Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

37ª Semana Literária SESC Maringá (17 a 22 de setembro – Programação)

Local:
Av. Duque de Caxias,1517
Telefone: (44) 3265-2750

DIA 17/09 – Segunda-Feira

 9h  ; 10h ; 14h
Conto de fadas às avessas, com Fernanda Munhão
O espetáculo reúne histórias inspiradas em contos de fadas clássicos com finais surpreendentes, entre outras situações engraçadas. Porquinhos, fadas, príncipes e duendes são repaginados de forma cômica e atual. Além das histórias, o espetáculo é composto de músicas autorais da própria narradora, que interagem com a narração de modo divertido para todos os públicos.

14h ; 15h
A maior flor do mundo, com Cia TPK
“A maior flor do mundo” é uma magnífica história para crianças, mas, antes de tudo, é um legítimo Saramago, o que o torna uma fonte de prazer também para adultos. Em perfeita sintonia com a sensibilidade dos pequenos leitores, o autor transmite para este livro, a inventividade poético-narrativa contida em suas obras. A Cia TPK vem contar esta história de uma forma a dialogar com as linguagens cênicas.

15h
Produção literária e seus caminhos
com Domingos Pellegrini
Neste encontro, Pellegrini vai falar sobre sua trajetória como escritor desde o início da carreira até os dias atuais: o dia a dia da profissão e como funciona o processo criativo de uma obra. Pellegrini contará também sobre o desafio de escrever para um público mais jovem, contando a história de suas obras.

20h
Vozes femininas e literatura
com Letícia Wierzchowski e Karen Debértolis
Durante longos anos, a literatura foi cenário dominado pelos homens, cabendo às mulheres o papel de frágeis e doces donzelas, o que foi alterado com as percursoras da escrita feminina, que mesmo sob pseudônimos encontraram uma fenda e se infiltraram no universo da escrita. Ondas feministas contribuíram diretamente para o fortalecimento das escritoras, sendo o trabalho delas ferramenta de propagação dos ideários do movimento. Contudo, esse foi um processo árduo e lento de ruptura de toda uma cultura imposta sobre a falta de intelecto das mulheres. Enquanto na Europa e nos Estados Unidos a produção feminina se intensifica entre os séculos 18 e 19, apenas na segunda metade do século 19 que a escrita feminina se intensificou no Brasil, embora grandes nomes já tivessem despontado anteriormente. Estaria a escrita feminina impreterivelmente atrelada ao movimento feminista? Em tempos onde o termo empoderamento é tão forte e representativo, seria adequado limitarmos a escrita de mulheres ao termo literatura feminina, considerando a busca atemporal por igualdade entre os gêneros? Por que ela se diferenciaria dos textos de escritores?

DIA 18/09 – Terça-Feira

9h ; 14h ; 15h
Africontos, com Cia Mapinguary
A Cia Mapinguary traz como centro do espetáculo Africontos o continente africano, berço da civilização, onde a oralidade se faz de extrema importância para a manutenção de todo um repertório cultural de um povo. A sabedoria e cultura de um povo através das histórias. Ao tocar do tambor, começa a narração das histórias, como Os gêmeos do tambor, oralidade do povo Massai, a cigarra e o camundongo, história do Mageb, depois o Macaquinho de Nariz Branco, conto da Guiné-Bissau, e por fim Ananse e o Pote da sabedoria, entre muitas outras!

10h
Histórias de arrepiar: literatura policial e suspense
com Raphael Montes
Raphael Montes é um dos nomes com maior destaque atualmente no gênero policial, considerado o mais importante romancista policial da nova geração no Brasil. Desprendido de estigmas de “como se escrever um bom livro”, enreda as histórias de maneira que o escritor fica preso a elas e à trama envolvida. Todo esse despojamento e sagacidade o colocam no topo dos livros mais vendidos do estilo e garante a ele uma legião de fãs. Montes participará de um bate papo sobre suas obras e sobre os desafios de escrever romances policiais na atualidade e sobre o seu estilo de escrita.

DIA 19/09 – Quarta-Feira

9h
Canções paranaenses com a Banda Retrosense e orientadores do Centro de Difusão Musical (CDM)
Apresentação de canções paranaenses com os orientadores de Atividades do Centro de Difusão Musical (CDM) - SESC Maringá e a Banda Retrosense. Retrosense é uma banda de Rock Alternativo de Maringá- PR. A banda foi formada em 2012 por Rash (vocal), Otávio Kosak (guitarra), José Roberto (bateria), influenciados por bandas como ABBA, Roxette, The Cramberries, Paramore.

09h30 ; 10h30 ; 14h30 ; 15h30
Encontro com a escritora Vanessa Meriqui
A autora remete primeiramente à oralidade, ferramenta primordial do seu ofício: contar histórias é possivelmente uma das mais antigas manifestações artísticas da humanidade. Desde sempre, reunir adultos e crianças para ouvir histórias, conhecer personagens que falam à nossa alma, que ultrapassam obstáculos, enfrentam desafios e longas jornadas para, ao final, serem felizes ou simplesmente nos dizer algo, é dar voz à imaginação humana, é buscar a construção de um mundo mais leve.

