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sábado, 1 de agosto de 2026

Mensagem na Garrafa 203 = A casa

Imagem criada com IA Microsoft Bing

AUTOR ANÔNIMO

Um velho pedreiro que construía casas estava pronto para se aposentar. Ele informou ao chefe o seu desejo de sair da indústria de construção e passar mais tempo com sua família. Ele ainda disse que sentiria falta do salário, mas realmente queria se aposentar.

A empresa não seria muito afetada pela saída do pedreiro, mas o chefe ficou triste ao ver um bom funcionário partindo. Assim, pediu ao pedreiro para trabalhar em mais um projeto, como um favor. 

O pedreiro não gostou, mas acabou concordando. Foi fácil ver que ele não estava entusiasmado com a ideia. Assim, prosseguiu fazendo um trabalho de segunda qualidade e usando materiais inadequados. Foi uma maneira negativa de ele terminar sua carreira.

Quando o pedreiro acabou, seu chefe veio fazer a inspeção da construção. Depois, deu-lhe a chave da casa e disse: "Essa casa é sua. Ela é o meu presente para você."

O pedreiro ficou muito surpreso. Que pena! Se soubesse que estava construindo sua própria casa, teria feito tudo diferente.

* * * * * * * * * * *
O mesmo acontece conosco. Nós construímos nossa vida, um dia de cada vez e, muitas vezes, fazemos menos que o possível na construção. Depois, com surpresa, descobrimos que precisamos viver na casa que nós mesmos construímos. Se pudéssemos fazer tudo de novo, faríamos diferente, não é? Só que... não podemos voltar atrás.

Você é o pedreiro. Todo dia você martela pregos, ajusta tábuas e constrói paredes. E como a vida é um projeto que você mesmo edifica, as suas atitudes e escolhas de hoje estarão determinando o tipo de "casa" em que você vai morar amanhã.

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Mensagem na Garrafa * 202 * = Palavras ao vento

Imagem criada com IA Microsoft Bing

AUTOR ANÔNIMO

Um senhor, há muito tempo, tanto falou que seu vizinho era ladrão que o rapaz acabou sendo preso! Dias depois descobriram que era inocente. O rapaz foi solto e processou o homem. No tribunal, o velho diz ao juiz:

- Comentários não causam tanto mal, senhor juiz...

E o juiz respondeu:

- Escreva os comentários que o senhor fez num papel, depois pique-o e jogue os pedaços no caminho de casa. Amanhã, volte para ouvir a sentença.

O senhor obedeceu e voltou no dia seguinte. Antes da sentença, o juiz diz:

- O senhor terá de catar todos os pedaços de papel que espalhou ontem.

O velho responde:

- Não posso fazer isso. O vento deve tê-los espalhado, já não sei onde estão.

O juiz então diz:

- Assim, desta mesma maneira, um simples comentário pode destruir a honra de um homem, a ponto de não podermos mais consertar o mal. Que lhe sirva a lição.

E ministrou-lhe uma pena de prisão.

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Mensagem na Garrafa 201 = A estória dos sapinhos....

Imagem criada do IA Microsoft Bing

AUTOR ANÔNIMO

Era uma vez um grupo de sapinhos que organizaram uma competição. O objetivo era alcançar o topo de uma torre muito alta.

Uma multidão se juntou em volta da torre para ver a corrida e animar os competidores... A corrida começou...

Sinceramente: Ninguém naquela multidão toda realmente acreditava que sapinhos tão pequenos pudessem chegar ao topo da torre.

Eles diziam coisas como:

- "Oh, é difícil DEMAIS!!

- Eles NUNCA vão chegar ao topo." ou: - "Eles não tem nenhuma chance de sucederem. A torre é muito alta!"

Os sapinhos começaram a cair. Um por um... Só alguns poucos continuaram a subir mais e mais alto...

A multidão continuava a gritar

- "É muito difícil!!! Ninguém vai conseguir!"

Outros sapinhos se cansaram e desistiram... Mas UM continuou a subir, e a subir... Este não desistia!

No final, todos os sapinhos tinham desistido de subir a torre. Com exceção do sapinho que, depois de um grande esforço, foi o único a atingir o topo!

Naturalmente, todos os outros sapinhos queriam saber como ele conseguiu. Um dos sapinhos perguntou ao campeão como ele conseguiu forças para atingir o objetivo.

E o resultado foi...

Que o sapinho campeão era SURDO!!!!

A moral da história é: Nunca dê ouvidos a pessoas com tendências negativas ou pessimistas... porque eles tiram de você seus sonhos e desejos mais maravilhosos. Aqueles que o Senhor colocou no seu coração! Sempre se lembre do poder das palavras. Porque tudo o que você falar, ouvir e ler irá afetar suas ações! Portanto, seja SEMPRE... POSITIVO! E acima de tudo: SURDO! Quando as pessoas dizem que VOCÊ não pode realizar SEUS sonhos!

domingo, 26 de julho de 2026

Mensagem na Garrafa 200 = O copo d'água

Imagem criada com IA Microsoft Bing

AUTOR ANÔNIMO

O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d'água e bebesse.

