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quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Mensagem na Garrafa 213 = A estrela verde

Imagem = IA Microsoft Bing

AUTOR ANÔNIMO

Era uma vez... Milhões e milhões de estrelas no céu. Havia estrelas de todas as cores: brancas, lilases, prateadas, douradas, vermelhas, azuis.

Um dia, elas procuraram o Senhor Deus, Todo-Poderoso, o Senhor Deus do Universo e disseram-lhe:

- Senhor Deus, gostaríamos de viver na Terra, entre os homens.

- Assim será feito, respondeu Deus. Conservarei todas vocês pequeninas, como são vistas, e podem descer à Terra.

Conta-se que naquela noite, houve uma linda chuva de estrelas. Algumas se aninharam nas torres das igrejas, outras foram brincar e correr com os vagalumes, no campo, outras misturaram-se aos brinquedos das crianças e a Terra ficou maravilhosamente iluminada. 

Porém, passado algum tempo, as estrelas resolveram abandonar os homens e voltar para o Céu, deixando a Terra escura e triste.

- Por que voltaram? perguntou Deus, à medida que elas chegavam ao Céu.

- Senhor, não nos foi possível permanecer na Terra. Lá existe muita miséria, muita desgraça, muita fome, muita violência, muita guerra, muita maldade e muita doença.

E o Senhor lhes disse:

- Claro, o lugar real de vocês é aqui no Céu. A Terra é o lugar do transitório, daquilo que se passa, do ruim, daquele que cai, daquele que erra, daquele que morre, é onde nada é perfeito. Aqui no Céu, é o lugar da perfeição. O lugar onde tudo é imutável, onde tudo é eterno, onde nada padece.

Depois de chegarem todas as estrelas e conferindo o seu número, Deus falou de novo:

- Mas está faltando uma estrela. Perdeu-se no caminho?

Um anjo, que estava perto retrucou:

- Não, Senhor. Uma estrela resolveu ficar entre os homens. Ela descobriu que seu lugar é exatamente onde existe imperfeição, onde há limites, onde as coisas não vão bem.

- Mas que estrela é essa? – voltou Deus a perguntar.

- Por coincidência, Senhor, era a única estrela dessa cor.

- E qual é a cor dessa estrela? insistiu Deus.

E o anjo disse:

- A estrela é verde, Senhor. A estrela verde do sentimento de esperança.

E quando então olharam para a Terra, a estrela não estava só.

A Terra estava novamente iluminada, porque havia uma estrela verde no coração de cada pessoa.

Porque o único sentimento que o homem tem e Deus não tem é a esperança. Deus já conhece o futuro, e a esperança é própria da natureza humana. Própria daquele que cai, daquele que erra, daquele que não é perfeito, daquele que ainda não sabe como será seu futuro.

sábado, 22 de agosto de 2026

Mensagem na Garrafa 212 = A meia-verdade

Imagem: IA Microsoft Bing

Relata-se o seguinte incidente envolvendo o profeta Maomé. O profeta e um dos seus companheiros entrou numa cidade para ensinar.

Logo um adepto dos seus ensinamentos aproximou-se e disse:

- Meu senhor, não há nada exceto estupidez nesta cidade. Os habitantes são tão obstinados! Ninguém quer aprender nada. Tu não irás converter nenhum desses corações de pedra.

O profeta respondeu bondosamente:

– Tu tens razão.

Logo depois, outro membro da comunidade abordou o profeta. Cheio de alegria, ele disse:

– Mestre, tu estás numa cidade abençoada. O povo anseia receber o verdadeiro ensinamento, e as pessoas abrem seus corações à tua palavra.

Maomé sorriu bondosamente e novamente disse:

– Tu tens razão.

– Ó mestre, – disse o companheiro de Maomé - tu disseste ao primeiro homem que ele tinha razão, e ao segundo homem, que afirmou o contrário, tu disseste que ele também tinha razão. Pois negro não pode ser branco.

Maomé respondeu:

– Cada um vê o mundo do jeito que espera que seja. Por que deveria eu refutar os dois homens? Um deles vê o mal, o outro, o bem. Tu dirias que um deles vê falsamente? Não são as pessoas aqui e em toda parte boas e más ao mesmo tempo? Nenhum dos dois disse algo equivocado, disseram apenas algo incompleto.

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Mensagem na Garrafa 211 = O sábio astuto

Imagem: IA Microsoft Bing

Era uma vez, num reino muito distante, um soberano que era amante da fauna e da flora e tinha um burro de estimação chamado Mudinho.

Mudinho o acompanhava desde a infância quando ainda era príncipe e fora o seu padrinho que o presenteou.

Certa vez, o rei baixou um decreto, convocando todos os sábios do reino para que ensinassem seu burro a falar.

