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domingo, 16 de agosto de 2026

Conto & Crônica: Da Ideia à Publicação (Parte 10)


Aqui estão frases de grandes escritores sobre a arte e o ato de escrever:

Clarice Lispector: 
"Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível."

Machado de Assis: 
"A palavra foi feita para dizer o que o espírito sente; quando não diz tudo, diz o que pode."

Rubem Alves: 
"Escrever é um ato de amor. É a tentativa de deixar um pedaço de nós no coração do outro."

Carlos Drummond de Andrade: 
"Escrever é procurar entender, é dar a conhecer aos outros o que se descobriu.”

Toni Morrison: 
"Se há um livro que você quer ler, mas ele ainda não foi escrito, você precisa escrevê-lo.”

Ernest Hemingway: 
"Não há nada de especial em escrever. Basta sentar-se à máquina de escrever e sangrar."

Stephen King: 
"Escrever é telepatia humana."

Maya Angelou: 
"Não há agonia maior do que carregar uma história não contada dentro de você."

Margaret Atwood: 
"Uma palavra após a outra, após a outra, é poder."

Saul Bellow: 
"Você nunca escreve bem a menos que escreva pelo seu próprio bem."

Gabriel García Márquez (Colômbia): 
"O escritor escreve para que o queiram mais, e isso é no fundo uma grande necessidade de afeto."

Jorge Luis Borges (Argentina): 
"Escrever é apenas um modo lento de sonhar."

Isabel Allende (Chile): 
"A escrita é uma longa introspecção, é uma viagem para as cavernas mais escuras da consciência."

Virginia Woolf (Inglaterra): 
"Cada segredo da alma de um escritor, cada experiência de sua vida, cada qualidade de sua mente está escrita em larga escala em suas obras."

José Saramago (Portugal): 
"Escrever é um ato de interrogação permanente."

Franz Kafka (Tchéquia): 
"Escrever é uma forma de oração."

