sábado, 13 de setembro de 2025

Asas da Poesia * 92 *


Poema de
LAIRTON TROVÃO DE ANDRADE
Pinhalão/ PR

O Rouxinol
"Nosso leito é um leito verdejante."
(Ct. 1.16)

Fica comigo nesta noite, amor!
A voz do rouxinol quisera ter!
Desejo ser teu único cantor,
Pra te afagar até no amanhecer!

Quem dera, ouvisses belas melodias,
Que só um rouxinol sabe cantar!
Na rede de carinho cairias
Pra que o amor te fosse balançar!

Esquece, agora, as noites enfadonhas,
Que passaste chorando abandonada!
É hora de viver tudo o que sonhas,
Sentindo-te do mundo a mais amada.

Que bom, se ouvisses líricas poesias
Na voz suave de um trovador!
No leito de ternura estremecias,
Gozando dos embalos deste amor.

Não terias cruentos dissabores,
Que te amarguram tanto o coração;
Bem longe do demônio dos horrores,
Serias bem feliz, minha paixão!

Oh, noite escura! - Noite sem luar!
Verei a luz brilhar na escuridão;
Teus olhos vão meus olhos namorar,
E vou encher de amor teu coração.

Fica comigo nesta noite, ó flor!
A voz do rouxinol quisera ter!
Nesta noite terias muito amor!
- Que bom se não houvesse o amanhecer!…
= = = = = = = = =  

Soneto de 
AMILTON MACIEL MONTEIRO
São José dos Campos/SP

Saudade

Saudade é o amor que fica e nos conforta
depois que a gente perde, com pesar,
o nosso ser amado e não suporta
a ausência triste que nos quer matar!

E para mim é a luz que entra na porta
e não permite o escuro me cegar;
mas se o amargor me vem, é ela que o exorta,
e põe consolo amigo em seu lugar!

Assim, acho até bom sentir saudade
e a deixo me envolver bem à vontade,
só para amenizar alguma dor...

Pois o seu gosto é meio adocicado
e nunca me deixou nem agitado...
Saudade para mim é afim do amor!
= = = = = =

Gabinete de
OTACÍLIO BATISTA
São José do Egito/PE (1923 – 2003)

     O povo deseja ouvir
     Um Gabinete bonito;
     Poeta, só acredito
     Se você não me mentir.
     Trate de se prevenir
     Para poder cantar bem
     Eu comprei um cartão
     Para viajar no trem:
     Sem cartão ninguém vai,
     Sem cartão ninguém vem!
     Vai e vem, vem e vai,
     Vem e vai, vai e vem.
     Quem não tem o que eu tenho,
     Morre danado e não tem!
     Quem estiver com inveja,
     Se esforce e faça também ...
     Cavalo bom é ginete;
     Quem não canta Gabinete,
     Não é cantor pra ninguém!
= = = = = = 

Aldravia de
MARÍLIA SIQUEIRA LACERDA
Ipatinga/MG

chuva
cai
música
embala
sono
= = = = = = 

Soneto de
JOSÉ XAVIER BORGES JUNIOR
São Paulo/SP

Divina peça

És todas as lembranças de alegrias,
És todos os sorrisos que sorri,
És todos os ocasos dos meus dias,
És todos os carinhos que acolhi.

És todo esse mistério que vivi,
És luz, escuridão, és harmonias,
És fel que pela vida assim sorvi,
Buquê das minhas taças tão vazias...

És doce salvação que me condena,
A aurora que precede o triste ocaso,
Perdão que hoje me obriga a cumprir pena,

Botão que não vingou neste meu vaso,
O pano que desceu na última cena,
Da peça que encenamos ao acaso…
= = = = = = 

Poema de 
CECÍLIA MEIRELES
Rio de Janeiro/RJ, 1901 – 1964

Mar em redor

Meus ouvidos estão como as conchas sonoras:
música perdida no meu pensamento,
na espuma da vida, na areia das horas...

Esqueceste a sombra no vento.
Por isso, ficaste e partiste,
e há finos deltas de felicidade
abrindo os braços num oceano triste.

Soltei meus anéis nos aléns da saudade.
Entre algas e peixes vou flutuando a noite inteira.
Almas de todos os afogados
chamam para diversos lados
esta singular companheira.
= = = = = =

Quadra Popular

Eu quero bem, mas não digo
a quem é que quero bem;             
quero que saibam que eu quero,  
mas que não saibam a quem!
= = = = = = 

Hino de 
CARAUARI/ AM

Carauari, és brasileira
terra de minhas razões
que teus filhos altaneiros
sejam sempre soberanos
no progresso e na união.

O teu sacado sereno
caprichos do rio Juruá
criação da natureza
em momentos singular.

No verão, tuas vazantes,
que se mostram prazenteiras,
desafiam tuas barrancas
com promessas alvissareiras.

Carauari, rio Juruá,
terra boa para se cantar
a nossa voz no meio da floresta,
em nossa volta a natureza em festa.

