que o pai ensinou para o filho. Que "buracos" você tem feito recentemente? Alguns podem ser grandes e outros pequenos. Sejam do tamanho que forem, cada buraco que é feito com raiva faz a vida um pouco mais feia. A próxima vez que você começar a sentir raiva, tente se expressar de maneira diferente e reduzir o número de buracos que você faz.

Fontes:
Lendas para reflexão.
Imagem criada com IA Microsoft Bing por JFeldman

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Mensagem na Garrafa 151 = Morte na empresa



Autor Anônimo
Morte na Empresa

Certa vez uma empresa estava em situação muito difícil. As vendas iam mal, os trabalhadores estavam desmotivados, os balanços há meses não saíam do vermelho. Era preciso fazer algo para reverter o caos, mas ninguém queria assumir nada. Pelo contrário, o pessoal apenas reclamava que as coisas andavam ruins e que não havia perspectivas de progresso na empresa. Eles achavam que alguém devia tomar a iniciativa de reverter aquele processo. 

Um dia, quando os funcionários chegaram para trabalhar, encontraram na portaria um cartaz enorme no qual estava escrito:

Faleceu ontem a pessoa que impedia o seu crescimento e o da empresa. Você está convidado para o velório na quadra de esportes.

No início, todos se entristeceram com a morte de alguém, mas depois de algum tempo, ficaram curiosos para saber quem estava bloqueando o crescimento da empresa. A agitação na quadra de esporte era tão grande que foi preciso chamar os seguranças para organizar a fila do velório. Conforme as pessoas iam se aproximando do caixão, a excitação aumentava:

- Quem será que estava atrapalhando meu progresso? Ainda bem que esse infeliz morreu!

Um a um, os funcionários, agitados, aproximavam-se do caixão, olhavam o defunto e engoliam em seco. Ficavam no mais absoluto silêncio, como se tivessem sido atingidos no fundo da alma, e saíam cabisbaixos.

Pois bem! Certamente você já adivinhou que no visor do caixão havia um espelho.

Só existe uma pessoa capaz de limitar seu crescimento: você mesmo! 

É muito fácil culpar os outros pelos problemas, mas você já parou prá pensar se você mesmo poderia ter feito algo para mudar a situação? Você é o único responsável por sua vida. Ela foi entregue a você por Deus, e você terá que prestar contas do que fez com ela no final da sua existência.

Fonte: Lendas para reflexão. Autoria desconhecida
Imagem criada com Microsoft Bing.

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Mensagem na Garrafa 150 = As Duas Vizinhas


Autor Anônimo
As Duas Vizinhas

Havia duas vizinhas que viviam em pé de guerra. Não podiam se encontrar na rua que era briga na certa. 

Depois de um tempo, Dona Maria descobriu o verdadeiro valor da amizade e resolveu que iria fazer as pazes com Dona Clotilde.

Ao se encontrarem na rua, muito humildemente, disse dona Maria:

- Minha querida Clotilde, já estávamos nessa desavença há anos e sem nenhum motivo aparente. Estou propondo para você que façamos as pazes e vivamos como duas boas e velhas amigas.

Dona Clotilde, na hora, estranhou a atitude da velha rival e disse que viria pensar no caso.

Pelo caminho foi matutando...

- Essa dona Maria não me engana, está querendo me aprontar alguma coisa e eu não vou deixar barato. Vou mandar-lhe um presente para ver sua reação. 

Chegando em casa preparou uma bela cesta de presentes, cobrindo-a com um lindo papel, mas encheu-a de esterco de vaca.

- Eu adoraria ver a cara da dona Maria ao receber esse "maravilhoso" presente. Vamos ver se ela vai gostar dessa.

Mandou a empregada levar o presente à casa da rival, com um bilhete:

- Aceito sua proposta de paz e para selarmos nosso compromisso, envio-te este lindo presente.

Dona Maria estranhou o presente, mas não se exaltou e pensou:

- Que ela está propondo com isso? Não estávamos fazendo as pazes? Bem deixa pra lá!

Alguns dias depois dona Clotilde atende a porta e recebe uma linda cesta de presentes, coberta com um belo papel.

- É a vingança daquela asquerosa da Maria. Que será que ela me aprontou?

Qual não foi sua surpresa ao abrir a cesta e ver um lindo arranjo das mais belas flores que podiam existir num jardim, e um cartão com a seguinte mensagem:

- Estas flores é o que te ofereço em prova da minha amizade. Foram cultivadas com o esterco que você me enviou e que proporcionou excelente adubo para meu jardim. 

