LYA FETT LUFT foi uma das mais importantes escritoras, tradutoras e intelectuais da literatura brasileira contemporânea. Nasceu em 1938, em Santa Cruz do Sul/RS e faleceu aos 83 anos em 2021, em Porto Alegre/RS. Passou a infância em sua cidade natal, (cidade de forte colonização alemã). Na juventude, mudou-se para Porto Alegre. Teve também uma breve passagem pelo Rio de Janeiro na década de 1980, mas viveu a maior parte de sua vida falecendo na capital gaúcha. Atuou como professora universitária de Linguística na [Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) e foi uma das maiores tradutoras do país. Verteu para o português mais de cem livros de grandes autores alemães e ingleses, incluindo Virginia Woolf, Thomas Mann, Hermann Hesse e Günter Grass. Também foi colunista da Revista Veja por muitos anos. Graduou-se em Pedagogia e Letras Anglo-Germânicas pela PUC-RS, com mestrados em Literatura Brasileira e Linguística Aplicada.
Iniciou na literatura escrevendo poemas na década de 1960. Publicou 31 livros ao longo da vida, destacando-se na poesia, no romance e no ensaio filosófico/memorialista. Alguns Livros Publicados: Poesia: Canções do Limiar (1964) e Flauta Doce (1972); Romances de Destaque: As Parceiras (1980 — sua consagração na prosa), A Asa Esquerda do Anjo (1981), Reunião de Família (1982), O Quarto Fechado (1984) e O Tigre na Sombra (2012)
Embora não tenha ingressado na Academia Brasileira de Letras (ABL) nacional, recebeu grandes honrarias de instituições oficiais e foi condecorada como a "Escritora do Ano" pela Academia Rio-Grandense de Letras. Prêmio APCA (1996) da Associação Paulista de Críticos de Arte por “O Rio do Meio”; Prêmio União Latina (2001) de Melhor Tradução Técnica e Científica; Prêmio de Ficção (2014) da Academia Brasileira de Letras pelo romance “O Tigre na Sombra”. Diploma Bertha Lutz (2016) outorgado pelo Senado Federal.
A importância de Lya Luft reside na sua coragem de romper os estereótipos sociais e expor a condição feminina sem idealizações. Sua escrita mergulha profundamente nas inquietudes da alma humana, nas crises familiares e nas relações sufocantes do ambiente patriarcal. Em vez de focar em narrativas externas, ela revolucionou ao retratar o isolamento, a busca pela liberdade de pensamento e as transformações da maturidade. Sua obra uniu o rigor técnico de uma refinada tradutora a uma linguagem universal e acessível, que conectou milhões de leitores a reflexões existenciais profundas.
Fontes = PUCRS Online Academia Rio-Grandense de Letras, Revista Veja (04.06.2024), Portal G1 Globo (30.12.2021) Wikipédia, InfoEscola, etc.

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