- "Qual é o gosto?" perguntou o Mestre.

- "Ruim " disse o aprendiz.

O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.

Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago, então o velho disse:

- "Beba um pouco dessa água".

Enquanto a água escorria do queixo do jovem, o Mestre perguntou:

- "Qual é o gosto?"

- "Bom!" disse o rapaz.

- Você sente gosto do "sal" perguntou o Mestre?

- "Não" disse o jovem.

O Mestre então sentou ao lado do jovem, pegou sua mão e disse:

- A dor na vida de uma pessoa não muda.

Mas o sabor da dor depende do lugar onde a colocamos. Então quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido das coisas. Deixe de ser um copo. Torne-se um lago...

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Mensagem na Garrafa 199 = Ainda tomaremos um café juntos

Imagem criada com IA Microsoft Bing

AUTOR ANÔNIMO

Um professor, diante de sua classe de filosofia, sem dizer uma só palavra, pegou um pote de vidro, grande e vazio, e começou a enchê-lo com bolas de golfe. Em seguida, perguntou aos seus alunos se o frasco estava cheio e imediatamente todos disseram que sim.

O professor então pegou uma caixa de bolas de gude e esvaziou-a dentro do pote. As bolas de gude encheram todos os vazios entre as bolas de golfe. O professor voltou a perguntar se o frasco estava cheio e voltou a ouvir de seus alunos que sim.

Em seguida, pegou uma caixa de areia e esvaziou-a dentro do pote. A areia preencheu os espaços vazios que ainda restavam e ele perguntou novamente aos alunos, que responderam que o pote agora estava cheio.

O professor pegou um copo de café (líquido) e o derramou sobre o pote umedecendo a areia.

Os estudantes riam da situação, quando o professor falou:

 "Quero que entendam que o pote de vidro representa nossas vidas. As bolas de golfe são os elementos mais importantes, como Deus, a família e os amigos. São com as quais nossas vidas estariam cheias e repletas de felicidade. As bolas de gude são as outras coisas que importam: o trabalho, a casa bonita, o carro novo, etc... A areia representa todos as pequenas coisas. Mas se tivéssemos colocado a areia em primeiro lugar no frasco, não haveria espaço para as bolas de golfe e para as de gude. 

O mesmo ocorre em nossas vidas. Se gastamos todo nosso tempo e energia com as pequenas coisas nunca teremos lugar para as coisas realmente importantes. Prestem atenção nas coisas que são primordiais para a sua felicidade. Brinquem com seus filhos, saiam para se divertir com a família e com os amigos, dediquem um pouco de tempo a vocês mesmos, busquem a Deus e creiam n´Ele, busquem o conhecimento, estudem, pratiquem seu esporte favorito...

Sempre haverá tempo para as outras coisas, mas ocupem-se das bolas de golfe em primeiro lugar. O resto é apenas areia."

Um aluno se levantou e perguntou o que representava o café. 

O professor respondeu: "Que bom que me fizestes esta pergunta, pois o café serve apenas para demonstrar que não importa quão ocupada esteja nossa vida, sempre haverá lugar para tomar um café com um amigo".

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Mensagem na Garrafa 198 = Trabalhar com alegria

Imagem: IA Microsoft Bing

AUTOR ANÔNIMO

Havia uma fazenda onde os trabalhadores viviam tristes e isolados uns dos outros. Eles estendiam suas roupas surradas no varal e alimentavam seus magros cães com o pouco que sobrava das refeições. Todos que viviam ali trabalhavam na roça do senhor João, dono de muitas terras, que exigia trabalho duro, pagando muito pouco por isso.

Um dia, chegou ali um novo empregado, cujo apelido era Zé Alegria. Era um jovem agricultor em busca de trabalho. Foi admitido e recebeu, como todos, uma velha casa onde iria morar enquanto trabalhasse ali.

O jovem, vendo aquela casa suja e abandonada, resolveu dar-lhe vida nova. Cuidou da limpeza e, em suas horas vagas, lixou e pintou as paredes com cores alegres e brilhantes, além de plantar flores no jardim e nos vasos.

Aquela casa limpa e arrumada destacava-se das demais e chamava a atenção de todos que por ali passavam.

Ele sempre trabalhava alegre e feliz na fazenda, por isso tinha o apelido de Zé Alegria.

Os outros trabalhadores lhe perguntavam: como você consegue trabalhar feliz e sempre cantando com o pouco dinheiro que ganhamos?

O jovem olhou para os amigos e disse: – Bem, este trabalho hoje é tudo que eu tenho. Ao invés de blasfemar e reclamar, prefiro agradecer por ele. Quando aceitei trabalhar aqui, sabia das condições. Não é justo que agora que estou aqui, fique reclamando. Farei com capricho e amor aquilo que aceitei fazer.