Afinal, cada um dá o que tem em abundância em sua vida.

Fontes: 
Lendas para Reflexão
Imagem criada com Microsoft Bing

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Mensagem na Garrafa 149 = Amor no Coração


Autor Anônimo
AMOR NO CORAÇÃO

Numa sala de aula havia várias crianças.

Quando umas delas perguntou a professora:

"Professora o que é o Amor?".

A professora sentiu que a criança precisava de uma resposta à altura da pergunta inteligente que fizera. Como já estava quase na hora do recreio, pediu que cada aluno trouxesse o que mais despertasse nela o sentimento do Amor. As crianças saíram apressadas e, ao voltarem, a professora disse:

"Quero que cada um mostre o que trouxe consigo".

A primeira criança disse: "Eu trouxe uma linda flor, não é linda?".

A segunda criança falou: "Eu trouxe este filhote de passarinho. Ele havia caído do ninho junto com outro irmão. Não é uma gracinha?".

E assim as crianças foram se colocando. 

Terminada a exposição, a professora notou que havia uma criança que tinha ficado quieta o tempo todo. Esta estava vermelha de vergonha, pois não havia trazido. 

A professora se dirigiu a ela e perguntou: "Meu bem, por que não trouxe nada?".

E a criança timidamente respondeu: 

"Desculpe professora. Vi a flor e senti o seu perfume. Pensei em arrancá-la, mas preferi deixá-la para que o seu perfume durasse mais tempo. Vi também a borboleta, leve, colorida! Ela parecia tão feliz que não tive coragem de aprisioná-la. Vi também o passarinho caído entre as folhas, mas, ao subir na árvore, notei o olhar triste de sua mãe e preferi devolvê-lo ao ninho. Portando trago comigo o perfume da flor, a sensação de liberdade da borboleta e a gratidão que sentir nos olhos da mãe do passarinho. Como posso mostrar o que trouxe?".

A professora agradeceu a criança e lhe deu nota máxima, pois ela fora à única que percebera que só podemos trazer o Amor no coração.

Não precisamos destruir algo para perceber que existe coisas boas, basta apreciá-las e valorizá-las para que elas tenham valor na vida!

Fontes: 
Lendas para Reflexão
Imagem criada com Microsoft Bing

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Mensagem na Garrafa 148 – Luiz Otávio (Oração do Poeta)

 

LUIZ OTÁVIO
Rio de Janeiro/RJ, 1916 – 1977, Santos/SP
Oração do Poeta 

Senhor!

Eu vos agradeço, humildemente, por terdes, entre muitos, dado a mim o dom da poesia!

Fazei que jamais eu esqueça de que nada sou, e que de Vós, tudo me veio!

Não permitais que eu use os meus versos para bajular os poderosos e humilhar os pequeninos!

Nas vitórias de meus irmãos que eu sinta a mesma alegria que sentiria se elas fossem minhas!

Se generosamente, a mim trouxerem coroas de louro, que eu as receba com a mesma humildade com que Vós aceitastes a coroa de espinhos!

Que na realidade eu não seja outro diferente daquele mostrado na minha poesia!

Que eu ouça com serenidade as críticas dos amigos, as invejas dos invejosos, e os elogios dos bajuladores!

Que eu cante singelamente, como um pássaro liberto, o canto que Vós me destes sem me preocupar com os aplausos deste mundo!

Que meus versos sirvam de estimulo aos jovens,
de consolo aos velhos,
de esperança aos aflitos,
e de paz aos angustiados.

Que minha vida e minha poesia, nos minutos de alegria

e nos momentos de dor, sejam sempre condensadas numa só palavra: 
A M O R!…

Imagem criada por JFeldman com Microsoft Bing

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

Mensagem na Garrafa 147 = O mais difícil de viver com um cão não é o que imaginas


Joe Randolph Ackerley
(Londres/Reino Unido, 1896 – 1967)

O mais difícil de viver com um cão não é o que imaginas.

Não é sair com ele à chuva, no frio, quando estás cansado e sem forças.

Não é recusar viagens ou convites — “Estar sem ele.”

Não é o pelo em todo o lado — na cama, na comida, nas tuas roupas.

Não é limpar o chão vezes sem conta, sabendo que logo voltará a ficar sujo.

