Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Rita Rosa Bertelli (A Herança de nossas vidas)



Próximo das comemorações dos 400 anos de Itu, a cidade ganha um livro que conta a história de uma família ituana desconhecida. É justamente esta a riqueza da obra: falar de pessoas que não são celebridades: seus hábitos, costumes, crendices e até preconceitos de ituanos, alguns do sítio e outros da cidade. São alegrias e discórdias entre as personagens da própria família, dificuldades, coragem e fraqueza; enfim, o dia-a-dia de ituanos comuns. O livro descreve situações dramáticas e engraçadas, conservando a linguagem regional.

"A Herança de nossas vidas" é de autoria de Rita Rosa Bertelli, ituana que morou muitos anos na Vila Ianni e retrata em sua obra passagens que ocorreram em seu bairro, com fatos verídicos e alguns traços autobiográficos.

No mesmo dia será aberta a Exposição "Mãe Natureza", da própria autora do livro, que também é artista plástica e professora de Artes da rede pública de ensino. O evento contará ainda com a apresentação dos músicos Bruna Barbosa, Roni Rosa e Douglas Gimenez.

O lançamento será no dia 13 de dezembro, às 19 horas, na Biblioteca Comunitária Prof. Waldir de Souza Lima, que fica à Rua Floriano Peixoto, 238 – Centro – Itu/SP. Para mais informações e reserva de livros, ligue (11) 7599-7848 ou envie e-mail para bibliotecacomunitariaitu@gmail.com . A entrada para o evento é gratuita.

SERVIÇO
Lançamento do livro "A Herança de Nossas Vidas", de Rita Rosa Bertelli
Abertura da exposição "Mãe Natureza", de Rita Rosa Bertelli
Quando: 13 de dezembro de 2008, às 19 horas
Quanto: entrada gratuita
Local: Biblioteca Comunitária Prof. Waldir de Souza Lima
Rua Floriano Peixoto, 238 – Centro – Itu/SP
Contato: (11) 7599-7848 (Nathalia) / (11) 8445-6122 (Renato)
E-mail: bibliotecacomunitariaitu@gmail.com
Blog: http://bibliotecacomunitaria.wordpress.com

Fonte:
Colaboração da Biblioteca Comunitária Prof. Waldir de Souza Lima

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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