Carauari, no Amazonas,
és beco de tradições,
para tantos que te amam,
nordestinos os teus filhos,
tem raízes no teu chão.

Batata vinda do céu,
teu nativo te chamou,
com sua sabedoria
o teu solo abençoou.
Carauari, és brasileira,
terra de minhas razões,
que teus filhos altaneiros
sejam sempre soberanos
no progresso e na união.

O teu sacado sereno,
caprichos do rio Juruá,
criação da natureza
em momentos singular.

No verão tuas vazantes,
que se mostram prazenteiras,
desafiam tuas barrancas
com promessas alvissareiras.

Carauari, rio Juruá,
terra boa para se cantar,
a nossa voz no meio da floresta,
em nossa volta a natureza em festa.

Carauari, no Amazonas,
és beco de tradições,
para tantos que te amam,
nordestinos os teus filhos,
tem raízes no teu chão.

Batata vinda do céu,
teu nativo te chamou,
com sua sabedoria
o teu solo abençoou.

Enquanto tuas terras firmes
envolvem na vastidão
vestígios de ouro negro,
o tesouro desta nação (2x)
= = = = = =

Soneto de 
ALPHONSUS DE GUIMARAENS FILHO
Ouro Preto/MG, 1870 – 1921, Mariana/MG

Soneto da morte

Entre pilares podres e pilastras
fendidas, te revi subitamente;
eras a mesma sombra em que te alastras,
feita carícias de uma face ausente.

Eras, e me afligias. Tormentosa,
vi-te crescer nos muros desabados.
Cruel, cruel; contudo, mais saudosa,
mais sensível que os céus e os descampados.

Bolor, pátina espessa, calmaria,
vi-te a sofrer no fundo da cidade
como um grande soluço percutindo

sobre os olhos, as mãos e a boca fria.
E de repente um grito de saudade.
Depois a chuva, sem cessar, caindo.
= = = = = = = = = = = = = = = = = = = =  =

Recordando Velhas Canções
NINGUÉM CHORA POR MIM 
(bolero, 1961) 

Mas se um dia eu tiver que chorar 
Ninguém chora por mim 

Hoje a notícia correu 
Vieram logo me dizer 
Mas a verdade é que eu 
Já estava farto de saber. 

Um comentário é fatal 
A um grande amor que chega ao fim 
E quem sou eu afinal 
Para mudar coisas assim. 

Os meus problemas são meus 
Deixem comigo a solução 
Os meus fracassos a Deus 
É que eu revelo quantos são. 

Um conselho é tão fácil de dar 
Qualquer um cita exemplos no fim 
Mas se um dia eu tiver que chorar 
Ninguém chora por mim.
= = = = = = = = = = = = =

O Romance Policial no Brasil

HISTÓRICO

O romance policial no Brasil tem uma trajetória rica e diversificada, refletindo as transformações sociais, culturais e políticas do país. 

Surge no século XIX, fortemente influenciado pela literatura europeia, especialmente os clássicos de Edgar Allan Poe e Arthur Conan Doyle. Embora as bases do gênero já estivessem se formando, o primeiro romance policial brasileiro amplamente reconhecido é "O Mistério do Crime de São Paulo" (1887) de Joaquim de Almeida e Silva. No entanto, muitos estudiosos citam o impacto das obras de Machado de Assis, que, embora não sejam romances policiais no sentido estrito, exploram temas de mistério e crime em obras como "Memórias Póstumas de Brás Cubas".

O gênero começa a ganhar forma e popularidade nas primeiras décadas do século XX. Autores como Mário de Andrade e, posteriormente, Agatha Christie começam a influenciar a escrita de romances policiais. Em 1924, publica-se "O Caso Morel" do escritor argentino Adolfo Bioy Casares, que combina elementos de ficção científica e mistério, mostrando a versatilidade do gênero.

Na década de 1940, vários autores começam a se destacar no Brasil. Um dos pioneiros é Rubem Fonseca, que traz uma abordagem urbana e contemporânea ao gênero, refletindo a violência e a complexidade social do Brasil. Seus contos e romances, como "Feliz Ano Novo", são marcos dessa nova fase do romance policial.

Durante as décadas de 1970 e 1980, o romance policial brasileiro começa a ter uma voz mais forte e crítica. O crime e a corrupção se tornam temas recorrentes, refletindo a realidade política do período da ditadura militar. Autores como João Gilberto Noll e os influenciados pela Escola de Escritores de São Paulo incorporam elementos do gênero noir, apresentando personagens complexos e tramas sombrias. 

Neste período, as publicações começaram a se diversificar, e surgiram editoras dedicadas ao gênero, que possibilitaram a publicação de novas vozes e narrativas.

Nos anos 1990 e 2000, o gênero passa a conquistar um público cada vez maior. Autores como Luiz Ruffato, com "Estação das Chuvas", e os romances de policial de contador de histórias como a série "O Sétimo" de Lúcia Hiratsuka, vão ganhando espaço nas prateleiras.