Não são as contas do veterinário, nem o medo de perder algo importante.

Não é perder a liberdade — porque agora a liberdade chama-se “nós”.

Nem é o fato de o teu coração já não te pertencer.

Tudo isso é amor. Tudo isso é vida. Tudo isso é escolha.

O mais difícil chega devagar, como a dor nas velhas cicatrizes, como o frio que entra nos ossos.

Um dia percebes: ele já não consegue.

Tenta, mas não consegue. Corre até ti, mas mais devagar.

Os olhos são os mesmos, só que neles há aquele silêncio: “Estou aqui, mas está a custar.”

Lembras-te de como ele era. E de como se tornou — totalmente teu, fiel até ao fim.

Sempre acreditou que estarias lá, que o ajudarias, que o salvarias.

E estiveste. Mas agora não o podes salvar da velhice.

O mais difícil é saber: para ti ele foi luz,
mas para ele tu foste todo o universo.

Viveu por ti, respirou por ti, amou-te incondicionalmente.

E tu não estás pronto. Não estás pronto para deixá-lo ir.

Depois vem o silêncio.

A almofada vazia. A tigela intocada.

E o teu coração — ferido.

Sais de casa — mas sem ele.

E ouves-te a murmurar no vazio: “Vamos, meu bom amigo.”

Mas se pudesses voltar atrás no tempo — escolherias de novo.

Com toda a dor, com todo o cansaço, com todo o amor.

Porque esse amor é verdadeiro.

Ter um cão na tua vida é deixar entrar o fogo,
que te aquecerá para sempre. 

Mesmo depois de se apagar.
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JOE RANDOLPH ACKERLEY (1896 - 1967) foi um escritor e editor britânico. Começou a trabalhar na BBC um ano após a sua fundação, em 1927, e foi promovido a editor literário do The Listener, o seu semanário, onde trabalhou por mais de duas décadas. Publicou muitos poetas e escritores emergentes que se tornaram influentes na Grã-Bretanha.

segunda-feira, 20 de outubro de 2025

Mensagem na Garrafa 146 = Amigos loucos e sérios (de Oscar Wilde)


Oscar Wilde
Dublin/Irlanda, 1854 – 1900, Paris/França

Amigos loucos e sérios

Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade.

Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.

Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.

Deles não quero resposta, quero meu avesso.

Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim.

Para isso, só sendo louco.

Louco que senta e espera a chegada da lua cheia.

Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.

Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.

Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria.

Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.

Meus amigos são todos assim: metade palermice, metade seriedade.

Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.

Pena, não tenho nem de mim mesmo, e risada, só ofereço ao acaso.

Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.

Não quero amigos adultos, nem chatos.

Quero-os metade infância e outra metade velhice.

Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto, e velhos, para que nunca tenham pressa.

Tenho amigos para saber quem eu sou, pois vendo-os loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril.
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Oscar Fingal O'Flahertie Wills Wilde nasceu em 1854, na cidade irlandesa de Dublin. Na infância, era muito apegado à mãe, uma poetisa casada com um famoso cirurgião. O dr. William Wilde, pai do escritor, esteve envolvido em um escândalo sexual quando foi a público um caso amoroso (ou de suposto abuso) com uma jovem. Oscar estudou em Dublin e em Oxford, onde iniciou sua carreira literária com o premiado poema Ravenna, em 1878. Mudou-se para Londres, em 1879. Com a publicação de seu primeiro livro — Poemas —, em 1881, começou a ficar conhecido. No ano seguinte, viajou aos Estados Unidos como palestrante. Casou-se, em 1884, com a escritora Constance Lloyd (1858-1898). Além de ser dramaturgo e poeta, também trabalhou em uma revista de moda feminina chamada Woman’s World. A essa altura, entre 1887 e 1889, já era bastante famoso na Inglaterra. Em 1889, iniciou a escrita do romance O retrato de Dorian Gray e se tornou amigo de Robert Ross (1869-1918), uma pessoa que seria seu grande apoiador durante os anos de prisão. Esse fim trágico teve início quando Wilde conheceu, em 1891, o jovem Alfred Douglas (1870-1945), sua grande paixão. Era um rapaz mimado e egoísta, como o autor sugere em seu livro De profundis. Com ele, o escritor vivenciou uma fase de homossexualismo intenso, mas também de muitos gastos. O rapaz tinha uma relação conturbada com o pai, o marquês de Queensberry. Ele queria que o filho terminasse seu relacionamento amoroso com o escritor. Revoltado, o marquês chamou Wilde de “sodomita”. Assim, em 1895, influenciado pelo amante, Wilde processou o marquês por difamação. Mas os testemunhos contra o escritor durante o julgamento fizeram com que ele fosse julgado e preso por sua homossexualidade. Wilde foi condenado a dois anos de trabalhos forçados por sua orientação sexual, e foi muito humilhado. Foi solto em 1897, mas, desprezado pela sociedade da época, exilou-se na França com o nome falso de Sebastian Melmoth. Apesar de receber a ajuda de alguns amigos fiéis, morreu na pobreza, em um hotel de Paris, em 30 de novembro de 1900.
O esteticismo, movimento artístico a que pertenceu Oscar Wilde, defendia a beleza como principal objetivo estético. Essa concepção de arte buscava criar uma realidade ideal e prazerosa. Dessa forma, em suas obras trazem reflexões em torno da fugacidade da vida e da beleza. O autor, ao expor questões sociais e morais da época, recorreu à ironia e ao paradoxo. O individualismo é valorizado em detrimento do que é coletivo. Por isso, seus textos tratam de questões existenciais, como a culpa, mas também falam de corrupção, sacrifícios, luxúria, violência e mostram uma sociedade decadente ainda presa ao esnobismo de classe.
Fontes:
Oscar Wilde. A esfinge sem segredo e outras histórias. Publicado originalmente em 1887 . Disponível em Domínio Público.
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domingo, 24 de agosto de 2025

