Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Matusalém Dias de Moura (1959)

Matusalém Dias de Moura nasceu em 05 de junho de 1959, no Município de Iúna, ES. Advogado e Procurador de carreira da Assembléia Legislativa do Espírito Santo. Foi Vereador e Presidente da Câmara Municipal de Iúna, Relator Geral da primeira Lei Orgânica do Município de Iúna. Foi Assessor Jurídico dos Municípios de Ibatiba (ES) e Lajinha (MG); Escrivão Judiciário da Quarta Vara Criminal de Cariacica (ES) e Secretário Particular da Presidência da Assembléia Legislativa, na gestão do então Deputado Vicente Silveira. Em 2000 recebeu da Câmara Municipal de Vitória o título de “Cidadão Vitoriense”.
            Poeta, cronista, contista, ensaísta e haicaísta, com trabalhos publicados em vários jornais e revistas. Publicou, também, os seguintes livros: Menino de Cachoeirinha, 1993; Varal Partido, 1998; 17 Poemas da Infância, 1999; Vento Rasteiro, 1999; O Silêncio dos Sinos, 2000; Poemas do Caparaó, 2000; Crônicas da Montanha e do Mar, 2006, (Prêmio Rubem Braga, da União Brasileira dos Escritores/RJ); Poemas Mínimos, 2008; Minha Mãe Lavadeira, 2008; Flagrantes da Rua, 2009; Pequenos Ensaios, 2009; Água de Nascente, 2009; e História da Criação e Instalação da Biblioteca Municipal de Iúna, 2010; Alguma Coisa da Memória, 2011; Os Olhos de Lúcia e Outros Poemas de Amor, 2011 (Prêmio Arnaldo Aizim, da União Brasileira de Escritores/RJ); Carta Um Lavrador e Outros Poemas, 2011. Participou de várias Antologias publicadas em nível nacional.
            Membro da Academia Espírito-santense de Letras (cadeira 34); da Academia Iunense de Letras (cadeira 26), do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo, União Brasileira dos Trovadores. Como Membro Correspondente, pertence, dentre outras, à Academia Mineira de Letras; Academia Cachoeirense de Letras; Academia Pindamonhangabense de Letras e à União Brasileira de Escritores, do Rio de Janeiro. Em 2001 recebeu o Diploma de Alto Mérito Cultural da União Brasileira de Escritores, do Rio de Janeiro. trabalhos publicados em vários jornais e revistas. Publicou, também, os seguintes livros: Menino de Cachoeirinha, 1993; Varal Partido, 1998; 17 Poemas da Infância, 1999; Vento Rasteiro, 1999; O Silêncio dos Sinos, 2000; Poemas do Caparaó, 2000; Crônicas da Montanha e do Mar, 2006, (Prêmio Rubem Braga, da União Brasileira dos Escritores/RJ); Poemas Mínimos, 2008; Minha Mãe Lavadeira, 2008; Flagrantes da Rua, 2009; Pequenos Ensaios, 2009; Água de Nascente, 2009; e História da Criação e Instalação da Biblioteca Municipal de Iúna, 2010; Alguma 

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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