O best-seller "O Silêncio dos Inocentes", que foi adaptado para o cinema e se tornou fenômeno mundial, também influenciou o mercado brasileiro, fazendo com que mais autores tentassem explorar essa narrativa cheia de suspense e reviravoltas.

Na contemporaneidade, o gênero policial brasileiro é extremamente prolífico e diverso. Autores como Patrícia Melo, com suas tramas policiais que exploram a marginalidade da sociedade, e Raphael Montes, que traz uma abordagem mais psicológica e perturbadora, têm atraído a atenção tanto de críticos quanto de leitores.

Além disso, a literatura policial brasileira começa a se expandir para outras mídias, como séries de televisão e filmes, aumentando sua visibilidade e popularidade.

Em suma, o romance policial no Brasil evoluiu de influências estrangeiras para uma identidade própria, refletindo as complexidades da sociedade brasileira. Através de suas histórias, os autores abordam questões sociais, dilemas morais e as nuances do comportamento humano, consolidando o gênero como uma das expressões literárias mais vibrantes do país.

ELEMENTOS DO ROMANCE POLICIAL

O romance policial é um gênero literário caracterizado por uma série de elementos que, quando combinados, criam tramas intrigantes e envolventes. Abaixo estão os principais elementos que compõem um romance policial:

1. Crime

O crime é o núcleo central da narrativa policial. Geralmente, envolve um ato ilícito, como um assassinato, um roubo ou um sequestro. O crime serve como ponto de partida para a investigação, e o autor deve apresentar os detalhes de como e por que o crime ocorreu.

2. Detetive ou Investigador

O protagonista muitas vezes é um detetive, seja profissional (como um policial, investigador particular) ou amador. Esse personagem é encarregado de resolver o crime e geralmente possui habilidades de percepção e raciocínio lógico aprimoradas. O detetive é fundamental para a condução da história, guiando o leitor através da investigação.

3. Suspeitos

Os romances policiais tipicamente apresentam uma lista de suspeitos - indivíduos que podem ter motivos e oportunidades para cometer o crime. Cada suspeito traz suas próprias características, motivos e segredos, que o detetive (e o leitor) deve desvendar ao longo da narrativa.

4. Pistas e Indícios

As pistas são os elementos que podem levar à solução do crime. Elas podem ser físicas (como objetos deixados na cena do crime), testemunhos ou comportamentos suspeitos. O autor deve distribuir as pistas de maneira estratégica, permitindo que o leitor também tente solucionar o mistério ao lado do detetive.

5. Investigação

A investigação é o processo pelo qual o detetive coleta informações, interroga suspeitos e analisa evidências. Esse elemento é central ao enredo e envolve muitas reviravoltas e revelações. O desenvolvimento da investigação deve ser claro e intrigante, conduzindo o leitor através de uma série de descobertas e deduções.

6. Revelação ou Clímax

Ao longo do romance, as tensões aumentam em direção a um clímax, onde o detetive apresenta suas descobertas. Essa revelação crucial geralmente oferece a solução do crime e pode incluir uma reviravolta surpreendente que desafia as expectativas do leitor.

7. Motivo e Contexto

O motivo é a razão pela qual o crime foi cometido. Pode envolver questões como vingança, ganância ou ciúme. O contexto social, cultural e psicológico também desempenha um papel importante, proporcionando profundidade à história e explicando por que os personagens agem da maneira que fazem.

8. Ambiente

O ambiente onde a história se desenrola pode influenciar a trama e os personagens. Pode ser uma cidade grande, uma área rural, ou um espaço fechado, como uma casa ou barco. O cenário pode ser utilizado para criar uma atmosfera de mistério e suspense.

9. Narrador

O ponto de vista do narrador é crucial na narrativa policial. Pode ser em primeira pessoa, do ponto de vista do detetive ou de um personagem interessado, ou em terceira pessoa, oferecendo uma visão mais ampla sobre a trama. A escolha do narrador pode impactar a carga emocional e as revelações da história.

10. Finalização

O desfecho do romance policial geralmente resolve as questões levantadas ao longo da narrativa. Uma conclusão satisfatória revela a verdade sobre o crime e fornece um encerramento para a história dos personagens, embora algumas obras possam deixar espaço para interpretações ou reflexões mais profundas.

Considerações finais

Esses elementos trabalham em conjunto para criar uma narrativa envolvente, que mantém os leitores intrigados e ansiosos para descobrir a resolução do mistério. O sucesso de um romance policial muitas vezes depende não apenas de um enredo bem construído, mas também da habilidade do autor em manipular os elementos mencionados para surpreender e prender a atenção do leitor.

