quarta-feira, 10 de junho de 2026

Silmar Bohrer (Croniquinha) 161

Alguém perguntou de onde surgem as crônicas.  Simples! Elas aparecem no amanhecer, nos dias claros e nas noites todas - enluaradas, belas ou medonhas. De repente percebemos que somos crônicas e cronistas. Agentes e pacientes. As crônicas nasceram com a criação do mundo e são elas que escrevem a história. 

Elas existem porque existem os seres vivos. Todos os viventes têm sua crônica diária -desde a minhoca ou a formiga até um elefante ou uma baleia-azul. Nossa percepção vê então que a vida é uma bela crônica que cada um escreve à sua maneira, como entende o mundo e a própria vida.

O mundo é uma crônica eivada de encantos, como também de ilusões, desencantos, desilusões.  Saboreando e digerindo os dias, bebericando doçuras e agridoces, a gente escreve as mais belas delas, que enchem os dias e tornam a vida amena, alcandorada- valendo a pena.  

Se nossos viveres forem os originais daquela crônica escrita de alma, coração e alumbramento, lá na última poderemos até parodiar Drumond : " Mas as crônicas findas, muito mais que lindas, essas ficarão ".
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Silmar Bohrer nasceu em Canela/RS em 1950, com sete anos foi para em Porto União-SC, com vinte anos, fixou-se em Caçador/SC. Aposentado da Caixa Econômica Federal há quinze anos, segue a missão do seu escrever, incentivando a leitura e a escrita em escolas, como também palestras em locais com envolvimento cultural. Criou o MAC - Movimento de Ação Cultural no oeste catarinense, movimentando autores de várias cidades como palestrantes e outras atividades culturais. Fundou a ACLA-Academia Caçadorense de Letras e Artes. Membro da Confraria dos Escritores de Joinville e Confraria Brasileira de Letras. Editou os livros: Vitrais Interiores  (1999); Gamela de Versos (2004); Lampejos (2004); Mais Lampejos (2011); Sonetos (2006) e Trovas (2007).

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Texto enviado pelo autor.