Essas frases refletem a reflexão e a visão sobre a escrita, encorajando novos escritores a explorar sua voz e suas experiências.
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JOSÉ FELDMAN (71) é um influente escritor, poeta, gestor cultural e um dos mais proeminentes trovadores contemporâneos do Brasil. Embora tenha nascido em São Paulo (1954), ele possui uma ligação profunda com o estado do Paraná, onde está radicado e atua de maneira incansável como um polo difusor da literatura. Sua história com o estado do Paraná começou a se consolidar no final da década de 1990. Residiu em cidades como Taboão da Serra, Curitiba, Ubiratã e Maringá (PR) onde se fixou desde o ano de 2011. Sempre buscou uma formação multidisciplinar vasta, realizando cursos que vão de Filosofia e Contabilidade a Artes Dramáticas. Em 1975, formou-se como Técnico de Laboratórios Médicos, trabalhando por mais de 10 anos no Hospital das Clínicas da FMUSP. Atua fortemente como gestor cultural e editor virtual. Professor de trovas e escrita criativa. É o criador e comandante de importantes veículos de informação poética, como os blogs Singrando Horizontes e Voo da Gralha Azul. Exerce papel de liderança institucional, atuando como Presidente da Confraria Brasileira de Letras, sendo um os fundadores e Conselheiro Internacional do Movimento União Cultural, agraciado com o título de Comandante do Saber, em Timisoara/Romênia; honra ao mérito supremo “Euclides da Cunha”, na Academia de Letras, em Berna/Suiça; título Magnus Magister em Letras, em Portugal; Título de Comendador pela Academia Pan-Americana de Letras e Artes; Prêmio Liderança pela paz, do Rotary Club; Prêmio Monteiro Lobato, do Movimento União Cultural, etc.
No início de sua formação, estudou romance com Mário Amato e ficção científica com o renomado escritor André Carneiro, além de receber orientações literárias de Artur da Távola. Sua introdução ao universo das trovas (poemas de quatro versos de sete sílabas poéticas com rimas) deu-se pelas mãos do Magnífico Trovador Izo Goldman. Tornou-se um trovador premiado nacionalmente, acumulando vitórias em concursos de destaque, como os tradicionais Jogos Florais de Curitiba e de Nova Friburgo.  É visto na literatura contemporânea como um pioneiro na democratização digital da poesia clássica, atuando em três pilares principais:
1 - Almanaques Literários (Chuva de Versos e O Voo da Gralha Azul): Feldman é amplamente elogiado pela crítica e por seus pares por organizar e editar e-books coletivos de distribuição gratuita, Distribuição massiva e gratuita de compilações literárias em formato PDF. O seu Almanaque Chuva de Versos ultrapassou centenas de edições. Esses e-books são vistos como um valioso serviço de utilidade pública cultural, pois servem de vitrine para autores consagrados e novos talentos de todo o Brasil e de países de língua portuguesa.
2 - Preservação e Ativismo da Trova: No meio acadêmico, ele é descrito como um "incansável divulgador da Trova". Em uma época em que o verso livre predomina, a sua insistência na trova e no soneto confere-lhe o status de guardião da tradição poética luso-brasileira.
3 - Recepção dos Textos: Suas trovas pessoais são vistas como reflexivas, sensíveis e dotadas de uma sabedoria cotidiana. Elas abordam temas como o amor, a esperança, a passagem do tempo e as incertezas humanas através de uma linguagem limpa, porém tecnicamente perfeita.
No universo literário, a prosa de Feldman (seus contos e crônicas) é vista como um reflexo humanista, sensível e acessível da realidade, mantendo grande coerência com a sua identidade poética. Enquanto suas trovas seguem o rigor da métrica, seus textos em prosa desfrutam de maior liberdade criativa, destacando-se pelos seguintes fatores: 
1. Foco no Cotidiano e na Infância: Seus contos e crônicas costumam resgatar memórias afetivas, a simplicidade do dia a dia e reflexões sobre a passagem do tempo. O próprio autor destaca que seu interesse pela literatura começou na infância justamente por meio da criação de contos; 
2. Olhar Filosófico e Psicológico: Influenciados por sua formação multidisciplinar (que inclui estudos de Filosofia), seus textos curtos não buscam apenas entreter, mas provocar no leitor uma postura investigativa, questionadora e mais atenta ao mundo ao seu redor; 
3. Democratização da Leitura: Assim como ocorre com seus e-books de poesia, suas coletâneas de crônicas e contos em formato digital são vistas pela crítica como ferramentas fundamentais de inclusão cultural. Ao distribuí-los gratuitamente na internet, ele rompe as barreiras do mercado editorial tradicional, fazendo com que sua prosa chegue diretamente ao leitor comum e sirva de incentivo para novos leitores.
Possui reconhecimento internacional, inserido principalmente no contexto da comunidade lusófona. Em Portugal e Angola, suas trovas, contos e crônicas circulam amplamente em portais literários europeus e africanos. Ele participa ativamente de intercâmbios culturais virtuais com escritores desses países, o que consolidou seu nome entre os entusiastas da literatura ibero-americana. O grande vetor de sua internacionalização são seus e-books e almanaques (como o Chuva de Versos, Florilégio de Trovas e Crestomatia de Trovas). Como essas coletâneas são publicadas digitalmente e de forma colaborativa, Feldman frequentemente seleciona, edita e publica textos de poetas e prosadores residentes na Europa, África e outros países da América Latina, integrando redes globais de literatura independente. Dessa forma, seu nome é respeitado fora do Brasil tanto por sua produção autoral quanto por seu papel como embaixador cultural e agregador de escritores da Língua Portuguesa no ambiente digital.
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sábado, 15 de agosto de 2026

Luiz Gonzaga da Silva (Trova e cidadania) 9: Terceira idade


Implacável é a idade,
todos os dias morremos
um pouco, com a saudade
daqueles que não mais vemos. 
José Feldman - PR

Os velhos morrem porque já não são amados 
(Montherlant - Paris/França, 1896 - 1972)

Uma das formas de se apreender se um povo exercita de fato a cidadania, é verificando como este povo trata o velho, que se convencionou chamar de terceira idade. Pensamos que este tema ainda é tratado com ambiguidade. Por um lado, há os que não têm o menor respeito pelo idoso, por outro, há os que exageram, tratando os velhos de uma maneira piegas.

Nosso amor pela pessoa velha não deve ser uma opressão, uma tirania a inventar cuidados chocantes, temores que machucam... Libertemos os velhos de nossa fatigante bondade (Paulo Mendes Campos).