Bibliografia:
– Abreu, Augusto de. “O Romance Policial Brasileiro: Uma Análise de sua Evolução”. *Revista Brasileira de Literatura Comparada, n° 12, 2010.
– Bakewell, Joan. Edgar Allan Poe: A Biografia. Editora Rocco, 2006 (sobre a influência de Poe no gênero).
– Eagleton, Terry. A História da Literatura. Editora Oxford, 2013. 
– Pereira, Roberta. “Outras Vozes no Crime: A Literatura Policial Contemporânea no Brasil”. Cadernos de Literatura Comparada, v. 4, p. 112-127, 2014.
– Rowland, Barbara. The Detective's Companion: A Guide to the Mystery Genre. Blackstone Publishing, 2003.
– Wagner, Luiz Rufatto. O Libre.to: Ensaios sobre a Literatura Policial. Editora Saã Paulina, 2016.

Fontes:
José Feldman. Literatura tintim por tintim. Floresta/PR. Bibl. Voo da Gralha Azul. 
Imagem criada por Jfeldman com Microsoft Bing  

sexta-feira, 12 de setembro de 2025

Asas da Poesia * 91 *


Poema de
APARECIDO RAIMUNDO DE SOUZA
Vila Velha/ES

Céu nublado

A chuva infindável caiu,
e molhou
a minha alma
quando você partiu...
e eu fiquei aqui, abandonado...

Por assim, “nos depois” em que 
penso em você, as horas param
o tempo estanca, e tudo me leva
a acreditar, e a perceber,
que a vida cruel me sufoca até morrer
= = = = = = 

Soneto de 
ALFREDO SANTOS MENDES
Lisboa/Portugal

Igualdade

Indiferente ao credo à própria raça,
O ser humano nasce, modo igual.
A sua formação conceptual,
É dádiva de Deus, divina graça!

Não traz no nascimento uma mordaça.
Um sórdido ferrete, ou um sinal!
É apenas um ser, e tal e qual,
Igual a qualquer ser que nos enlaça!

O seu direito à vida, ao mundo, enfim!
Ao colo maternal, ao frenesim,
É ganho mal acaba de nascer!

E toda a dignidade adquirida,
Só deverá um dia ser perdida…
No dia em que seu corpo fenecer!
= = = = = = 

Soneto de 
HUMBERTO RODRIGUES NETO
São Paulo/SP

Teatro da vida

Assim como acontece no teatro,
a vida também guarda a mesma média,
pois mescla ao riso da alegria nédia
os dissabores de um momento atro.

Da vida somos, pois, o anfiteatro
de co-partícipes de uma comédia,
ou dos distúrbios de uma vil tragédia
que às vezes nos atinge a três por quatro.

Mas o destino, em condição expressa,
execra aquele ator que age à pressa,
toldando o brilho das encenações.

Não transige com falhas ou senões,
pois Deus, que é o próprio Diretor da peça
não quer saber de artistas canastrões!
= = = = = = 

Trova Funerária Cigana

Tristonha morada, guarda
de meu bem sua figura,
que os meus suspiros rodeiam
sua triste sepultura.
= = = = = = 

Spina de 
SOLANGE COLOMBARA
São Paulo / SP

As Ondas do Mar 

Refluxo dançante flui
na calmaria agitada,
reflete leves miragens

em um oásis com imagens
reais. A voz gentil, maviosa,
embala o balé de folhagens
na noite quente. Na melodia 
chuvosa é luz em tatuagens.
= = = = = = = = =  

Soneto de
CARMO VASCONCELLOS
Lisboa/Portugal

Meu primeiro amor

Ah!  Meu primeiro amor, quanta cegueira,
tornou, depois de ti, meu rumo incerto…
Outros banais amores,  só canseira  
trouxeram ao meu peito a descoberto.

Fugazes devaneios, inconsistentes,
fogos-fátuos, inábeis pra aquecer
minhas veias, ora gélidas, dormentes,
ausente o teu calor que as fez ferver.

Neles sempre busquei tua ideal imagem,
sequestrada no tempo pla voragem
que me arrastou por ventos de ilusão…

Guarda este meu poema onde estiveres
pra que lembres, amor, sempre que o leres,
que cativo é de ti meu coração!
= = = = = = 

Soneto de
JOÃO BATISTA XAVIER OLIVEIRA
Presidente Alves/SP, 1947 – 2025, Bauru/SP

Liberdade

À pequenina flor pedem passagem
as liras das libertas redondilhas
que fazem amplidões das suas ilhas
e os versos se esvoaçam na miragem.

E quantos que desejam maravilhas
largando as mãos que prendem a coragem
nas ilusões que agitam mas não agem,
levando os sonhos às tribos das trilhas...

Desejam ares nos mares sem costas,
os abandonos das peias supostas,
para os grilhões dos fugazes delírios.

Neste meu mundo deveras pequeno
ao horizonte dos olhos aceno
voo nas asas das vestes dos lírios!
= = = = = = 

Poema de
CASTRO ALVES
Freguesia de Muritiba (hoje, Castro Alves)/BA (1847 – 1871) Salvador/BA

Adormecida

Uma noite, eu me lembro... Ela dormia
Numa rede encostada molemente...
Quase aberto o roupão... solto o cabelo
E o pé descalço do tapete rente.

'Stava aberta a janela. Um cheiro agreste
Exalavam as silvas da campina...
E ao longe, num pedaço do horizonte,
Via-se a noite plácida e divina.