Os outros, que acreditavam ser vítimas das circunstâncias, abandonados pelo destino, o olhavam admirados e comentavam entre si: "como ele pode pensar assim?"

O entusiasmo do rapaz, em pouco tempo, chamou a atenção do fazendeiro, que passou a observá-lo à distância.

Um dia o sr. João pensou: "Alguém que cuida com tanto carinho da casa que emprestei, cuidará com o mesmo capricho da minha fazenda. Ele é o único aqui que pensa como eu. Estou velho e preciso de alguém que me ajude na administração da fazenda."

Num final de tarde, foi até a casa do rapaz e, após tomar um café bem fresquinho, ofereceu ao jovem o cargo de administrador da fazenda. O rapaz aceitou prontamente.

Seus amigos agricultores novamente foram lhe perguntar:

"O que faz algumas pessoas serem bem sucedidas e outras não?"

A resposta do jovem veio logo: 

– Em minhas andanças, meus amigos, eu aprendi muito e o principal é que: não somos vítimas do destino. Existe em nós a capacidade de realizar e dar vida nova a tudo que nos cerca. E isso depende de cada um. 

Toda pessoa é capaz de efetuar mudanças significativas no mundo que a cerca. Mas, o que geralmente ocorre é que, ao invés de agir, jogamos a responsabilidade da nossa desdita sobre os ombros alheios. Sempre encontramos alguém a quem culpar pela nossa infelicidade, esquecidos de que ela só depende de nós mesmos. Para encobrir sua indolência, muitos jogam a culpa no governo, nos empresários, nos políticos, na sociedade como um todo, esquecidos de que quem elege os governantes são as pessoas; que quem gera empregos são os empresários, e que a sociedade é composta pelos cidadãos. Assim sendo, cada um tem a sua parcela de responsabilidade na formação da situação que nos rodeia. E para ser feliz, basta dar ao seu mundo um colorido especial, como o personagem desta história que, mesmo numa situação aparentemente deprimente para os demais, soube fazer do seu mundo uma realidade bem diferente.

E conforme ele mesmo falou: existe em nós a capacidade de realizar e dar vida nova a tudo que nos cerca.

sábado, 18 de julho de 2026

Mensagem na Garrafa 197 = O executivo e o pescador


AUTOR ANÔNIMO 

Um executivo de férias na praia observava um pescador sobre uma pedra fisgando alguns peixes com equipamentos bastante rudimentares: linha de mão, anzol simples, chumbo e iscas naturais.

O executivo chega perto e diz:

- Bom dia, meu amigo, posso me sentar e observar?

O pescador:

- Tudo bem, doutor.

O executivo:

- Poderia lhe dar uma sugestão sobre a pesca?

- Como assim? - Respondeu o pescador.

- Se você me permite, eu não sou pescador, mas sou executivo de uma multinacional muito famosa e meu trabalho é melhorar a eficiência da fábrica, otimizando recursos, reduzindo preços, enfim, melhorando a qualidade dos nossos produtos. Sou um expert nessa área e fiz vários cursos no exterior sobre isto - disse o executivo, entusiasmado com sua profissão.

- Pois não, doutor, o que qui o senhor qué sugeri? - Perguntou calmamente o pescador.

- Olha, estive observando o que você faz. Você poderia ganhar dinheiro com isso. Vamos pensar juntos. Se você pudesse comprar uma vara de pescar com molinete, poderia arremessar sua isca para mais longe, assim pescaria peixes maiores, certo? Depois disso, você poderia treinar seu filho para fazer este trabalho para você. Quando ele se sentisse preparado, você poderia comprar um barco motorizado com uma boa rede para pescar uma quantidade maior e ainda vender para as cooperativas existentes nos grandes centros. Depois, você poderia comprar um caminhão para transportar os peixes diretamente, sem os intermediários, reduzindo sensivelmente o preço para o usuário final e aumentando também a sua margem de lucro. Além disso, você poderia ir para um grande centro para distribuir melhor o seu produto para os grandes supermercados e peixarias. Já pensou no dinheiro que poderia ganhar? Aí você poderia vir para cá como eu vim, descansar e curtir essa paz, este silêncio da praia, esta brisa gostosa...

- Mas isso eu já tenho hoje! - respondeu o pescador, olhando fixamente para o mar.
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A ambição cega pode nos fazer criar caminhos complexos e exaustivos para alcançar objetivos que já possuímos. Nem todo processo precisa ser otimizado se o resultado final já traz satisfação e paz de espírito.

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Mensagem na Garrafa 196 = Os tordos e a coruja

LEONARDO DA VINCI
Itália, 1452 – 1519, França

Estamos livres! Estamos livres! - gritaram os tordos certo dia, vendo que um homem apanhara a coruja - agora a coruja não vai mais nos assustar. Agora dormiremos em paz.