Os seus súditos acharam um absurdo e chegaram a conclusão que o rei precisava de tratamento. O povo que era mais direto, disse que o rei estava ficando gagá, ou melhor, esclerosado. Mas de nada adiantou.

Passou algum tempo e nenhum sábio se habilitou àquela proeza. No entanto, passava por aquele reinado um sábio que ficou sabendo do decreto.

O sábio se apresentou ao rei e disse que em dez anos faria o burro falar, mas que em troca, queria cama, mesa e banho nas mais altas regalias.

O rei achou muito tempo, mas acabou concordando, pois o seu desejo de ouvir Mudinho falando era imensurável.

Todos ficaram indecisos, duvidosos e admirados daquela insana empreitada do sábio e diziam que louco não era o rei e sim o sábio que ao término do prazo, seria morto.

Um dia, uma criança perguntou ao sábio se o burro realmente falaria um dia e ele respondeu:

- Por que importas? Daqui a dez anos um de nós três não existirá mais!

A criança ouviu, mas não compreendeu nada e continuou achando igual a todo mundo que o sábio era muito mais doido que o próprio rei.
(Texto de Cícero Caetano)

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Mensagem na Garrafa 210 = Um Mundo Perfeito

Imagem criada com IA Microsoft Bing

AUTOR ANÔNIMO

Um jornalista tentava escrever sobre os problemas da humanidade e os meios de superá-los, em casa, mas a inspiração não vinha. 

Sua filhinha de sete anos conversando alto com a boneca não o deixava se concentrar. Vendo sobre a mesa um mapa da terra, ele teve uma ideia:

– Queridinha, vou lhe dar um maravilhoso presente se você me ajudar. Aqui está um mapa do mundo vou rasgá-lo em mil pedacinhos e você deve formar novamente a terra como achar melhor.

E assim fez, jogando os fragmentos sobre uma bandeja. A menina pegou a peça e saiu correndo. 

O pai respirou aliviado. Agora poderia se dedicar a escrever em paz. Mal redigia as primeiras linhas, a garota estava de volta:

- Papai ganhei o prêmio!!

Estupefato, o jornalista perguntou:

- Em poucos minutos você consertou o mundo que estava totalmente despedaçado. Como fez isso?

– É que atrás do mundo havia uma figura de um homem, eu consertei o homem e o mundo ficou perfeito.

Moral pelo blog:
Para consertar o mundo, devemos primeiro consertar o próprio ser humano. As grandes transformações globais começam com a melhoria do nosso próprio caráter, atitudes e valores. Problemas complexos muitas vezes exigem que mudemos o foco para enxergar a solução óbvia que está por trás deles.
Não adianta tentar resolver os sintomas sociais (as divisões do mundo) sem antes curar a origem de tudo (o coração e a mente humana).

sábado, 15 de agosto de 2026

Mensagem na Garrafa 209 = A raposa e o lenhador

Imagem: IA Microsoft Bing

AUTOR ANÔNIMO

Em algum lugar existiu um lenhador que acordava às 6 da manhã e trabalhava o dia inteiro cortando lenha, e só parava tarde da noite. Esse lenhador tinha um filho lindo, de poucos meses; e uma raposa, sua amiga, tratava como bicho de estimação de sua total confiança.

Todos os dias o lenhador ia trabalhar e deixava a raposa tomando conta do seu filho. Todas as noites ao retornar do trabalho, a raposa ficava feliz com sua chegada. Os vizinhos do lenhador alertavam que a raposa era um bicho, um animal selvagem; e portanto; não era confiável. Quando ela sentisse fome, ela comeria a criança. 

O lenhador, sempre retrucando com os vizinhos , falava que isso era uma grande bobagem. A raposa era sua amiga e jamais faria isso. Os vizinhos insistiam:

- Lenhador, abra os olhos! A raposa vai comer seu filho!.

Um dia, o lenhador muito exausto do trabalho e muito cansado desses comentários, ao chegar em casa, viu a raposa sorrindo como de sempre e sua boca totalmente ensanguentada... o lenhador suou frio e, sem pensar duas vezes, acertou o machado na cabeça da raposa...

Ao entrar no quarto, desesperado, encontrou seu filho no berço, dormindo tranquilamente, e ao lado do berço uma cobra morta...

O lenhador enterrou o machado e a raposa juntos. Neste lugar nasceu uma linda árvore que jamais seria cortada...


"Se você confia em alguém, não importa que os outros pensem a respeito... Siga sempre seu caminho, não se deixe influenciar ... não vale a pena."

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Mensagem na Garrafa 208 = A Porta

Imagem: IA Microsoft Bing

Yak Baba estava procurando o País dos Tolos. Depois de muitos meses perguntando a quantos 
transeuntes aparecem em seu caminho, alguém soube indicar-lhe a estrada e por ela ele seguiu. 