De um jasmineiro os galhos encurvados,
Indiscretos entravam pela sala,
E de leve oscilando ao tom das auras,
Iam na face trêmulos — beijá-la.

Era um quadro celeste!... A cada afago
Mesmo em sonhos a moça estremecia...
Quando ela serenava... a flor beijava-a...
Quando ela ia beijar-lhe... a flor fugia...

Dir-se-ia que naquele doce instante
Brincavam duas cândidas crianças...
A brisa, que agitava as folhas verdes,
Fazia-lhe ondear as negras tranças!

E o ramo ora chegava ora afastava-se...
Mas quando a via despeitada a meio,
Pra não zangá-la... sacudia alegre
Uma chuva de pétalas no seio...

Eu, fitando esta cena, repetia
Naquela noite lânguida e sentida:
"Ó flor! - tu és a virgem das campinas!
"Virgem! - tu és a flor de minha vida!..."
= = = = = = 

Quadra Popular

Com pena pego na pena,
com pena quero escrever;
caiu-me a pena no chão
com pena de te não ver.
= = = = = = 

Soneto de
JERSON BRITO
Porto Velho/RO

Indomável paixão

O coração, teu belo rastro, anjo, conserva
Essa lembrança tão gostosa, me inebria.
Fazer amor rompendo rédeas, sem reserva
É meu desejo recorrente, há nostalgia´.

Olhares sôfregos, nas mãos inquietude
Blandiciosa a me tomar completamente,
Entre sussurros e arrepios, plenitude,
Paixão indômita exalada... Como é quente!

Na pele, eflúvio de delírio, olores nobres,
Satisfação no riso largo é estampada,
Envergo o manto do prazer com que me cobres,
Verto langor nos braços teus, oh, minha amada!

Preso em teu laço, vejo a vida ter mais cor,
Dia após dia, sorvo em sonho esse sabor.
= = = = = = 

Hino de 
IPUPIARA*/BA

Nasce o sol a brilhar lá na serra!
Ao saudar o seu povo varonil,
Que batalha para seu progresso
E ao progresso do Brasil.

Ibipetum!
Terra alegre e formosa,
Com o seu povo gentil
Que ao sol da terra, carpina,
Pra autonomia alcançar!

Tuas serras e seus cristais,
O teu povo a garimpar,
Almejando melhorias e vitórias
E o progresso do lugar.

Ibipetum!
Terra boa e amiga
Para quem lhe visitar;
Em seu manto mui sagrado
E Santo Antonio a abençoar!

Os campos verdes de suas matas
E o plantio a se ganhar,
O sertanejo trabalha contente
Pro progresso familiar!

O teu nome eleva o seu rumo,
É a riqueza do fumo por vir;
Seu topônimo é da língua Tupi,
Ibipetum!
Tu és a terra do fumo!

Viva Ibipetum! Viva Ibipetum!
–––––––
* Nota:
O topônimo Ipupiara é derivado da língua indígena tupi e significa deusa das águas.
O município de Ipupiara possui o distrito sede e o distrito de Ibipetum, por onde estão distribuídos mais de 69 povoados.
= = = = = = 

Poema de
FLÁVIO GIMENEZ
São Paulo/SP

Ilha

Para me perder em teus olhos
Nos caminhos de tua íris, num arco
De mil cores de sonho
Penso, olho em tua pele:
Pálida na manhã enquanto noite.

Para me perder da escura forma
Sigo os indícios do que vem adiante
Em teu franco riso, claro e tanto
Nos cantos de tua pura alma errante

Para me perder em teu mar, sigo
Na marcha do meu ofício que trilha,
No siso branco de tua linda fonte
De todos os prantos do que agora brilha

Para me perder de vez em tua sina
Nos caminhos de tua íris, nem penso
Visto tua alva pele que, pálida
Tece de dia a escuridão das estrelas.
= = = = = =

Recordando Velhas Canções
NOITE CHEIA DE ESTRELAS 
(tango-canção, 1932)
Cândido das Neves

Noite alta, céu risonho 
A quietude é quase um sonho 
O luar cai sobre a mata 
Qual uma chuva de prata 
De raríssimo esplendor 
Só tu dormes, não escutas 
O teu cantor 
Revelando à lua airosa 
A história dolorosa desse amor. 

Lua, 
Manda a tua luz prateada 
Despertar a minha amada 
Quero matar meus desejos 
Sufocá-la com os meus beijos 
Canto 
E a mulher que eu amo tanto 
Não me escuta, está dormindo 
Canto e por fim 
Nem a lua tem pena de mim 
Pois ao ver que quem te chama sou  eu 
Entre a neblina se escondeu. 

Lá no alto a lua esquiva 
Está no céu tão pensativa 
As estrelas tão serenas 
Qual dilúvio de falenas 
Andam tontas ao luar 
Todo o astral ficou silente 
Para escutar 
O teu nome entre as endechas 
A dolorosas queixas 
Ao luar. 

