Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Pedro Albino de Aguiar (1944)



Nasceu em 03-03-1944, no antigo distrito de Ibicuitinga, hoje município, onde fez o Primário. Registrou-se em Morada Nova – Ce, para onde se mudou em 1964 para continuar os estudos. Filho de Raimundo Castelo de Aguiar e Maria Francisca de Jesus. Sempre contando com a ajuda dos pais, transferiu-se para Fortaleza - Ce em 1967, objetivando trabalhar para poder continuar estudando.

Em Fortaleza concluiu o 2º Grau no Colégio Estadual Liceu do Ceará e o curso superior de Administração de Empresas, na Escola de Administração da Universidade Estadual do Ceará – UECE. Juntamente com outros intelectuais cearenses, entre eles Carneiro Portela, Antônio Girão Barroso, Jader de Carvalho, Rembrandt de Matos Esmeraldo e outros, fundou o Clube dos Poetas Cearenses – CLUPCE, onde se reuniam semanalmente na Casa de Juvenal Galeno, objetivando discutir e expandir a poesia e a cultura regional.

Através do CLUPCE participou da I e III Antologia “Os Novos Poetas do Ceará’, Editora Henriqueta Galeno, 1971/73. Escreveu vários artigos no jornal Tribuna do Ceará, como correspondente do interior. Trabalhou de 1968 a 1977 na Cia. de Eletricidade do Ceará – COELCE (antiga CONEFOR)

Quando concluiu o curso superior, em dezembro de 1977, foi selecionado para trabalhar no Governo do Ex-Território Federal de Rondônia, onde prestou serviços como Administrador e exerceu várias funções públicas no período de 17-02-1978 a 19-08-2002, quando se aposentou.

Mestre em Engenharia da Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC.

Professor da UNIR, da UNIRON e da FATEC.

Publicou os seguintes livros:
Poemas, Sonetos & Trovas, 1989;
Versos Soltos X Rimados & Pensamentos, 1992;
69 Poemas de Amor, 1995,

Participou de várias antologias editadas pela Secretaria de Cultura do Estado de Rondônia.

Cadeira numero 18 da Academia de Letras de Rondônia, tendo por patrono Humberto de Campos.

Secretário Geral da Academia de Letras de Rondônia – ACLER, eleito no dia 04 de janeiro de 2008, para um mandato de dois anos - 2008/2009.

Fonte:

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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