Trate o velho com respeito;
dê-lhe o amor que possa dar.
Mas não lhe roube o direito
de a SI mesmo governar!
A. A. de Assis - PR

Para o trovador, a velhice é constantemente associada à saudade:

Sempre que a praça atravesso
curvada ao peso da idade,
por onde passo eu tropeço
num canteiro de saudade…
Ercy Maria Marques - SP

Curvada ao peso da idade,
a vovó, serena e bela,
distrai o tempo e a saudade
entre o novelo e a novela.
A. A. de Assis - PR

Os anos trazem cansaços,
nossa vida é sempre assim,
e a saudade segue os passos
da velhice até o fim.
José Lucas de Barros - RN

Outras vezes, a velhice é também associada à tristeza e morte dos sonhos:

Vai findando a mocidade
e, nos meus dias tristonhos,
em surdina, uma saudade
chora a morte dos meus sonhos...
Izo Goldman - SP

Depois de muitas andanças,
cansado de tanta lida,
hoje vivo de lembranças,
juntando os cacos da vida...
Raimundo Andrade de Paiva - CE

Mas os sonhos não envelhecem, ou não deveriam envelhecer. Por mais que se tornem difíceis de serem realizados, não devemos abandoná-los.

Um sonho de juventude
não morre nunca, eu suspeito,
pois me assusta a inquietude
que ainda carrego ao peito.
Gonzaga da Silva - RN

Beirando a terceira idade
me aproximando do fim…
Vejo em grande atividade
a criança que há em mim.
Francisco Macedo - RN

Não importa a face externa
do corpo que envelheceu:
juventude é sempre eterna
no sonho que não morreu.
Antônio Bispo dos Santos - RJ

Se a mocidade se afasta,
não julgue a vida tristonha.
- A ação do tempo não gasta
o coração de quem ama!
Aparício Fernandes - RJ

Em outros momentos, a velhice é vista com mais naturalidade e até com certo entusiasmo:

Minhas netas, sempre rindo,
são meu alegre evangelho:
- musgo verde revestindo,
de esperança, um muro velho!
Lilinha Fernandes - RJ

Mas sociedades em que a preocupação com a produção de bens materiais não é um fim em si mesmo, o velho é visto como um ser que acumulou experiência e sabedoria e, portanto, tratado com mais respeito e dignidade. É o que está expresso nestas sábias travas:

Quanto mais a idade aumentou
e a ilusão se distancia,
a gente mais se alimenta
do pão da sabedoria.
Ercy Maria Marques - SP

O tempo tira a beleza,
rouba da gente a vaidade,
o tempo dá-nos firmeza,
sabedoria e bondade.
Nair Starling - MG

Velhice não é demência
nem é vã filosofia;
é fonte de experiência
que nos traz sabedoria.
Hélio Pedro Souza - RN

Fonte:
Luiz Gonzaga da Silva (org.). Trova e Cidadania. Natal/RN, abril de 2019.
Livro enviado pelo autor.

Conto & Crônica: Da Ideia à Publicação (Parte 9)

9. O QUE EVITAR NA CONSTRUÇÃO DE UMA CRÔNICA

9.1. NA CONSTRUÇÃO DO TEXTO

9.1.1. Clichês: 
Evite frases ou ideias prontas que tornem o texto previsível.

9.1.2. Ambiguidade Excessiva: 
Seja claro na sua mensagem; ambiguidade pode confundir o leitor.

9.1.3. Falta de Foco: 
Mantenha um tema central; divagar demais pode dispersar a narrativa.

9.2. NO DESENVOLVIMENTO

9.2.1. Diálogos Fracos: 
Não inclua diálogos que soem artificiais ou forçados. Eles devem fluir naturalmente.

9.2.2. Descrições Superficiais: 
Detalhes vagos não transportam o leitor. Use descrições sensoriais que criem imagens vívidas.

9.2.3. Mudanças de Tom: 
Mantenha um tom consistente. Alternar entre formal e informal sem justificativa pode desorientar.

9.3. NO ARREMATE FINAL

9.3.1. Final Previsível: 
Evite fechar a história de forma óbvia. Um final impactante ou reflexivo é mais cativante.

9.3.2. Falta de Conclusão: 
Não deixe o leitor se sentindo perdido. Um desfecho coerente deve amarrar as ideias apresentadas.

9.3.3. Menos Reflexão: 
Quando apropriado, use o final para provocar uma reflexão, não apenas para encerrar a história.

9.4. O QUE EVITAR NA CONSTRUÇÃO DE UM CONTO

9.4.1. Na Construção do Texto

9.4.1.1. Personagens Unidimensionais: 
Crie personagens complexos com motivações e emoções.

9.4.1.2. Trama Muito Complexa: 
Uma narrativa cheia de reviravoltas sem clareza pode confundir o leitor.

9.4.1.3. Introdução Lenta: 
Começar com longas descrições sem ação pode desestimular o leitor.

9.4.2. No Desenvolvimento

9.4.2.1. Exposição Excessiva: 
Evite informações desnecessárias que não avancem a narrativa ou desenvolvimento de personagens.