Lua, 
Manda a tua luz prateada 
Despertar a minha amada 
Quero matar meus desejos 
Sufocá-la com os meus beijos 
Canto 
E a mulher que eu amo tanto 
Não me escuta, está dormindo 
Canto e por fim 
Nem a lua tem pena de mim 
Pois ao ver que quem te chama sou  eu 
Entre a neblina se escondeu.
= = = = = = = = = 

José Feldman (O Mistério da Floresta Encantada)

Era uma vez, em uma pequena aldeia cercada por uma densa floresta, uma mulher carinhosa chamada Dona Benta, conhecida por suas delícias culinárias e por cuidar de todos na comunidade. Ela também tinha um profundo amor pela natureza. 

Todos os dias, Dona Benta caminhava pela floresta, admirando as árvores majestosas e os pássaros que cantavam alegremente.

Um dia, enquanto colhia ervas para fazer um chá, ela percebeu que algo estava errado. As árvores estavam murmurando, e o vento parecia sussurrar um aviso. Intrigada, ela decidiu investigar. Com seu cesto cheio de ervas, seguiu o som até uma clareira iluminada pelo sol.

Lá, encontrou Saci, o menino travesso de uma perna só, que estava fazendo travessuras com algumas folhas secas. Ele estava tão concentrado em suas brincadeiras que não percebeu a chegada de Dona Benta.

— Saci! — chamou ela. — O que você está fazendo aqui?

— Ah, Dona Benta! — respondeu ele, dando uma pirueta. — Estou tentando fazer uma poção mágica para fazer as folhas dançarem! Mas parece que as árvores estão tristes. Você percebeu?

Dona Benta assentiu, preocupada.

— Sim, Saci. Algo está acontecendo com a floresta. Precisamos descobrir o que é.

Nesse instante, um ruído ecoou entre as árvores, e o Curupira, guardião da floresta, apareceu, seus cabelos flamejantes brilhando sob os raios de sol. Ele tinha uma expressão séria.

— Olá, Dona Benta, Saci. A floresta está em perigo! Os homens estão cortando árvores sem parar, e os animais estão fugindo. Se não fizermos algo, perderemos este lugar encantado.

Dona Benta, com seu coração bondoso, decidiu que não poderia ficar parada. Juntos, eles formaram um plano. Saci usaria suas travessuras para distrair os homens que estavam desmatando, enquanto Dona Benta e Curupira procurariam uma solução mais permanente.

Na manhã seguinte, o Curupira criava ilusões, fazendo com que os madeireiros se perdessem entre as árvores. Quando eles tentavam seguir um caminho, mudava a direção das trilhas, levando-os a lugares inesperados. Ele usava o vento para sussurrar avisos às árvores e aos animais, alertando-os sobre a presença dos madeireiros. Isso ajudava os animais a se afastarem e evitarem perigos.

O Saci era conhecido por sua habilidade de fazer objetos desaparecerem. Ele escondia ferramentas e equipamentos dos madeireiros, fazendo com que eles não conseguissem trabalhar. Emitia risadas altas e sons estranhos que assustavam os trabalhadores, fazendo com que eles se sentissem inseguros.

Enquanto isso, Dona Benta preparou uma deliciosa refeição com ingredientes da floresta. Ela sabia que a comida poderia unir as pessoas.

Convidou os aldeões para um grande banquete em sua casa, onde serviu pratos feitos com os frutos e ervas da floresta. Durante a refeição, começou a falar sobre a importância de preservar a natureza, mostrando como a floresta era essencial para a vida de todos.

— Se continuarmos a desmatar, — disse Dona Benta, — não teremos mais água limpa, ar puro e alimentos frescos. Precisamos cuidar do que temos!

Os aldeões, tocados pela sabedoria de Dona Benta, começaram a entender a gravidade da situação. Eles decidiram se unir e proteger a floresta. 

No dia seguinte, armados com ferramentas e determinação, foram até a clareira onde os homens cortavam as árvores.

Com a ajuda de Saci, que continuava a confundir os madeireiros, e do Curupira, que se manifestava como eco e vento, os aldeões conseguiram impedir o desmatamento. Juntos, formaram um círculo em volta das árvores que ainda estavam de pé, cantando e dançando em celebração à vida.

Os madeireiros, confusos e assustados, foram embora, e a floresta voltou a respirar aliviada. 

Com o tempo, os aldeões aprenderam a viver em harmonia com a natureza. Plantaram novas árvores e criaram um jardim comunitário, onde todos podiam colher as bênçãos da floresta sem destruí-la.

E assim, com a ajuda de Dona Benta, do travesso Saci e do protetor Curupira, a floresta encantada prosperou, e os habitantes da aldeia aprenderam a respeitar e preservar a beleza natural ao seu redor. A amizade entre eles e a natureza se fortaleceu, e a floresta nunca mais esteve em perigo.