Ao entrar no País dos Tolos viu uma mulher carregando uma porta sobre as costas:

- Por que fazes isto, mulher? - perguntou.

- Porque hoje de manhã meu esposo, antes de ir para o trabalho, disse que havia deixado coisas valiosas em casa e que eu não deixasse passar ninguém pela porta. Por isso estou carregando a porta comigo; assim, ninguém pode passar.

– Quer que eu lhe diga algo que tornará desnecessário levar esta porta a toda parte? - perguntou o dervixe Yak Baba.

– De jeito nenhum - disse a mulher. - Só quero que me diga como fazer para que a porta não pese tanto...

- Isto não posso - disse o dervixe. 

E cada qual seguiu seu caminho.
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O conto acima mostra que tentar aliviar o peso de um erro ou de uma obrigação mal compreendida é inútil. O verdadeiro problema não é o esforço físico que a ignorância exige, mas a falta de entendimento que impede a pessoa de aceitar uma solução real e abandonar sua tolice. Querer facilidade para um erro absurdo é pior do que corrigir o erro em si.

(Do Mestre Sufi Murad Shami, falecido em 1719)

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Mensagem na Garrafa 207 = A Teia de Aranha e a Fé

Imagem: IA Microsoft Bing

AUTOR ANÔNIMO

Uma vez um homem estava sendo perseguido por vários malfeitores que queriam matá-lo.

O homem, correndo, virou em um atalho que saía da estrada e entrava pelo meio do mato e no desespero elevou uma prece a Deus da seguinte maneira:

– Deus Todo Poderoso fazei com que dois anjos venham do céu e tapem a entrada da trilha para que os bandidos não me matem.

Nesse momento escutou que os homens se aproximavam da trilha onde ele se escondia e viu que na entrada da trilha apareceu uma minúscula aranha. A aranha começou a tecer uma teia na entrada da trilha. 

O homem se pôs a fazer outra oração cada vez mais angustiado:

– Senhor, eu vos pedi anjos, não uma aranha. Senhor, por favor, com tua mão poderosa coloca um muro forte na entrada desta trilha, para que os homens não possam entrar e me matar.

Abriu os olhos esperando ver um muro tapando a entrada e viu apenas a aranha tecendo a teia. 

Estavam os malfeitores entrando na trilha, na qual ele se encontrava esperando apenas a morte, quando passaram em frente da trilha o homem escutou:

– Vamos, entremos nesta trilha!

– Não, não está vendo que tem até teia de aranha!? Ninguém deve ter entrado por aqui. Continuemos procurando nas próximas trilhas.
* * *

A fé é crer no que não se vê, é ter esperança diante do impossível. Se pedes a Deus uma árvore Ele te dará em forma de semente.

sábado, 8 de agosto de 2026

Mensagem na Garrafa 206 = A Efemeridade dos Nós Digitais

Imagem criada com IA Microsoft Bing

Diz-se que a internet encurtou distâncias, mas a verdade é que ela criou uma nova geografia da alma. Nela, o afeto viaja na velocidade da luz, mas a empatia, às vezes, empaca na primeira esquina de um mal-entendido.

Ricardo e Magda habitavam essa geografia flutuante há anos. Entre eles, não havia carne, mas havia essência. Ricardo era o amigo seguro de Magda, o mestre generoso que partilhava lições, o poeta que devolvia versos em dias sem par e o riso frouxo que iluminava os dias cinzentos. Nos invernos da vida, quando o chão de Magda cedia, era a mão invisível de Ricardo que a sustentava através de uma tela. Construíram um castelo de confidências, tijolo por tijolo, palavra por palavra.

Até que veio o cataclisma. Uma brincadeira boba, um chiste mal medido por ele, ou talvez mal traduzido por ela. No tribunal silencioso das telas, a palavra escrita não tem tom de voz, não tem o brilho do olhar, não tem o recuo do sorriso. Magda sentiu o golpe, a piada transformou-se em desrespeito em sua mente.

O que se seguiu foi o verdadeiro desrespeito: o silêncio punitivo.

Sem o benefício da dúvida, sem o direito à defesa, Magda acionou o carrasco moderno: o botão de bloquear. Apagou anos de dedicação com o mesmo peso de quem descarta um anúncio indesejado. Ricardo, o amigo de tantas batalhas, foi reduzido a zero. Virou um fantasma digital, condenado sem julgamento, sentenciado sem saber exatamente o tamanho de sua culpa. Ela o julgou pelo pior de seus momentos, ignorando a soma de tudo o que ele sempre foi.