9.4.2.2. Incoerências Lógica: 
Certifique-se de que a trama e as reviravoltas sejam plausíveis e coerentes.

9.4.2.3. Tensão Inconstante: 
Mantenha um ritmo apropriado; oscilações drásticas no ritmo podem frustrar.

9.4.3. No Arremate Final

9.4.3.1. Desfecho Aberto Sem Justificativa: 
Se optar por um final em aberto, ele deve ser bem amarrado ao tema.

9.4.3.2. Resolução Fácil: 
Não simplifique demais a resolução do conflito; deve refletir as complexidades da trama.

9.4.3.3. Menos Impacto: 
O final deve ser memorável; evite encerrar de forma apressada ou trivial.

9.5 ORGANIZAÇÃO DO TEXTO

9.5.1. Planejamento:
   - Defina o tema e a mensagem que deseja transmitir.
   - Esboce uma estrutura básica (introdução, desenvolvimento, conclusão).

9.5.2. Introdução:
   - Apresente a situação ou o conflito de maneira intrigante.
   - Crie um gancho que prenda a atenção do leitor.

9.5.3. Desenvolvimento:
   - Aprofunde os personagens, a trama e a ambientação.
   - Mantenha o foco no tema central, evitando divagações desnecessárias.

9.5.4. Conclusão:
   - Feche a narrativa de forma lógica e satisfatória.
   - Inclua uma reflexão ou um pensamento que mantenha o leitor pensando após terminar.

9.6. CONSIDERAÇÕES

Ao evitar armadilhas comuns e seguir uma estrutura organizada, você pode criar narrativas mais envolventes tanto em crônicas quanto em contos. A clareza de propósito e a atenção aos detalhes são essenciais em cada etapa do processo de escrita.
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Continua…
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(curso ministrado por José Feldman)

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Conto & Crônica: Da Ideia à Publicação (Parte 8)

curso ministrado por José Feldman
8. ANÁLISE DO ESTILO DE ESCRITA

Aqui está uma análise do estilo de escrita apropriado para crônicas filosóficas, românticas, do cotidiano, de exposição de situações e de recordações, junto com os erros mais comuns a serem evitados.

8.1. CRÔNICAS FILOSÓFICAS

8.1.1. Estilo de Escrita

8.1.1.1. Reflexivo e Introspectivo: 
A linguagem deve ser profunda e provocar pensamentos.

8.1.1.2. Uso de Metáforas: 
Comparações que enriquecem o significado e a compreensão do tema.

8.1.1.3. Tom Ponderado: 
O autor deve transmitir uma sensação de sabedoria ou dúvida que faça o leitor refletir.

8.1.2. Erros Comuns

8.1.2.1. Abstrações Excessivas: 
Ser vago ou usar linguagem muito técnica pode alienar o leitor.

8.1.2.2. Falta de Conexão Pessoal: 
Não incluir experiências pessoais pode tornar a crônica fria e distante.

8.1.2.3. Desorganização de Ideias: 
Saltar de um pensamento para outro sem uma estrutura clara pode confundir o leitor.

8. 2. CRÔNICAS ROMÂNTICAS

8.2.1. Estilo de Escrita

8.2.1.1. Emocional e Poético: 
Linguagem rica em sentimentos e sensações, evocando a intensidade do amor.

8.2.1.2. Detalhes Sensorais: 
Descrições vívidas de momentos, olhares e toques.

8.2.1.3. Diálogos Naturais: 
Conversas que soem autênticas e reveladoras dos sentimentos dos personagens.

8.2.2. Erros Comuns

8.2.2.1. Clichês Românticos: 
Usar frases e situações repetitivas que podem tornar a crônica previsível.

8.2.2.2. Falta de Profundidade Emocional: 
Não explorar as complexidades do amor pode fazer a narrativa parecer superficial.