E sempre que alguém caminhava pela floresta, o riso de Saci, as chamas do cabelo do Curupira brilhantes, lembrava que a verdadeira magia estava na preservação e no cuidado com o mundo ao nosso redor.
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JOSÉ FELDMAN, poeta, trovador, escritor, professor e gestor cultural. Formado em técnico de patologia clínica trabalhou por mais de uma década no Hospital das Clínicas de São Paulo. Foi enxadrista, professor, diretor, juiz e organizador de torneios de xadrez a nível nacional durante 24 anos; como diretor cultural organizou apresentações musicais e oficina de trovas. Morou 40 anos na capital de São Paulo, onde nasceu, ao casar-se mudou para Curitiba/PR, radicando-se em Maringá/PR, cidade onde sua esposa é professora da UEM. Consultor educacional junto a alunos e professores do Paraná e São Paulo. Pertence a Confraria Brasileira de Letras, Confraria Luso-Brasileira de Trovadores, etc. Possui os blogs Singrando Horizontes desde 2007, Voo da Gralha Azul (com trovas do mundo). Assina seus escritos por Floresta/PR. Dezenas de premiações em crônicas, contos, poesias e trovas no Brasil e exterior.
Publicações: 
Publicados: “Labirintos da vida” (crônicas e contos); “Peripécias de um Jornalista de Fofocas & outros contos” (humor); “35 trovadores em Preto & Branco” (análises); “Canteiro de trovas”.
Em andamento: “Pérgola de textos”, "Chafariz de Trovas", “Caleidoscópio da Vida” (textos sobre trovas), “Asas da poesia”, "Reescrevendo o mundo: Vozes femininas e a construção de novas narrativas".

Fontes:
José Feldman. Pérgola de Textos. Floresta/PR: Plat. Poe. Biblioteca Voo da Gralha Azul.
Imagem criada por Jfeldman com Microsoft Bing

Dicas de Escrita (Como Escrever o Resumo de um Livro)

coescrito por Annaliese Dunne* no Wikihow


Escrever o resumo de um livro ajuda qualquer um a absorver o que está lendo, bem como facilita a consulta a referências — para o caso de você precisar se lembrar dos pontos principais da obra, por exemplo. Para isso, leia o livro com atenção e faça anotações sobre ideias, trechos e personagens importantes. Depois, use-as para redigir e revisar o trabalho final!

Método 1: Fazendo anotações

1 Faça anotações enquanto lê. 

Use um caderno quando for avançar na leitura para escrever seus pensamentos. Assim, você vai conseguir registrar tudo de forma correta, facilitando o trabalho nos passos seguintes.

Se possível, anote as informações em vários pedaços de papel. Você pode usar um para as impressões gerais e suas ideias básicas, outro para listar os personagens e eventos, outro para falar dos temas principais da obra etc.

Você também pode listar as palavras que não conhece para pesquisar. Encontre seus significados em um dicionário e, em seguida, anote suas definições.

Não sublinhe nem marque o livro: além de permanentes, essas marcas não vão servir muito para a sua memorização.

2 Monte uma lista dos personagens principais.

Escreva o nome e uma breve descrição das personalidades ou características principais dessas pessoas. 

Inclua uma ou duas linhas para falar dos desejos e objetivos de cada uma. Depois, use as anotações para pensar em como os personagens ilustram os temas centrais do livro.

Você também pode criar uma linha do tempo dos principais eventos do livro, ainda mais se a cronologia for complicada ou confusa. Faça várias delas se a história der saltos entre o passado e o presente.

3 Divida o livro em seções.

Pense, por exemplo, em três partes — começo, meio e fim — para não ficar sobrecarregado. Depois, organize suas anotações de acordo com elas.

No começo, apresente os personagens principais e o cerne da história.

No meio, explore o principal "problema" do livro, seja a batalha entre o bem e o mal ou até um assassinato misterioso.

No fim, resolva o problema principal do livro.

4 Identifique o ponto principal de cada seção.

Pense no que o autor explora em cada parte, bem como na relação que elas têm entre si.

5 Determine a ideia principal do livro.

Conforme avança na leitura, pense em que lição a obra quer ensinar e nos temas que são recorrentes: algo de que os personagens falem, um defeito das pessoas que cause problema atrás de problema etc.

Por exemplo: talvez o autor queira mostrar aos leitores que o orgulho faz as pessoas tomarem decisões ruins. Para demonstrar isso, os personagens principais vivem se metendo em situações inusitadas porque são orgulhosos e arrogantes.

Se estiver lendo uma obra de não ficção, a ideia principal pode ter algo a ver com a história ou a sociedade. Talvez o autor queira mostrar aos leitores que comer fast food é nocivo — e, para isso, traga vários exemplos que comprovem suas afirmações.

Método 2: Montando e editando o resumo

1 Descubra se há alguma orientação quanto ao tamanho do resumo.

Se o texto for parte de um trabalho de escola ou faculdade, você provavelmente vai ter que respeitar algum limite de palavras ou linhas. Aproxime-se ao máximo desse número: se for curto demais, vai parecer que não leu o livro; se for muito longo, vai ser muito prolixo.