De fato, a coruja caíra numa armadilha e o homem a colocara dentro de uma gaiola.

- Vamos ver a coruja na prisão! - disseram os tordos, voando e cantando em volta da gaiola de sua inimiga.

Porém o homem capturara a coruja com outra finalidade, a de apanhar os tordos. A coruja aliou-se imediatamente a seu captor, que prendeu-a pelo pé e colocava-a diariamente em cima de uma estaca, bem à vista. A fim de poderem ver a coruja, os tordos voaram para as árvores próximas, nas quais o homem escondera gravetos cobertos de visgo. E assim como a coruja, os tordos também perderam a liberdade.

Moral da Estória:
Esta fábula é dirigida a todos os que se alegram quando um opressor perde a liberdade. Pois o conquistado logo se torna aliado ou instrumento do conquistador, enquanto que todos aqueles que nele confiam sucumbem a outro senhor, perdem a liberdade, e frequentemente também suas vidas.
* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *  

LEONARDO DE SER PIERO DA VINCI nasceu em Anchiano, em 1452 na Itália e morreu em Clous Lucé, em 1519, na França, era para seus contemporâneos um personagem discutido e controvertido. Como pintor era mal visto, porque jamais terminava as obras iniciadas; como escultor despertou suspeitas por não ter forjado em bronze o monumento equestre a Francisco Sforza; como arquiteto era perigosamente ousado; como cientista era de fato um louco. Sobre um ponto, no entanto, seus contemporâneos viam-se obrigados a concordar: Leonardo era um argumentador fascinante, um polido conversador, um contador de histórias “mágico” e fantástico, um gênio da palavra acompanhada da mímica. Falando da ciência, fazia calar os cientistas; argumentando sobre filosofia, convencia os filósofos; inventando fábulas e lendas, conquistava os favores e a admiração das cortes. Sempre, e em qualquer lugar, Leonardo era o centro das atenções. E jamais decepcionava seu auditório porque tinha sempre, alguma história nova para contar. As fábulas e lendas de Leonardo têm um objetivo e finalidade moral, algumas foram traduzidas por Bruno Nardini e publicadas no Brasil em 1972. O único personagem constante dessas fábulas e lendas é a natureza: a água, o ar, o fogo, a pedra, as plantas e os animais têm vida, pensamento e palavras. O homem, pelo contrário, aparece como instrumento inconsciente do destino, e sua ação, cega e implacável, destrói vencidos e vencedores.
“O homem é o destruidor de todas as coisas criadas”, escreveu Leonardo no “Livro das Profecias”; e nunca, como hoje em dia, na longa história de nosso planeta, uma asserção foi mais verdadeira e tão tragicamente atual.

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Mensagem na Garrafa 195 = O velho e o neto

AUTOR ANÔNIMO

Era uma vez um velho muito velho, quase cego e surdo, com os joelhos tremendo. Quando se sentava à mesa para comer, mal conseguia segurar a colher. Derramava sopa na toalha e, quando, afinal, acertava a boca, deixava sempre cair um bocado pelos cantos.

O filho e a nora dele achavam que era uma porcaria e ficavam com nojo. Finalmente, acabaram fazendo o velho se sentar num canto atrás do fogão. Levavam comida para ele numa tigela de barro e - o que era pior - nem lhe davam bastante.

O velho olhava para a mesa com os olhos compridos, muitas vezes cheios de lágrimas.

Um dia, suas mãos tremeram tanto que ele deixou a tigela cair no chão e ela se quebrou. A mulher ralhou com ele, que não disse nada, só suspirou.

Depois ela comprou uma gamela de madeira bem baratinha e era aí que ele tinha que comer.

Um dia, quando estavam todos sentados na cozinha, o neto do velho, que era um menino de oito anos, estava brincando com uns pedaços de pau.

- O que é que você está fazendo? - perguntou o pai.

O menino respondeu:

- Estou fazendo um cocho para papai e mamãe poderem comer quando eu crescer.

O marido e a mulher se olharam durante algum tempo e caíram no choro. Depois disso, trouxeram o avô de volta para a mesa. Desde então passaram a comer todos juntos e, mesmo quando o velho derramava alguma coisa, ninguém dizia nada.
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Desta história, há uma música sertaneja, da dupla Teddy Vieira e Palmeira:

Couro de Boi

Conheço um véio ditado desde do tempo do Zagai
Um pai trata dez fio, dez fio não trata um pai
Sentindo o peso dos ano sem poder mais trabalhar
O véio peão estradeiro com seu fio foi morar
O rapaz era casado e a mulher deu de implicar
Vancê manda o véio embora se não quisé que eu vá
E o rapaz, coração duro, com o véinho foi falar

Para o senhor se mudar, meu pai, eu vim lhe pedir
Hoje, aqui da minha casa o senhor tem que sair
Leva este coro de boi que eu acabo de curtir
Pra lhe servir de coberta aonde o senhor durmir

O pobre véio, calado, pegou o coro e saiu
Seu neto de oito ano aquela cena assistiu
Correu atrás do avó, seu palito sacudiu
Metade daquele couro, chorando, ele pediu

O véinho, comovido, pra não ver o neto chorando
Cortou o coro no meio e pro netinho foi dando
O menino chegou em casa, seu pai foi lhe perguntando
Pra que você quer esse couro que seu avô ia levando?

