Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Luiz Eduardo Caminha (Livro: História do Stammtisch)

“Stammtisch, reinventando tradições” conta toda a história do resgate da tradição dos Stammtisch em Blumenau e no Estado de Santa Catarina, a partir do ano 2000, por ocasião dos 150 anos de fundação da cidade, além de relatar a história de invenção da festa conhecida como Encontro de Stammtisch (Strassenfest mit Stammtischtreffen) – sem precedentes no mundo – ou, simplesmente, Stammtisch, como ficou popularmente conhecida.

O autor, que é médico, escritor e comunicador, tem uma estreita ligação com os Stammtische já que foi através de seu Programa Stammtisch, na TV Galega de Blumenau, que a história da re-invenção desta secular tradição germânica começou na cidade. Hoje os Encontros de Stammtisch tomaram tal vulto que já ocorrem em mais de 60 municípios catarinenses.

Na grande Florianópolis a festa foi trazida pelo Promotor Cultural Mário Milton Müller, Presidente da Associação Cultural Deutsche Welt, e já se encontra presente em 10 municípios da região. Em São Pedro de Alcântara, Mário Müller contou com o incansável apoio de Diego Silva um dos responsáveis pela implementação da festa neste município.

Segundo o autor “fui convidado, durante um Stammtisch da Associação Deutsche Welt, em 2010, na Ponta de Baixo, em São José, pelos amigos Mário e Diego, com a anuência do Prefeito Municipal, Sr. Ernei Stähelin, para fazer o lançamento do livro, em São Pedro. Entretanto, face a problemas de saúde, em que acabei submetido a um transplante de fígado, tive que transferir toda a agenda de lançamentos e estou retomando-a a partir de agora. É uma grande honra comparecer à primeira cidade colonizada pelos alemães em Santa Catarina, uma das primeiras do Brasil, até porque foram eles que trouxeram, em sua bagagem, toda a rica gama de tradições germânicas da qual faz parte o Stammtisch”, afirma Caminha.

Segundo o autor e pesquisador, “a festa não tem precedentes no mundo, é uma invenção nossa, de Blumenau, e nasceu de uma simples idéia do jornalista Horácio Braun de um dia reunir os grupos existentes anonimamente na cidade para um encontro etílico-gastronômico nas dependências da Proeb (atual Vila Germânica). A festa nunca aconteceu até que, por ocasião dos 150 anos de Blumenau, a ideia ressurgiu e decidimos apoiá-la, através do Programa Stammtisch. O Encontro aconteceu na Rua XV em 26 de Agosto de 2.000 com 17 grupos durante a Strassenfest do Sesquicentenário da cidade”.

Fruto de uma pesquisa de 10 anos em 1068 documentos, dos quais foram referenciados 275, o livro está estruturado em três partes:

1 – A história do Stammtisch e dos Encontros de Stammtisch contada em relato jornalístico, com o testemunho dos personagens que vivenciaram a tradição no passado ou nesta sua nova re-aparição em Blumenau e no Estado de Santa Catarina;

2- A história das tradições desde que surgiram no mundo (800 anos a.C.), passando pelo surgimento do Stammtisch na Alemanha - criado pelo Rei Friedrich Wilhelm I, o Rei-Soldado, (Soldatenkönig), Rei da Prússia (1713 – 1740), mais de um século antes de se constituir o Império Alemão – até chegar aos Encontros de Stammtisch, em Blumenau,

3- As entrevistas de inúmeros blumenauenses e alguns personagens de outras cidades onde a tradição foi revivida, registrando um memorial da história oral desta tradição.

Além disto o livro é ilustrado por um encarte de fotos antigas e recentes extraídas do acervo do próprio autor.

Sobre o autor:

Luiz Eduardo Caminha é médico, escritor e exerce atividades  de jornalismo.Nasceu em Florianópolis, SC. Foi um dos responsáveis pelo resgate da tradição germânica do “Stammtisch”, de seus Encontros e dos Encontros de Amigos e Patotas, em Blumenau e em Santa Catarina.

Membro da Organização dos Encontros de Stammtisch, em Blumenau e em Santa Catarina. Escreve poemas e crônicas desde a adolescência, mas só resolveu publicar seu primeiro livro, “Reflexos” (poesias), em 1997; Depois vieram um “e-book” Poemas, em 2007, “Saboreando Crônicas” em 2008 e “ “Stammtisch, Reinventando Tradições”, em 2010. A par disto, publicou inúmeros artigos e crônicas na internet e na imprensa. Já teve alguns de seus escritos destacados e premiados em Concursos de Poesias e Crônicas Nacionais. Foi colunista de opinião e política da Folha de Blumenau. É mentor e editor do site “Stammtisch, Confrarias e Patotas” http://www.stmt.com.br , que permaneceu durante 10 anos em 1º. Lugar na referência do termo Stammtisch no mundo, nos principais sites de busca da internet. Hoje, perdeu esta posição para a Wikipédia e tem o site colocado nos 2º. e 3º lugares dos principais sites de busca.

É acadêmico – Cadeira nº. 18 da Academia Catarinenses de Letras e Artes, membro fundador do Capítulo Santa Catarina da SOBRAMES - Sociedade Brasileira de Médicos Escritores; membro da Sociedade de Escritores de Blumenau; de “Os Confrades da Poesia” e do Portal CEN - “Cá Estamos Nós”e da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores. Ocupa a Cadeira nº. 11, Academicus Praeclarus, do Clube dos Escritores de Piracicaba. É membro titular do Conselho Estadual de Cultura de Santa Catarina.

Foi Coordenador do III Encontro Luso-Brasileiro de Escritores do Portal CEN em 2008.

Contatos com o autor:

(48) 3369.3115
(48) 9111.5550 (TIM)
e-mail: luizecaminha@gmail.com

Fonte:
Luiz Eduardo Caminha

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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