Por exemplo: se o limite for de 200 palavras, escreva entre 190 e 200.

Mesmo que esteja escrevendo o resumo por conta própria, tente deixá-lo curto, com cerca de 500 palavras, para que ele seja uma ferramenta de consulta acessível.

2 Descreva os pontos centrais e os personagens principais da história.

Comece apresentando o título e o autor do livro e, depois, dizendo o que acontece na obra — tudo em poucas frases, como uma introdução breve.

Por exemplo: "A obra Harry Potter e a Pedra Filosofal, de J.K. Rowling, conta a história de um menino órfão que descobre que é um bruxo. Ele descobre também que existe um mundo fantástico, repleto de bruxos e bruxas do bem e do mal, durante seu primeiro ano na escola de magia de Hogwarts".

3 Explique os pontos principais das seções do livro.

Use suas anotações para resumir o desenrolar da história. Dedique algumas frases a explicar o que acontece em cada seção, como os eventos se sucedem, e por que esse trecho é importante no enredo como um todo.

Essa parte do resumo pode ficar assim: "A primeira parte do livro apresenta o mundo dos bruxos. O leitor vivencia essa experiência com o próprio Harry, que também é lançado naquele mundo novo. Conforme a história progride, fica claro que há algo de ruim acontecendo em Hogwarts — e Harry e seus amigos, Rony e Hermione, decidem descobrir o que é. O fim da obra traz uma série de testes e provações que o menino precisa superar com a ajuda dos amigos e o amor de sua mãe".

4 Conclua com a ideia central do livro.

Termine o resumo dizendo qual a lição que a obra passa. Consulte suas anotações e lembre-se do que havia pensado antes. Escreva uma última frase bem impactante.

Por exemplo: "J.K. Rowling usou a história para mostrar que até pessoas talentosas precisam de amizade e amor para superar o mal".

5 Não dê sua opinião no resumo.

Ele deve conter uma descrição neutra do livro, focada em fatos. Não escreva sobre o que sente quando lê a obra ou dos pontos em que concorda e discorda do autor.

6 Faça uma revisão gramatical do resumo.

Veja se há erros de ortografia ou gramática. Leia o texto em voz alta para encontrar vírgulas fora de lugar e afins e reconte o número de palavras.

Mesmo que esteja escrevendo o resumo para uso pessoal ou para um clube de leitura, ainda é essencial fazer uma revisão — pois o texto tem que fazer sentido. Leia-o com cuidado para saber se há algo a ser mudado.

7 Mostre o resumo a um colega, ainda mais se tiver que entregá-lo na escola ou faculdade.

Essa é uma ótima ideia, já que a pessoa vai detectar erros que você não veria. Se pedir a um colega de sala, ele também pode lhe entregar o texto que escreveu para que ambos se ajudem!

Método 3: Lendo com atenção e cuidado

1 Vá para um lugar quieto, onde possa ler sem distrações.

Fique longe da TV; ponha o celular no modo silencioso e deixe-o guardado; concentre-se somente no livro e no tempo que vai dedicar à leitura.

Leia perto de uma lâmpada ou janela para não forçar os olhos.

2 Divida a leitura em etapas curtas.

Leia em sessões de 20 minutos para não se cansar. 

Se gosta mesmo do livro, leia por uma ou duas horas de cada vez. Dessa forma, vai processar o enredo com mais calma.

3 Se tiver um prazo, dedique tempo suficiente para a leitura.

Ninguém gosta de ficar a noite toda acordado para ler o livro e escrever o resumo de uma vez. Separe pelo menos duas semanas para obras menores e um mês para as maiores. Leia um pouco todos os dias.

Se tiver que fazer o resumo para um trabalho de escola ou faculdade ou um clube de leitura, comece a ler assim que possível. O professor ou orientador do grupo provavelmente calculou quantas semanas são necessárias para que cada pessoa leia a obra e faça o resumo sem pressa.

4 Releia trechos importantes.

É fácil detectá-los: eles acontecem, por exemplo, quando um personagem principal descobre algo significativo ou quando há uma reviravolta surpreendente.

Esses trechos não costumam focar em descrições, e sim em mudanças significativas do enredo: um evento trágico, a resolução de um conflito etc.

5 Preste muita atenção nos personagens principais.

Preste muita atenção nos personagens principais. Os protagonistas são aqueles cujos erros, ações e sentimentos têm a ver com os pontos centrais do livro. Leia com muito cuidado quando eles aparecerem.

6 Não se distraia com os detalhes menores.

Quando estiver escrevendo o resumo, não precisa incluir informações muito específicas sobre personagens, descrições ou partes do enredo que são secundários. Mesmo que ainda tenha que ler esses trechos, não se sinta preso a eles.
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* Annaliese Dunne é Professora de Inglês de Ensino Médio. Com mais de 10 anos de experiência no ramo, é experiente no ensino de gramática e de escrita, assim como no de interpretação. É formada em Inglês.

Fontes:
Imagem criada por Jfeldman com Microsoft Bing