8.2.2.3. Inconsistência no Tom: 
Alternar entre um tom leve e um muito sério sem justificativa pode confundir o leitor.

8.3. CRÔNICAS DO COTIDIANO

8.3.1. Estilo de Escrita

8.3.1.1. Acessível e Humorístico: 
Linguagem simples que dialoga com o leitor, muitas vezes utilizando humor.

8.3.1.2. Observações Detalhadas: 
Atenção aos pequenos detalhes da vida diária que tornam a narrativas interessantes.

8.3.1.3. Narrativa Descontraída: 
Um tom leve que transforma o ordinário em algo notável.

8.3.2. Erros Comuns

8.3.2.1. Monotonia: 
Focar em eventos muito triviais e não oferecer qualquer reflexão pode entediar o leitor.

8.3.2.2. Falta de Conexão: 
Não estabelecer uma relação entre as observações e um tema ou reflexão mais ampla.

8.3.2.3. Diálogos Fracos: 
Conversas artificialmente forçadas que não parecem naturais podem descredibilizar a crônica.

8.4. CRÔNICAS DE EXPOSIÇÃO DE SITUAÇÕES

8.4.1. Estilo de Escrita

8.4.1.1. Crítico e Persuasivo: 
Linguagem que desafia o leitor a compreender e refletir sobre o tema apresentado.

8.4.1.2 de Dados e Exemplos: 
Incluir fatos relevantes para reforçar o argumento.

8.4.1.3. Narrativa Estruturada: 
Apresentação de problemas claras, causas e possíveis soluções.

8.4.2. Erros Comuns

8.4.2.1. Falta de Foco: 
Abordar muitos tópicos sem um foco claro pode dispersar a mensagem.

8.4.2.2. Argumentação Fraca: 
Falta de evidências para apoiar as alegações pode enfraquecer a crônica.

8.4.2.3. Tom Excessivamente Pessimista: 
Não apresentar um ângulo esperançoso ou soluções pode desanimar o leitor.

8.5. CRÔNICAS DE RECORDAÇÕES

8.5.1. Estilo de Escrita

8.5.1.1. Nostálgico e Contemplativo: 
Linguagem que evoca emoção e sentimentos de saudade.

8.5.1.2. Descritivo e Detalhado: 
Enriquecer a narrativa com detalhes que transportam o leitor para o passado.

8.5.1.3. Conexão com o Presente: 
Relacionar as memórias ao estado atual do narrador, criando uma linha do tempo.

8.5.2. Erros Comuns

8.5.2.1. Falta de Contexto: 
Não fornecer informações suficientes sobre a recordação pode confundir o leitor.

8.5.2.2. Nostalgia Excessiva: 
Focar apenas em memórias sem reflexão pode tornar a crônica monótona.

8.5.2.3. Desorganização Temporal: 
Saltar entre tempos sem clareza pode desorientar o leitor.

8.6. CONSIDERAÇÕES

Cada tipo de crônica tem um estilo que deve ser refletido no texto para ressoar com os leitores. Evitar os erros comuns ajuda a fortalecer a narrativa, proporcionando uma experiência mais rica e envolvente. A prática e a leitura crítica são essenciais para aperfeiçoar esses estilos.
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continua…
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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Luiz Gonzaga da Silva (Trova e Cidadania) 8: Guerra e (Paz?)


No mundo, em que há injustiça,
que o ser humano propaga,
empatia é uma premissa
para viver nova saga.
José Feldman – PR

Na antinomia entre guerra e paz parece que o primeiro termo sobreleva-se extraordinariamente! Infelizmente! O mundo nunca teve um dia de paz, A história da humanidade é a história das guerras. Não conheço nenhum livro dedicado à paz, mas inúmeros dedicados à guerra. Talvez porque a paz seja um estado natural, normal, enquanto a guerra é um fato provocada pela estupidez do homem. Apesar disso, a paz é um ideal a ser buscado, mesmo que ela se nos apresente como uma utopia!

Sem os horrores da guerra,
feliz o mundo seria.
É pena que Paz na Terra
ainda seja utopia.
João Costa - RJ

Trovadores - renitentes -
tenhamos este ideal:
- Fazer das trovas sementes
para a Paz universal!
Alberto Fernando Bastos - RJ

O que eu mais quero na vida
é a paz remando na Terra,
mas não a paz confundida
com mera ausência de guerra...
Newton Vieira - MG

O bom senso é que lhes faz
o apelo nobre e profundo;
- Um beijo branco de paz
na face rubra do mundo!
Batista Soares - CE

A paz que tanto se exorta
há de encontrar o seu clima;
o mundo já não comporta
novas versões de Híroshima!
José Overney - SP

Num tempo em que tanta guerra
enche o mundo de terror,
benditos os que, na Terra,
semeiam versos de amor!
A. A. de Assis - PR

No passado e no presente,
pelo mal que sempre fez,
é a guerra - infinitamente -
a suprema insensatez!
Waldir Neves - RJ

Por trás das guerras estão quase sempre os interesses econômicos, principalmente o dos interessados em vender armas. A indústria de armamento é um dos setores mais poderosos e ricos do mundo, graças à miséria das guerras, espontâneas ou incentivadas.