Disse o menino ao pai: Um dia vou me casar
O senhor vai ficar véio e comigo vem morar
Pode ser que aconteça de nós não se combinar
Essa metade do coro vou dar pro senhor levar

sábado, 11 de julho de 2026

Mensagem na garrafa 194 = O que faz o medo


AUTOR ANÔNIMO

Num país em guerra havia um rei que causava espanto. Sempre que fazia prisioneiros, não os matava: levava-os a uma sala onde havia um grupo de arqueiros de um lado e uma imensa porta de ferro do outro, sobre a qual viam-se gravadas figuras de caveiras cobertas por sangue.

Nesta sala ele os fazia enfileirar-se em círculo e dizia-lhes, então:

- Vocês podem escolher entre morrerem flechados por meus arqueiros ou passarem por aquela porta e por mim serem lá trancados.

Todos escolhiam serem mortos pelos arqueiros.

Ao terminar a guerra, um soldado que por muito tempo servira ao rei dirigiu-se ao soberano:

- Senhor, posso lhe fazer uma pergunta?

- Diga, soldado.

- O que havia por detrás da assustadora porta?

- Vá e veja você mesmo.

O soldado, então, abre vagarosamente a porta e, à medida que o faz, raios de sol vão adentrando e clareando o ambiente...

E, finalmente, ele descobre surpreso, que... a porta se abria sobre um caminho que conduzia à LIBERDADE!!!

O soldado, admirado, apenas olha seu rei, que diz:

- Eu dava a eles a escolha, mas preferiram morrer a arriscar-se a abrir esta porta.
***
 
Quantas portas deixamos de abrir pelo medo de arriscar?

Quantas vezes perdemos a liberdade e morremos por dentro, apenas por sentirmos medo de abrir a porta de nossos sonhos?

Pense nisso... sem medo de abrir novas portas!!!

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Mensagem na Garrafa 193 = Meu Pai e a Carroça

Imagem criada com IA Microsoft Bing

AUTOR ANÔNIMO

Certa manhã, meu pai, muito sábio, convidou-me a dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer. 

Ele se deteve numa clareira e, depois de um pequeno silêncio, me perguntou:

- Além do cantar dos pássaros, você está ouvindo mais alguma coisa?

Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi:

- Estou ouvindo um barulho de carroça.

- Isso mesmo, e de uma carroça vazia...

Perguntei-lhe, então:

- Como o senhor sabe que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?

- Ora - respondeu ele - é muito fácil saber se uma carroça está vazia por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que ela faz.

Tornei-me adulto, e até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, tratando o próximo com grossura, prepotente, interrompendo a conversa dos outros ou querendo demonstrar que é a dona da verdade, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai, dizendo: "Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que ela faz..."

quinta-feira, 2 de julho de 2026

Mensagem na Garrafa 192 = O sábio

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AUTOR ANÔNIMO

Certo dia, a Solidão bateu à porta de um grande sábio e ele convidou-a para entrar. Pouco depois saiu decepcionada, pois descobriu que não podia capturar nada daquele ser bondoso, porque ele nunca estava sozinho; estava sempre acompanhado pelo amor de Deus.

Outro dia, a Ilusão também bateu à porta daquele sábio. Ele, amorosamente, convidou-a para entrar em sua humilde casa; mas logo depois ela saiu correndo gritando que estava cega, pois o coração dele era tão iluminado de amor que havia ofuscado a própria Ilusão.

Mais adiante, apareceu a Tristeza. Antes mesmo que ela batesse à porta, o sábio saiu na janela e dirigiu-lhe um sorriso enternecido. A Tristeza recuou e disse que era engano e foi bater em alguma outra porta que não fosse tão luminosa.

E assim a fama do sábio foi crescendo; a cada dia, novos visitantes chegavam tentando conquistá-lo. Num dia era o Desespero, no outro a Impaciência; depois vieram a Mentira, o Ódio, a Culpa e o Engano. 

Pura perda de tempo; o sábio convidava todos a entrarem e eles saiam decepcionados com o equilíbrio daquela alma bondosa.

Porém, um dia, a Morte bateu à sua porta e ele também convidou-a para entrar... Seus discípulos esperavam que ela saísse correndo a qualquer momento, ofuscada pelo amor do mestre. Entretanto, tal não aconteceu.