Moral:
O desrespeito nem sempre se veste de agressão escancarada; muitas vezes, ele se esconde na recusa em ouvir o outro. Descartar uma longa história de amizade e cumplicidade por causa de um único erro, sem dar a chance de explicação ou pedido de desculpas, não é amor-próprio — é a arrogância de quem prefere ter a razão do que manter o amigo. No tribunal do orgulho, a justiça é sempre cega, surda e solitária.

JOSÉ FELDMAN (Floresta/PR)

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Mensagem na Garrafa 205 = O Burro de Carga

Imagem criada com IA Microsoft Bing

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
Pedro Leopoldo/MG, 1910 – 2002, Uberaba/MG

No tempo em que não havia automóveis, na cocheira de famoso palácio real um burro de carga curtia imensa amargura, em vista das pilhérias e remoques dos companheiros de apartamento. Reparando-lhe o pelo maltratado, as fundas cicatrizes do lombo e a cabeça tristonha e humilde, aproximou-se formoso cavalo árabe, que se fizera detentor de muitos prêmios, e disse, orgulhoso:

- Triste sina a que recebeste! Não invejas minha posição nas corridas? Sou acariciado por mãos de princesas e elogiado pela palavra dos reis!

- Pudera! - exclamou um potro de fina origem inglesa - como conseguirá um burro entender o brilho das apostas e o gosto da caça?

O infortunado animal recebia os sarcasmos, resignadamente.

Outro soberbo cavalo, de procedência húngara, entrou no assunto e comentou:

- Há dez anos, quando me ausentei de pastagem vizinha, vi este miserável sofrendo rudemente nas mãos de bruto amansador. É tão covarde que não chegava a reagir, nem mesmo com um coice. Não nasceu senão para carga e pancadas. É vergonhoso suportar-lhe a companhia.

Nisto, admirável jumento espanhol acercou-se do grupo, e acentuou sem piedade:

- Lastimo reconhecer neste burro um parente próximo. É animal desonrado, fraco, inútil... Não sabe viver senão sob pesadas disciplinas. Ignora o aprumo da dignidade pessoal e desconhece o amor-próprio. Aceito os deveres que me competem até o justo limite; mas, se me constrangem a ultrapassar as obrigações, recuso-me à obediência, pinoteio e sou capaz de matar.

As observações insultuosas não haviam terminado, quando o rei penetrou o recinto, em companhia do chefe das cavalariças.

- Preciso de um animal para serviço de grande responsabilidade - informou o monarca -, animal dócil e educado, que mereça absoluta confiança.

O empregado perguntou:

– Não prefere o árabe, Majestade?

- Não, não - falou o soberano -, é muito altivo e só serve para corridas em festejos oficiais sem maior importância.

- Não quer o potro inglês?

- De modo algum. É muito irrequieto e não vai além das extravagâncias da caça.

- Não deseja o húngaro?

- Não, não. É bravio, sem qualquer educação. É apenas um pastor de rebanho.

- O jumento serviria? - insistiu o servidor atencioso.

- De maneira nenhuma. É manhoso e não merece confiança.

Decorridos alguns instantes de silêncio, o soberano indagou:

- Onde está o meu burro de carga?

O chefe das cocheiras indicou-o, entre os demais.

O próprio rei puxou-o carinhosamente para fora, mandou ajaezá-lo com as armas resplandecentes de sua Casa e confiou-lhe o filho, ainda criança, para longa viagem.
* * * *

Assim também acontece na vida. Em todas as ocasiões, temos sempre grande número de amigos, de conhecidos e companheiros, mas somente nos prestam serviços de utilidade real aqueles que já aprenderam a suportar, servir e sofrer, sem cogitar de si mesmos.

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Mensagem na Garrafa 204 = A cruz e a ponte

Imagem criada com IA Microsoft Bing

AUTOR ANÔNIMO

Certa vez um homem que foi visitado pôr um certo anjo do senhor, disse a ele: – Eu vim trazer a sua cruz para que você possa carrega-la na sua jornada. 

Ele pegou a cruz e seguiu. Quando ele já estava bem adiante de sua jornada, ele encontrou um homem que disse a ele o seguinte:

- Como vai, tudo bem? O que você está fazendo com esta cruz ai? Está maluco? Ela dever ser muito pesada.

E o outro respondeu: 

- Não estou maluco não, cada um deve carregar a sua cruz. Mas ela realmente é pesada.

- Então por que você não corta um pedaço do pé da cruz? Vai ficar mais leve.

- Eu não posso fazer isso, é a minha cruz eu tenho que carregá-la.

- Que besteira, isso é besteira. Corta só um pedacinho ninguém vai saber. Assim vai ficar mais leve para você carregar. 

E o homem o convenceu de cortar um pedaço.

- Viu, não ficou mais leve?

- É, você tinha razão, só um pouco não vai fazer mal. 