Mensagem na Garrafa 145 = O céu, o inferno e a amizade


AUTOR DESCONHECIDO
O céu, o inferno e a amizade

Um homem, seu cavalo e seu cão, caminhavam por uma estrada. Depois de muito caminhar, esse homem se deu conta de que ele, seu cavalo e seu cão haviam morrido num acidente.   

Às vezes os mortos levam tempo para se dar conta de sua nova condição. A caminhada era muito longa, morro acima, o sol era forte e eles ficaram suados e com muita sede. Precisavam desesperadamente de água.

Numa curva do caminho, avistaram um portão todo magnífico, todo de mármore, que conduzia a uma praça calçada com blocos de ouro, no centro da qual havia uma fonte de onde jorrava água cristalina.

O caminhante dirigiu-se ao homem que numa guarita, guardava a entrada.

- Bom dia, ele disse.

- Bom dia, respondeu o homem.

- Que lugar é este, tão lindo?, ele perguntou.

- Isto aqui é o céu, foi a resposta.

- Que bom que nós chegamos ao céu, estamos com muita sede, disse o homem.

- O senhor pode entrar e beber água à vontade, disse o guarda, indicando-lhe a fonte.

- Meu cavalo e meu cachorro também estão com sede.

- Lamento muito, disse o guarda. Aqui não se permite a entrada de animais.

O homem ficou muito desapontado porque sua sede era grande. Mas ele não beberia, deixando seus amigos com sede. Assim, prosseguiu seu caminho.

Depois de muito caminharem morro acima, com sede e cansaço multiplicados, ele chegou a um sítio, cuja entrada era marcada por uma porteira velha semi-aberta.

A porteira se abria para um caminho de terra, com árvores dos dois lados que lhe faziam sombra. À sombra de uma das árvores, um homem estava deitado, cabeça coberta com um chapéu, parecia que estava dormindo:

- Bom dia, disse o caminhante.

- Bom dia, disse o homem.

- Estamos com muita sede, eu, meu cavalo e meu cachorro.

- Há uma fonte naquelas pedras, disse o homem e indicando o lugar. Podem beber a vontade.

O homem, o cavalo e o cachorro foram até a fonte e mataram a sede.

- Muito obrigado, ele disse ao sair.

- Voltem quando quiserem, respondeu o homem.

- A propósito, disse o caminhante, qual é o nome deste lugar?

- Céu, respondeu o homem.

- Céu? Mas o homem na guarita ao lado do portão de mármore disse que lá era o céu!

- Aquilo não é o céu, aquilo é o inferno.

O caminhante ficou perplexo.

- Mas então, disse ele, essa informação falsa deve causar grandes confusões.

- De forma alguma, respondeu o homem. Na verdade, eles nos fazem um grande favor. Porque lá ficam aqueles que são capazes de abandonar até seus melhores amigos.

Fontes: 
Imagem criada por Jfeldman com Microsoft Bing