Se os povos querem que a paz
reine sempre em toda a terra,
por que é que cada vez mais
fabricam armas de guerra?
Roosevelt da Silveira - ES

Faz vergonha nesta terra
ver gente brigar por óleo
e nações fazerem guerra
por um barril de petróleo.
Rodrigues Neto - RN

O que mais nefasto existe,
em qualquer parte da Terra,
é o quadro horrível e triste
da violência da guerra.
Reinaldo Moreira de Aguiar - RN

Sinto que a vida na terra,
com a guerra se desfaz!
Só se faz arma de guerra,
com a terra pedindo paz!
Prof. Garcia - RN

Por razões, às vezes fúteis,
corre o sangue numa guerra.
Eis as sangrias inúteis
que envergonham nossa terra.
Miguel Russowsky - SC

Algumas vezes tem-se o cinismo de fazer guerra em nome da paz, fato que devemos denunciar com veemência.

Um grito de pacifismo
há de ecoar sobre a terra,
denunciando o cinismo
de quem, pela paz, faz guerra!
Gonzaga da Silva - RN

Esta violência me aterra,
este cinismo é demais:
- Dizer-se que se faz guerra
em benefício da Paz!
Luiz Rabelo - RN

Quem meditar por instantes
certos conceitos refaz:
o mais caro dos brilhantes
não vale o brilho da paz!
Ederson Cardoso de Lima - RJ

Os homens maus desta terra
de forma vil e falaz,
promovem, no mundo, a guerra,
em nome da própria paz!
Ademar Macedo - RN

Irônica hipocrisia
dos poderosos da terra:
com promessas de harmonia
pregam paz e fazem guerra.
Wanda de Paula Mourthé - MG

A triste realidade é que a guerra segue assolando a humanidade. O trovador a denuncia, mas quando será ouvida a sua voz?

Nesta mensagem se encerra
o que o mundo sempre faz:
- acata as ordens da guerra,
nega as mensagens de paz.
Luiz Carlos Abrita - MG

É o desvario do mundo
de alguns Senhores da Terra…
que implanta, de quando em quando,
os desvarios da guerra!
João Freire Filho - RJ

Quando há morte programada
pelos quadrantes da terra,
homens que não valem nada
sentem paz plantando guerra.
Nilton Manoel Teixeira - SP

Com ódio, o homem na Terra,
a tudo faz e desfaz…
Que bom, se ao invés de guerra,
pensasse apenas na Paz!
Nilci da Silva Guimarães - MG

Vive o mundo em que vivemos
gemendo, pedindo paz,
mas a resposta que temos
mais sofrimento nos traz.
Angélica Villela Santos - SP

O mundo está mergulhado
num cauda! de violência,
oprimido, fustigado,
pelo furor das potências.
Aristeu Bulhões - SP

A paz seria o roteiro,
o caminho natural
para unir o mundo inteiro
num abraço universal!
Aristeu Bulhões - SP

Infelizmente, a paz tão desejada ainda permanece uma utopia. Só nos resta continuarmos a lutar por ela, com os recursos de que dispomos, a nossa sensibilidade de poeta. O nosso anseio pela paz é tão intenso e legítimo que muitas vezes ela se transforma em sonho e fantasia.

A Paz - bandeira alvadia
que pelo espaço se embala,
tanta guerra concilia
que a violência se cala.
Sebastião Soares - RN

Vou brincar com pirilampos
e beijar as flores nuas
pra ver se encontro nos campos
a paz que fugiu das ruas!
José Lucas de Barros - RN

Minha luta se agiganta,
pois vivo pregando a paz,
cantando-a por quem não canta,
fazendo-a por quem não faz.
Rodrigues Neto - RN

A paz, virtude fugaz,
que todos querem buscá-la,
só com atitude audaz
poderemos alcançá-la!
Gonzaga da Silva - RN

Mas a guerra, além da devastação e do sofrimento em geral, tem um triste e mais doloroso aspecto, o das famílias que veem seus filhos partirem para a guerra e são mortos nas batalhas.