E ele continuou seguindo sua jornada. Bem mais lá na frente de sua longa caminhada eis que ele encontra novamente aquele homem.

- Como vai? Você continua carregando isso ai? Achei que tivesse desistido.

- Sim, eu continuo carregando a minha cruz.

- Mas ela deve estar muito pesada. Por que você não corta mais um pouco? Vai ficar mais leve.

- É, pode ser, não doeu nada da outra vez.

- Vamos cortar. Só que vamos cortar um pouco mais pra ela ficar bem mais leve né?

Ele concordou em cortar e depois seguiu sua jornada.

Muito tempo depois ele avista a cidade maravilhosa, cheia de ouro, pedras preciosas, prata. Era a visão mais maravilhosa que ele já teve em toda a sua vida. Era tão iluminada que não precisava do sol. Brilhava tanto...

Quando sem esperar ele se depara com um abismo e ele não entendeu o porque o abismo. E tamanho era o desespero que ele começa a gritar e gritar e gritar:

- Socorro, me ajudem, quero atravessar, socorro alguém por favor me ajude quero entrar na cidade!!!

Cansado de tanto gritar, ele vê do outro lado do abismo o anjo, aquele que entregou a cruz. E o anjo pergunta a ele:

- O que você esta fazendo aí do outro lado? Por que você ainda não atravessou?

- Como? Não vê o abismo que nos separa?

- Sim, vejo, respondeu o anjo.

- Então, como que eu vou atravessar?

- Onde esta a ponte que eu te entreguei?

- Que ponte? Você me entregou uma cruz e ela está comigo.

E o anjo disse: 

- Então coloque-a no meio do abismo, porque o tamanho dela é exato para que você possa atravessar.

sábado, 1 de agosto de 2026

Mensagem na Garrafa 203 = A casa

Imagem criada com IA Microsoft Bing

AUTOR ANÔNIMO

Um velho pedreiro que construía casas estava pronto para se aposentar. Ele informou ao chefe o seu desejo de sair da indústria de construção e passar mais tempo com sua família. Ele ainda disse que sentiria falta do salário, mas realmente queria se aposentar.

A empresa não seria muito afetada pela saída do pedreiro, mas o chefe ficou triste ao ver um bom funcionário partindo. Assim, pediu ao pedreiro para trabalhar em mais um projeto, como um favor. 

O pedreiro não gostou, mas acabou concordando. Foi fácil ver que ele não estava entusiasmado com a ideia. Assim, prosseguiu fazendo um trabalho de segunda qualidade e usando materiais inadequados. Foi uma maneira negativa de ele terminar sua carreira.

Quando o pedreiro acabou, seu chefe veio fazer a inspeção da construção. Depois, deu-lhe a chave da casa e disse: "Essa casa é sua. Ela é o meu presente para você."

O pedreiro ficou muito surpreso. Que pena! Se soubesse que estava construindo sua própria casa, teria feito tudo diferente.

* * * * * * * * * * *
O mesmo acontece conosco. Nós construímos nossa vida, um dia de cada vez e, muitas vezes, fazemos menos que o possível na construção. Depois, com surpresa, descobrimos que precisamos viver na casa que nós mesmos construímos. Se pudéssemos fazer tudo de novo, faríamos diferente, não é? Só que... não podemos voltar atrás.

Você é o pedreiro. Todo dia você martela pregos, ajusta tábuas e constrói paredes. E como a vida é um projeto que você mesmo edifica, as suas atitudes e escolhas de hoje estarão determinando o tipo de "casa" em que você vai morar amanhã.

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Mensagem na Garrafa * 202 * = Palavras ao vento

Imagem criada com IA Microsoft Bing

AUTOR ANÔNIMO

Um senhor, há muito tempo, tanto falou que seu vizinho era ladrão que o rapaz acabou sendo preso! Dias depois descobriram que era inocente. O rapaz foi solto e processou o homem. No tribunal, o velho diz ao juiz:

- Comentários não causam tanto mal, senhor juiz...

E o juiz respondeu:

- Escreva os comentários que o senhor fez num papel, depois pique-o e jogue os pedaços no caminho de casa. Amanhã, volte para ouvir a sentença.

O senhor obedeceu e voltou no dia seguinte. Antes da sentença, o juiz diz:

- O senhor terá de catar todos os pedaços de papel que espalhou ontem.

O velho responde:

- Não posso fazer isso. O vento deve tê-los espalhado, já não sei onde estão.

O juiz então diz:

- Assim, desta mesma maneira, um simples comentário pode destruir a honra de um homem, a ponto de não podermos mais consertar o mal. Que lhe sirva a lição.

E ministrou-lhe uma pena de prisão.

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Mensagem na Garrafa 201 = A estória dos sapinhos....