14h ; 15h
Helena de Curitiba
“Helena de Curitiba” narra a história da professora e poetisa paranaense Helena Kolody. O documentário traz imagens e depoimentos inéditos da poetisa, colhidos um mês antes de sua morte, em fevereiro de 2004, aos 92 anos. O enredo do filme nasce com cenas fictícias da infância e adolescência dela em meio à natureza paranaense, passando pelo amadurecimento da escritora, professora e mostrando a sua história como filha, jovem, mulher e autora. Relata parte da história da imigração ucraniana no Paraná através de imagens do acervo da Cinemateca de Curitiba.

DIA 20/09 – Quinta-Feira

9h ; 10h  ; 14h
Pitico, o menino que queria voar, com João Luiz do Couto
O espetáculo une músicas, narrativas e imagens. Por meio da musicalização, brincadeiras e trava-línguas emoldura a história de um menino ávido por voar no mundo da literatura, que morava em uma cidade cercada por muros, e que sonha em um dia poder ver a luz além da muralha. Uma história para gostar de ler!

14h
Sarau poético-musical com os textos de “Samba de Uma Noite de Verão”
com Renato Forin Jr.
O encontro com o escritor, jornalista e diretor de teatro Renato Forin Jr. é sobre as relações entre literatura, música e teatro. O trabalho terá como base o seu livro-CD “Samba de Uma Noite de Verão”, premiado na categoria “Adaptação” na última edição do Jabuti. Nesta dramaturgia, o autor de Londrina reescreve o clássico “Sonho de Uma Noite de Verão”, de Shakespeare, como uma metáfora da formação do país, só com elementos e personagens da cultura brasileira. A oficina terá caráter teórico-prático e passará por conversas sobre identidade nacional, poesia, oralidade e transposição do texto escrito para o corpo e para a voz.

16h30
Lira Otaku, com o escritor Roberth Fabris
O bate-papo consiste numa homenagem ao Imin 110 - amizade Brasil Japão, por meio de poemas de anime como Pokemon, Saint Seya, Bleach, tarde de autógrafos, curiosidades e fotos com os presentes, sendo que o escritor vai estar com roupas temáticas vindas do Japão valorizando o mundo otaku, será uma tarde uma tarde geek animada.

19h
O Contador de Causos, com a escritora Loide Caetano
O contador de causos, de autoria da escritora Loide Caetano, é um livro que une história e ficção. A obra é baseada em algumas das inúmeras histórias contadas por Agenor Borghi, conhecido como Zico Borghi, um pioneiro que chegou a Maringá com a sua família em 1946 e nela vivenciou todo o processo de uma cidade em formação. Viu a mata ser derrubada, a chegada de muitas famílias e a plantação de lavouras de café. Por ser uma pessoa criativa, Zico Borghi apropriou-se de alguns elementos da cultura popular e criou suas próprias histórias como se ele mesmo tivesse enfrentado animais estranhos como a mula sem cabeça, o lobisomem, o tamanduá chupa-cabra, entre outros.

DIA 21/09 – Sexta-Feira

9h  ; 15h
Histórias da nossa gente, com Viramundo
Você já ouviu falar de um tal vaqueiro que não sabia mentir? Ou, quem sabe, conhece Alexandre e seu olho torto? Já ouviu os causos sobre o duelo entre o sábio e o camponês? Sabe como as crianças indígenas da América do Norte colocaram o céu no lugar onde ele está até hoje? Essas e outras histórias e personagens são evocadas e nos transportam ao fantástico da cultura popular oral e do universo mágico da literatura infanto-juvenil.

10h ; 14h
Vermelho de dar dó, com Cristiano Gouveia
O músico, escritor e contador de histórias Cristiano Gouveia apresenta um  encontro entre as linguagens artísticas: o som vira narrativa, a literatura vira uma história cantada, uma música ganha as páginas de um livro para crianças. Cristiano apresenta contos cantados inspirados em livros, causos, fábulas e histórias do mundo inteiro. E apresenta também seu livro/cd Vermelho De Dar Dó, a uma história cantada inspirada no conto clássico da Chapeuzinho Vermelho.

19h

Canções paranaenses com a Banda Retrosense e orientadores do Centro de Difusão Musical (CDM)
Apresentação de canções paranaenses com os orientadores de Atividades do Centro de Difusão Musical (CDM) - SESC Maringá e a Banda Retrosense. Retrosense é uma banda de Rock Alternativo de Maringá- PR. A banda foi formada em 2012 por Rash (vocal), Otávio Kosak (guitarra), José Roberto (bateria), influenciados por bandas como ABBA, Roxette, The Cramberries, Paramore.

DIA 22/09 – Sábado

8h às 12h; 14h às 18h
Oficina: Formação de contação de histórias com Viramundo
Partindo da máxima da literatura enquanto arte da palavra, esta oficina propõe refletir acerca do texto literário tomando-o como fundamental para a formação humanizada do indivíduo. Deste modo, serão pautados diálogos acerca da arte do narrar: a contação de histórias e suas aplicações em sala de aula.
Carga Horária: 8h
Número máximo de participantes: 50
Custo: Gratuito

Fonte:

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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