Beija a mãe, filho querido
convocado para a guerra!
Não há um adeus mais doído
em toda a face da terra!...
Hélio Azevedo de Castro - PR

Morreu na guerra. Que brilho!
Tem mais um herói a história.
E a mãe, chorando o seu filho,
amaldiçoa essa glória.
Lilinha Fernandes - RJ

Da guerra, entre os seus horrores,
não há glória que compense,
para os Pracinhas, as dores
de quem perde ou de quem vence!...
Hermoclydes Siqueira Franco - RJ

E finalmente, nunca é demais enfatizar:

Pela guerra não há glória:
- Perder, vencer, tanto faz!
- A verdadeira vitória,
só se alcança pela paz!
Orlando Woczikosky - PR
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Luiz Gonzaga da Silva é médico, de Natal/RN. Resumo biográfico, clique AQUI.

(Luiz Gonzaga da Silva [org.]. Trova e Cidadania. Natal/RN, abril de 2019. Livro enviado pelo autor. )

Conto & Crônica: Da Ideia à Publicação (Parte 7)

(curso ministrado por José Feldman)

7. GUIA DE COMPOSIÇÃO DA CRÔNICA

Aqui está um guia sobre como compor diferentes tipos de crônicas, incluindo crônicas filosóficas, românticas, do cotidiano, de exposição de situações e de recordações, com exemplos.

7.1. CRÔNICAS FILOSÓFICAS

7.1.1. Tema Central: 
Questões existenciais ou reflexões sobre a vida, a morte, a felicidade etc.

7.1.2. Estilo Reflexivo: 
Prosa introspectiva que provoca a reflexão do leitor.

7.1.3. Estrutura: 
Introdução ao tema, desenvolvimento de ideias, conclusão que muitas vezes não oferece respostas definitivas.

7.1.4. Exemplo:
Uma crônica pode começar com a observação de uma árvore solitária em um parque. O autor poderia refletir sobre a solidão e a busca por significado nas pequenas coisas da vida, questionando o que realmente traz felicidade.

7.2. CRÔNICAS ROMÂNTICAS

7.2.1. Tema Central: 
Relacionamentos, amor, perda ou saudade.

7.2.2. Estilo Emocional: 
Linguagem sensível que evoca sentimentos e sensações.

7.2.3. Estrutura: 
Histórias vividas ou imaginadas que exploram momentos de amor ou desamor.

7.2.4. Exemplo:
A crônica pode descrever um encontro em um café, onde olhares se cruzam. O autor pode explorar os pensamentos e sentimentos que surgem durante essa interação, tocando em memórias de amores passados.

7.3. CRÔNICAS DO COTIDIANO

7.3.1. Tema Central: 
Situações comuns e simples do dia a dia.

7.3.2. Estilo Descritivo e Humorístico: 
Linguagem leve e acessível, com toques de humor para retratar a banalidade da vida.

7.3.3. Estrutura: 
Observações sobre eventos diários, transformando o ordinário em interessante.

7.3.4. Exemplo:
Uma crônica sobre a rotina de ir ao mercado, onde o autor narra suas interações com outros clientes e o caixa. Pequeninas ocorrências, como esquecer a lista de compras, podem ser usadas para refletir sobre a agitação da vida moderna.

7.4. CRÔNICAS DE EXPOSIÇÃO DE SITUAÇÕES

7.4.1. Tema Central: 
Questões sociais ou situações que requerem uma análise mais profunda.

7.4.2. Estilo Crítico: 
Abordagem analítica e reflexiva sobre um tema relevante.

7.4.3. Estrutura: 
Apresentação da situação, análise crítica, e conclusão que sugira um caminho a seguir.

7.4.4. Exemplo:
Uma crônica sobre a desigualdade social em uma grande cidade, onde o autor descreve a diferença entre dois mundos: um bairro abastado e uma comunidade carente. A crônica pode incluir dados, depoimentos e reflexões pessoais.

7.5. CRÔNICAS DE RECORDAÇÕES

7.5.1. Tema Central: 
Memórias pessoais que evocam nostalgia ou lições de vida.

7.5.2. Estilo Nostálgico: 
Linguagem rica em sentimentos, que puxa o leitor para experiências passadas.

7.5.3. Estrutura: 
Narrativa que conecta o passado ao presente, muitas vezes concluindo com uma aprendizagem.

7.5.4. Exemplo:
Uma crônica que relata as memórias de uma visita à casa da avó, descrita com detalhes vívidos sobre o ambiente, os cheiros e momentos especiais. O autor pode refletir sobre como essas lembranças moldaram sua identidade.