Imagem criada do IA Microsoft Bing

AUTOR ANÔNIMO

Era uma vez um grupo de sapinhos que organizaram uma competição. O objetivo era alcançar o topo de uma torre muito alta.

Uma multidão se juntou em volta da torre para ver a corrida e animar os competidores... A corrida começou...

Sinceramente: Ninguém naquela multidão toda realmente acreditava que sapinhos tão pequenos pudessem chegar ao topo da torre.

Eles diziam coisas como:

- "Oh, é difícil DEMAIS!!

- Eles NUNCA vão chegar ao topo." ou: - "Eles não tem nenhuma chance de sucederem. A torre é muito alta!"

Os sapinhos começaram a cair. Um por um... Só alguns poucos continuaram a subir mais e mais alto...

A multidão continuava a gritar

- "É muito difícil!!! Ninguém vai conseguir!"

Outros sapinhos se cansaram e desistiram... Mas UM continuou a subir, e a subir... Este não desistia!

No final, todos os sapinhos tinham desistido de subir a torre. Com exceção do sapinho que, depois de um grande esforço, foi o único a atingir o topo!

Naturalmente, todos os outros sapinhos queriam saber como ele conseguiu. Um dos sapinhos perguntou ao campeão como ele conseguiu forças para atingir o objetivo.

E o resultado foi...

Que o sapinho campeão era SURDO!!!!

A moral da história é: Nunca dê ouvidos a pessoas com tendências negativas ou pessimistas... porque eles tiram de você seus sonhos e desejos mais maravilhosos. Aqueles que o Senhor colocou no seu coração! Sempre se lembre do poder das palavras. Porque tudo o que você falar, ouvir e ler irá afetar suas ações! Portanto, seja SEMPRE... POSITIVO! E acima de tudo: SURDO! Quando as pessoas dizem que VOCÊ não pode realizar SEUS sonhos!

domingo, 26 de julho de 2026

Mensagem na Garrafa 200 = O copo d'água

Imagem criada com IA Microsoft Bing

AUTOR ANÔNIMO

O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d'água e bebesse.

- "Qual é o gosto?" perguntou o Mestre.

- "Ruim " disse o aprendiz.

O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.

Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago, então o velho disse:

- "Beba um pouco dessa água".

Enquanto a água escorria do queixo do jovem, o Mestre perguntou:

- "Qual é o gosto?"

- "Bom!" disse o rapaz.

- Você sente gosto do "sal" perguntou o Mestre?

- "Não" disse o jovem.

O Mestre então sentou ao lado do jovem, pegou sua mão e disse:

- A dor na vida de uma pessoa não muda.

Mas o sabor da dor depende do lugar onde a colocamos. Então quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido das coisas. Deixe de ser um copo. Torne-se um lago...

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Mensagem na Garrafa 199 = Ainda tomaremos um café juntos

Imagem criada com IA Microsoft Bing

AUTOR ANÔNIMO

Um professor, diante de sua classe de filosofia, sem dizer uma só palavra, pegou um pote de vidro, grande e vazio, e começou a enchê-lo com bolas de golfe. Em seguida, perguntou aos seus alunos se o frasco estava cheio e imediatamente todos disseram que sim.

O professor então pegou uma caixa de bolas de gude e esvaziou-a dentro do pote. As bolas de gude encheram todos os vazios entre as bolas de golfe. O professor voltou a perguntar se o frasco estava cheio e voltou a ouvir de seus alunos que sim.

Em seguida, pegou uma caixa de areia e esvaziou-a dentro do pote. A areia preencheu os espaços vazios que ainda restavam e ele perguntou novamente aos alunos, que responderam que o pote agora estava cheio.

O professor pegou um copo de café (líquido) e o derramou sobre o pote umedecendo a areia.

Os estudantes riam da situação, quando o professor falou:

 "Quero que entendam que o pote de vidro representa nossas vidas. As bolas de golfe são os elementos mais importantes, como Deus, a família e os amigos. São com as quais nossas vidas estariam cheias e repletas de felicidade. As bolas de gude são as outras coisas que importam: o trabalho, a casa bonita, o carro novo, etc... A areia representa todos as pequenas coisas. Mas se tivéssemos colocado a areia em primeiro lugar no frasco, não haveria espaço para as bolas de golfe e para as de gude. 

O mesmo ocorre em nossas vidas. Se gastamos todo nosso tempo e energia com as pequenas coisas nunca teremos lugar para as coisas realmente importantes. Prestem atenção nas coisas que são primordiais para a sua felicidade. Brinquem com seus filhos, saiam para se divertir com a família e com os amigos, dediquem um pouco de tempo a vocês mesmos, busquem a Deus e creiam n´Ele, busquem o conhecimento, estudem, pratiquem seu esporte favorito...