O tempo foi passando e nem ela nem o sábio apareciam. Cheios de receio, entraram e encontraram o cadáver do mestre estirado no chão. Ficaram muito tristes e começaram a chorar ao ver que o querido mestre havia partido com a Morte.

Na mesma hora, começaram a entrar na casa, todos os outros servos da Ignorância que nunca tinham conseguido permanecer naquele recinto; a Tristeza havia aberto a porta e os mantinha lá dentro.

"Entram na nossa morada aqueles que convidamos, mas só permanecem conosco, aqueles que encontram ambiente propício para se estabelecerem."

domingo, 28 de junho de 2026

Mensagem na Garrafa 191 = O Pãozinho

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AUTOR ANÔNIMO

Há muitos anos, houve uma grande fome na Alemanha, e os pobres sofriam muito. Um homem rico, que amava crianças, chamou vinte delas e disse:

¾ Nesta cesta há um pão para cada um de vocês. Peguem e voltem todos os dias, até passar esta época de fome. Vou lhes dar um pão por dia.

As crianças estavam esfomeadas. Partiram para cima da cesta e brigaram pelos maiores pães. Nem se lembraram de agradecer ao homem que tivera tanta bondade com elas. 

Após alguns minutos de  briga e avanço nos pães, todos foram embora correndo, cada um com seu pão, exceto uma menininha chamada Gretchen. Ela ficou lá sozinha, a pequena distância do homem. Então, sorrindo ela pegou o último pão, o menor de todos, e agradeceu de coração.

No dia seguinte, as crianças voltaram e se comportaram pior do que nunca. Gretchen, que não entrava nos empurrões, ficou só com um pãozinho bem fininho, nem metade do tamanho dos outros. Porém quando chegou em casa e a mãe foi cortar o pãozinho, caíram de dentro dele seis moedas bem brilhantes de prata.

– Oh, Gretchen! - exclamou a mãe. Deve haver algum engano. Esse dinheiro não nos pertence. Corra o mais rápido que puder e devolva-o ao cavalheiro!

E Gretchen correu para devolver, mas, quando deu o recado da mãe, o senhor lhe disse:

– Não foi engano nenhum. Eu mandei cozinhar as moedas no menor dos pães, para recompensar você. Lembre-se de que as pessoas que preferem se contentar com o menor pedaço, em vez de brigar pelo maior, vão encontrar muitas bênçãos bem maiores do que dinheiro dentro da comida.

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Mensagem na Garrafa 190 = Haja o que houver

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AUTOR ANÔNIMO

Na Romênia , um homem dizia sempre a seu filho:

– Haja o que houver, eu sempre estarei a seu lado.

Houve, nesta época um terremoto de intensidade muito grande, que quase alisou as construções lá existentes nesta época. Estava nesta hora este homem em uma estrada. Ao ver o ocorrido, correu para casa e verificou que sua esposa estava bem, mas seu filho nesta hora estava na escola. Foi imediatamente para lá. E a encontrou totalmente destruída. Não restou, uma única parede de pé.

Tomado de uma enorme tristeza. Ficou ali ouvindo, a voz feliz de seu filho e sua promessa (não cumprida) "Haja o que houver, eu estarei sempre a seu lado". Seu coração estava apertado e sua vista apenas enxergava a destruição.

A voz de seu filho e sua promessa não cumprida , o dilaceravam.

Mentalmente percorreu inúmeras vezes o trajeto que fazia diariamente segurando sua mãozinha. O portão (que não mais existia), o corredor. Olhava as paredes, aquele rostinho confiante. Passava pela sala do 3. ano , virava o corredor e o olhava ao entrar. Até que resolveu fazer em cima dos escombros, o mesmo trajeto. Portão, corredor, virou a direita e parou em frente ao que deveria ser a porta da sala. Nada! Apenas uma pilha de material destruído. Nem ao menos um pedaço de alguma coisa que lembrasse a classe. Olhava tudo desolado.

E continuava a ouvir sua promessa: "Haja o que houver, eu sempre estarei com você". E ele não estava... Começou a cavar com as mãos. Nisto chegaram outros pais, que embora bem intencionados, e também desolados, tentavam afastá-lo de lá dizendo:

- Vá para casa. Não adianta, não sobrou ninguém.

- Vá para casa.

Ao que ele retrucava: Você vai me ajudar? 

Mas ninguém o ajudava, pouco a pouco, todos se afastavam. Chegaram os policiais, que também tentaram retirá-lo dali, pois viam que não havia chance de ter sobrado ninguém com vida.

Existiam outros locais com mais esperança. Mas este homem não esquecia sua promessa ao filho, a única coisa que dizia para as pessoas que tentavam retirá-lo de lá era :

- Você vai me ajudar ?

Mas eles também o abandonavam. Chegaram os bombeiros, e foi a mesma coisa...

- Saia daí, não está vendo que não pode ter sobrado ninguém vivo?

Você ainda vai por em risco a vida de pessoas que queiram te ajudar pois continuam havendo explosões e incêndios.

