O. HENRY é o pseudônimo literário de William Sydney Porter, um dos maiores mestres do conto da literatura mundial. Famoso por sua escrita ágil, humor sagaz e, acima de tudo, por seus finais surpreendentes e irônicos (técnica conhecida como twist ending), ele marcou profundamente a narrativa curta do século XX. Nasceu em Greensboro, Carolina do Norte (EUA), em 1862. Faleceu precocemente em Nova York (EUA), em 1910, aos 47 anos, em decorrência de cirrose hepática, complicações de diabetes e problemas cardíacos. Sua vida itinerante moldou diretamente sua obra. Passou a infância e juventude na Carolina do Norte, Mudou-se para o Texas em 1882 por motivos de saúde (para tratar uma tosse persistente), vivendo em ranchos, em Austin e em Houston. Fugiu para Trujillo, em Honduras, para escapar de acusações criminais nos EUA. Foi lá que ele cunhou a famosa expressão "República das Bananas". Cumpriu pena na Penitenciária de Columbus (Ohio). Fixou residência a partir de 1902, em Nova York, cidade que adotou como cenário para a maioria de suas histórias mais famosas, apelidando-a de "Bagdá do Metrô". Antes de viver exclusivamente da escrita, teve uma carreira profissional bastante variada e conturbada. Trabalhou na farmácia de seu tio e foi desenhista técnico no funcionalismo público do Texas. Atuou como bancário (caixa) no First National Bank de Austin. Em 1894, foi acusado de desfalque e peculato pelo banco. Em 1898, foi considerado culpado e condenado a cinco anos de prisão. Cumpriu três anos em regime fechado em Ohio devido ao bom comportamento. Na prisão, trabalhou como farmacêutico do hospital do presídio.
Começou a escrever contos de forma profissional enquanto estava na prisão para conseguir dinheiro e sustentar sua filha, Margaret. Para ocultar sua verdadeira identidade de ex-presidiário, ele criou o pseudônimo O. Henry. Embora existam várias teorias sobre a origem do nome, a mais aceita é que ele se inspirou no nome de um guarda da prisão (Orrin Henry) ou no nome do biólogo francês Étienne Omer Henry. Ao sair da prisão em 1901, sua carreira decolou. Ele se mudou para Nova York e chegou a escrever um conto por semana para o jornal New York World, tornando-se imensamente popular. O. Henry não pertenceu a Academias de Letras formais. Sua literatura era de apelo popular, publicada em jornais e revistas de grande circulação, e ele mantinha uma vida pessoal reservada e boêmia. Não recebeu grandes prêmios em vida, mas sua importância gerou o O. Henry Award (Prêmio O. Henry), criado em 1919 pela Sociedade de Artes e Ciências dos EUA. É, até hoje, um dos prêmios anuais mais prestigiados do mundo para contos publicados em revistas americanas e canadenses.
Publicou centenas de contos, compilados em livros de enorme sucesso comercial: Cabbages and Kings (1904) – Seu único romance (composto por contos interligados passados em Honduras); The Four Million (1906) – Contém suas obras-primas: "O Presente dos Magos" e "O Policial e o Hino"; The Trimmed Lamp (1907); Heart of the West (1907); The Voice of the City (1908); Options (1909); Strictly Business (1910); Sixes and Sevens (1911) – Coletânea póstuma que inclui o conto satírico "O Hábil Detetive".
A importância de O. Henry reside na revolução da estrutura do conto moderno. Ele conseguiu capturar a essência da vida urbana do início do século XX, dando voz e dignidade aos cidadãos comuns de Nova York: balconistas, policiais, mendigos, artistas pobres e pequenos vigaristas. Sua principal marca registrada — o final com reviravolta inesperada — influenciou gerações de escritores de mistério, drama e comédia ao redor do mundo. Ele provou que narrativas curtas e de consumo rápido em jornais podiam carregar uma profunda sensibilidade humana, misturando melancolia e ironia de forma genial. Ele transformou o cotidiano em uma caixinha de surpresas e ditou o ritmo de como contar uma boa história com dinamismo e precisão.
Biografia = Wikipedia, Brasil Escola, Literatura Inglesa (site), Amazon,

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