Sempre haverá tempo para as outras coisas, mas ocupem-se das bolas de golfe em primeiro lugar. O resto é apenas areia."

Um aluno se levantou e perguntou o que representava o café. 

O professor respondeu: "Que bom que me fizestes esta pergunta, pois o café serve apenas para demonstrar que não importa quão ocupada esteja nossa vida, sempre haverá lugar para tomar um café com um amigo".

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Mensagem na Garrafa 198 = Trabalhar com alegria

Imagem: IA Microsoft Bing

AUTOR ANÔNIMO

Havia uma fazenda onde os trabalhadores viviam tristes e isolados uns dos outros. Eles estendiam suas roupas surradas no varal e alimentavam seus magros cães com o pouco que sobrava das refeições. Todos que viviam ali trabalhavam na roça do senhor João, dono de muitas terras, que exigia trabalho duro, pagando muito pouco por isso.

Um dia, chegou ali um novo empregado, cujo apelido era Zé Alegria. Era um jovem agricultor em busca de trabalho. Foi admitido e recebeu, como todos, uma velha casa onde iria morar enquanto trabalhasse ali.

O jovem, vendo aquela casa suja e abandonada, resolveu dar-lhe vida nova. Cuidou da limpeza e, em suas horas vagas, lixou e pintou as paredes com cores alegres e brilhantes, além de plantar flores no jardim e nos vasos.

Aquela casa limpa e arrumada destacava-se das demais e chamava a atenção de todos que por ali passavam.

Ele sempre trabalhava alegre e feliz na fazenda, por isso tinha o apelido de Zé Alegria.

Os outros trabalhadores lhe perguntavam: como você consegue trabalhar feliz e sempre cantando com o pouco dinheiro que ganhamos?

O jovem olhou para os amigos e disse: – Bem, este trabalho hoje é tudo que eu tenho. Ao invés de blasfemar e reclamar, prefiro agradecer por ele. Quando aceitei trabalhar aqui, sabia das condições. Não é justo que agora que estou aqui, fique reclamando. Farei com capricho e amor aquilo que aceitei fazer.

Os outros, que acreditavam ser vítimas das circunstâncias, abandonados pelo destino, o olhavam admirados e comentavam entre si: "como ele pode pensar assim?"

O entusiasmo do rapaz, em pouco tempo, chamou a atenção do fazendeiro, que passou a observá-lo à distância.

Um dia o sr. João pensou: "Alguém que cuida com tanto carinho da casa que emprestei, cuidará com o mesmo capricho da minha fazenda. Ele é o único aqui que pensa como eu. Estou velho e preciso de alguém que me ajude na administração da fazenda."

Num final de tarde, foi até a casa do rapaz e, após tomar um café bem fresquinho, ofereceu ao jovem o cargo de administrador da fazenda. O rapaz aceitou prontamente.

Seus amigos agricultores novamente foram lhe perguntar:

"O que faz algumas pessoas serem bem sucedidas e outras não?"

A resposta do jovem veio logo: 

– Em minhas andanças, meus amigos, eu aprendi muito e o principal é que: não somos vítimas do destino. Existe em nós a capacidade de realizar e dar vida nova a tudo que nos cerca. E isso depende de cada um. 

Toda pessoa é capaz de efetuar mudanças significativas no mundo que a cerca. Mas, o que geralmente ocorre é que, ao invés de agir, jogamos a responsabilidade da nossa desdita sobre os ombros alheios. Sempre encontramos alguém a quem culpar pela nossa infelicidade, esquecidos de que ela só depende de nós mesmos. Para encobrir sua indolência, muitos jogam a culpa no governo, nos empresários, nos políticos, na sociedade como um todo, esquecidos de que quem elege os governantes são as pessoas; que quem gera empregos são os empresários, e que a sociedade é composta pelos cidadãos. Assim sendo, cada um tem a sua parcela de responsabilidade na formação da situação que nos rodeia. E para ser feliz, basta dar ao seu mundo um colorido especial, como o personagem desta história que, mesmo numa situação aparentemente deprimente para os demais, soube fazer do seu mundo uma realidade bem diferente.

E conforme ele mesmo falou: existe em nós a capacidade de realizar e dar vida nova a tudo que nos cerca.

sábado, 18 de julho de 2026

Mensagem na Garrafa 197 = O executivo e o pescador


AUTOR ANÔNIMO 

Um executivo de férias na praia observava um pescador sobre uma pedra fisgando alguns peixes com equipamentos bastante rudimentares: linha de mão, anzol simples, chumbo e iscas naturais.

O executivo chega perto e diz:

- Bom dia, meu amigo, posso me sentar e observar?

O pescador:

- Tudo bem, doutor.

O executivo:

- Poderia lhe dar uma sugestão sobre a pesca?

- Como assim? - Respondeu o pescador.