Ele retrucava :

- Você vai me ajudar?

- Você esta cego pela dor não enxerga mais nada. Ou então é a raiva da desgraça.

- Você vai me ajudar?

Um a um todos se afastavam. Ele trabalhou quase sem descanso, apenas com pequenos intervalos mas não se afastava dali. 5 h / 10 h/12h/22h /24h /30 h .

Já exausto, dizia a si mesmo que precisava saber se seu filho estava vivo ou morto. Até que ao afastar uma enorme pedra, sempre chamando pelo filho ouviu:

- Pai ...estou aqui!

Feliz fazia mais força para abrir um vão maior e perguntou:

- Você esta bem?

- Estou. Mas com sede, fome e muito medo.

- Tem mais alguém com você?

- Sim, dos 36 da classe 14 estão comigo, estamos presos em um vão entre dois pilares. Estamos todos bem.

Apenas conseguia ouvir seus gritos de alegria .

- Pai, eu falei a eles: Vocês podem ficar sossegados, pois meu pai irá nos achar. Eles não acreditavam, mas eu dizia a toda hora ... Haja o que houver, meu pai, estará sempre a meu lado.

- Vamos, abaixe-se e tente sair por este buraco .

- Não! Deixe eles saírem primeiro... Eu sei; que haja o que houver... Você estará me esperando!

domingo, 21 de junho de 2026

Mensagem na Garrafa 189 = A Tentação do Repouso


FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
(Pedro Leopoldo/MG, 1910 - 2002, Uberaba/MG)

Num campo de lavoura, grande quantidade de vermes desejava destruir um velho arado de madeira, muito trabalhador, que lhes perturbava os planos e, em razão disso, certa ocasião se reuniram ao redor dele e começaram a dizer:

- Por que não cuidas de ti? Estás doente e cansado...

- Afinal, todos nós precisamos de algum repouso...

- Liberta-te do jugo terrível do lavrador!

- Pobre máquina! A quantos martírios te submetes!...

O arado escutou... escutou... e acabou acreditando.

Ele, que era tão corajoso, que nem sentia o mais leve incômodo nas mais duras obrigações, começou a queixar-se do frio da chuva, do calor do Sol, da aspereza das pedras e da umidade do chão.

Tanto clamou e chorou, implorando descanso, que o antigo companheiro concedeu-lhe alguns dias de folga, a um canto do milharal.

Quando os vermes o viram parado, aproximaram-se em massa, atacando-o sem compaixão.

Em poucos dias, apodreceram-no, crivando-o de manchas, de feridas e de buracos. 

O arado gemia e suspirava pelo socorro do lavrador, sonhando com o regresso às tarefas alegres e iluminadas do campo ...

Mas, era tarde.

Quando o prestimoso amigo voltou para utilizá-lo, era simplesmente um traste inútil.

A história do arado é um aviso para nós todos.

A tentação do repouso é das mais perigosas, porque, depois da ignorância, a preguiça é a fonte escura de todos os males. Jamais esqueçamos que o trabalho é o dom divino que Deus nos confiou para a defesa de nossa alegria e para a conservação de nossa própria saúde.

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Mensagem na Garrafa 188 = Eu pedi a Deus


AUTOR ANÔNIMO

Eu pedi a Deus que tirasse meu orgulho.
E Deus disse não! 
Não Lhe cabia tirá-lo, mas a mim deixá-lo...

Eu pedi a Deus que me desse paciência.
E Deus disse não! 
Ele disse que a paciência nasce das atribulações;
Ela não é concedida, é merecida...

Eu pedi a Deus que me concedesse felicidade.
E Deus disse não! 
Ele disse que me daria Suas bênçãos; 
A felicidade viria de mim mesmo...

Eu pedi a Deus que me poupasse do sofrimento.
E Deus disse não!
Ele disse que a dor afasta-me das ilusões da vida e leva-me para mais perto d'Ele...

Eu pedi a Deus que me fizesse crescer minha vida espiritual.
E Deus disse não!
Ele me disse que eu deveria crescer sozinho, mas Ele vai podar-me como um ramo, para que produza frutos...

Eu perguntei a Deus se Ele me ama.
E Deus disse sim!
Ele deu-me Seu Único Filho, que morreu por mim
E quer-me um dia no céu, pela minha Fé...

Então, pedi a Deus que me ajudasse a amar os outros como Ele me ama.
E Deus disse:
"Finalmente compreendeste!"

domingo, 14 de junho de 2026

Mensagem na Garrafa 187 = A Verdadeira Felicidade


AUTOR: JOSÉ FELDMAN
(Floresta/PR)

Alan desligou a tela do computador. O relógio no canto do monitor marcava duas da manhã. Ele olhou ao redor do seu apartamento no 24º andar, no centro de Niterói: móveis de design assinados, a última versão do videogame na estante e roupas de grife no closet. Tudo o que a sociedade apontava como a fórmula do sucesso estava ali. Mesmo assim, ele sentia um eco persistente no peito, um vazio que nenhuma promoção ou compra conseguia preencher.

