Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Isabel Pakes (1947)

Nascida em Araçoiaba da Serra/SP aos 26/09/1947. Professora aposentada, residente em Cerquilho/SP.

Poeta e declamadora:

1º prêmio no I, II e III Festival de Poemas de Cerquilho (1986 a 1988)

1º prêmio no I Concurso de Poesias Fernando Pessoa de Juiz de Fora - MG - participação no livro “Poesia e Liberdade” das Edições Maria (1989)

1º prêmio no  I Concurso de Poesias de Juquitiba - SP (1990)

1º prêmio na categoria "outra cidade" no V Concurso de Poesias de Capivari - SP (1990 )

1º prêmio no I e II Festival de Poesias de Tietê - SP (1991 e 1992)

1º prêmio no I Concurso Mário Gemignani de Poesias - Capão Bonito - SP (1992 )

Trabalhos literários voluntários:
- “Poesia e declamação”, com crianças assistidas pela Casa de Maria, em Tietê/SP (2005 a 2008)

- “Caminhos da Poesia”, com crianças e adolescentes assistidos pela Promoção Social, em Cerquilho (2007)

Outras atividades literárias:

- Participação da "Noite e Poesia" - Palco Livre - na Faculdade de Tatuí (anos 90)

- Participação da "Poesia na 4ª Capa", evento promovido e realizado pelo Jardim das Artes de Cerquilho (2004)

- Integrante do corpo de jurados do “Torneio Municipal De Poesias”, do “Festival de Poemas de Cerquilho” e do “Mapa Cultural Paulista - Fase Municipal”, organizados e realizados anualmente pelo Departamento de Cultura da Prefeitura Municipal de Cerquilho.

- Palestra “Poema ou Poesia?” nas Escolas de Ensino Fundamental de Cerquilho/SP

- Participação na comemoração dos 40 anos da “Biblioteca Pública Municipal Guilherme de Almeida” de Cerquilho, com exposição de seus trabalhos (06/2011)
Condecorações:

- Medalha “Cidade De Cerquilho” conferida pela Câmara Municipal de Cerquilho, em 1992.

- Medalha “Filhos Ilustres Da Cidade Das Rosas” conferida pela Prefeitura Municipal de Cerquilho, em 2008.

- Madrinha Do “Festival De Poemas Da Escola Plínio R. De Moraes”, realizado anualmente em Tietê/SP.

Web: http://belpakes.blogspot.com/

Livros publicados:
– Transcendência.
– Era uma vez um grão de areia.

Fontes:
Portal CEN
Blog da Autora.
Clube de Autores

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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