- Se você me permite, eu não sou pescador, mas sou executivo de uma multinacional muito famosa e meu trabalho é melhorar a eficiência da fábrica, otimizando recursos, reduzindo preços, enfim, melhorando a qualidade dos nossos produtos. Sou um expert nessa área e fiz vários cursos no exterior sobre isto - disse o executivo, entusiasmado com sua profissão.

- Pois não, doutor, o que qui o senhor qué sugeri? - Perguntou calmamente o pescador.

- Olha, estive observando o que você faz. Você poderia ganhar dinheiro com isso. Vamos pensar juntos. Se você pudesse comprar uma vara de pescar com molinete, poderia arremessar sua isca para mais longe, assim pescaria peixes maiores, certo? Depois disso, você poderia treinar seu filho para fazer este trabalho para você. Quando ele se sentisse preparado, você poderia comprar um barco motorizado com uma boa rede para pescar uma quantidade maior e ainda vender para as cooperativas existentes nos grandes centros. Depois, você poderia comprar um caminhão para transportar os peixes diretamente, sem os intermediários, reduzindo sensivelmente o preço para o usuário final e aumentando também a sua margem de lucro. Além disso, você poderia ir para um grande centro para distribuir melhor o seu produto para os grandes supermercados e peixarias. Já pensou no dinheiro que poderia ganhar? Aí você poderia vir para cá como eu vim, descansar e curtir essa paz, este silêncio da praia, esta brisa gostosa...

- Mas isso eu já tenho hoje! - respondeu o pescador, olhando fixamente para o mar.
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A ambição cega pode nos fazer criar caminhos complexos e exaustivos para alcançar objetivos que já possuímos. Nem todo processo precisa ser otimizado se o resultado final já traz satisfação e paz de espírito.

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Mensagem na Garrafa 196 = Os tordos e a coruja

LEONARDO DA VINCI
Itália, 1452 – 1519, França

Estamos livres! Estamos livres! - gritaram os tordos certo dia, vendo que um homem apanhara a coruja - agora a coruja não vai mais nos assustar. Agora dormiremos em paz.

De fato, a coruja caíra numa armadilha e o homem a colocara dentro de uma gaiola.

- Vamos ver a coruja na prisão! - disseram os tordos, voando e cantando em volta da gaiola de sua inimiga.

Porém o homem capturara a coruja com outra finalidade, a de apanhar os tordos. A coruja aliou-se imediatamente a seu captor, que prendeu-a pelo pé e colocava-a diariamente em cima de uma estaca, bem à vista. A fim de poderem ver a coruja, os tordos voaram para as árvores próximas, nas quais o homem escondera gravetos cobertos de visgo. E assim como a coruja, os tordos também perderam a liberdade.

Moral da Estória:
Esta fábula é dirigida a todos os que se alegram quando um opressor perde a liberdade. Pois o conquistado logo se torna aliado ou instrumento do conquistador, enquanto que todos aqueles que nele confiam sucumbem a outro senhor, perdem a liberdade, e frequentemente também suas vidas.
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LEONARDO DE SER PIERO DA VINCI nasceu em Anchiano, em 1452 na Itália e morreu em Clous Lucé, em 1519, na França, era para seus contemporâneos um personagem discutido e controvertido. Como pintor era mal visto, porque jamais terminava as obras iniciadas; como escultor despertou suspeitas por não ter forjado em bronze o monumento equestre a Francisco Sforza; como arquiteto era perigosamente ousado; como cientista era de fato um louco. Sobre um ponto, no entanto, seus contemporâneos viam-se obrigados a concordar: Leonardo era um argumentador fascinante, um polido conversador, um contador de histórias “mágico” e fantástico, um gênio da palavra acompanhada da mímica. Falando da ciência, fazia calar os cientistas; argumentando sobre filosofia, convencia os filósofos; inventando fábulas e lendas, conquistava os favores e a admiração das cortes. Sempre, e em qualquer lugar, Leonardo era o centro das atenções. E jamais decepcionava seu auditório porque tinha sempre, alguma história nova para contar. As fábulas e lendas de Leonardo têm um objetivo e finalidade moral, algumas foram traduzidas por Bruno Nardini e publicadas no Brasil em 1972. O único personagem constante dessas fábulas e lendas é a natureza: a água, o ar, o fogo, a pedra, as plantas e os animais têm vida, pensamento e palavras. O homem, pelo contrário, aparece como instrumento inconsciente do destino, e sua ação, cega e implacável, destrói vencidos e vencedores.
“O homem é o destruidor de todas as coisas criadas”, escreveu Leonardo no “Livro das Profecias”; e nunca, como hoje em dia, na longa história de nosso planeta, uma asserção foi mais verdadeira e tão tragicamente atual.