7.6. CONSIDERAÇÕES

Cada tipo de crônica tem seu próprio foco e estilo, mas todas têm a capacidade de envolver e provocar reflexão. Ao explorar temas relevantes e utilizar um estilo condizente, o autor pode criar crônicas que ressoem com os leitores e ofereçam novas perspectivas sobre a vida.
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Continua…
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JOSÉ FELDMAN (71), paulistano radicado no Paraná, escreve pela cidade de Floresta, escritor, poeta, gestor cultural e um dos mais proeminentes trovadores contemporâneos do Brasil. Resumo biográfico AQUI.

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Conto & Crônica: Da Ideia à Publicação (Parte 6)

curso ministrado por José Feldman
 6.. ESTILO DE ESCRITA

A escolha do estilo de escrita ideal para cada gênero literário é fundamental, pois influencia como a narrativa é recebida pelos leitores. Aqui estão orientações sobre estilos que funcionam bem em contos de suspense, policiais, críticos, filosóficos e românticos, além de estilos a serem evitados.

6.1. CONTOS DE SUSPENSE

6.1.1. Estilos a Usar:

6.1.1.1. Prosa Breve e Direta: 
Frases curtas e impactantes ajudam a criar tensão e ritmo acelerado.

6.1.1.2. Descrições Detalhadas: 
Use descrições que evoquem sentimentos de medo e incerteza. Ambientes e personagens devem ser vívidos e evocativos.

6.1.2. Estilos a Evitar:

6.1.2.1. Prosa Lenta ou Expositiva: 
Um estilo muito detalhado pode diminuir a tensão. Evite divagações que não contribuem para o suspense.

6.1.2.2. Formalidade Excessiva: 
A linguagem deve ser acessível e emocional, não excessivamente técnica ou distante.

6.2. CONTOS POLICIAIS

6.2.1. Estilos a Usar:

6.2.1.1.Narrativa Objetiva: 
Uma abordagem clara e lógica, com foco na razão e na dedução.

6.2.1.2. Diálogos Naturais: 
Diálogos que reproduzem a fala real, facilitando a conexão aos personagens e às investigações.

6.2.2. Estilos a Evitar:

6.2.2.1. Excessiva Emotividade: 
Evite linguagem excessivamente dramática que possa distorcer o foco da investigação.

6.2.2.2. Complexidade Excessiva: 
Não use jargões ou estruturas complicadas que possam confundir o leitor.

6.3. CONTOS CRÍTICOS

6.3.1.Estilos a Usar:

6.3.1.1. Prosa Persuasiva: 
Um estilo que provoque reflexão, utilizando argumentos claros e incisivos.

6.3.1.2. Ironia e Sarcasmo: 
Elementos que ajudam a criticar de forma sutil, tornando a mensagem mais impactante.

6.3.2. Estilos a Evitar:

6.3.2.1. Imparcialidade Excessiva: 
Um tom muito neutro pode falhar em transmitir a urgência da crítica.

6.3.2.2. Linguagem Vaga: 
Evite ser excessivamente abstrato; a clareza é fundamental para efetuar a crítica.

6.4. CONTOS FILOSÓFICOS

6.4.1. Estilos a Usar:

6.4.1.1. Reflexivo e Introspectivo: 
Um estilo que permita longas reflexões e questionamentos profundos.

6.4.1.2. Simbólico: 
Uso de metáforas e simbolismos que enriquecem a narrativa e as questões filosóficas.

6.4.2. Estilos a Evitar:

6.4.2.1. Narrativa Superficial: 
Evitar uma abordagem simplista que não explore as complexidades do tema.

6.4.2.2. Formalidade Excessiva: 
Linguagem densamente acadêmica pode afastar o leitor; busque um equilíbrio.

6.5. CONTOS ROMÂNTICOS

6.5.1. Estilos a Usar:

6.5.1.1. Prosa Sensual: 
Um estilo que evoca emoções e sensações, usando descrições ricas e vívidas.

6.5.1.2. Diálogos Emocionais: 
Conversas que revelem sentimentos profundos e crie conexões autênticas entre os personagens.

6.5.2. Estilos a Evitar:

6.5.2.1. Estilo Frios ou Secos: 
Uma escrita distante pode tornar as emoções dos personagens irreais e difíceis de conectar.

6.5.2.2. Clichês Românticos: 
Evitar frases e situações clichês que possam tornar a narrativa previsível.

6.6. CONSIDERAÇÕES

A escolha do estilo de escrita é crucial para a eficácia de cada gênero literário. Ao adotar estilos que respeitem as particularidades de cada tipo de conto e evitar os que podem prejudicar a narrativa, os escritores podem criar histórias mais poderosas e envolventes. A prática e a leitura crítica são essenciais para aprimorar essas habilidades.
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Continua…
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