"A vida não pode ser só isso", pensou. Convencido de que o estilo de vida urbano e a rotina corporativa eram os culpados por sua apatia, Alan pediu demissão, vendeu o apartamento e colocou uma mochila nas costas. Ele iria buscar a felicidade no mundo.

Sua primeira parada foi em Ibiza. Durante meses, Alan mergulhou em festas exclusivas, open bars na praia e noites que emendavam em amanheceres dourados. No calor da pista de dança, cercado de música e pessoas eufóricas, ele sentia uma descarga intensa de adrenalina. "É isso!", celebrava. 

Mas, ao acordar no hotel ao meio-dia, com a ressaca e o silêncio do quarto, o vazio retornava idêntico. A euforia da noite anterior parecia uma miragem.

Frustrado com a superficialidade das festas, Alan buscou o oposto. Viajou para um vilarejo isolado nos Alpes Suíços. Alugando um chalé de madeira, cortava a própria lenha e passava os dias caminhando por paisagens cobertas de neve que pareciam pinturas. 

Nos primeiros dias, a paz do isolamento trouxe um alívio enorme. Porém, em três semanas, o silêncio da montanha transformou-se em solidão. A beleza externa já não anestesiava a inquietação que ele carregava na mente. O cenário mudara, mas o observador continuava o mesmo.

Ele seguiu viagem. Buscou a felicidade no voluntariado no Sudeste Asiático, no misticismo na Índia e no luxo de Dubai. Cada nova experiência operava sob o mesmo ciclo: um pico inicial de novidade e entusiasmo, seguido por uma queda rápida de volta ao tédio e à insatisfação. 

Alan percebeu que estava colecionando carimbos no passaporte da mesma forma que antes colecionava objetos, usando estímulos externos para tentar curar uma angústia interna.

Cinco anos depois, com as economias no fim e o corpo cansado de aeroportos, Alan voltou ao Brasil. Sem dinheiro para o centro da cidade, alugou uma casa pequena com um pequeno quintal em um bairro calmo.

No primeiro domingo na casa nova, Alan preparou um café e sentou-se na varanda. O sol da manhã aquecia a grama, e um vento suave balançava as folhas de uma árvore vizinha. Pela primeira vez em meia década, ele não tinha um voo para pegar, um ponto turístico para fotografar ou uma meta para cumprir.

Olhando para trás, Alan revisitou mentalmente as praias de Ibiza, as montanhas suíças e os templos indianos. Percebeu que passara anos correndo atrás de flashes de alegria, momentos fugazes que dependiam exclusivamente de fatores externos para existir. Toda vez que o estímulo sumia, a felicidade desmoronava.

Ali na varanda, sem nenhum luxo ou paisagem extraordinária, Alan sentiu uma paz profunda e inédita se espalhar pelo corpo. Ele percebeu que a felicidade duradoura nunca esteve em um destino geográfico ou em uma experiência específica. Ela dependia unicamente da lente através da qual ele decidia enxergar a própria rotina. A vida boa não era a que tinha os melhores cenários, mas a que era vivida com presença, aceitação e gratidão pelo agora.

Moral: 
As alegrias externas são como fogos de artifício: intensas, mas passageiras. A verdadeira felicidade é uma construção interna e duradoura, gerada pela forma como escolhemos acolher e valorizar a nossa própria existência diária.

Fonte: José Feldman. Alquimia do Tempo.

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Mensagem na Garrafa 186 = O Velhinho


AUTOR ANÔNIMO

Um dia estava entrando em uma pequena bomboniere, onde se vendiam doces e doces...

Quando comprei uma maça do amor e fui pagá-la encontrei um velhinho no caixa, com sua voz cansativa, uns 80 anos mais ou menos...

Foi quando começamos a conversar de vida, vida, vida... ele me fez 3 perguntas que ficaram em minha mente por uma semana...

Primeira: Qual é o momento mais feliz da sua vida?

Segunda: Quem é a pessoa mais importante da sua vida?

Terceira: E o que você tem a fazer para ela naquele momento?

Passou uma semana e eu fiquei com essas 3 perguntas na minha cabeça, foi quando resolvi voltar a bomboniere para decifrar as respostas...

Quando voltei, me disseram que o senhor tinha morrido, mas tinha me deixado um bilhete... com o coração apertado o abri e tive uma surpresa ao lê-lo!!!

Tinham as 3 respostas...

As minhas lágrimas começaram a correr pelo meu rosto... então li que o momento mais importante de nossas vidas é o AGORA!! A pessoa mais importante da nossa vida é aquela que está vivendo o momento com você!! E o que você tem que fazer a ela? FAZÊ-LA FELIZ!!!

Somente...