Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Affonso Romano de Sant'Anna (Lançamento de “Que presente te dar?”)



LIVRO TRAZ SÉRIE DE CRÔNICAS PUBLICADAS AO LONGO DA VIDA DO JORNALISTA, ENSAÍSTA E POETA.

Chega às livrarias, pela editora LeYa, o livro de crônicas de Affonso Romano de Sant’Anna, Que presente te dar? – Crônicas de amor e outros afetos. A obra reúne crônicas publicadas em jornais desde a década de 1980, quando foi contratado pelo Jornal do Brasil (1984) para substituir Carlos Drummond de Andrade, até o período de 1990, quando passou a fazer parte da presidência da Fundação Biblioteca Nacional (1990-1996) e foi considerado pela revista Imprensa um dos 10 jornalistas que mais influenciavam a opinião pública no país.

Considerado um dos mais destacados poetas e ensaístas brasileiros, Affonso Romano de Sant’Anna já publicou mais de 50 livros, lecionou literatura no Brasil e no exterior e já foi presidente da Fundação Biblioteca Nacional, onde reformou e informatizou a instituição, criando programas novos e fazendo com que BN fosse considerada a melhor instituição federal do Rio de Janeiro.

“Há uma serenidade nos seus gestos, longe dos desperdícios da adolescência,quando se esbanjam pernas, braços e bocas ruidosamente. A adolescente não sabe ainda os limites do seu corpo e vai florescendo estabanada. É como um nadador principiante, faz muito barulho, joga muita água para os lados. Enfim, desborda. A mulher madura nada no tempo e flui com a serenidade de um peixe.”

Falando sobre a mulher já madura, os trinta anos, a paternidade, os amantes, o envelhecer, a inveja, o amor, entre outros, o livro Que presente te dar? tem como maior foco a vida. Tudo um pouco, observado do camarote, pelo escritor que tem a mente inquieta e precisa mostrar ao leitor os detalhes despercebidos, a vida como ela é.

Partindo de pormenores que vão do mundo abstrato ao concreto, Affonso Romano vai mostrando, com sábias palavras, o que é e o que passa por nossa vivência; contextualizando e intercalando com outros tantos textos que completam as observações e nos garantem emoções do começo ao fim.

Com crônicas como, “Fazer 30 anos", "A mulher madura", "Na espera do amanhã", “Quando os amantes dormem” e “O homem que conheceu o amor”, entre outras, “Que
presente te dar” é um livro memorável.

“Envelhecer deveria ser como plainar. Como quem não sofre mais (tanto) com os inevitáveis atritos. Assim como a nave que sai do desgaste da atmosfera e vai entrando noutro astral, e vai silente, e vai gastando nenhum-quase combustível, flutuando como uma caravela no mar ou uma cápsula no cosmos.”

Ficha Técnica
Título: Que presente te dar
Autor: Affonso Romano de Sant’Anna
Formato: 14 x 21 cm
Nº de páginas: 173
Preço: R$ 29,90

Sobre o autor
Affonso Romano de Sant'Anna é um dos mais destacados poetas e ensaístas brasileiros. Com mais de 50 livros publicados, já lecionou literatura no Brasil e no exterior e foi considerado pela revista Imprensa, nos anos 1990, um dos 10 jornalistas que mais influenciam a opinião pública no país. Como Presidente da Fundação Biblioteca Nacional (1990-1996), reformou e informatizou a instituição, criou programas novos e a BN foi considerada a  instituição federal que melhor funcionava no Rio de Janeiro.
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Mais informações:
Andrea Jocys / Tatiany Leite
Imprensa

Rua Desembargador Paulo Passalacqua, 86 - Pacaembu
01248-010 - São Paulo - SP - Brasil
Fone + 55 11 3129 5448 Ramal 6207 / 6208
Fax + 55 11 31295448
ajocys@leya.com/ tleite@leya.com
www.leya.com

Andrey do Amaral – agente literário de Affonso Romano de Sant’Anna
andrey@andreydoamaral.com (61) 8457-7131 (Oi) ou (61) 8224-2394 (Tim) /@AndreyDoAmaral

A LeYa é o grupo editorial que integra algumas das mais prestigiadas editoras portuguesas.
Está presente em quase todos os países de língua portuguesa. No Brasil, o grupo LeYa atua em edições escolares e no mercado de interesse geral, por meio dos selos LeYa e Lua de papel e as parcerias com Casa da Palavra e Fantasy. www.leya.com.br

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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